Ao debater implantação de reatores nucleares para suprir energia regional, qual métrica física é mais…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Utilizar o conhecimento sobre as radiações e suas origens para avaliar as potencialidades e os riscos de sua aplicação em equipamentos de uso cotidiano, na saúde, no ambiente, na indústria, na agricultura e na geração de energia elétrica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Ao debater implantação de reatores nucleares para suprir energia regional, qual métrica física é mais apropriada para comparar impactos radiológicos por unidade de energia produzida?
- A) A dose efetiva é irrelevante quando se mede energia produzida por reatores nucleares.
- B) Comparar energia de reatores nucleares em joules por hora é suficiente.
- C) É melhor comparar impactos radiológicos em grays por unidade de energia.
- D) Dose efetiva não deve ser considerada em qualquer tipo de energia produzida.
- E) Dose efetiva por energia gerada, expressa em sievert por megawatt-hora (Sv/MWh).
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- A questão pede uma métrica física que compare impactos radiológicos por unidade de energia produzida. Passo 2: Resolvi sem olhar o gabarito. Impactos radiológicos sobre a saúde são avaliados pela dose efetiva, medida em sievert (Sv), que pondera o tipo de radiação e a sensibilidade de cada tecido. Para comparar fontes de energia, a dose precisa ser normalizada pela energia gerada, e a unidade adequada é Sv/MWh. Passo 3: A alternativa E traz exatamente isso: dose efetiva por energia gerada, em sievert por megawatt-hora. Ela combina a grandeza radiológica correta com a normalização pela energia, então é a resposta mais apropriada. Passo 4: Comparando com o gabarito oficial, que também é E, não há divergência. Passo 5: Por que as outras estão erradas: A descarta a dose efetiva, mas ela é justamente a grandeza que mede o impacto radiológico sobre pessoas. B usa joules por hora, que é potência e não mede impacto radiológico. C acerta a ideia de normalizar por energia, mas usa grays, que medem a energia absorvida por massa e não consideram o efeito biológico diferente de cada radiação. D faz uma afirmação absoluta de que a dose efetiva não deve ser considerada em qualquer energia, o que contradiz a necessidade de avaliar riscos à saúde.
💡 Dica: Considere as métricas de impacto radiológico em relação à energia produzida.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que, por a energia nuclear ser uma fonte de produção, a dose efetiva não tem relevância para avaliar riscos. Ele separa a produção de energia da exposição radiológica que ela pode causar.
O aluno confunde a grandeza de energia (joules) com potência (joules por hora) e acha que basta comparar a produção de energia para avaliar impactos radiológicos. Ele não percebe que a questão pede uma métrica radiológica.
O aluno percebe corretamente que é preciso normalizar por energia, mas escolhe o gray como unidade de dose. O gray mede energia absorvida por massa e não considera o efeito biológico da radiação, que é o que a dose efetiva em sievert faz.
Por que engana: Confundir a relevância da dose efetiva com a simples comparação de energia em joules, desconsiderando os efeitos radiológicos.
O aluno interpreta que a dose efetiva nunca deve ser usada para comparar fontes de energia, possivelmente por associar a grandeza a algo que não se aplica a todos os casos. A afirmação absoluta ignora que ela é a medida que avalia riscos à saúde.
Sv/MWh relaciona exposição radiológica agregada à quantidade de energia produzida, permitindo comparação entre fontes e avaliação de trade-offs.
Raio-X da questão
impactos radiológicos
avaliacao
impactos radiológicos · unidades de medida em física
Revisar as métricas de comparação de impactos radiológicos em energia nuclear.
Confundir a relevância da dose efetiva com a simples comparação de energia em joules, desconsiderando os efeitos radiológicos.
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cientifico
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