Do nascimento do Estado moderno até a Revolução Francesa, ou seja, do século XVI aos fins do século XVIII, a…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Do nascimento do Estado moderno até a Revolução Francesa, ou seja, do século XVI aos fins do século XVIII, a filosofia política foi obrigada a reformular grande parte de suas teses, devido às mudanças ocorridas naquele período. O que se buscou na modernidade iluminista foi fortalecer a filosofia em uma configuração contrária aos dogmas políticos que reforçavam a crença em uma autoridade divina. (Thiago Rodrigo Nappi. “Tradição e inovação na teoria das formas de governo: Montesquieu e a ideia de despotismo”. In: História, vol. 3, nº 3, 2012. Adaptado.) UNESP - 2020
- A) a divisão dos poderes em executivo, legislativo e judiciário.
- B) a restauração de critérios metafísicos para a escolha de governantes.
- C) a justificativa do despotismo em nome da paz social.
- D) a obediência às leis costumeiras de origem feudal.
- E) a retirada do poder político do povo.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O enunciado afirma que a modernidade iluminista buscou fortalecer a filosofia em oposição aos dogmas que sustentavam a autoridade divina dos governantes. A resposta deve, portanto, indicar uma ideia que retire o fundamento da política da religião e o apoie na razão, na lei e em instituições humanas. Passo 2: A alternativa A, a divisão dos poderes em executivo, legislativo e judiciário, foi formulada por pensadores iluministas como Montesquieu. Ela limita o arbítrio do soberano e fundamenta o poder em instituições e na razão, e não em origem divina. Passo 3: A alternativa B está errada porque a restauração de critérios metafísicos é justamente o tipo de justificativa transcendente que o Iluminismo combatia. Passo 4: A alternativa C está errada porque justificar o despotismo em nome da paz social era uma tese do absolutismo, que os iluministas criticavam. Passo 5: A alternativa D está errada porque a obediência às leis costumeiras de origem feudal representa a ordem tradicional que o pensamento moderno buscava superar. Passo 6: A alternativa E está errada porque a retirada do poder político do povo contraria a ideia de soberania popular, central no contratualismo e no pensamento iluminista. Passo 7: Conclusão: a análise confirma o gabarito oficial, A.
💡 Dica: Identifique as mudanças políticas na modernidade iluminista.
Alternativa por alternativa
Montesquieu, em sua obra 'O Espírito das Leis', foi um crítico do absolutismo e propôs a divisão do poder do Estado em três funções: executivo, legislativo e judiciário. Essa separação tinha o objetivo de evitar a concentração de poder em uma só pessoa ou instituição, característica do regime absolutista. Segundo Montesquieu, cada poder deve ser exercido por órgãos diferentes e independentes, criando equilíbrio e impedindo abusos, o que fundamenta os sistemas democráticos modernos.
O aluno pode ter entendido que a modernidade apenas trocou uma autoridade por outra, mantendo critérios metafísicos para escolher governantes. Ele ignora que o enunciado fala de oposição aos dogmas divinos.
Por que engana: Confundir a divisão dos poderes com justificativas metafísicas ou despotismo.
O aluno pode ter associado a ideia de ordem e paz social ao discurso de legitimação do poder absoluto, confundindo o pensamento absolutista com o iluminista. Ele não percebe que os iluministas criticavam o despotismo.
O aluno pode ter pensado que a superação do poder divino deveria manter as tradições feudais, como se a modernidade apenas conservasse o passado. Isso desconsidera que o período buscava romper com a ordem medieval.
O aluno pode ter entendido que a crítica aos dogmas divinos afastava o povo do poder, confundindo a ideia de soberania popular com a de autoridade religiosa. Ele deixa de considerar que o contratualismo fundamenta o poder no povo.
Raio-X da questão
filosofia política modernidade iluminista
diagnostico
filosofia política clássica
estude a divisão dos poderes e o Iluminismo
Confundir a divisão dos poderes com justificativas metafísicas ou despotismo.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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