GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
Geral

EF15LP13: atividades e questões BNCC com gabarito

EF15LP13: atividades e questões BNCC com gabarito

Eu sei bem como é bater o olho no planejamento e encontrar um código como EF15LP13. No papel, parece simples. Na prática, a gente logo pensa: como transformar isso em conversa de sala, atividade possível e avaliação justa para crianças do 1º ao 5º ano? É exatamente esse tipo de habilidade que pede menos decoreba e mais escuta, observação e intenção pedagógica.

Quando eu trabalho essa habilidade, eu não penso só em “falar”. Eu penso em ajudar a turma a perceber por que alguém fala, para quem fala e como muda a linguagem conforme a situação. E isso aparece o tempo todo na escola: no pedido de informação, na roda de conversa, no relato de um passeio, na apresentação de opinião e até no jeito de registrar o que foi dito. Se você quiser ampliar depois, o GeraProva já tem 51 questões alinhadas a esse código no acervo.

O que a habilidade EF15LP13 pede, de verdade — traduza o texto oficial pra linguagem de professor

Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).

Traduzindo para a nossa rotina: a habilidade EF15LP13 quer que o aluno perceba que a fala não acontece de qualquer jeito. Toda interação oral tem uma finalidade. Às vezes a criança fala para pedir ajuda. Em outros momentos, para contar algo que viveu, dar uma opinião, explicar uma informação ou participar de uma conversa mais formal.

Essa é uma habilidade de Língua Portuguesa, dentro do objeto de conhecimento Relato oral/Registro formal e informal, prevista para 1º ano, 2º ano, 3º ano, 4º ano e 5º ano. Ou seja: ela acompanha os anos iniciais inteiros, com complexidade crescente. No 1º ano, eu observo mais a intenção básica da fala. No 4º e 5º anos, já dá para cobrar com mais clareza a adequação entre contexto, finalidade e tipo de linguagem.

Na prática, eu costumo resumir assim para mim mesmo: o estudante precisa reconhecer se alguém está informando, opinando, pedindo, relatando ou registrando, e também perceber se aquela forma de falar combina com a situação. Para consultar tudo com mais calma, vale abrir a consulta completa do código EF15LP13.

Como trabalhar EF15LP13 em sala — 3 a 5 ideias práticas e realistas

  1. Roda de conversa com objetivo claro
    Em vez de fazer uma roda “solta”, eu anuncio a finalidade antes: hoje vamos relatar uma experiência, hoje vamos pedir informações, hoje vamos dar opinião sobre um tema. Depois, pergunto: “Como vocês perceberam que o colega estava contando um fato vivido e não só dando opinião?”. Isso já leva a turma a olhar para a intenção da fala.
  2. Cartões de situação do cotidiano
    Faço cartões simples, no papel mesmo, com situações como: pedir material emprestado, avisar sobre um evento da escola, contar como foi a visita à biblioteca, dizer o que achou de uma história. Em duplas, os alunos leem o cartão e dizem qual é a finalidade daquela interação oral. Não precisa material caro, só organização.
  3. Comparação entre fala formal e informal
    Eu escrevo dois jeitos de dizer a mesma coisa no quadro. Exemplo: “Tia, posso ir no banheiro?” e “Professora, posso ir ao banheiro, por favor?”. A turma discute em que contexto cada forma aparece. Aqui não é para dizer que um jeito é “certo” e o outro “errado”, mas que existem adequações diferentes para situações diferentes.
  4. Relato oral e registro escrito da mesma experiência
    Depois de um passeio, vídeo curto ou atividade coletiva, primeiro eu peço que os alunos contem oralmente o que aconteceu. Em seguida, fazemos um pequeno registro escrito. Essa comparação ajuda muito a perceber diferença entre interação oral e registro, além de apoiar a própria habilidade.

Uma coisa que funciona bem é retomar a atividade com perguntas curtas: “Ele estava informando ou opinando?”, “Era uma conversa mais formal ou informal?”, “Esse texto parece fala ou registro?”. Quando eu quero variar rápido e montar versões diferentes para turmas diferentes, recorro a o gerador de provas do GeraProva, porque economiza um tempo enorme sem me tirar o controle pedagógico.

Como AVALIAR essa habilidade — o que uma boa questão desse código precisa cobrar; erros comuns de avaliação

Uma boa avaliação de EF15LP13 precisa cobrar identificação de finalidade comunicativa. O foco não é ver se o aluno decorou definição. O foco é verificar se ele reconhece o sentido do uso da linguagem em uma situação real ou verossímil.

Eu gosto de observar se a questão leva o aluno a:

  • distinguir fato e opinião;
  • perceber quando alguém está informando, relatando ou apresentando opinião;
  • escolher entre linguagem formal e informal conforme o contexto;
  • reconhecer diferenças entre relato oral e registro escrito.

Os erros mais comuns de avaliação, na minha experiência, são bem claros:

  • Cobrar só nomenclatura: pedir definição de “linguagem formal” sem contexto empobrece a habilidade.
  • Usar situações artificiais demais: a criança aprende melhor quando a cena parece algo da vida escolar ou cotidiana.
  • Confundir oralidade com leitura em voz alta: ler em voz alta não é, por si só, identificar finalidade da interação oral.
  • Exagerar na complexidade do texto: principalmente nos anos iniciais, o desafio deve estar na interpretação da situação comunicativa, não em vocabulário difícil.

Se eu puder dar uma regra simples, é esta: a questão de EF15LP13 precisa fazer o aluno pensar “para que essa fala serve nessa situação?”. Quando a questão acerta nisso, ela está no caminho certo.

Questões prontas de EF15LP13 (com gabarito comentado)

1) Leia: “A nova campanha de vacinação é a melhor que já tivemos”. Identifique se é fato ou opinião.

Dica de resolução: identifique se a frase expressa um fato verificável ou uma avaliação pessoal.
Conceito central: fato e opinião.

  • A) É um fato. Não é um fato, porque a frase não apresenta dado objetivo; ela traz uma avaliação.
  • B) É uma opinião. Correta, porque dizer que é “a melhor” revela julgamento pessoal.
  • C) É uma informação objetiva. Está errada porque a frase não é objetiva; ela expressa opinião.
  • D) É um boato. Não é boato; o problema aqui não é falta de confirmação, e sim o caráter opinativo.
  • E) É uma suposição. Também não é suposição. A frase funciona como avaliação, não como hipótese.

Eu gosto dessa questão porque ela ajuda a turma a perceber que, em interações orais, nem toda fala informa um fato. Muitas vezes, a criança está apresentando opinião — e reconhecer isso faz parte da habilidade.

2) Qual é a importância de saber a diferença entre linguagem formal e informal ao fazer um relato ou registro?

Dica de resolução: pense nas situações em que você usaria cada tipo de linguagem.
Conceito central: linguagem formal e informal.

  • A) A linguagem formal deve ser utilizada sempre, independentemente do contexto. Errada, porque a escolha da linguagem depende da situação comunicativa.
  • B) A linguagem informal é sempre mais clara que a formal. Não é verdade. A clareza depende do contexto e de quem vai ouvir ou ler.
  • C) Saber a diferença ajuda a escolher o tipo de linguagem adequado para cada situação. Correta, porque adequação é o centro da habilidade.
  • D) Não existe diferença entre linguagem formal e informal. Está errada, já que existem diferenças importantes de contexto, escolha de palavras e tom.
  • E) A linguagem formal é usada apenas em documentos oficiais. Também está errada, porque a linguagem formal aparece em várias situações, inclusive apresentações e comunicações escolares.

Essa questão é ótima para evitar um erro comum: ensinar formal e informal como “certo e errado”. O ponto principal é adequação ao contexto, não julgamento moral da fala.

3) Qual é a principal diferença entre um relato oral e um registro escrito?

Dica de resolução: pense nas características de cada forma de relato.
Conceito central: relato oral e escrito.

  • A) O relato oral é mais longo que o registro escrito. Errada, porque isso não é regra; ambos podem ser curtos ou longos.
  • B) O registro escrito é sempre mais preciso que o relato oral. Não necessariamente. A precisão depende de como a informação é produzida.
  • C) O relato oral permite mais interação entre as pessoas. Correta, pois a oralidade geralmente envolve resposta imediata, escuta e troca.
  • D) O registro escrito não pode ser alterado após ser escrito. Errada, porque o texto escrito pode ser revisado e refeito.
  • E) O relato oral é utilizado apenas em contextos informais. Não. O relato oral também aparece em contextos formais.

Eu usaria essa questão depois de uma atividade em que a turma primeiro conta oralmente algo vivido e depois registra por escrito. Assim, a resposta deixa de ser abstração e passa a fazer sentido.

Próximos passos

Se eu estivesse organizando uma sequência simples para EF15LP13, faria assim: primeiro, rodas de conversa com finalidades diferentes; depois, comparação entre fala formal e informal; por fim, questões curtas e objetivas para verificar se a turma identifica a intenção comunicativa. Esse caminho funciona bem porque junta vivência, reflexão e avaliação.

Se quiser acelerar esse planejamento, vale explorar todas as questões do código EF15LP13 e também testar o gerador de provas do GeraProva. E, se você ainda não usa a plataforma, dá para fazer seu cadastro grátis e começar a montar atividades alinhadas à BNCC com muito menos retrabalho.

Meu conselho de professor para professor: use as questões como apoio, mas sempre olhe para a fala real da sua turma. A habilidade EF15LP13 ganha vida quando a criança percebe que falar, ouvir e escolher a linguagem certa faz parte do dia a dia. Se quiser, comece com uma atividade simples hoje e depois adapte com calma ao seu contexto.

Artigos relacionados

0 comentários

Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.