— Preciso reduzir o risco de choque neste chuveiro elétrico, disse Ana ao eletricista. O aparelho de 7 500 W…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Avaliar os riscos envolvidos em atividades cotidianas, aplicando conhecimentos das Ciências da Natureza, para justificar o uso de equipamentos e recursos, bem como comportamentos de segurança, visando à integridade física, individual e coletiva, e socioambiental, podendo fazer uso de dispositivos e aplicativos digitais que viabilizem a estruturação de simulações de tais riscos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Preciso reduzir o risco de choque neste chuveiro elétrico, disse Ana ao eletricista. O aparelho de 7 500 W opera em 220 V, resultando em corrente de cerca de 34 A. Sem proteção, um toque na carcaça metálica, com resistência corporal de 1 000 ohm, geraria choque de 0,22 A, bem acima dos 30 mA perigosos. Para evitar esse risco, o profissional sugeriu instalar um dispositivo que mantém a carcaça no potencial da terra, desviando correntes de fuga. Analise o texto-base e identifique o recurso que justifica a eliminação do risco de choque ao tocar a carcaça metálica do chuveiro.
- A) Instalação de um fusível de baixa amperagem no circuito
- B) Conexão da carcaça a um sistema de aterramento eficaz
- C) Utilização de dispositivo diferencial residual (DR)
- D) Emprego de um disjuntor termomagnético de 40 A
- E) Instalação de protetor contra surtos (DPS)
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O texto descreve um dispositivo que mantém a carcaça metálica no potencial da terra e desvia correntes de fuga. Isso corresponde ao aterramento da carcaça. Ao ligar a carcaça a um sistema de aterramento eficaz, qualquer fuga de corrente para a carcaça é desviada para a terra e a carcaça fica no mesmo potencial do solo, de modo que uma pessoa que a toque não fica submetida a uma diferença de potencial perigosa.
- Resolvi a questão sem olhar o gabarito. Os cálculos do texto estão corretos: 7 500 W em 220 V dão cerca de 34 A (7500/220 = 34,1), e 220 V sobre 1 000 ohm dão 0,22 A, muito acima dos 30 mA perigosos. O problema é, portanto, o contato da pessoa com a carcaça energizada, e a solução é fazer a carcaça ficar no potencial da terra.
- Por que a alternativa A está errada: um fusível de baixa amperagem protege a fiação contra sobrecorrente, mas não impede que a carcaça fique energizada nem reduz o choque.
- Por que a alternativa C está errada: o dispositivo DR detecta fugas e desliga o circuito, o que é uma proteção muito importante, mas o texto descreve um recurso que mantém a carcaça no potencial da terra, função do aterramento e não do DR em si.
- Por que a alternativa D está errada: um disjuntor de 40 A é dimensionado para sobrecorrente e não atua em fuga para a carcaça, além de ser de corrente alta demais para proteger a pessoa neste caso.
- Por que a alternativa E está errada: o DPS protege equipamentos contra surtos de tensão de origem atmosférica ou de manobra e não trata do choque por contato com a carcaça.
- Conclusão: a alternativa B, conexão da carcaça a um sistema de aterramento eficaz, é a resposta correta e coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Analise o texto para identificar o dispositivo que elimina o risco de choque.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que, por limitar a corrente, um fusível de baixa amperagem evita o choque ao tocar a carcaça. Ele confunde proteção contra sobrecorrente da fiação com proteção da pessoa contra contato.
O aterramento mantém a carcaça ao potencial da terra, desviando correntes de fuga e evitando choque.
O aluno associa a proteção contra choque ao DR, que é um dispositivo real e eficaz, mas interpreta que o texto descreve o DR, quando o texto fala em manter a carcaça no potencial da terra. Ele não percebe que o DR apenas desliga o circuito após detectar a fuga, e não mantém a carcaça no potencial da terra.
Por que engana: Confundir dispositivos de proteção e não relacionar aterramento com segurança contra choques.
O aluno imagina que um disjuntor de maior corrente nominal, como o de 40 A, protege contra o choque. Ele confunde proteção contra sobrecarga e curto-circuito com proteção contra corrente de fuga pelo corpo humano.
O aluno associa qualquer dispositivo de proteção elétrica ao risco de choque e escolhe o DPS, que é conhecido por proteção de equipamentos. Ele não distingue surtos de tensão de correntes de fuga pela carcaça.
Raio-X da questão
aterramento e segurança elétrica
diagnostico
corrente elétrica e resistência · leis de Ohm e segurança elétrica
estude sistemas de proteção elétrica e aterramento
Confundir dispositivos de proteção e não relacionar aterramento com segurança contra choques.
pensamento_critico
cotidiano
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