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BiologiaENEMBNCC EM13CNT203Difícil⏱ longo

Num lago de água doce, uma simulação virtual prevê a introdução de Procambarus clarkii (lagostim invasor)…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13CNT203

Avaliar e prever efeitos de intervenções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanismos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências de energia, utilizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

Num lago de água doce, uma simulação virtual prevê a introdução de Procambarus clarkii (lagostim invasor). Elabore, de forma detalhada e sequencial, as previsões sobre os efeitos dessa invasão no fluxo de energia e na estrutura da teia alimentar ao longo de curto, médio e longo prazo. Indique também quais métricas (biológicas e abióticas) deveriam ser monitoradas na simulação para avaliar essas predições e proponha um desenho experimental (períodos, controles e réplicas).

✍️ Questão dissertativa: veja abaixo a resposta esperada e a explicação.

Resposta esperada

Resposta modelo (pontos essenciais): 1) Descrição inicial: Procambarus clarkii é um onívoro-detritívoro que consome macrófitas, detritos e invertebrados bentônicos, competindo com consumidores nativos. Espera-se impacto por predação direta, perturbação física do sedimento e consumo de produtores. 2) Curto prazo (dias–meses): redução da biomassa de macrófitas e invertebrados bentônicos; aumento da turbidez por rebaixamento e bioturbação; queda local da produção primária devido à perda de macrófitas. Energia previamente fixada pelos produtores será menos transferida para herbívoros e mais perdida como detrito não processado ou respirado. 3) Médio prazo (meses–anos): diminuição de consumidores especializados (insetos aquáticos, gastropodes); possível aumento de fitoplâncton se a perda de macrófitas liberar nutrientes e luz (blooms algais), alterando a base produtiva da teia; mudança na eficiência trófica com maior perda por ressuspensão e decomposição anaeróbia. 4) Longo prazo (anos): reestruturação da comunidade com dominância de espécies tolerantes à turbidez e às alterações de substrato; perda de alguns níveis tróficos superiores por colapso de presas; fluxo de energia passa a ser menos eficiente e mais sujeito a pulsos (blooms e colapsos). 5) Métricas a monitorar na simulação: biológicas — biomassa de macrófitas (g m-2), abundância/biomassa de invertebrados bentônicos e peixes (ind m-2; g m-2), produção primária bruta (GPP) e respiração (R), riqueza/abundância de espécies nativas; abióticas — concentração de N e P, turbidez (NTU), oxigênio dissolvido, matéria orgânica particulada (POM). Medir eficiência trófica por níveis (energia ingerida versus produzida) e taxas de decomposição. 6) Desenho experimental sugerido: períodos — estabelecer linha de base de 3–6 meses; introdução experimental em t0; monitoramento contínuo por pelo menos 24 meses para captar respostas sazonais e tendências de médio prazo. Controles — réplicas sem introdução (mín. 3 réplicas por tratamento); tratamentos com diferentes densidades de introdução (baixo, médio, alto) e réplicas (mín. 3 cada). Registro com intervalos regulares (semanal para turbidez e O2 nas primeiras 3 meses, quinzenal/mensal para biomassa e produtividade depois). 7) Análise e interpretação: usar comparações entre controles e tratamentos ao longo do tempo (ANOVA/RM-ANOVA ou modelos mistos), avaliar mudanças na rede trófica por métricas de conectância e fluxo de energia, e interpretar sinais precoces (queda de macrófitas, aumento da turbidez) como preditores de reestruturação comunitária. 8) Medidas de mitigação a simular: remoção/controle de Procambarus, restauração de macrófitas e redução de nutrientes; comparar cenários para avaliar eficácia relativa. Esses elementos permitem avaliar mecanisticamente como a invasão altera o fluxo de energia e a estabilidade do ecossistema.

Explicação

A resposta aborda de forma estruturada os impactos da invasão do lagostim, considerando as consequências em diferentes prazos e detalhando as alterações no fluxo de energia e na teia alimentar. Além disso, apresenta métricas específicas para monitoramento e um desenho experimental robusto, garantindo a coleta de dados relevantes para a avaliação das predições. Essa abordagem permite uma compreensão clara e abrangente dos efeitos ecológicos da introdução da espécie invasora.

Raio-X da questão

Dificuldade Difícil
Bloom Criar
Leitura alto
Discriminação alto
Peso pedagógico alto
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade multipla
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ situacional🧩 desafio
🎯 Conceito central

invasão biológica

📌 Objetivo

avaliacao

🧱 Pré-requisitos

teia alimentar · fluxo de energia

📚 Reveja

Revisar os conceitos de teia alimentar e fluxo de energia em ecossistemas aquáticos.

⚠️ Erro mais comum

O aluno pode falhar ao não considerar as interações entre as espécies nativas e o lagostim, subestimando o impacto na teia alimentar.

🌎 Tema transversal

educacao_ambiental

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

cientifico

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