No final do século XIX, durante a consolidação da sociedade industrial e das instituições da Terceira…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e avaliar os impactos das tecnologias na estruturação e nas dinâmicas de grupos, povos e sociedades contemporâneos (fluxos populacionais, financeiros, de mercadorias, de informações, de valores éticos e culturais etc.), bem como suas interferências nas decisões políticas, sociais, ambientais, econômicas e culturais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No final do século XIX, durante a consolidação da sociedade industrial e das instituições da Terceira República Francesa, Émile Durkheim analisou o suicídio como um fenômeno social. Para ele, a integração dos indivíduos aos grupos poderia assumir diferentes níveis. Quando a integração fosse muito baixa, haveria enfraquecimento dos vínculos sociais; quando fosse excessiva, o indivíduo poderia subordinar totalmente sua vida às normas e aos objetivos do grupo, chegando a sacrificá-la em nome da coletividade. Considerando o contexto histórico apresentado e a análise de Durkheim, qual interpretação explica o suicídio associado à coesão social excessiva?
- A) Pode expressar o suicídio altruísta, resultante da integração excessiva do indivíduo ao grupo.
- B) Pode expressar o suicídio anômico, provocado pela ausência de regras capazes de orientar o indivíduo.
- C) Pode expressar uma decisão privada, sem relação necessária com os vínculos sociais.
- D) Pode expressar o suicídio egoísta, provocado pelo isolamento do indivíduo em relação ao grupo.
- E) Pode expressar o suicídio fatalista, provocado pelo excesso de controle sobre a vida individual.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve dois extremos da integração social segundo Durkheim. Quando a integração é muito baixa, os vínculos se enfraquecem; quando é excessiva, o indivíduo subordina a própria vida às normas e aos objetivos do grupo, chegando a sacrificá-la pela coletividade. Passo 2: Essa segunda situação corresponde ao suicídio altruísta, em que a forte integração ao grupo leva o indivíduo a abrir mão da própria vida em nome da coletividade. Passo 3: Portanto, a alternativa A está correta e coincide com o gabarito oficial. Passo 4: A alternativa B está errada, pois o suicídio anômico decorre da falta de regras e de normas que orientem o indivíduo, e não do excesso de integração. Passo 5: A alternativa C está errada, pois o enunciado trata justamente do suicídio como fenômeno social, ligado aos vínculos com o grupo. Passo 6: A alternativa D está errada, pois o suicídio egoísta resulta do isolamento e da integração insuficiente, que é o extremo oposto ao descrito. Passo 7: A alternativa E está errada, pois o suicídio fatalista está associado ao excesso de regulação e de opressão sobre o indivíduo, e não ao excesso de integração ao grupo, que é o foco da questão. Passo 8: Observação: a questão menciona o contexto histórico da Terceira República apenas como cenário, sem exigir dados adicionais, então a análise se sustenta somente no enunciado.
💡 Dica: Analise as relações sociais e seus efeitos sobre o comportamento individual.
Alternativa por alternativa
Para Durkheim, a integração social não produz apenas efeitos positivos. Quando é excessiva, a identidade individual pode ser absorvida pelas normas e pelos objetivos coletivos. Nesse caso, o suicídio altruísta ocorre quando a pessoa considera o sacrifício da própria vida uma obrigação ou um dever perante o grupo.
Confunde o suicídio anômico, que vem da desregulação e da falta de normas, com o excesso de integração. Assim, associa qualquer forma de suicídio à ausência de regras, sem perceber que o enunciado descreve o extremo oposto.
Supõe que a decisão de tirar a própria vida seria individual e sem relação com o grupo. Esse raciocínio ignora a proposta de Durkheim de tratar o suicídio como fato social ligado aos vínculos coletivos.
Acredita que o excesso de integração produz o isolamento do indivíduo. Na verdade, o isolamento é característico do suicídio egoísta, que ocorre quando os vínculos são fracos, e não quando o indivíduo se entrega totalmente ao grupo.
Por que engana: Interpretar o suicídio apenas como ato individual, sem considerar seu impacto social e normativo.
Associa o excesso de controle sobre a vida ao fatalismo e, por isso, acredita que ele explica a situação descrita. Entretanto, o enunciado fala de integração excessiva ao grupo, e o fatalismo se refere à regulação opressiva, um conceito próximo mas diferente.
Raio-X da questão
suicídio e coesão social
avaliacao
coesao social · conceito de suicidio
Revisar os conceitos de coesão social e suas implicações na saúde mental.
Interpretar o suicídio apenas como ato individual, sem considerar seu impacto social e normativo.
saude
pensamento_critico
cotidiano
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