Em um município amazônico, a vigilância epidemiológica acompanhou três bairros durante doze meses. Nos bairros…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Avaliar e prever efeitos de intervenções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanismos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências de energia, utilizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em um município amazônico, a vigilância epidemiológica acompanhou três bairros durante doze meses. Nos bairros situados próximos a fragmentos florestais e a áreas recentemente abertas para ruas, foram encontrados criadouros com água acumulada em valas e escavações após períodos de chuva. Nesses locais, identificaram-se larvas do mosquito Anopheles darlingi, transmissor da malária, e a incidência da doença aumentou de 3 para 11 casos por mil habitantes. Em um bairro com drenagem adequada, sem registro desses criadouros, a incidência caiu de 1 para 0,8 caso por mil habitantes. Os pesquisadores concluíram que a condição urbana, por si só, não impede a transmissão da doença. Com base nos dados apresentados, qual interpretação explica melhor a relação entre a malária e o ambiente em áreas urbanas?
- A) A instalação de drenagem adequada não altera a malária quando existem áreas urbanizadas.
- B) A presença de casos nos bairros demonstra que a malária permanece restrita às áreas florestais.
- C) A urbanização pode manter a transmissão quando favorece criadouros do mosquito transmissor próximos às moradias.
- D) A ocorrência de chuvas reduz a malária ao eliminar a água acumulada nos bairros.
- E) A urbanização aumenta a malária principalmente por concentrar mais pessoas nas moradias.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Leia os dados com atenção. Nos bairros próximos a fragmentos florestais e a áreas recém-abertas para ruas, surgiram criadouros com água acumulada em valas e escavações após as chuvas, foram encontradas larvas de Anopheles darlingi, transmissor da malária, e a incidência subiu de 3 para 11 casos por mil habitantes.
- No bairro com drenagem adequada e sem criadouros, a incidência caiu de 1 para 0,8 por mil habitantes. Ou seja, onde não há o criadouro, a doença não se sustenta.
- A conclusão dos pesquisadores é que a condição urbana, por si só, não impede a transmissão. O ponto central é que o ambiente urbano pode criar condições para a transmissão quando favorece os criadouros do vetor perto das moradias.
- A alternativa C expressa exatamente isso: a urbanização pode manter a transmissão quando favorece criadouros do mosquito próximos às moradias. Está correta e é coerente com os dados.
- Por que as outras estão erradas: A contraria os dados, pois a drenagem adequada associou-se à queda da incidência. B é falsa, pois os casos apareceram justamente nos bairros urbanizados. D inverte a relação, já que a chuva é o que forma os criadouros, e não o que elimina a malária. E atribui o aumento à concentração de pessoas, algo que os dados não medem; o fator observado foi a presença de criadouros do vetor.
💡 Dica: Considere os fatores ambientais que influenciam a transmissão da malária.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a drenagem não tem efeito sobre a malária em áreas urbanizadas, ignorando que o bairro drenado teve queda da incidência.
O aluno entende que a presença de casos em bairros urbanos significa que a doença só ocorre na floresta, confundindo a localização dos casos com a origem da transmissão.
Por que engana: Ignorar que ambientes limpos reduzem criadouros do mosquito transmissor, levando a conclusoes erradas sobre a relacao entre malaria e ambiente urbano.
Os bairros com áreas recentemente modificadas, água acumulada e presença de larvas do Anopheles darlingi apresentaram aumento da incidência de malária. Já o bairro com drenagem adequada e ausência desses criadouros apresentou redução dos casos. Portanto, o fator determinante não é o caráter urbano em si, mas a existência de condições ambientais que favorecem o vetor próximo à população.
O aluno supõe que a chuva, por lavar o ambiente, reduz a doença, ignorando que a água acumulada após as chuvas é justamente o criadouro do mosquito.
O aluno associa a malária à aglomeração de pessoas, como em outras doenças, sem perceber que o texto aponta a presença de criadouros do vetor como fator decisivo.
Raio-X da questão
malária e ambiente urbano
avaliacao
transmissao da malaria · impacto do ambiente urbano
Revisar os fatores que afetam a transmissão de doenças em ambientes urbanos.
Ignorar que ambientes limpos reduzem criadouros do mosquito transmissor, levando a conclusoes erradas sobre a relacao entre malaria e ambiente urbano.
saude
pensamento_critico
cientifico
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