Exercícios de análise sintática com gabarito para 9º ano
Quando chego às orações subordinadas no 9º ano, eu percebo que a dificuldade raramente está só em decorar nomes. Na minha turma, o ponto decisivo costuma ser enxergar a relação entre as partes da frase: quem é caracterizado, o que a vírgula altera e por que uma oração depende da outra. Por isso, prefiro exercícios curtos, com comentários que transformem o erro em pista de revisão.
Já fiz listas enormes e pouco produtivas. Hoje, eu começo com um diagnóstico enxuto, corrijo com a turma e separo os equívocos por habilidade. A página inicial do GeraProva me ajuda justamente nisso: montar questões alinhadas à BNCC e variar o nível de raciocínio sem gastar a noite inteira procurando alternativas consistentes.
Como trabalhar análise sintática no 9º ano sem virar decoreba?
Eu trabalho análise sintática no 9º ano partindo do sentido do período e só depois nomeio as estruturas: o aluno precisa perceber que uma oração pode restringir um substantivo, explicá-lo, indicar causa ou completar uma ideia. Em vez de abrir a aula com uma lista de classificações, apresento duas frases quase iguais, como “Os alunos que estudaram passaram” e “Os alunos, que estudaram, passaram”, e peço que a turma diga quem passou em cada caso. Essa comparação torna visível o efeito da vírgula e prepara a classificação de oração adjetiva restritiva ou explicativa. Depois, aplico de 6 a 10 itens graduados, como os que o GeraProva organiza com BNCC e nível de Bloom. Assim, eu avalio leitura, análise e justificativa, não apenas memória de nomenclatura.
- Começo pelo sentido: pergunto o que muda para o leitor.
- Marco os verbos: isso ajuda a reconhecer quantas orações há.
- Localizo o termo retomado: em orações adjetivas, ele é a chave da classificação.
- Peço justificativa curta: uma frase explica melhor o raciocínio do que um chute correto.
Quantas questões usar para diagnosticar análise sintática?
Para um diagnóstico de análise sintática no 9º ano, eu uso entre 6 e 10 questões em 25 a 35 minutos: duas de reconhecimento de verbos e períodos, duas sobre orações adjetivas, uma de pontuação e efeito de sentido, uma de concordância e, se houver tempo, uma questão de reescrita ou paráfrase. Se a turma ainda está insegura, seis itens bem comentados rendem mais do que vinte questões repetitivas. O importante é distribuir os níveis: começar por identificar, avançar para analisar e terminar pedindo uma justificativa. No GeraProva, eu observo a habilidade BNCC e o nível de Bloom para evitar uma prova inteira no mesmo grau de exigência. Depois da correção, registro quais alternativas-distratoras atraíram mais respostas; esse dado orienta minha retomada da aula seguinte.
Uma sequência que funciona comigo é esta:
- 3 questões objetivas: leitura individual e rápida.
- 2 questões corrigidas em dupla: os estudantes defendem a alternativa escolhida.
- 1 questão final aberta: reescrever uma frase e explicar o efeito da mudança.
Questões prontas com gabarito comentado
As seis questões abaixo formam um recorte útil para sondar habilidades que se cruzam no trabalho de análise sintática: concordância, função das orações, oração adjetiva, pontuação, figuras de linguagem e paráfrase. Embora uma delas traga o código EM13LP08, eu a usaria no 9º ano como ampliação de leitura sintática, ajustando a mediação e não como cobrança isolada de conteúdo do ensino médio. Em cada item, o gabarito comentado mostra por que a resposta correta se sustenta e por que os distratores não servem; isso é valioso para a correção coletiva. Os dados de BNCC e Bloom também permitem que eu escolha se a atividade será diagnóstica, de revisão ou de aprofundamento. No GeraProva, esse tipo de informação acompanha a questão e evita que eu precise montar esse mapa pedagógico manualmente.
1. Analise a frase e indique a que contém erro de concordância nominal.
BNCC: EF06LP06 | Bloom: Analisar | Conceito central: concordância nominal.
- ❌ A) As meninas e a professora estão felizes. A concordância está correta.
- ✅ B) O carro e a moto é novo. O correto é “são novos”, pois há dois núcleos no sujeito.
- ❌ C) As flores e a árvore estão floridas. A concordância está correta.
- ❌ D) A casa e o jardim são grandes. A concordância está correta.
- ❌ E) As crianças e o adulto estavam cansados. A concordância está correta.
Dica de resolução: Identifique o erro de concordância na frase. Conceito para revisão: revisar as regras de concordância nominal.
2. Analise a frase: “A análise de fontes é fundamental.” Qual é a função da oração principal?
BNCC: EM13LP08 | Bloom: Compreender | Conceito central: função da oração.
- ❌ A) Descrever uma situação. Não descreve uma situação.
- ❌ B) Fazer uma pergunta. Não é uma pergunta.
- ✅ C) Fazer uma afirmação. A oração faz uma afirmação sobre análise.
- ❌ D) Indicar um desejo. Não expressa desejo.
- ❌ E) Indicar uma condição. Não apresenta condição.
Dica de resolução: Identifique a função da oração principal na frase. Conceito para revisão: revisar as funções sintáticas das orações.
3. Analise a frase: “As nuvens choravam” e identifique a figura de linguagem.
BNCC: EF67LP38 | Bloom: Analisar | Conceito central: figura de linguagem.
- ❌ A) Comparação. A comparação não está presente nesta frase.
- ❌ B) Metáfora. Metáfora não é a figura utilizada aqui.
- ✅ C) Personificação. Personificação atribui ações humanas a seres não humanos.
- ❌ D) Metonímia. Metonímia se refere a uma substituição de nomes.
- ❌ E) Hipérbole. Hipérbole envolve exagero, não é o caso.
Dica de resolução: Identifique a figura de linguagem presente na frase. Conceito para revisão: revisar as principais figuras de linguagem e seus exemplos.
4. Analise a frase: “Os alunos que estudam se destacam.” Qual o tipo de oração presente?
BNCC: EF09LP09 | Bloom: Analisar | Conceito central: tipos de oração.
- ❌ A) Oração coordenada. É subordinada, não coordenada.
- ✅ B) Oração subordinada adjetiva. Descreve e qualifica os alunos.
- ❌ C) Oração subordinada adverbial. Não indica circunstância.
- ❌ D) Oração simples. Possui um núcleo e uma dependência.
- ❌ E) Oração composta. Contém uma subordinada; a classificação específica é oração subordinada adjetiva.
Dica de resolução: Identifique o tipo de oração na frase apresentada. Conceito para revisão: revisar os tipos de orações e suas características.
5. Analise a frase: “Os alunos, que estudaram, passaram no teste.” Qual é a função da oração subordinada?
BNCC: EF09LP09 | Bloom: Analisar | Conceito central: oração subordinada.
- ✅ A) Esclarece quem são os alunos. A oração adjetiva explica o sujeito.
- ❌ B) Indica a razão pela qual passaram. Não é essa a função da oração.
- ❌ C) Indica uma condição. Não indica condição.
- ❌ D) Descreve a ação de estudar. Não é essa a função.
- ❌ E) É uma oração independente. É uma subordinada adjetiva.
Dica de resolução: Identifique a função da oração subordinada na frase. Conceito para revisão: revisar as funções das orações subordinadas em frases.
6. Analise o uso de paráfrase em textos e escolha a alternativa correta.
BNCC: EF67LP25 | Bloom: Analisar | Conceito central: uso de paráfrase.
- ❌ A) A paráfrase é desnecessária em textos. Paráfrase é crucial para evitar plágio.
- ❌ B) Ela sempre muda o sentido do texto original. O objetivo da paráfrase é manter o sentido.
- ✅ C) Facilita a compreensão de ideias complexas. Paráfrase ajuda a esclarecer e simplificar.
- ❌ D) Deve ser evitada em produções textuais formais. Paráfrase é útil em textos formais.
- ❌ E) Não é reconhecida como técnica válida. É uma técnica reconhecida e utilizada.
Dica de resolução: Identifique a paráfrase correta entre as opções. Conceito para revisão: revisar o conceito de paráfrase e suas aplicações em textos.
Como corrigir os erros mais comuns nas orações adjetivas?
Eu corrijo os erros mais comuns nas orações adjetivas colocando lado a lado a versão sem vírgulas e a versão entre vírgulas, pois a pontuação muda o alcance da informação. Em “Os alunos que estudaram se destacam”, apenas um grupo de alunos é delimitado; em “Os alunos, que estudaram, se destacam”, a informação sobre estudar funciona como explicação adicional sobre todos eles. Quando o estudante erra, eu não digo apenas “é restritiva” ou “é explicativa”: peço que complete “estamos falando de quais alunos?”. Essa pergunta revela se ele compreendeu o sentido. Se metade da turma confunde os casos, retomo com quatro pares mínimos e uma reescrita. No GeraProva, eu gero versões equivalentes da habilidade EF09LP09 para praticar sem repetir exatamente a mesma frase.
- Erro frequente: achar que toda oração com “que” é explicativa.
- Intervenção: retirar a oração e verificar se a referência ao substantivo fica ampla ou limitada.
- Erro frequente: ignorar as vírgulas.
- Intervenção: ler em voz alta e comparar o sentido antes de classificar.
Como transformar o gabarito em recuperação contínua?
Eu transformo o gabarito em recuperação contínua quando trato cada alternativa errada como evidência de uma hipótese do aluno, e não como simples perda de ponto. Depois da correção, agrupo as respostas: quem marcou oração coordenada precisa retomar dependência sintática; quem confundiu causa com explicação precisa observar conectivos e pontuação; quem acertou sem justificar pode avançar para reescrita. Em uma aula de 50 minutos, separo 15 minutos para a tentativa individual, 15 para a defesa das respostas em duplas e 20 para uma retomada curta baseada nos erros mais recorrentes. Essa rotina é viável porque o gabarito comentado do GeraProva já explicita os distratores, a habilidade BNCC e o nível cognitivo. Assim, eu preparo intervenções específicas em vez de repetir toda a matéria para todos.
Para fechar, eu costumo propor um bilhete de saída: “Escreva uma oração adjetiva restritiva e outra explicativa sobre o mesmo substantivo”. Em poucos minutos, consigo decidir quem precisa de apoio e quem já está pronto para analisar efeitos de sentido mais sutis.
Estas questões são um ponto de partida, não substituem o olhar que você tem sobre a própria turma. Se quiser economizar tempo na montagem, adaptar dificuldade e receber itens com dados pedagógicos, faça um cadastro grátis no GeraProva e teste do seu jeito.
