— Sentiu a cama balançar? — escreveu uma moradora em um grupo de mensagens após um tremor registrado no…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar fenômenos naturais (como vulcões, terremotos e tsunamis) e justificar a rara ocorrência desses fenômenos no Brasil, com base no modelo das placas tectônicas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Sentiu a cama balançar? — escreveu uma moradora em um grupo de mensagens após um tremor registrado no interior da Bahia. Em poucos minutos, circularam áudios dizendo que “vem tsunami”, porque a cidade fica a algumas horas do litoral. No boletim divulgado por um centro de sismologia, o evento foi estimado em magnitude 4,2, com foco a cerca de 8 km de profundidade e epicentro aproximadamente 350 km distante da costa. O boletim também comentou que, no planeta, os terremotos mais fortes e muitos vulcões aparecem com maior frequência em faixas onde uma placa da crosta encosta na outra, como ao longo da Cordilheira dos Andes. Já no interior de placas, podem ocorrer abalos menores por esforços acumulados em antigas fraturas das rochas. Com base no texto, interprete o risco de tsunami associado a esse tremor e identifique a justificativa mais consistente, usando o modelo das placas tectônicas.
- A) Considerar que estar no Atlântico perto da dorsal garante abalos fortes e tsunamis frequentes na costa.
- B) Considerar que o epicentro foi intraplaca e distante de bordas, limitando a energia e a chance de tsunami.
- C) Considerar que não existem falhas no Brasil, então o registro do tremor seria apenas falha do sismógrafo.
- D) Considerar que a placa Sul-Americana é imóvel, o que impediria qualquer tremor no país.
- E) Considerar que qualquer tremor, mesmo a 350 km da costa, sempre empurra o mar e forma tsunami.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Os dados do boletim são magnitude 4,2, foco raso (cerca de 8 km), epicentro a 350 km da costa e no interior de uma placa, que é a Sul-Americana. Esse conjunto indica um abalo de energia moderada e localizado longe de bordas de placas. Passo 2: Um tsunami exige o deslocamento vertical de grande volume de água do oceano, o que costuma ocorrer com terremotos fortes, geralmente em zonas de encontro de placas, sob o mar. Passo 3: Um tremor intraplaca, de magnitude baixa, longe do litoral e com foco raso, não tem energia para deslocar a coluna de água do oceano. Por isso o risco de tsunami é desprezível, e a alternativa B, que liga o epicentro intraplaca à energia limitada e à baixa chance de tsunami, é a justificativa mais consistente. Passo 4: A alternativa A está errada porque a costa brasileira não fica em uma borda ativa e a proximidade de uma dorsal não garante abalos fortes nem tsunamis frequentes. A alternativa C está errada porque o próprio texto admite falhas antigas nas rochas do interior, capazes de gerar abalos, e o tremor foi registrado por sensores reais. A alternativa D está errada porque placas tectônicas se movem, ainda que lentamente, e a placa ser rígida não impede tremores. A alternativa E está errada porque o tipo de tremor, a magnitude e a distância da costa são fatores decisivos, e nem todo abalo desloca a água do mar.
💡 Dica: Analise o texto e relacione o local do epicentro com o risco de tsunami segundo placas tectônicas.
Alternativa por alternativa
Confunde a proximidade de uma dorsal oceânica, que é uma borda divergente no mar, com risco sísmico no interior do continente. Supõe que qualquer borda de placa gera tsunamis frequentes na costa brasileira.
Por que engana: Confundir localização do epicentro com possibilidade de tsunami, ou acreditar que qualquer tremor gera tsunami.
Tremores intraplaca tendem a liberar menos energia e, por ocorrerem em terra, não deslocam o fundo do mar como em bordas; assim, tsunami é improvável.
Acredita que terremotos só ocorrem onde há falhas visíveis e grandes, e que um país sem limites de placas não tem falhas. Ignora que fraturas antigas no interior das placas podem gerar abalos menores.
Entende que placa tectônica parada é sinônimo de placa rígida e sem movimento, e conclui que isso impede qualquer tremor. Não percebe que o movimento lento das placas não é a única fonte de abalos.
Assume que todo tremor empurra a água do mar, ignorando os dados do boletim sobre magnitude, profundidade e distância da costa. Generaliza um efeito que só ocorre em terremotos fortes e próximos do oceano.
Raio-X da questão
placas tectônicas e tsunamis
avaliacao
placas tectônicas básicas · terremotos e epicentros
Estude placas tectônicas e como elas influenciam terremotos e tsunamis.
Confundir localização do epicentro com possibilidade de tsunami, ou acreditar que qualquer tremor gera tsunami.
pensamento_critico
cientifico
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