Atividades sobre Figuras de linguagem com gabarito — 6º ano, 7º ano (EF67LP38)
Quando recebo a EF67LP38 no planejamento, sei que o desafio não é apenas listar metáfora, comparação e personificação no quadro. Preciso ajudar a turma a perceber por que alguém escolheu dizer que “a chuva dançava”, em vez de simplesmente escrever que choveu. É aí que a aula deixa de ser uma caça a nomes difíceis e passa a ser leitura de verdade.
No 6º e no 7º ano, eu costumo partir de frases curtas, letras de música, manchetes e slogans que os estudantes reconhecem. Depois, avanço para a análise do efeito produzido. A seguir, reuni caminhos práticos e questões para usar, adaptar e incluir na sua avaliação.
O que a habilidade EF67LP38 pede, de verdade?
A EF67LP38 pede que o estudante analise os efeitos de sentido das figuras de linguagem, e não apenas decore rótulos. Na prática, ele precisa reconhecer quando há uma comparação explícita, como em “forte como um touro”; perceber uma metáfora, quando uma ideia é apresentada como outra para criar sentido; e identificar a personificação, quando seres ou elementos não humanos recebem ações humanas. Também deve observar metonímia, hipérbole e outras ocorrências. O ponto central é responder: que imagem essa escolha cria? Que sentimento, intensidade, humor ou valorização ela produz? Se o aluno só circula a palavra “metáfora”, mas não explica o efeito, ainda não demonstrou plenamente a habilidade. Eu procuro cobrar uma leitura que conecte recurso linguístico e intenção: a figura não aparece por enfeite; ela muda a maneira como imaginamos e compreendemos o texto.
“Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem, como comparação, metáfora, metonímia, personificação, hipérbole, dentre outras.”
Essa é uma habilidade de Língua Portuguesa prevista para o 6º e o 7º ano. Para consultar o recorte completo e acessar mais itens, vale abrir a consulta completa do código EF67LP38.
Como trabalhar EF67LP38 em sala?
Começo com frases do cotidiano. Escrevo no quadro “Estou morrendo de fome”, “Meu celular morreu” e “A cidade acordou cedo”. A turma conversa sobre o que seria literal e o que muda quando usamos essas expressões. É uma entrada simples para hipérbole e personificação.
Faço um mural de imagens criadas pelas palavras. Em duplas, os estudantes recebem frases como “a vida é uma ladeira” ou “o vento sussurrava”. Eles desenham a imagem que a frase provoca e explicam qual palavra fez isso acontecer. Mesmo sem material sofisticado, a relação entre figura e efeito fica concreta.
Transformo frases neutras. Proponho “Choveu muito”, “Ele era forte” e “A noite chegou”. Cada grupo deve reescrever uma delas usando uma figura de linguagem e justificar a escolha. Depois, comparo os efeitos: qual versão é mais intensa? Qual é mais poética? Qual combina com uma notícia e qual combina com um poema?
Levo publicidade para a conversa. Slogans são ótimos porque condensam sentido. Peço que a turma identifique a associação criada e discuta se ela tenta informar, emocionar ou convencer. Assim, a análise não fica limitada ao texto literário.
Uso correção comentada. Após uma atividade, não paro no “A é certa”. Peço que alguém defenda a alternativa correta e que outro explique por que uma distração pareceu possível, mas não se sustenta no texto. Isso mostra que figuras próximas não são sinônimos.
Como avaliar essa habilidade?
Uma boa questão de EF67LP38 apresenta um trecho suficiente para o estudante localizar o recurso e relacioná-lo ao sentido. Em itens iniciais, posso pedir a identificação da figura; em seguida, preciso avançar para perguntas como “que efeito essa escolha produz?” ou “como a expressão contribui para caracterizar a cena?”. Avalio menos a memorização de uma definição isolada e mais a justificativa baseada nas palavras do texto.
Um erro comum é montar uma avaliação só com frases soltas e cobrar apenas nomenclatura. Outro é usar alternativas vagas, em que duas respostas parecem corretas porque não explicam o critério. Também tomo cuidado para não chamar toda expressão não literal de metáfora: se a chuva “dança”, por exemplo, o foco é a atribuição de uma ação humana a ela, isto é, a personificação. Nas questões abaixo, as justificativas ajudam a tornar esse raciocínio visível.
Questões prontas de EF67LP38 (com gabarito comentado)
1. Identifique a figura de linguagem na frase: “A vida é uma ladeira cheia de pedras”.
- ✅ A) Metáfora — a vida é apresentada como uma ladeira cheia de pedras, criando a ideia de dificuldades no percurso.
- ❌ B) Personificação — não há atribuição de ação ou característica humana à vida.
- ❌ C) Hipérbole — a frase não se organiza pelo exagero de uma ideia.
- ❌ D) Antítese — não há contraposição entre ideias opostas.
- ❌ E) Eufemismo — não há suavização de uma ideia desagradável.
2. Na frase “O sol sorria no céu azul”, qual é a figura de linguagem utilizada?
- ✅ A) Personificação — o sol recebe a ação humana de sorrir.
- ❌ B) Metáfora — não há substituição direta de uma ideia por outra.
- ❌ C) Aliteração — não há repetição sonora marcante como recurso central.
- ❌ D) Oxímoro — a frase não reúne termos de sentidos contraditórios.
- ❌ E) Antítese — não existe oposição de ideias no enunciado.
3. Analise a frase: “A chuva dançava no telhado”. Que figura de linguagem está presente?
- ✅ A) Personificação — a chuva é descrita como se pudesse dançar, ação própria de seres humanos.
- ❌ B) Metáfora — o principal recurso não é a comparação implícita entre duas ideias.
- ❌ C) Aliteração — não há repetição de sons como efeito destacado.
- ❌ D) Paradoxo — não há contradição de ideias.
- ❌ E) Antítese — não há termos opostos em contraste.
4. Qual figura de linguagem é utilizada em: “Ele é forte como um touro”?
- ✅ A) Comparação — o conectivo “como” aproxima explicitamente a força da pessoa à do touro.
- ❌ B) Metáfora — na metáfora, a aproximação seria implícita, sem o conectivo comparativo.
- ❌ C) Personificação — ninguém recebe ação ou traço humano na frase.
- ❌ D) Hipérbole — o sentido principal é comparar, não exagerar.
- ❌ E) Eufemismo — não há tentativa de suavizar uma informação.
5. Leia o trecho: “O sol brilhava e a lua dançava no céu”. Identifique a figura de linguagem presente.
- ❌ A) Metáfora — o elemento decisivo é a lua receber a ação humana de dançar; por isso, o gabarito prioriza a personificação.
- ❌ B) Antítese — não há oposição organizada entre ideias no trecho.
- ❌ C) Alusão — o texto não remete a uma obra, personagem ou fato específico.
- ❌ D) Hipérbole — não há exagero como recurso predominante.
- ✅ E) Personificação — a lua é apresentada como se pudesse dançar, ação humana que produz uma imagem poética.
6. Identifique a estrutura de um slogan publicitário: “Coca-Cola: A felicidade em cada gole”. Que recurso linguístico é utilizado?
- ❌ A) Aliteração — não há repetição de sons como construção central do slogan.
- ✅ B) Metáfora — o slogan associa a bebida à felicidade, criando uma relação que vai além do sentido literal.
- ❌ C) Hipérbole — o recurso principal não é exagerar uma situação.
- ❌ D) Antítese — não há contraste entre ideias opostas.
- ❌ E) Anáfora — não há repetição de uma expressão no início de versos ou períodos.
Próximos passos para a sua turma
Eu usaria essas questões como diagnóstico rápido, correção coletiva ou parte de uma avaliação maior, sempre abrindo espaço para a justificativa oral. Se você quiser variar textos, níveis de dificuldade e formatos, o gerador de provas do GeraProva reúne 69 questões alinhadas à EF67LP38 para facilitar esse planejamento.
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