Atividades sobre Processos de criação com gabarito — 6º ano, 7º ano, 8º ano, 9º ano (EF69AR23)
Quando recebo a EF69AR23 no planejamento de Arte, eu sei que não basta pedir uma pesquisa sobre música ou aplicar uma prova de definições. O desafio é transformar a habilidade em situações em que a turma experimente, escute, escolha sons e explique as próprias decisões.
Na prática, isso cabe na escola real: palmas, estalos, objetos da sala, a voz e, quando houver, um celular ou instrumento. Depois da vivência, eu organizo uma avaliação que observe tanto a criação quanto a leitura musical das escolhas feitas pelo grupo.
O que a habilidade EF69AR23 pede, de verdade?
A EF69AR23 pede que eu coloque os estudantes no papel de criadores musicais, e não só de ouvintes ou repetidores. Do 6º ao 9º ano, a turma deve explorar e produzir improvisações, composições, arranjos, jingles e trilhas sonoras usando voz, corpo, instrumentos e também materiais não convencionais. Isso significa experimentar timbres, ritmos, silêncios e combinações; fazer escolhas para comunicar uma ideia; ouvir a proposta do colega; testar, ajustar e apresentar uma produção individual ou coletiva. Não é necessário ter uma sala equipada nem exigir técnica instrumental avançada. O centro da habilidade está no processo: imaginar uma intenção sonora, organizar os sons e colaborar para que a criação faça sentido. Se o grupo cria uma trilha para uma cena, por exemplo, precisa pensar em qual emoção quer provocar e por que escolheu determinado ritmo, volume ou timbre.
“Explorar e criar improvisações, composições, arranjos, jingles, trilhas sonoras, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos acústicos ou eletrônicos, convencionais ou não convencionais, expressando ideias musicais de maneira individual, coletiva e colaborativa.”
Ela pertence à unidade temática Música, no objeto de conhecimento Processos de criação. Para consultar o texto e o acervo disponível, eu recomendo a consulta completa do código EF69AR23.
Como trabalhar EF69AR23 em sala?
1. Orquestra corporal em pequenos grupos. Eu proponho três ou quatro sons possíveis: palmas, estalos, batidas no peito, pés no chão e voz. Cada grupo cria uma sequência de até 20 segundos com começo, repetição e final. Em seguida, a classe escuta e diz o que percebeu: havia contraste? O pulso ficou claro? A sequência transmitiu energia, suspense ou brincadeira?
2. Trilha sonora para uma cena curta. Sem projetor, funciona do mesmo jeito: leio uma situação, como “uma pessoa entra em uma casa abandonada” ou “um time comemora uma vitória”. Os grupos criam uma trilha com voz, corpo e objetos seguros da sala. Depois justificam as escolhas. Uma tampa pode sugerir tensão; um sopro, vento; palmas rápidas, festa.
3. Jingle da própria escola. A turma inventa uma frase curta para divulgar uma campanha real, como cuidado com o pátio ou combate ao desperdício de água. Peço refrão memorável, ritmo simples e participação corporal. É uma ótima oportunidade para discutir por que um jingle precisa ser breve e fácil de lembrar.
4. Rodada de improvisação com regras. Para não virar bagunça, delimito uma base: quatro pulsações de palmas repetidas pela turma. Duplas improvisam por oito tempos usando apenas voz ou sons corporais. As regras não diminuem a criação; elas dão um ponto de partida e ajudam quem tem vergonha de se expor.
Como avaliar essa habilidade?
Uma boa questão da EF69AR23 precisa cobrar a relação entre intenção musical e escolha sonora. Ela pode pedir que o estudante reconheça a função dos sons corporais em um jingle, identifique o que torna uma trilha adequada a uma cena ou selecione uma sequência que atende aos sons solicitados. Também vale avaliar o processo com uma rubrica simples: participação, exploração de sons, coerência com a proposta, escuta do grupo e capacidade de justificar escolhas.
Eu evito transformar a avaliação em teste de talento. Não faz sentido descontar porque alguém não canta afinado ou não toca instrumento. Outro erro comum é cobrar apenas nomes de instrumentos ou datas de estilos musicais, deixando de lado criação e colaboração. Em atividades práticas, também preciso deixar claro o critério antes de começar: criar livremente não é fazer qualquer coisa; é experimentar com uma intenção e respeitar os combinados do grupo.
Questões prontas de EF69AR23 (com gabarito comentado)
1. Compare a improvisação em jazz com a música clássica.
- ❌ A) Ambos são improvisados igualmente. O jazz prioriza a improvisação de modo diferente da música clássica.
- ❌ B) Música clássica não permite improvisação. Alguns compositores e contextos clássicos permitem improvisação.
- ✅ C) Jazz é mais livre e criativo. O jazz valoriza a liberdade na improvisação.
- ❌ D) Clássica é mais popular que jazz. Ambos têm público e popularidade.
- ❌ E) Jazz usa apenas instrumentos de sopro. O jazz incorpora diversos instrumentos, não apenas sopros.
2. Em um jingle, um grupo canta uma frase e bate palmas, estala os dedos e marca passos no ritmo. O público é convidado a repetir esses sons durante a propaganda, enquanto os instrumentos continuam tocando.
Nesse caso, qual é a principal função dos sons corporais no jingle?
- ❌ A) Esconder a voz do cantor. Os sons corporais devem acompanhar o canto, e não impedir que a mensagem seja ouvida.
- ❌ B) Substituir a letra da propaganda. Eles acompanham o canto, mas não substituem as palavras.
- ❌ C) Diminuir a variedade de sons. Palmas, estalos e passos acrescentam timbres e ritmos ao jingle.
- ❌ D) Aumentar o tempo da propaganda. A função principal não é prolongar a duração.
- ✅ E) Estimular a participação do público. Os sons corporais tornam o jingle fácil de acompanhar e criam interação.
3. Para criar uma composição breve e variada, qual sequência usa exatamente três sons corporais diferentes: palmas, estalos de dedos e batidas no peito?
- ❌ A) Bater palmas, estalar os dedos e bater os pés. Substitui as batidas no peito por batidas dos pés.
- ❌ B) Estalar os dedos e bater no peito. Usa apenas dois dos três sons pedidos e não inclui palmas.
- ✅ C) Bater palmas, estalar os dedos e bater no peito. Apresenta exatamente os três sons solicitados e cria uma sequência variada.
- ❌ D) Fazer sons de riso, bater palmas e bater os pés. Troca estalos e batidas no peito por outros sons.
- ❌ E) Bater palmas e bater no peito. Usa apenas dois sons e deixa de incluir os estalos.
4. Qual elemento é fundamental na criação de trilhas sonoras?
- ❌ A) Ritmo acelerado sempre. O ritmo deve se adequar à cena.
- ❌ B) Somente instrumentos acústicos. Uma trilha pode incluir sons eletrônicos.
- ✅ C) Evocar emoções adequadas. As emoções são essenciais para uma trilha sonora coerente.
- ❌ D) Ter letras complexas. Muitas trilhas sonoras não têm letras.
- ❌ E) Não precisa de planejamento. Planejar é importante para organizar a criação.
5. Qual a importância da improvisação na música?
- ❌ A) Não tem importância. A improvisação é fundamental para a criatividade.
- ❌ B) Limita a criatividade do músico. Na prática, ela amplia possibilidades de criação.
- ❌ C) Facilita a execução de partituras. Improvisar é diferente de apenas seguir uma partitura.
- ✅ D) Promove a expressão individual. Improvisar permite que o músico se expresse livremente.
- ❌ E) É apenas para músicos experientes. Todos podem improvisar com prática e combinados claros.
6. Identifique a principal característica de um jingle.
- ❌ A) É uma música longa e complexa. Jingles costumam ser curtos e simples.
- ❌ B) Serve apenas para festas. Sua finalidade principal é publicitária.
- ✅ C) É uma composição musical curta. Jingles são criados para serem memoráveis.
- ❌ D) Usa apenas instrumentos acústicos. Pode incluir sons eletrônicos também.
- ❌ E) Não é utilizado na publicidade. Jingles são muito usados em anúncios.
Próximos passos para a sua aula
Eu começaria com uma proposta curta de criação corporal e registraria as observações da turma. Depois, usaria uma ou duas questões para verificar se os estudantes conseguem relacionar escolhas sonoras, intenção e contexto. Para ganhar tempo no planejamento, há 170 questões alinhadas a este código no acervo e eu posso montar atividades pelo gerador de provas do GeraProva.
Use estas ideias como ponto de partida e adapte os combinados à sua turma, ao tempo de aula e aos recursos disponíveis. Se quiser criar avaliações alinhadas à BNCC sem começar do zero, faça seu cadastro grátis no GeraProva.
