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Atividades sobre Processos de criação com gabarito — 6º ano, 7º ano, 8º ano, 9º ano (EF69AR15)

Atividades sobre Processos de criação com gabarito — 6º ano, 7º ano, 8º ano, 9º ano (EF69AR15)

Quando recebo a EF69AR15 no planejamento, sei que não basta separar uma dança para a turma assistir ou pedir uma coreografia no fim da aula. O desafio é transformar experiências que os estudantes já vivem — na escola, nas redes sociais, nas festas, na igreja, na praça e em casa — em conversa crítica, respeitosa e com sentido.

Na prática, eu preciso abrir espaço para que a turma perceba como ideias do tipo “isso é dança de menina”, “esse ritmo não é cultura” ou “quem dança assim merece julgamento” aparecem no cotidiano. E, ao mesmo tempo, preciso avaliar se cada estudante consegue argumentar sobre essas situações sem reduzir pessoas, grupos ou manifestações culturais a rótulos.

O que a habilidade EF69AR15 pede, de verdade?

A EF69AR15 pede que eu ajude os estudantes do 6º, 7º, 8º e 9º ano a falar e pensar criticamente sobre as danças que conhecem, praticam, observam e criam, dentro e fora da escola. Não é uma habilidade de decorar nomes de estilos nem de escolher qual dança é “melhor”. O foco está em discutir experiências pessoais e coletivas, reconhecer que toda prática de dança acontece em contextos culturais e sociais e problematizar preconceitos. Isso inclui conversar sobre gênero, raça, classe social, território, corpo, idade, deficiência e gostos musicais, sempre evitando reforçar caricaturas. Em sala, eu procuro levar a turma a comparar pontos de vista, identificar generalizações e perceber que uma dança pode expressar identidade, memória, diversão, crítica e pertencimento. Como o objeto de conhecimento é Processos de criação, também vale criar movimentos e escolhas cênicas que respondam conscientemente a esses debates.

“Discutir as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola e em outros contextos, problematizando estereótipos e preconceitos.”

Para consultar a redação oficial, os recortes e mais itens alinhados, eu recomendo a consulta completa do código EF69AR15.

Como trabalhar EF69AR15 em sala?

1. Mapa das danças que circulam na turma

Eu distribuo papéis ou abro uma roda de conversa para os estudantes citarem danças que conhecem: samba, forró, funk, break, frevo, passinho, balé, danças urbanas, maracatu e outras. Depois, pergunto: onde vemos essa dança? Quem costuma praticá-la? Que comentários preconceituosos ela recebe? A regra é analisar o estereótipo, não repetir ofensas como brincadeira.

2. Leitura crítica de cenas e imagens

Com uma imagem impressa, um vídeo curto previamente selecionado ou uma descrição de apresentação, proponho questões como: quais corpos aparecem? Quais funções são atribuídas a meninas e meninos? Há uma ideia fixa sobre quem pode dançar? Essa atividade funciona até sem projetor, usando recortes, desenhos ou situações escritas no quadro.

3. Criação com uma regra a ser questionada

Em grupos, a turma cria uma sequência curta partindo de uma frase comum, como “menino não dança” ou “festa junina tem passo certo”. O objetivo não é representar o preconceito de modo ofensivo, mas construir movimentos, trilha, figurino imaginado ou organização do espaço que contestem essa ideia. Ao final, cada grupo explica suas escolhas.

4. Roda de escuta após a prática

Depois de dançar, eu não encerro a aula no aplauso. Pergunto como foi ocupar aquele espaço, quais inseguranças apareceram e se alguém deixou de participar por medo de julgamento. Essa conversa dá material real para a habilidade e ensina a turma a escutar sem expor ou constranger colegas.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EF69AR15 precisa pedir mais do que identificação de um ritmo. Ela deve apresentar uma situação de dança e levar o estudante a reconhecer estereótipos, analisar seus efeitos, comparar modos de participação ou propor atitudes de respeito. Em produções abertas, eu avalio se há argumento, relação com a situação apresentada e cuidado para não tratar uma cultura como homogênea.

Um erro comum é dar nota apenas para coordenação, ritmo ou coragem de se apresentar. Isso pode excluir quem tem vergonha, deficiência, pouca experiência corporal ou uma relação difícil com a exposição. Outro erro é transformar a avaliação numa pergunta moralizante, em que basta marcar que “preconceito é ruim”. O estudante precisa compreender como ele aparece e como pode ser enfrentado nas práticas de dança.

Questões prontas de EF69AR15 (com gabarito comentado)

1. Quais elementos da dança podem ser utilizados para expressar preconceitos na sociedade?

  • ❌ A) Movimentação e coreografia apenas. Outros elementos também são importantes.
  • ✅ B) Figurinos e músicas possuem impacto. Esses elementos transmitem mensagens sociais.
  • ❌ C) Só a dança contemporânea é relevante. Qualquer estilo pode abordar preconceitos.
  • ❌ D) Luz e sombra não têm relação com a mensagem. Podem intensificar a crítica social.
  • ❌ E) A dança não pode criticar a sociedade. É uma forma poderosa de crítica social.

Gabarito comentado: B. Figurino e música também comunicam ideias e podem reforçar ou questionar mensagens sociais em uma apresentação.

2. Em uma aula, a turma observou danças de diferentes culturas. Algumas apresentam costumes e identidades de seus grupos. Outras transformam movimentos e papéis tradicionais para questionar ideias fixas sobre homens e mulheres. A turma percebeu que nenhuma cultura é representada por uma única dança. Ao comparar as danças estudadas, qual conclusão explica melhor a relação entre cultura e estereótipos?

  • ❌ A) Cada cultura possui uma dança única que representa todos os seus grupos. Isso ignora a diversidade dentro de cada cultura.
  • ❌ B) As danças apenas repetem costumes e nunca questionam estereótipos. Danças também podem transformar papéis e ideias tradicionais.
  • ❌ C) Os estereótipos desaparecem sempre que uma dança expressa identidade cultural. Expressar identidade não elimina automaticamente estereótipos.
  • ❌ D) Uma cultura produz danças mais corretas que as danças de outras culturas. O texto não estabelece hierarquia entre culturas.
  • ✅ E) As danças podem expressar identidades e também questionar estereótipos. Elas podem valorizar costumes e modificar ideias fixas.

Gabarito comentado: E. A questão evita a visão de que uma cultura cabe em uma única manifestação e reconhece a dança como espaço de identidade e crítica.

3. Na aula de Arte, os estudantes compararam duas apresentações. No balé clássico, meninas foram associadas às sapatilhas de ponta e meninos aos saltos e ao apoio das bailarinas. No maracatu, meninos e meninas participaram da dança e da música, e o grupo afirmou que todos poderiam exercer diferentes funções. Compare as duas danças e analise como cada uma lida com questões de gênero e preconceito.

  • ❌ A) O maracatu mantém papéis mais separados, enquanto o balé aceita diferentes funções. A alternativa inverte as informações do texto.
  • ❌ B) Nenhuma das duas danças apresenta relação com preconceitos de gênero. As funções descritas revelam expectativas de gênero.
  • ✅ C) O balé apresenta papéis de gênero mais tradicionais, enquanto o maracatu amplia a participação de meninas e meninos. O texto mostra essa diferença.
  • ❌ D) As duas danças se diferenciam apenas pelos movimentos apresentados. A comparação solicitada também é social.
  • ❌ E) As duas danças apresentam os mesmos papéis de gênero nas apresentações. O enunciado mostra organizações diferentes.

Gabarito comentado: C. O ponto central é analisar as possibilidades de participação, e não julgar uma dança como superior à outra.

4. Identifique uma dança popular brasileira e discorra sobre seus estereótipos e preconceitos associados.

  • ❌ A) Samba, que é visto como desorganizado. O samba é uma expressão cultural rica, e essa formulação reproduz um rótulo sem problematizá-lo.
  • ❌ B) Forró, considerado apenas para festas. O forró representa a cultura nordestina e não se reduz a essa ideia.
  • ✅ C) Funk, associado a estereótipos negativos. O funk enfrenta muitos preconceitos sociais.
  • ❌ D) Bailado, considerado elitista. O bailado pode ser acessível a todos.
  • ❌ E) Axé, visto como superficial. O axé é uma mistura rica de culturas.

Gabarito comentado: C. A alternativa destaca uma manifestação frequentemente alvo de preconceito e permite discutir como esses julgamentos são construídos socialmente.

5. Como a educação em dança pode ajudar a reduzir preconceitos entre os jovens?

  • ❌ A) A dança não educa, apenas entretém. A dança educa sobre cultura e diversidade.
  • ❌ B) A educação em dança é exclusiva para poucos. Ela deve ser acessível a todos os jovens.
  • ✅ C) A dança ensina a respeitar as diferenças. Ela promove convivência e respeito mútuo.
  • ❌ D) A dança reforça estereótipos. Ela pode desafiar e desconstruir estereótipos.
  • ❌ E) A educação em dança não é relevante. Ela é essencial para a inclusão.

Gabarito comentado: C. Quando há mediação pedagógica, a dança cria oportunidades concretas de convivência, escuta e respeito às diferenças.

6. Identifique um estereótipo comum relacionado à dança e explique como ele pode afetar a participação de jovens em atividades de dança.

  • ❌ A) Estereótipos incentivam a participação na dança. Eles podem desencorajar a participação.
  • ❌ B) Estereótipos não influenciam a dança. Eles influenciam percepção e participação.
  • ❌ C) Estereótipos fortalecem a diversidade na dança. Frequentemente, eles limitam a diversidade.
  • ✅ D) Estereótipos podem limitar a expressão na dança. Essas limitações podem inibir a livre expressão individual.
  • ❌ E) Estereótipos são sempre positivos na dança. Eles podem ser prejudiciais.

Gabarito comentado: D. Um rótulo pode fazer o jovem evitar a aula, esconder seu interesse ou acreditar que determinado movimento não é para ele.

Próximos passos para planejar

Eu começaria com uma conversa segura, passaria por uma experiência de criação e fecharia com uma questão que peça análise. Se você quiser ampliar seu banco, o GeraProva reúne 176 questões alinhadas a esta habilidade: acesse o gerador de provas do GeraProva e adapte a avaliação à sua turma. Para salvar materiais e começar sem custo, faça seu cadastro grátis.

Use estas propostas como ponto de partida: eu sempre ajustaria exemplos, linguagem e grau de exposição à realidade da minha turma, garantindo uma aula de dança acolhedora, crítica e respeitosa.

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