Em uma discussão sobre totalitarismo, um estudante afirma que a banalidade do mal, segundo Hannah Arendt, é a…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores, condutas etc., desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade, preconceito, intolerância e discriminação, e identificar ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às liberdades individuais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma discussão sobre totalitarismo, um estudante afirma que a banalidade do mal, segundo Hannah Arendt, é a desumanização do outro. Qual é a implicação disso na formação de fronteiras sociais?
- A) Não tem relação com fronteiras sociais.
- B) Pode levar à exclusão de grupos e à formação de fronteiras sociais.
- C) É apenas uma crítica ao individualismo.
- D) Não afeta a política contemporânea.
- E) Relata-se apenas a contextos históricos.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O enunciado pede a implicação, para a formação de fronteiras sociais, da ideia de que a banalidade do mal se associa à desumanização do outro. Passo 2: Em Arendt, a banalidade do mal descreve a ação de pessoas comuns que cumprem ordens sem refletir sobre o que fazem nem sobre o ponto de vista dos afetados, como no caso de Eichmann. Passo 3: Quando o outro deixa de ser visto como semelhante e passa a ser tratado como inimigo, indesejável ou não humano, criam-se categorias que separam quem pertence à comunidade de quem é excluído. Essa lógica gera exclusão de grupos e fronteiras sociais rígidas, o que torna a alternativa B correta. Passo 4: Observação sobre o gabarito: a formulação do estudante é uma simplificação. Arendt associa a banalidade do mal sobretudo à ausência de pensamento e de juízo, e não a uma desumanização deliberada. A conexão com fronteiras sociais decorre da desumanização, e não da banalidade em si, mas a alternativa B continua sendo a que melhor expressa essa implicação. Passo 5: Por que as demais estão erradas: A nega uma relação que existe, pois a desumanização produz separação social. C reduz o conceito a uma crítica ao individualismo, que não é o foco de Arendt. D ignora que a análise arendtiana se aplica também a práticas políticas contemporâneas. E restringe o conceito a contextos históricos, contrariando a pretensão geral da reflexão de Arendt.
💡 Dica: Analise a relação entre desumanização e fronteiras sociais.
Alternativa por alternativa
Acredita que a desumanização do outro é um fenômeno individual, sem efeitos coletivos, e que tratar pessoas como não humanas não tem relação com a forma como a sociedade se organiza em grupos separados.
A desumanização permite a exclusão, criando fronteiras entre grupos.
Associa a banalidade do mal a egoísmo individual, confundindo a falta de pensamento crítico de quem obedece com individualismo.
Por que engana: O aluno pode confundir a banalidade do mal com uma crítica ao individualismo, ignorando suas implicações sociais e políticas.
Pensa que o conceito de Arendt pertence apenas ao passado e que suas categorias não ajudam a entender práticas políticas atuais.
Lê o conceito como restrito ao nazismo e ao totalitarismo do século XX, ignorando que Arendt o usa como reflexão geral sobre juízo e responsabilidade.
Raio-X da questão
banalidade do mal
avaliacao
totalitarismo e desumanização · pensamento crítico sobre ética
Revisar a teoria de Hannah Arendt sobre totalitarismo e desumanização.
O aluno pode confundir a banalidade do mal com uma crítica ao individualismo, ignorando suas implicações sociais e políticas.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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