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Atividades de Proporções em reações químicas para a 2ª série do Ensino Médio com gabarito

Reúna atividades de proporções em reações químicas para trabalhar estequiometria com a 2ª série do Ensino Médio. As oito questões vêm com gabarito comentado e ajudam a localizar erros de cálculo e interpretação.

Atividades de Proporções em reações químicas para a 2ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando ensino proporções em reações químicas para a 2ª série do Ensino Médio, procuro deixar claro que os coeficientes da equação balanceada não são números decorativos: eles indicam a relação entre as quantidades de reagentes e produtos. Na prática, a turma precisa ler essa relação e usá-la para resolver situações em mol ou converter o resultado para massa. É comum que uma conta pareça simples até aparecer uma razão diferente de 1:1, ou até ser necessário calcular primeiro a massa molar.

Por isso, gosto de organizar o trabalho em etapas: conferir a equação, identificar as substâncias envolvidas, estabelecer a proporção e só então calcular. As questões deste material percorrem neutralização, decomposição, formação de água e amônia, rendimento e produção de cobre. Elas permitem observar não apenas o resultado, mas também onde o raciocínio se desvia: inverter a razão, ignorar um coeficiente ou confundir massa inicial com massa de produto.

O que o aluno de 2ª série precisa saber sobre Proporções em reações químicas

O aluno precisa compreender que, em uma equação química balanceada, os coeficientes expressam proporções molares entre as substâncias. Essa relação é o ponto de partida para calcular quanto reagente é consumido ou quanto produto pode ser formado. Por exemplo, em N₂ + 3H₂ → 2NH₃, três mols de hidrogênio reagem com um mol de nitrogênio e podem formar dois mols de amônia. A proporção não significa que as massas dos materiais sejam iguais: para chegar a uma massa, é preciso relacionar mol e massa molar. Também é importante distinguir quantidade teórica de produto e quantidade obtida em uma experiência, quando se calcula rendimento percentual. Em problemas com reagente em excesso, a quantidade indicada do outro reagente determina o cálculo. Em todos os casos, a leitura cuidadosa do que se pede — mol, grama ou porcentagem — ajuda a escolher as etapas adequadas e a conferir se a resposta é coerente com a equação.

O que ele precisa saber antes

Antes de avançar para as questões, vale verificar se a turma consegue reconhecer e interpretar uma equação balanceada. Os pré-requisitos presentes neste conjunto incluem reação de neutralização, estequiometria, cálculo de mols e massa molar. Para os exercícios de rendimento, é necessário compreender a diferença entre a quantidade teórica prevista pela reação e a quantidade experimental informada. Não é preciso pressupor que todos estejam seguros desses tópicos: uma revisão breve, com um exemplo resolvido no quadro, costuma ser suficiente para identificar dúvidas antes da atividade.

Em cálculos de massa, é útil retomar como somar as massas atômicas para encontrar a massa molar. Também convém explicitar que, se a questão fornece uma massa de reagente, pode ser necessário convertê-la em mol antes de aplicar a razão dos coeficientes. Depois, a quantidade de produto em mol pode ser convertida em gramas. Essa sequência torna visível a lógica do cálculo e evita que o estudante tente relacionar diretamente números que representam grandezas diferentes.

Onde os alunos mais erram

O erro recorrente indicado nas questões é confundir a relação estequiométrica entre as substâncias. Um distrator comum é tratar reagente e produto como se estivessem sempre na proporção 1:1, mesmo quando os coeficientes mostram outra relação. Em outras situações, a razão é conhecida, mas aplicada ao contrário: divide-se por dois quando seria necessário multiplicar, ou se usa o coeficiente de uma substância sem compará-lo ao da outra. Para conversar sobre isso, peço que os alunos escrevam primeiro a razão com os nomes das substâncias, e não apenas façam uma operação mental.

Há ainda erros de leitura e de unidade. Na decomposição do carbonato de cálcio, por exemplo, o valor de 56 g corresponde à massa molar do CaO, não à massa de CO₂ pedida. No cálculo de rendimento, dividir a massa experimental de oxigênio pela massa inicial de peróxido não compara grandezas equivalentes para esse objetivo: é preciso obter primeiro a massa teórica de O₂. Já em exercícios com massa, como o da amônia, não basta usar a proporção em mols; é necessário converter usando a massa molar do produto. Ao revisar as respostas, vale pedir que cada estudante explique qual etapa gerou seu resultado.

Como trabalhar em sala

  • Comece pelos coeficientes. Apresente uma equação balanceada e peça que a turma leia em voz alta a relação entre duas substâncias. Em seguida, registre a proporção em palavras e em forma numérica. Essa rotina ajuda a fixar que a razão vem da equação, não de uma regra escolhida ao acaso.
  • Separe mol e massa no quadro. Resolva um exemplo em duas colunas: primeiro a proporção entre mols; depois, quando necessário, a conversão para gramas com as massas molares. Marcar as unidades em cada linha permite verificar se o cálculo responde ao que o enunciado solicita.
  • Compare erros possíveis. Use alternativas incorretas como ponto de partida para uma conversa breve. Pergunte qual raciocínio poderia produzir aquele valor e em que passo a proporção foi alterada. O foco não precisa ser apenas identificar a alternativa certa, mas tornar o procedimento visível e corrigível.
  • Faça uma sequência de dificuldade gradual. Comece com proporções molares simples, como neutralização 1:1, e passe para relações como 1:2 ou 2:3. Depois, inclua um cálculo com massa molar e outro de rendimento percentual. Assim, a turma pratica uma etapa por vez antes de combinar procedimentos.
  • Feche com uma justificativa curta. Ao final, peça que os estudantes escrevam a proporção usada e uma frase explicando por que multiplicaram ou dividiram. Essa resposta curta ajuda a distinguir um cálculo compreendido de um resultado obtido por tentativa.

Questões prontas de Proporções em reações químicas para a 2ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

1. Em uma neutralização representada por Ca(OH)₂ + 2HCl → CaCl₂ + 2H₂O, quantos mol de HCl são neutralizados por 0,30 mol de Ca(OH)₂?

  • ❌ A) 0,15 mol de HCl. Dividir por dois inverte a relação: a equação mostra que cada mol de Ca(OH)₂ reage com dois mols de HCl.
  • ❌ B) 0,30 mol de HCl. Considerar quantidades iguais ignora o coeficiente 2 do HCl e transforma indevidamente a proporção em 1:1.
  • ✅ C) 0,60 mol de HCl. A razão entre Ca(OH)₂ e HCl é 1:2. Portanto, 0,30 × 2 = 0,60 mol de HCl.
  • ❌ D) 0,90 mol de HCl. Esse valor corresponde a uma razão de três para um, que não aparece nos coeficientes da equação.
  • ❌ E) 0,45 mol de HCl. A quantidade não respeita a razão exata 1:2 indicada para a neutralização.

2. Na decomposição completa do carbonato de cálcio, CaCO₃ → CaO + CO₂, qual massa de CO₂ é liberada a partir de 100 g de CaCO₃? Considere Ca = 40, C = 12 e O = 16.

  • ❌ A) 56 g de CO₂. Cinquenta e seis gramas é a massa molar do CaO, produto diferente do gás solicitado.
  • ❌ B) 28 g de CO₂. Esse resultado surge ao somar 12 + 16 e esquecer que a molécula de CO₂ contém dois átomos de oxigênio.
  • ✅ C) 44 g de CO₂. A massa molar do CaCO₃ é 100 g/mol; assim, 100 g correspondem a 1 mol. A proporção é 1:1 e um mol de CO₂ tem massa de 44 g.
  • ❌ D) 100 g de CO₂. A massa do reagente não se transfere integralmente para o gás: parte dos átomos permanece no CaO.
  • ❌ E) 40 g de CO₂. O número 40 corresponde à massa atômica do cálcio, não à massa molar do CO₂ nem ao cálculo estequiométrico pedido.

3. Na decomposição 2H₂O₂ → 2H₂O + O₂, 6,8 g de H₂O₂ produziram 1,6 g de O₂. Qual foi o rendimento percentual da reação? Considere H = 1 e O = 16.

  • ❌ A) 25%. Esse resultado pode aparecer se a massa teórica for calculada como 6,4 g, o dobro do valor correto para o O₂.
  • ❌ B) 23,5%. Dividir 1,6 g pela massa inicial de H₂O₂ não calcula rendimento; é preciso comparar a massa obtida com a massa teórica do produto.
  • ✅ C) 50%. 6,8 g de H₂O₂ correspondem a 0,20 mol. Pela razão 2:1, formam-se teoricamente 0,10 mol de O₂, ou 3,2 g. Logo, 1,6 ÷ 3,2 × 100 = 50%.
  • ❌ D) 75%. Uma estimativa sem obter a quantidade teórica não sustenta esse percentual. A comparação correta resulta em metade do valor previsto.
  • ❌ E) 100%. A massa experimental não é automaticamente o rendimento total: deve ser comparada com os 3,2 g teóricos de O₂.

4. Na reação balanceada 2H₂ + O₂ → 2H₂O, quantos mol de água se formam a partir de 5 mol de O₂, com H₂ em excesso?

  • ❌ A) Formam-se 5 mol de H₂O. Isso presume uma razão 1:1, mas a equação indica 1 mol de O₂ para 2 mol de H₂O.
  • ❌ B) Formam-se 2,5 mol de H₂O. Dividir por dois inverte a relação necessária: cada mol de O₂ produz dois mols de água.
  • ❌ C) Formam-se 20 mol de H₂O. O resultado trata cada mol de O₂ como se produzisse quatro mols de água, o que não corresponde aos coeficientes.
  • ✅ D) Formam-se 10 mol de H₂O. A proporção O₂:H₂O é 1:2; portanto, 5 × 2 = 10 mol de água.
  • ❌ E) Formam-se 2 mol de H₂O. Esse número apenas repete o coeficiente da água e não considera os 5 mol de oxigênio disponíveis.

5. Na produção de amônia, N₂(g) + 3H₂(g) → 2NH₃(g). Há 9 mol de H₂ disponíveis, enquanto o N₂ está em excesso. Considerando que a reação ocorre completamente, quantos mols de NH₃ podem ser produzidos?

  • ❌ A) 3 mol de NH₃. Dividir 9 pelo coeficiente 3 sem relacionar reagente e produto não aplica a razão estequiométrica.
  • ❌ B) 18 mol de NH₃. Multiplicar por 2 sem dividir pelo coeficiente 3 do H₂ deixa de usar a razão 2:3.
  • ❌ C) 27 mol de NH₃. Multiplicar a quantidade pelo coeficiente do próprio H₂ não representa a conversão para NH₃.
  • ✅ D) 6 mol de NH₃. Três mols de H₂ produzem dois mols de NH₃; assim, 9 × (2/3) = 6 mol. Como o N₂ está em excesso, o H₂ determina a quantidade formada.
  • ❌ E) 9 mol de NH₃. Igualar produto e reagente ignora os coeficientes: a razão não é 1:1.

6. Na reação balanceada N₂ + 3H₂ → 2NH₃, qual massa de NH₃ pode ser obtida a partir de 14 g de N₂, com H₂ em excesso? Considere N = 14 e H = 1.

  • ❌ A) 14 g de NH₃. A massa do produto não precisa ser igual à massa de N₂ consumida, pois o hidrogênio também compõe a amônia.
  • ❌ B) 8,5 g de NH₃. O cálculo considera 0,5 mol de N₂, mas usa proporção 1:1 com NH₃ em vez de 1:2.
  • ❌ C) 34 g de NH₃. Um mol de N₂ pode formar 34 g de NH₃, mas 14 g de N₂ correspondem a apenas 0,5 mol.
  • ✅ D) 17 g de NH₃. A massa molar de N₂ é 28 g/mol; 14 g correspondem a 0,5 mol. Pela equação, isso forma 1 mol de NH₃, cuja massa molar é 17 g/mol.
  • ❌ E) 7 g de NH₃. Reduzir numericamente a massa inicial sem aplicar a proporção molar e a massa molar do produto não resolve o problema.

7. Na neutralização HCl + NaOH → NaCl + H₂O, quantos mol de NaOH são necessários para neutralizar completamente 0,25 mol de HCl?

  • ❌ A) São necessários 0,50 mol de NaOH. Dobrar a quantidade não se justifica: a equação balanceada mostra proporção 1:1.
  • ❌ B) São necessários 0,125 mol de NaOH. Dividir por dois também altera a proporção, que exige quantidades iguais em mol.
  • ✅ C) São necessários 0,25 mol de NaOH. Um mol de HCl reage com um mol de NaOH; logo, 0,25 mol de ácido exigem 0,25 mol de base.
  • ❌ D) São necessários 1,00 mol de NaOH. A quantidade não é fixa por se tratar de neutralização: depende dos mols fornecidos e dos coeficientes.
  • ❌ E) São necessários 0,20 mol de NaOH. Embora próximo, esse valor não segue a igualdade determinada pela proporção 1:1.

8. Na reação balanceada 2Al + 3CuSO₄ → Al₂(SO₄)₃ + 3Cu, qual massa de cobre é formada quando 0,40 mol de Al reage completamente com CuSO₄ em excesso? Considere Cu = 63,5.

  • ❌ A) 25,4 g de Cu. Esse valor corresponde a 0,40 mol de cobre e supõe proporção 1:1 entre Al e Cu, em vez de 2:3.
  • ❌ B) 16,9 g de Cu. O resultado aplica a razão estequiométrica de forma invertida, como se dois mols de Al formassem três mols de Cu.
  • ✅ C) 38,1 g de Cu. Pela razão 2 mol de Al para 3 mol de Cu, 0,40 mol de Al formam 0,60 mol de Cu. Multiplicando por 63,5 g/mol, obtêm-se 38,1 g.
  • ❌ D) 76,2 g de Cu. Multiplicar 0,40 por 3 sem dividir pelo coeficiente 2 superestima a quantidade de cobre.
  • ❌ E) 10,8 g de Cu. Esse valor não resulta da proporção entre Al e Cu nem da massa molar do cobre; confunde a massa de uma espécie com o produto pedido.

Próximos passos

Use as respostas para decidir se a próxima aula deve retomar proporções molares, conversões de massa ou rendimento. Para ampliar a sequência, consulte também as questões da habilidade EM13CNT101. Você pode selecionar atividades e organizar uma avaliação no gerador de provas do GeraProva, ou começar pelo cadastro grátis.

Este material é um ponto de partida: adapte a seleção ao ritmo e às necessidades da sua turma. Se quiser, use o GeraProva para montar uma prova com questões de Química e revisar o gabarito antes de aplicar.

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