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Atividades sobre Placas tectônicas e deriva continental com gabarito — 7º ano (EF07CI16)

Atividades sobre Placas tectônicas e deriva continental com gabarito — 7º ano (EF07CI16)

Quando recebo a EF07CI16 no planejamento de Ciências do 7º ano, sei que o desafio não é apenas mostrar um mapa-múndi e pedir que a turma observe o Brasil e a África. Preciso transformar aquela curiosidade inicial — “parece que encaixa mesmo!” — em argumento científico. Na prática, isso pede comparação, conversa orientada e uma avaliação que vá além de decorar o nome de Alfred Wegener.

Também percebo que placas tectônicas, terremotos, vulcões e deriva continental costumam aparecer juntos nas falas dos alunos. Isso é ótimo para criar conexões, mas exige cuidado para que eles não confundam evidência da deriva com consequência dos movimentos das placas. Abaixo organizei um caminho possível para trabalhar a habilidade com materiais simples e questões prontas.

O que a habilidade EF07CI16 pede, de verdade?

A EF07CI16 pede que o estudante justifique por que os contornos das costas brasileira e africana apresentam semelhanças usando a teoria da deriva dos continentes. Em linguagem de sala de aula, não basta ele dizer que “os mapas se encaixam”: ele precisa explicar que esses territórios já estiveram unidos em um grande bloco continental e que, ao longo de milhões de anos, foram se separando pelo movimento das placas tectônicas. Eu espero uma resposta que relacione a aparência complementar das costas à antiga união entre América do Sul e África, podendo citar outras evidências, como fósseis semelhantes encontrados nos dois lados do Atlântico. A habilidade trabalha observação, comparação e justificativa baseada em uma teoria científica. Terremotos e vulcões ajudam a contextualizar a dinâmica das placas, mas o foco avaliativo central é usar a deriva continental para explicar o formato dessas costas.

“Justificar o formato das costas brasileira e africana com base na teoria da deriva dos continentes.”

Ela pertence à unidade temática Terra e Universo e aborda o objeto de conhecimento placas tectônicas e deriva continental. Para conferir o recorte completo e acessar o banco de itens, vale visitar a consulta completa do código EF07CI16.

Como trabalhar EF07CI16 em sala?

  1. Começo com o mapa recortado. Imprimo um mapa simples da América do Sul e da África, peço que os grupos recortem os contornos e tentem aproximá-los. Não vendo a ideia de um encaixe perfeito: explico que erosão, sedimentos e a própria escala do mapa alteram as bordas atuais. A pergunta-guia é: “O que essa semelhança pode indicar sobre o passado?”
  2. Monto um mural de evidências. Distribuo cartões com “formato das costas”, “fósseis semelhantes”, “tipos de rochas” e “climas antigos”. Cada grupo registra como seu cartão pode apoiar a ideia de continentes antes unidos. Depois, diferencio evidência de fenômeno associado: erupção vulcânica, por exemplo, não é a principal evidência direta da deriva continental.
  3. Uso o caderno como linha do tempo geológica. Peço um desenho em três quadros: continentes unidos, início da separação e configuração atual. Em cada quadro, a turma escreve uma frase causal, como “as placas se movimentam lentamente e afastam os blocos continentais”. É uma atividade simples que revela se a noção de tempo geológico foi compreendida.
  4. Faço uma demonstração com papelão ou folhas. Duas peças de papelão representam placas. Ao aproximar, afastar ou deslizar as peças, peço previsões sobre o que pode ocorrer nas bordas. A demonstração não reproduz a Terra em escala, mas ajuda a conversar sobre tensões, terremotos, vulcanismo e formação de montanhas.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EF07CI16 apresenta uma imagem, uma descrição ou uma comparação entre Brasil e África e pede uma justificativa. O estudante deve selecionar ou produzir a ideia de que os continentes estiveram unidos e se afastaram ao longo do tempo. Se houver alternativas, as distratoras podem trazer explicações plausíveis do cotidiano, como correntes marítimas, marés, clima ou erosão, para verificar se a turma distingue mudanças locais da explicação geológica de longa duração.

Um erro comum é avaliar somente a definição de placa tectônica ou perguntar apenas onde ocorrem terremotos. Esses temas são importantes e aparecem no objeto de conhecimento, mas não garantem que o aluno justifique o formato das costas. Outro erro é aceitar como resposta completa “porque parece um quebra-cabeça”. Eu valorizo a observação, mas peço o passo seguinte: o encaixe aparente é evidência que sustenta a hipótese de uma antiga união continental. Nas respostas abertas, uso três critérios: identificação da semelhança, referência à deriva continental e explicação da separação dos continentes.

Questões prontas de EF07CI16 (com gabarito comentado)

1. O que justifica a ocorrência de terremotos em regiões de bordas de placas tectônicas?

  • ❌ A) São causados por ventos fortes. Ventania não causa terremotos.
  • ✅ B) Resultado da interação entre placas. As interações entre placas geram tensões que provocam terremotos.
  • ❌ C) Ocorrências apenas em ilhas. Terremotos ocorrem em várias partes, não apenas em ilhas.
  • ❌ D) Ligados a atividades humanas somente. Embora algumas atividades humanas possam provocar, a maioria é natural.
  • ❌ E) Resultado de erupções vulcânicas apenas. Terremotos e erupções são fenômenos distintos.

2. O que ocorre em áreas onde as placas tectônicas se encontram?

  • ❌ A) Nada acontece. É incorreto afirmar que não ocorre nada nessas áreas.
  • ❌ B) São locais de grande calmaria. Esses locais são bem ativos e não calmos.
  • ✅ C) Ocorrem terremotos e vulcões. A convergência gera terremotos e vulcões.
  • ❌ D) As placas se afastam. Algumas placas se afastam, mas outras colidem, gerando atividade.
  • ❌ E) São lugares seguros para viver. Essas áreas são perigosas devido à atividade sísmica.

3. Qual é a principal evidência que apoia a teoria da deriva dos continentes?

  • ❌ A) Mudanças climáticas. Mudanças climáticas não são evidências diretas.
  • ❌ B) Formação de montanhas. A formação de montanhas é uma consequência, não uma evidência.
  • ✅ C) Similaridade de fósseis. Fósseis semelhantes em continentes distintos apoiam a teoria.
  • ❌ D) Erupções vulcânicas. Erupções são fenômenos, não evidências da deriva.
  • ❌ E) Oscilações do mar. Oscilações do mar não são evidências da deriva.

4. Como a teoria da deriva dos continentes explica o formato das costas brasileira e africana?

  • ❌ A) Por causa das correntes marítimas. As correntes não moldam o contorno das costas.
  • ❌ B) Devido ao clima tropical. O clima não influencia na forma das costas.
  • ❌ C) Por serem continentes pequenos. O tamanho dos continentes não é o fator que define suas formas.
  • ✅ D) Os continentes eram unidos anteriormente. A teoria sugere que os continentes se separaram, deixando formas que se encaixam.
  • ❌ E) Por serem antigos. A idade dos continentes não é o que determina suas formas.

5. O que explica o formato semelhante das costas brasileira e africana?

  • ❌ A) A erosão do solo ao longo do tempo. A erosão não explica o formato original das costas.
  • ❌ B) A movimentação das marés no oceano. As marés não são responsáveis pela forma das costas.
  • ✅ C) A teoria da deriva dos continentes. Essa teoria explica a similaridade no formato das costas.
  • ❌ D) A atividade vulcânica nas costas. A atividade vulcânica não molda o formato das costas.
  • ❌ E) As diferenças climáticas entre os continentes. Mudanças climáticas não explicam a similaridade do formato.

6. O que ocorre nas bordas das placas tectônicas?

  • ❌ A) Formam-se desertos. Desertos não estão relacionados às bordas das placas.
  • ✅ B) Ocorrem terremotos e vulcões. As bordas são áreas ativas onde ocorrem esses fenômenos.
  • ❌ C) São locais tranquilos. As bordas das placas são dinâmicas e frequentemente ativas.
  • ❌ D) Formam montanhas apenas. Montanhas são uma consequência, mas não o único fenômeno.
  • ❌ E) Acontecem tsunamis sempre. Tsunamis não ocorrem sempre, mas podem ser causados por terremotos.

Próximos passos para a sua aula

Eu começaria pelo mapa recortado, fecharia a conversa com uma justificativa escrita curta e usaria as questões para identificar quais ideias a turma ainda confunde. No acervo do GeraProva, há 101 questões alinhadas a esta habilidade, o que facilita variar níveis e montar versões diferentes da avaliação.

Para ganhar tempo no planejamento, você pode usar o gerador de provas do GeraProva e selecionar questões por habilidade, série e componente curricular. Se ainda não utiliza a plataforma, faça seu cadastro grátis e teste a montagem da próxima atividade.

As questões e sugestões deste post são um ponto de partida: adapte linguagem, tempo e mediações à sua turma. Bom planejamento — e que a curiosidade sobre o mapa vire boa argumentação científica.

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