A transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, alterou a posição do Brasil no Império…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Caracterizar a organização política e social no Brasil desde a chegada da Corte portuguesa, em 1808, até 1822 e seus desdobramentos para a história política brasileira.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
A transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, alterou a posição do Brasil no Império português: a abertura dos portos e a instalação de instituições administrativas ampliaram a autonomia e os interesses de grupos estabelecidos na colônia. Em 1820, a Revolução Liberal do Porto exigiu o retorno de D. João VI e medidas para restabelecer o controle de Lisboa sobre o Brasil. Depois do retorno do rei, em 1821, as Cortes portuguesas determinaram que D. Pedro também deixasse o Rio de Janeiro. Essas decisões estimularam grupos locais a defender a permanência do príncipe e a separação política, concretizada em 1822. Com base no texto, qual combinação de fatores internos e externos explica melhor o processo de independência do Brasil?
- A) A abertura dos portos e a aceitação das medidas das Cortes portuguesas para restaurar o controle colonial.
- B) A permanência da corte no Rio de Janeiro e a defesa das medidas das Cortes portuguesas contra a autonomia brasileira.
- C) A pressão das Cortes portuguesas e o apoio dos grupos locais à retomada do controle político e econômico de Lisboa.
- D) O retorno de D. João VI a Portugal e a neutralidade dos grupos locais diante das decisões das Cortes portuguesas.
- E) A ampliação da autonomia e dos interesses locais no Brasil, associada à pressão das Cortes portuguesas para retomar o controle colonial.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Leia o texto com atenção e identifique os dois movimentos que ele descreve. O primeiro é interno: com a vinda da corte em 1808, abertura dos portos e instituições administrativas ampliaram a autonomia e os interesses dos grupos estabelecidos no Brasil. O segundo é externo: a Revolução do Porto e as Cortes portuguesas exigiram o retorno do rei e tentaram restabelecer o controle de Lisboa sobre o Brasil, inclusive determinando a saída de D. Pedro.
- A pergunta pede a combinação de fatores internos e externos que melhor explica a independência. A alternativa E reúne exatamente esses dois elementos: a ampliação da autonomia e dos interesses locais (fator interno) associada à pressão das Cortes portuguesas para retomar o controle colonial (fator externo). Essa combinação é coerente com a sequência narrada no texto, que termina na separação de 1822.
- Analise as demais alternativas. A alternativa A está errada, pois a aceitação das medidas das Cortes seria justamente o contrário do que levou à separação. A alternativa B está errada porque a defesa das medidas das Cortes contra a autonomia brasileira não aparece como fator explicativo; o texto mostra o oposto. A alternativa C menciona a pressão das Cortes e o apoio local, mas o apoio local era à permanência do príncipe e à separação, não à retomada do controle de Lisboa. A alternativa D está errada porque o texto afirma que os grupos locais defenderam a permanência do príncipe, ou seja, não foram neutros.
- Conclusão: a alternativa correta é a E, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Liste os fatores internos e externos de forma clara.
Alternativa por alternativa
O aluno entende que a abertura dos portos e as medidas das Cortes atuaram juntas para restaurar o controle colonial, ignorando que a abertura dos portos ampliou a autonomia brasileira e que a aceitação das Cortes iria contra a separação.
O aluno acredita que a permanência da corte e a defesa das medidas das Cortes contra a autonomia seriam fatores da independência, invertendo a lógica do texto, que mostra a permanência do príncipe como resposta local às pressões de Lisboa.
O aluno entende que os grupos locais apoiaram a retomada do controle de Lisboa, quando o texto afirma que eles defenderam a permanência do príncipe e a separação política.
O aluno acredita que, com o retorno de D. João VI, os grupos locais ficaram neutros, desconsiderando que o texto diz que essas decisões estimularam a defesa da permanência do príncipe e da separação.
A presença da corte no Rio de Janeiro criou mudanças administrativas e econômicas que fortaleceram interesses locais e ampliaram a autonomia do Brasil, constituindo um fator interno. Externamente, a Revolução Liberal do Porto e as decisões das Cortes pressionaram pelo retorno do controle político e econômico de Lisboa. A combinação desses fatores contribuiu para a ruptura de 1822.
Raio-X da questão
independência do Brasil
avaliacao
revolucoes e movimentos sociais · contexto historico do Brasil imperial
Revisar os fatores que levaram à independência do Brasil em 1822.
Confundir fatores internos com externos ou ignorar a influencia de eventos internacionais na independencia do Brasil.
cidadania_etica
tomada_decisao
historico
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