Entre 1956 e 1961, o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek priorizou indústria, energia e rodovias…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar a ocupação humana e a produção do espaço em diferentes tempos, aplicando os princípios de localização, distribuição, ordem, extensão, conexão, arranjos, casualidade, entre outros que contribuem para o raciocínio geográfico.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Entre 1956 e 1961, o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek priorizou indústria, energia e rodovias. Indique uma consequência direta desse programa sobre a estrutura urbana brasileira e relacione causa e consequência.
- A) A concentração de investimentos em polos industriais e rodovias atraiu migração para áreas metropolitanas, gerando crescimento acelerado e desordenado de periferias e aumento da segregação socioespacial.
- B) O Plano de Metas reduziu a migração para áreas rurais, fortalecendo pequenos agricultores.
- C) As periferias cresceram devido ao desestímulo à industrialização e comércio nas cidades.
- D) O Plano de Metas apenas investiu em educação, sem foco em infraestrutura e indústria.
- E) O aumento das favelas foi causado pela queda da população nas cidades do Sudeste.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Identifique o programa e seus eixos. O Plano de Metas (1956-1961) do governo JK tinha 31 metas, concentradas em energia, transporte (sobretudo rodovias), indústria e a construção de Brasília.
- Encontre a causa. Ao concentrar investimentos em polos industriais e em rodovias, o plano gerou empregos principalmente em áreas urbanas, especialmente no Sudeste, e atraiu grande migração de trabalhadores rurais e de outras regiões para as metrópoles.
- Encontre a consequência urbana. Sem planejamento habitacional compatível com esse fluxo, as cidades cresceram de forma acelerada e desordenada, com expansão de periferias, aumento de favelas e maior segregação socioespacial. Essa é a relação direta entre causa e consequência pedida no enunciado.
- Analise as alternativas erradas. B está errada porque o plano estimulou a urbanização e não a migração para o campo. C está errada porque o plano estimulou, e não desestimulou, a industrialização. D está errada porque o plano priorizou infraestrutura e indústria, e não educação. E está errada porque inverte a relação: o crescimento das favelas foi causado pelo aumento da população urbana, não pela sua queda.
- Conclusão. A alternativa A é a única que relaciona corretamente a causa (investimento concentrado em indústria e rodovias) com a consequência (migração e crescimento urbano desordenado), coincidindo com o gabarito oficial.
💡 Dica: Relacione os investimentos em indústria e rodovias aos fluxos migratórios e à expansão urbana.
Alternativa por alternativa
O Plano (1956–1961) promoveu indústria e infraestrutura no Sudeste, intensificando fluxos migratórios rurais-urbanos; a rápida urbanização sem políticas habitacionais ampliou favelização e desigualdade espacial nas cidades.
O aluno pode ter associado o investimento em rodovias a uma suposta valorização do campo e da agricultura, ignorando que o foco do plano era o desenvolvimento urbano-industrial.
Por que engana: Confundir as prioridades do Plano de Metas ou inverter a relação causal, atribuindo o crescimento das periferias à redução da industrialização ou da população urbana.
O aluno pode ter invertido o efeito do plano, imaginando que ele desestimulou a indústria e o comércio urbanos, quando na verdade os estimulou fortemente.
O aluno pode ter confundido o Plano de Metas com outras políticas educacionais e não ter lembrado que os setores prioritários eram energia, transporte e indústria.
O aluno pode ter invertido a relação de causa e efeito, supondo que a queda populacional nas cidades gerou favelas, quando o crescimento urbano é que pressionou a formação de favelas.
Raio-X da questão
Urbanização e segregação socioespacial
avaliacao
Plano de Metas de JK · Industrialização e urbanização brasileiras
Revise os impactos do Plano de Metas na industrialização, na migração interna e no crescimento das cidades.
Confundir as prioridades do Plano de Metas ou inverter a relação causal, atribuindo o crescimento das periferias à redução da industrialização ou da população urbana.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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