Indique uma prática pública local que contribua diretamente para reduzir a banalização do mal entre agentes…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e avaliar os impasses ético-políticos decorrentes das transformações culturais, sociais, históricas, científicas e tecnológicas no mundo contemporâneo e seus desdobramentos nas atitudes e nos valores de indivíduos, grupos sociais, sociedades e culturas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Indique uma prática pública local que contribua diretamente para reduzir a banalização do mal entre agentes estatais.
- A) A formação contínua é irrelevante se a auditoria não for obrigatória.
- B) Instaurar auditoria pública participativa combinada com formação contínua em ética e procedimentos de responsabilidade administrativa.
- C) Práticas de controle rígido não afetam a banalização do mal nas instituições.
- D) A ética nos procedimentos administrativos é menos importante que a eficiência.
- E) Auditoria pública participativa é desnecessária em um sistema de governo autoritário.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A questão pede uma prática pública local que contribua diretamente para reduzir a banalização do mal entre agentes estatais. A banalização do mal, conceito associado a Hannah Arendt, refere-se a agir sem reflexão crítica, cumprindo ordens e procedimentos sem questionar seus efeitos morais. O antídoto institucional é combinar controle e transparência com formação ética e responsabilização.
- Analisando as alternativas por conta própria, a opção B descreve exatamente essa combinação: auditoria pública participativa (controle com participação social e transparência) somada à formação contínua em ética e à responsabilização administrativa. Isso atua sobre a dimensão do controle e sobre a dimensão da reflexão moral, que são as duas frentes do problema.
- A alternativa A está errada porque afirma que a formação contínua é irrelevante, o que contraria a ideia de que a reflexão ética é necessária para combater a banalização do mal.
- A alternativa C está errada porque nega qualquer efeito do controle, quando controles bem desenhados são justamente um dos mecanismos para limitar condutas sem reflexão.
- A alternativa D está errada porque subordina a ética à eficiência, o que é justamente o tipo de racionalidade puramente procedimental que favorece a banalização do mal.
- A alternativa E está errada porque sugere que a participação social é desnecessária em regimes autoritários, quando é justamente nesses contextos que mecanismos de controle e participação mais fazem falta.
- Conclusão: concordo com o gabarito oficial, B, pois é a única alternativa que apresenta uma prática pública local concreta e coerente com o objetivo de reduzir a banalização do mal entre agentes estatais.
💡 Dica: Pense em exemplos de políticas públicas que promovem a ética.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que, sem obrigatoriedade legal de auditoria, a formação ética não produz efeito, ignorando que a reflexão moral é um fator central contra a conduta automática.
Por que engana: O aluno pode confundir a importância da auditoria com a irrelevância da formação contínua, levando a uma escolha errada.
Transparência e educação em julgamento moral expõem decisões a escrutínio, estimulam reflexão individual e dificultam a execução mecânica de ações nocivas.
O aluno entende que controles rígidos são neutros ou até agravam o problema, confundindo rigidez burocrática com responsabilização efetiva e supondo que regras mecânicas nada mudam na conduta dos agentes.
O aluno aceita a ideia senso comum de que eficiência administrativa vale mais que ética, sem perceber que a busca cega por eficiência é justamente um dos contextos em que a banalização do mal se instala.
O aluno supõe que a auditoria pública e a participação só fazem sentido em democracias, interpretando o termo 'autoritário' como se o controle fosse dispensável, quando em regimes autoritários o controle social é ainda mais necessário.
Raio-X da questão
banalização do mal
diagnostico
banalização do mal · ética na administração pública
Estudar práticas de ética e cidadania em políticas públicas.
O aluno pode confundir a importância da auditoria com a irrelevância da formação contínua, levando a uma escolha errada.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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