Logo no início da manhã, um jovem profissional remoto fechou a mala com seu laptop e partiu para um café em…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, contextualizar e criticar tipologias evolutivas (populações nômades e sedentárias, entre outras) e oposições dicotômicas (cidade/campo, cultura/ natureza, civilizados/bárbaros, razão/emoção, material/virtual etc.), explicitando suas ambiguidades.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Logo no início da manhã, um jovem profissional remoto fechou a mala com seu laptop e partiu para um café em bairro boêmio, onde passaria as próximas três semanas trabalhando. De acordo com pesquisa fictícia de 2024, 40% desses “nômades digitais” permanecem em cada destino por mais de 30 dias, buscando coworkings e eventos locais. Embora vivam sem residência fixa, eles mantêm vínculos intensos com cidades que oferecem infraestrutura de internet, transporte e lazer. Em contraste, comunidades nômades tradicionais, como pastores de regiões desérticas, deslocam-se periodicamente em busca de pastagens, sem fixação prolongada em um mesmo ponto. O caso dos nômades digitais desafia a classificação dicotômica entre mobilidade e sedentarização, pois conjuga deslocamento permanente e apropriação de espaços urbanos. Analise a partir do texto-base a crítica à dicotomia entre nomadismo e sedentarismo apresentada. Que argumento evidencia tal repensar?
- A) A construção de laços locais pelos nômades digitais indefere completamente sua condição móvel
- B) O acesso constante a internet garante autonomia absoluta dos nômades digitais
- C) A dependência de coworkings sugere que sedentariedade é apenas um aspecto psicossocial
- D) A permanência prolongada em espaços urbanos reduz a distinção entre nômades tradicionais e digitais
- E) A mobilidade cíclica de pastores tradicionais assemelha-se ao deslocamento sem prazo dos nômades digitais
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Identifique a tese do texto. O autor afirma que o caso dos nômades digitais desafia a classificação dicotômica entre mobilidade e sedentarização, porque eles conjugam deslocamento permanente com apropriação de espaços urbanos. Ou seja, a crítica mostra que os dois polos não são excludentes. Passo 2: Procure o argumento que sustenta essa tese. O texto mostra que os nômades digitais permanecem mais de 30 dias em cada destino, criam vínculos intensos com as cidades e usam sua infraestrutura, o que os aproxima de quem se fixa. Essa permanência prolongada em espaços urbanos é o dado que embaralha a fronteira entre nomadismo e sedentarismo. Passo 3: Verifique a alternativa D. Ela afirma que a permanência prolongada em espaços urbanos reduz a distinção entre nômades tradicionais e digitais, o que traduz a crítica à dicotomia. Passo 4: Analise as demais. A alternativa A é errada porque o texto diz que os laços locais coexistem com a mobilidade, e não que a anulam. A alternativa B é errada porque o texto fala em dependência de infraestrutura de internet, não em autonomia absoluta. A alternativa C é errada porque a dependência de coworkings não é apresentada como prova de que a sedentariedade seja apenas psicossocial. A alternativa E é errada porque compara pastores e nômades digitais por um traço que o texto não sustenta: os pastores se deslocam periodicamente, e não sem prazo, e a comparação não serve para questionar a dicotomia. Passo 5: Conclusão. A alternativa D é a única que expressa o argumento de que a fixação urbana prolongada aproxima os dois polos, por isso concordo com o gabarito oficial.
💡 Dica: Compare as características dos nômades digitais e tradicionais para entender a crítica à dicotomia.
Alternativa por alternativa
O aluno supõe que criar laços com a cidade elimina a condição de mobilidade, como se fixação e deslocamento fossem excludentes.
Por que engana: Confundir mobilidade com ausência total de vínculos locais ou fixação prolongada.
O aluno associa o acesso constante à internet a uma autonomia total, extrapolando um dado que o texto apenas menciona como infraestrutura disponível nas cidades.
O aluno transforma a dependência de coworkings em prova de que a sedentariedade é só psicossocial, afirmação que o texto não faz e que foge da crítica à dicotomia.
Destaca-se que os nômades digitais, embora móveis, fixam-se por longos períodos em cidades, questionando a velha divisão.
O aluno percebe uma semelhança superficial entre os grupos e a toma como argumento central, sem notar que o texto contrasta os pastores, que se deslocam periodicamente, com os nômades digitais, que permanecem por longos períodos.
Raio-X da questão
nomadismo, sedentarismo, mobilidade
avaliacao
conceito de nomadismo · conceito de sedentarismo
Estude os conceitos de nomadismo e sedentarismo e suas características.
Confundir mobilidade com ausência total de vínculos locais ou fixação prolongada.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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