Em um bairro periférico de Belo Horizonte, moradores e artistas organizaram o projeto “Muro Vivo” para…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar formas não institucionalizadas de participação social, sobretudo as vinculadas a manifestações artísticas, produções culturais, intervenções urbanas e formas de expressão típica das culturas juvenis que pretendam expor uma problemática ou promover uma reflexão/ação, posicionando-se em relação a essas produções e manifestações.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em um bairro periférico de Belo Horizonte, moradores e artistas organizaram o projeto “Muro Vivo” para transformar uma fachada abandonada em um mural. O grupo definiu coletivamente os temas dos grafites, que abordavam memórias do bairro e críticas sociais. Para realizar a pintura, reuniu doações de tintas feitas por comerciantes e moradores, sem recorrer a financiamento público nem a editais oficiais. A mobilização foi divulgada em redes sociais e em encontros comunitários, e a intervenção gerou debates sobre identidade urbana e apropriação cultural. Considerando o texto, qual elemento caracteriza o projeto “Muro Vivo” como uma forma de participação social não institucionalizada?
- A) A produção de grafites sobre memórias do bairro e críticas sociais.
- B) A obtenção de tintas por meio de doações feitas por moradores e comerciantes.
- C) A realização de debates sobre identidade urbana e apropriação cultural.
- D) A organização autônoma de moradores e artistas para realizar uma intervenção coletiva, sem depender de órgãos públicos ou editais oficiais.
- E) A divulgação do projeto por meio de redes sociais e encontros comunitários.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- A pergunta pede o elemento que caracteriza o projeto como participação social não institucionalizada, ou seja, uma ação coletiva que acontece fora dos canais formais do Estado e das instituições. Passo 2: No texto, moradores e artistas se organizam por conta própria, definem coletivamente os temas e realizam a intervenção sem depender de órgãos públicos, de financiamento estatal ou de editais oficiais. Esse é o traço central da autonomia do grupo. Passo 3: A alternativa D reúne exatamente esse elemento, pois descreve a organização autônoma e a ausência de dependência de órgãos públicos ou editais. Passo 4: A alternativa A está errada porque a produção de grafites é a forma de expressão escolhida, mas não diz, por si só, se a participação é institucional ou não. Passo 5: A alternativa B está errada porque o fato de as tintas serem doadas mostra uma forma de mobilização comunitária, mas não define a natureza da participação em relação às instituições. Passo 6: A alternativa C está errada porque os debates sobre identidade urbana são uma consequência da intervenção, e não o que caracteriza a forma de participação. Passo 7: A alternativa E está errada porque as redes sociais e os encontros comunitários são apenas meios de divulgação e de mobilização, não o elemento que define a participação como não institucionalizada. Passo 8: O gabarito oficial, letra D, está correto.
💡 Dica: Identifique no texto a forma de participação social não institucionalizada descrita.
Alternativa por alternativa
Confunde a atividade artística com a forma de participação, supondo que qualquer produção cultural coletiva já é, por natureza, uma participação não institucionalizada. O grafite descreve o conteúdo da ação, não a relação com as instituições.
Por que engana: Confundir participação social institucionalizada com não institucionalizada, escolhendo alternativas que envolvem órgãos oficiais.
Acredita que a origem dos recursos, por serem doações privadas e comunitárias, define sozinha a natureza da participação. A forma de financiamento não basta para caracterizar a autonomia em relação ao poder público.
Toma uma consequência do projeto, o debate gerado sobre identidade urbana, como se fosse o elemento que caracteriza a participação. O texto menciona os debates como efeito da intervenção, não como sua característica organizacional.
A participação social não institucionalizada ocorre quando a sociedade civil se mobiliza de forma autônoma, fora dos canais formais do Estado, para agir sobre uma questão coletiva. No texto, moradores e artistas organizaram o projeto, definiram seus temas e obtiveram recursos por meio de doações, sem recorrer a financiamento público ou a editais oficiais.
Assume que usar redes sociais e encontros comunitários já configura participação social não institucionalizada. Esses são apenas meios de divulgação e mobilização, e podem existir também em projetos institucionais.
Raio-X da questão
participação social não institucionalizada
avaliacao
tipos de participação social · características de ações comunitárias
Estude os tipos de participação social e suas características.
Confundir participação social institucionalizada com não institucionalizada, escolhendo alternativas que envolvem órgãos oficiais.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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