Atividades de transição do mercantilismo para o capitalismo para o 7º ano com gabarito
Reuni questões comentadas e sugestões para ensinar a transição do mercantilismo para o capitalismo no 7º ano. O material ajuda a comparar práticas econômicas e a interpretar textos históricos.
Quando trabalho a transição do mercantilismo para o capitalismo com uma turma de 7º ano, procuro evitar que a aula vire apenas uma lista de características para decorar. O desafio costuma ser comparar formas de organizar a economia e perceber o que muda quando os lucros passam a ser investidos na produção, com expansão das manufaturas e do trabalho assalariado. Também é importante mostrar que a mudança não aconteceu de uma hora para outra: práticas mercantilistas e relações capitalistas coexistiram e entraram em conflito.
Nas questões, uso textos sobre comerciantes, oficinas, monopólios, tarifas e investimentos para que os estudantes localizem evidências antes de escolher uma alternativa. Essa leitura ajuda a distinguir o que o texto efetivamente diz daquilo que parece familiar por pertencer ao mercantilismo. A seguir, compartilho uma explicação de referência, propostas de trabalho em sala e oito questões comentadas alinhadas à habilidade EF07HI17.
O que o aluno de 7º ano precisa saber sobre Transição do mercantilismo para o capitalismo
A transição do mercantilismo para o capitalismo foi um processo histórico, especialmente visível na Europa entre os séculos XVII e XVIII, em que a produção e o investimento privado ganharam importância crescente ao lado do comércio. No mercantilismo, os Estados procuravam fortalecer seu poder por meio do controle econômico, de monopólios, tarifas, proteção de produtos nacionais e acumulação de metais preciosos. Com a expansão dos mercados e da procura por mercadorias, comerciantes e proprietários passaram a investir lucros em oficinas, manufaturas, máquinas e contratação de trabalhadores remunerados. A produção em maior escala e voltada à venda tornou-se uma forma importante de obter lucro. Ao mesmo tempo, privilégios, restrições das corporações de ofício e barreiras comerciais eram contestados por quem queria investir, produzir e vender em mercados mais amplos. Isso não significa que o comércio desapareceu nem que todos os controles foram abolidos de imediato. O ponto central é reconhecer a mudança gradual de ênfase: do controle estatal e da acumulação mercantil para o investimento produtivo, a iniciativa privada e a expansão das relações capitalistas.
O que ele precisa saber antes
Para acompanhar as questões, os estudantes precisam reconhecer algumas características do mercantilismo: a atuação do Estado na economia, os monopólios concedidos pela Coroa, as tarifas protecionistas e a importância atribuída à acumulação de metais preciosos. Também é útil compreender a relação entre comércio e economia colonial, sem reduzir toda a vida econômica da época a um único produto ou atividade.
Outro pré-requisito é diferenciar trabalho assalariado e produção manufatureira de formas de produção voltadas principalmente ao autoconsumo. As questões também mobilizam noções de corporações de ofício, oficinas e estrutura social do século XVIII. Não é necessário que a turma domine antecipadamente cada exemplo específico apresentado nos textos; o essencial é interpretar as pistas e comparar as formas de organizar produção, trabalho e comércio.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente é reconhecer uma palavra familiar, como tarifa, monopólio ou metais preciosos, e escolhê-la sem verificar se representa a permanência mercantilista ou a mudança para relações capitalistas. Isso aparece, por exemplo, quando a alternativa sobre tarifas protecionistas parece responder à questão, embora o texto destaque a produção em larga escala e o trabalho assalariado. A estratégia para enfrentar esse erro é pedir que a turma sublinhe a evidência decisiva antes de olhar as opções.
Outro equívoco é confundir a produção doméstica por encomenda com produção apenas para consumo familiar. Nas questões, famílias ou artesãos podem trabalhar em casa, mas matérias-primas, pagamentos e compradores distantes indicam produção para venda. Também vale observar inversões do texto: se a procura por tecidos aumenta, não se pode concluir que a demanda caiu; se os comerciantes criticam monopólios, a resposta não pode defender sua manutenção. Em algumas alternativas aparecem ideias fora do contexto, como restaurar obrigações servis ou voltar ao feudalismo. A turma pode eliminá-las comparando período, relações de trabalho e interesses descritos, em vez de escolher por associação vaga.
Como trabalhar em sala
- Monte um quadro comparativo: no quadro, organize duas colunas, “práticas mercantilistas” e “mudanças associadas ao capitalismo”. A turma pode inserir exemplos dos textos: monopólios e tarifas de um lado; investimento privado, manufaturas e trabalho assalariado do outro. Deixe espaço para elementos que coexistem durante a transição.
- Faça leitura com marcação de evidências: entregue um dos relatos das questões e peça que os estudantes sublinhem quem investe, quem trabalha, para quem se produz e quais regras são contestadas. Depois, cada dupla justifica uma resposta citando uma passagem, sem depender de materiais além do texto e do caderno.
- Simule uma reunião de interesses: distribua papéis simples entre comerciantes, mestres de oficinas e representantes do governo. Cada grupo identifica o que deseja manter ou mudar, com base no cenário apresentado. A atividade ajuda a perceber que a transição envolve interesses em conflito, não uma mudança automática aceita por todos.
- Compare alternativas próximas: escolha uma questão e peça à turma que explique por que uma opção mercantilista não responde a uma pergunta sobre a passagem ao capitalismo. Em seguida, reformule a alternativa errada para que ela fique correta em outra pergunta. É uma forma prática de trabalhar leitura cuidadosa dos distratores.
- Feche com uma síntese curta: cada estudante completa duas frases: “Uma prática mercantilista era...” e “Uma mudança ligada ao capitalismo foi...”. Recolha as respostas para identificar se ainda há confusão entre controle estatal, comércio e investimento produtivo.
Questões prontas de Transição do mercantilismo para o capitalismo para o 7º ano (com gabarito comentado)
As questões a seguir podem ser usadas como atividade, revisão ou avaliação formativa. Oriente a turma a localizar no texto as pistas sobre produção, trabalho, investimento e controle econômico antes de marcar uma resposta.
1. Por que uma tecelagem em Manchester começou a produzir tecidos em máquinas no final do século XVIII, em vez de depender de artesãos independentes? Analise a razão que ilustra a passagem do mercantilismo para o capitalismo.
O texto informa que a procura colonial crescia e que empresários buscavam reduzir custos e produzir em maior escala.
- ❌ A) Tarifas elevadas sobre lã protegem produtores locais, mas são uma medida mercantilista, não a razão ligada à produção capitalista.
- ❌ B) Controle estatal e acumulação de metais descrevem práticas mercantilistas, não a mudança indicada.
- ❌ C) A alternativa contradiz o texto: a tecelagem passou a usar máquinas, em vez de manter apenas artesãos independentes.
- ✅ D) Produzir em larga escala e contratar trabalhadores assalariados expressa a busca capitalista por lucro por meio da produção.
- ❌ E) O texto diz que a demanda colonial crescia; a alternativa inverte essa informação ao afirmar que ela diminuiu.
2. No relato fictício de Thomas Hawke, famílias recebem matérias-primas, produzem tecidos para compradores distantes e recebem pagamento. Qual inovação ilustra a passagem do mercantilismo para o capitalismo?
- ✅ A) A produção organizada por iniciativa privada para venda, com remuneração pelo trabalho, mostra investimento e produção voltados à obtenção de lucro.
- ❌ B) O texto não descreve produção apenas para consumo familiar: há compradores distantes e pagamento.
- ❌ C) A manutenção de guildas rígidas não corresponde ao relato, que mostra redução da intervenção dessas corporações.
- ❌ D) Não há troca direta sem moeda no texto; há pagamento pelo trabalho e organização da produção para venda.
- ❌ E) A alternativa fala em monopólios estatais, enquanto o relato destaca investimento privado sem envolvimento estatal direto.
3. Um abaixo-assinado critica monopólios, taxas entre cidades e regras das corporações de ofício. Qual razão favoreceu a superação de práticas mercantilistas?
- ✅ A) Ampliar mercados e liberar investimentos de restrições monopolistas e corporativas favorecia a expansão da produção e do trabalho assalariado.
- ❌ B) A alternativa propõe obrigações rurais, mas o texto informa que trabalhadores sem terras buscavam emprego remunerado nas cidades.
- ❌ C) Controlar o comércio e concentrar metais são práticas mercantilistas que o documento não apresenta como mudança desejada.
- ❌ D) Os autores criticam os monopólios da Coroa; não defendem preservá-los.
- ❌ E) As corporações limitavam aprendizes e mestres. Restaurar seus controles não atenderia ao objetivo de ampliar a produção.
4. No conselho municipal, comerciantes querem instalar máquinas, contratar trabalhadores por salário e vender em outras regiões, enquanto reclamam de licenças e monopólios. Que justificativa explica a passagem para relações capitalistas?
- ✅ A) A busca por maior liberdade para investir, produzir e vender entrou em conflito com privilégios e controles mercantilistas.
- ❌ B) Obrigações servis não são indicadas: o cenário descreve contratação por salário.
- ❌ C) Os comerciantes querem investir e ampliar negócios, não limitar o investimento privado para preservar oficinas tradicionais.
- ❌ D) Eles pretendem vender em outras regiões; restringir a venda ao município contraria o texto.
- ❌ E) Os comerciantes contestam licenças e monopólios. Ampliá-los reforçaria o modelo que criticam.
5. Comerciantes reclamam de taxas entre fronteiras e monopólios, depois de investir em máquinas para vender a um público maior. Que mudança de princípio econômico ajuda a explicar a passagem para o capitalismo?
- ❌ A) Fixar preços pelo Estado não é o pedido dos comerciantes, que querem diminuir barreiras e privilégios.
- ❌ B) O caso trata de oficinas e mercados amplos, não de produção rural apenas para autoconsumo.
- ❌ C) A proibição de investimentos contradiz o texto: os proprietários já investiram em máquinas e buscam ampliar as vendas.
- ❌ D) Os comerciantes pedem o fim de alguns privilégios; não defendem monopólios concedidos pelo rei.
- ✅ E) A defesa da livre concorrência e da redução de privilégios comerciais corresponde à mudança de princípio descrita.
6. Comerciantes discutem se devem manter monopólios estatais ou reinvestir ganhos em embarcações e manufaturas. Qual razão central explica a passagem do mercantilismo para o capitalismo?
- ❌ A) Fortalecer corporações de ofício reforçaria regras que limitavam a iniciativa privada apresentada no texto.
- ❌ B) Monopólios estatais são associados ao mercantilismo e não representam a mudança descrita.
- ✅ C) Reinvestir lucros em atividades produtivas, como manufaturas, é uma característica importante do capitalismo emergente.
- ❌ D) O texto trata de investimento em produção e embarcações, não da expansão do trabalho servil colonial.
- ❌ E) Extrair metais para financiar exércitos reais não corresponde ao reinvestimento privado descrito.
7. Casas de Comércio passam a investir em oficinas de tecidos e máquinas simples, em vez de se limitar à compra e venda de especiarias. Qual fator contribuiu para a transição?
- ✅ A) A expansão da produção manufatureira voltada a um mercado amplo mostra investimento em produção em escala.
- ❌ B) Privilégios estatais reforçam práticas mercantilistas, não a mudança apresentada.
- ❌ C) A dependência exclusiva de metais preciosos não explica o investimento em manufaturas e máquinas descrito.
- ❌ D) A alternativa volta a um sistema anterior e não corresponde à expansão manufatureira mencionada.
- ❌ E) O texto fala de produção e venda de manufaturados, não da adoção do escambo.
8. Comerciantes de Gales reinvestem parte dos lucros do comércio de lã em teares, oficinas e contratação de artesãos remunerados. Qual fator contribuiu para a transição ao capitalismo?
- ❌ A) O texto diz que parte dos lucros deixou de ser acumulada em metais para financiar a produção, portanto essa opção inverte a mudança.
- ❌ B) A intenção era ampliar mercados internos e externos, não limitar as vendas ao mercado interno.
- ❌ C) A alternativa ignora o investimento em teares e oficinas, que também aparece no texto.
- ❌ D) O comércio de lã gerou os lucros, mas os comerciantes passaram a investir também na produção de tecidos.
- ✅ E) Buscar lucro produzindo mercadorias para diferentes mercados representa a mudança central apresentada.
Fechamento: da leitura à avaliação
Ao revisar as respostas, retome o contraste entre controle mercantilista e investimento produtivo, sem apresentar um modelo como se tivesse substituído o outro de forma instantânea. Você pode selecionar questões para uma atividade curta ou combinar todas em uma avaliação progressiva. Para ampliar o trabalho, consulte também as questões da habilidade EF07HI17. Se quiser montar uma prova com outros conteúdos e formatos, experimente o gerador de provas do GeraProva ou faça seu cadastro grátis.
Use as questões como ponto de partida e adapte a seleção ao percurso da sua turma. O GeraProva ajuda a preparar materiais; a decisão pedagógica continua sendo sua.
O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.
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