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Atividades sobre Danças de salão com gabarito — 8º ano, 9º ano (EF89EF14)

Atividades sobre Danças de salão com gabarito — 8º ano, 9º ano (EF89EF14)

Quando recebo a EF89EF14 no planejamento, sei que o desafio não é apenas colocar uma dança para a turma experimentar. Preciso abrir espaço para que os estudantes percebam frases e atitudes que parecem “normais”, mas que afastam pessoas da prática: quem pode conduzir, quem deve acompanhar, qual dança seria “de menino”, “de menina” ou “de gente mais velha”.

Na Educação Física, eu vejo que esse assunto ganha força quando sai da definição pronta e entra nas situações que a turma reconhece. A partir daí, consigo transformar a habilidade em conversa, vivência, registro e avaliação, sem precisar de material caro. Abaixo reuni caminhos práticos e questões para o 8º e o 9º ano.

O que a habilidade EF89EF14 pede, de verdade?

A EF89EF14 pede que eu ajude a turma a ir além de dançar passos ou reconhecer ritmos: os estudantes precisam identificar estereótipos e preconceitos ligados às danças de salão e a outras práticas corporais, discutir por que eles são prejudiciais e pensar em formas concretas de enfrentá-los. Na prática, isso significa problematizar ideias como “homem sempre conduz”, “menina tem que seguir”, “dança de salão não é para adolescente” ou “certas modalidades pertencem a um gênero”. Também envolve comparar situações, ouvir diferentes perspectivas e propor atitudes que ampliem a participação: revezar funções, organizar duplas ou grupos por escolha, acolher quem está começando e valorizar culturas diversas. Não basta o aluno dizer que preconceito é errado; ele precisa explicar como ele aparece, quais consequências produz e que alternativa pode tornar a aula mais respeitosa e inclusiva.

“Discutir estereótipos e preconceitos relativos às danças de salão e demais práticas corporais e propor alternativas para sua superação.”

Esta é uma habilidade da unidade temática Danças, no objeto de conhecimento Danças de salão, prevista para o 8º e o 9º ano de Educação Física. Para consultar o recorte completo e mais itens alinhados, acesse a consulta completa do código EF89EF14.

Como trabalhar EF89EF14 em sala?

  1. Mural do “já ouvi isso”: escrevo frases comuns sobre dança e práticas corporais em tiras de papel. Em grupos, a turma separa o que é informação, opinião e preconceito. Depois, cada grupo reescreve uma frase preconceituosa em uma atitude de acolhimento.
  2. Troca de funções na dança: com um ritmo simples, proponho que todos experimentem conduzir, acompanhar, criar movimentos ou observar para dar devolutivas respeitosas. O foco não é acertar uma coreografia; é mostrar que as funções são aprendidas e podem ser escolhidas.
  3. Roda de casos: apresento situações curtas, como alguém que deixa de participar por ouvir que dança “não combina” com seu gênero ou idade. A turma discute quem é afetado, qual é o preconceito e o que colegas e escola poderiam fazer.
  4. Mapa cultural dos ritmos: os grupos pesquisam, com o livro, celular autorizado ou conhecimentos da comunidade, origens e contextos de ritmos dançados no Brasil. Ao socializar, conversamos sobre respeito às culturas e sobre o risco de reduzir uma dança a caricaturas.
  5. Combinado de convivência: no fim da sequência, construo com a turma regras objetivas para as aulas: não ridicularizar erros, não definir papéis pelo gênero, convidar sem pressionar e permitir diferentes formas de participação.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EF89EF14 não deve cobrar apenas o nome de um ritmo ou uma opinião genérica de que “devemos respeitar todos”. Ela precisa apresentar uma situação de dança de salão ou outra prática corporal e pedir que o estudante reconheça o estereótipo, analise seu efeito e identifique uma alternativa inclusiva. Também posso avaliar com um pequeno texto, cartaz, roda de argumentação ou proposta de combinados para a aula.

Um erro comum é avaliar somente a execução técnica dos passos. Outro é criar alternativas óbvias, em que a resposta correta é apenas a mais “bonita”. Prefiro itens contextualizados, com distratores que revelem confusões reais: tratar uma convenção social como regra natural, achar que inclusão é obrigar todos a dançar do mesmo jeito ou ignorar que o preconceito também pode desmotivar e excluir.

Questões prontas de EF89EF14 (com gabarito comentado)

1. Qual é o impacto do preconceito nas lutas sobre a participação dos jovens nas atividades físicas?

  • ❌ A) Aumenta a participação dos jovens. O preconceito tende a afastar os jovens.
  • ❌ B) Não tem impacto significativo. O preconceito geralmente causa desmotivação.
  • ✅ C) Faz com que jovens desistam das lutas. A desmotivação é comum devido ao preconceito.
  • ❌ D) Promove um ambiente acolhedor. Preconceito gera ambientes hostis.
  • ❌ E) Melhora a performance nas lutas. O preconceito prejudica a performance e a inclusão.

Comentário: embora trate das lutas, a questão ajuda a turma a analisar um efeito que também aparece nas danças: o preconceito reduz a participação e pode levar ao abandono.

2. Como a prática de lutas pode ajudar a combater estereótipos de gênero?

  • ❌ A) As lutas reforçam estereótipos de gênero. Elas podem desafiar esses estereótipos.
  • ❌ B) Não impactam a questão de gênero. Têm papel importante na igualdade de gênero.
  • ✅ C) Promovem igualdade e respeito entre gêneros. As lutas ajudam a quebrar estereótipos.
  • ❌ D) Reforçam a competitividade entre os gêneros. A prática pode enfatizar respeito e colaboração.
  • ❌ E) São práticas apenas para homens. A luta é para todos, independentemente de gênero.

Comentário: eu usaria este item para fazer a ponte entre práticas corporais: o mesmo raciocínio vale quando alguém afirma que danças de salão têm funções “de homem” e “de mulher”.

3. Em uma escola brasileira, uma oficina de danças de salão propôs que todos os estudantes experimentassem diferentes funções durante a dança. No início, alguns participantes afirmaram que os homens deveriam conduzir e as mulheres deveriam acompanhar. A professora explicou que essa divisão é uma convenção social, não uma capacidade determinada pelo sexo, e que tratá-la como obrigatória pode limitar a participação e as escolhas dos estudantes.

Com base no texto, qual análise compara os papéis atribuídos a homens e mulheres nas danças de salão e identifica o preconceito presente nessa divisão?

  • ❌ A) A tradição permite que mulheres conduzam e homens acompanhem, substituindo a divisão convencional por funções escolhidas pelos estudantes. Isso inverte a situação inicial e confunde a proposta da oficina com a tradição analisada.
  • ✅ B) A tradição associa homens à condução e mulheres ao acompanhamento, reproduzindo estereótipo que pode restringir escolhas e participação. A divisão é uma convenção social, não uma capacidade determinada pelo sexo.
  • ❌ C) A tradição associa homens à condução e mulheres ao acompanhamento, expressando diferenças naturais que devem orientar a participação dos estudantes. O texto nega que essa divisão seja natural.
  • ❌ D) A tradição associa homens e mulheres a funções equivalentes, garantindo participação semelhante e eliminando diferenças entre os estudantes. A tradição apresentada não atribui funções equivalentes.
  • ❌ E) A tradição associa homens à condução e mulheres ao acompanhamento, estabelecendo uma regra técnica necessária para organizar a dança. O texto questiona justamente essa obrigatoriedade.

4. Durante uma aula de danças de salão, a turma conversou sobre ideias preconcebidas que podem afastar algumas pessoas dessa prática. A professora explicou que um estereótipo negativo apresenta uma opinião generalizada que desvaloriza ou exclui um grupo.

Identifique um exemplo de estereótipo negativo sobre as danças de salão.

  • ❌ A) As danças de salão podem ser praticadas por iniciantes. A frase amplia a participação, sem desvalorizar um grupo.
  • ❌ B) As danças de salão podem acontecer em diferentes espaços. A alternativa apenas informa uma possibilidade.
  • ❌ C) As danças de salão usam músicas e movimentos variados. É uma característica, não uma exclusão.
  • ✅ D) As danças de salão são inadequadas para adolescentes. A ideia generaliza e exclui adolescentes sem considerar experiências e interesses.
  • ❌ E) As danças de salão desenvolvem ritmo e coordenação. A frase aponta possíveis benefícios, sem inferiorizar ninguém.

5. Em uma oficina de danças de salão, a turma aprende ritmos de diferentes regiões e conhece as histórias das pessoas que os praticam. Todos são convidados a participar, independentemente de sua origem.

Como essa valorização de diferentes culturas pode ajudar a superar preconceitos nas danças de salão?

  • ✅ A) Promove o respeito e a compreensão entre os participantes. Conhecer culturas diversas diminui julgamentos baseados em preconceitos.
  • ❌ B) Reforça julgamentos baseados em costumes diferentes. A proposta é questionar, e não aumentar, julgamentos.
  • ❌ C) Impõe uma única forma de dançar para todos. Inclusão cultural não é padronização.
  • ❌ D) Separa os participantes conforme sua origem cultural. As diferenças devem favorecer convivência, não separação.
  • ❌ E) Valoriza apenas uma cultura e exclui as demais. Isso contradiz a proposta de conhecer diferentes culturas.

6. Em uma aula, a turma analisou relatos sobre preconceitos em práticas corporais. Na dança de salão, alguns meninos eram pressionados a conduzir e algumas meninas, a seguir. No skate, algumas meninas ouviram que a modalidade era “de menino”. A professora destacou que todas as pessoas podem participar e ocupar diferentes funções.

Com base no texto, qual comparação entre os preconceitos presentes na dança de salão e no skate está correta?

  • ❌ A) Na dança de salão e no skate, o preconceito aparece exatamente da mesma forma. O texto mostra formas diferentes de preconceito.
  • ❌ B) No skate, o preconceito impede todos os estudantes de participar da modalidade. O relato não afirma isso.
  • ✅ C) Na dança de salão, o preconceito aparece na divisão de papéis; no skate, na ideia de que a modalidade pertence aos meninos. A alternativa identifica corretamente as duas situações.
  • ❌ D) A dança de salão é mais preconceituosa que o skate por envolver meninos e meninas. O texto não permite comparar graus de preconceito.
  • ❌ E) Na dança de salão, apenas as meninas sofrem preconceito durante a prática. Os meninos também sofrem pressão para conduzir.

Próximos passos para a sua aula

Depois de aplicar uma dessas questões, eu sempre reservo alguns minutos para ouvir as justificativas da turma. É nessa conversa que aparecem as ideias que precisam ser retomadas. Se quiser montar uma lista, atividade diagnóstica ou avaliação com mais rapidez, o GeraProva reúne 102 questões alinhadas a esta habilidade e permite criar materiais no gerador de provas do GeraProva. Para salvar e personalizar seus materiais, faça seu cadastro grátis.

Use as questões como ponto de partida e adapte exemplos à realidade da sua turma. Uma aula segura, respeitosa e aberta ao diálogo já é uma forma concreta de enfrentar preconceitos nas práticas corporais.

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