Atividades de Consumo de Recursos Hídricos e Bacias Hidrográficas para o 6º ano com gabarito
Reuni questões de Geografia para trabalhar consumo de água, bacias hidrográficas e efeitos da urbanização com turmas do 6º ano. O material traz gabarito comentado e propostas práticas para a aula.
Quando trabalho consumo de recursos hídricos e bacias hidrográficas com uma turma de 6º ano, começo por situações que ajudam a aproximar o tema da vida cotidiana: de onde vem a água usada em casa, para onde vai depois do uso e o que acontece quando a chuva encontra ruas e calçadas pavimentadas. A partir dessas perguntas concretas, fica mais fácil discutir a bacia como um conjunto conectado, e não como um rio isolado.
Nas atividades, procuro orientar os estudantes a ler os dados com cuidado e a distinguir causas de consequências. A retirada de água, a impermeabilização do solo, a poluição e a recarga de aquíferos se relacionam, mas não significam a mesma coisa. As questões a seguir permitem retomar essas relações, observar raciocínios e conversar sobre ações que podem melhorar o uso da água sem simplificar os problemas da bacia.
O que o aluno de 6º ano precisa saber sobre Consumo de Recursos Hídricos e Bacias Hidrográficas
O estudante precisa compreender que a bacia hidrográfica reúne o rio principal, seus afluentes e as áreas drenadas por eles; por isso, ações realizadas na cidade e no campo podem afetar a água que circula nesse sistema. A água captada para abastecimento doméstico, industrial ou agrícola integra usos diferentes, e alguns retiram água do curso ou do sistema, enquanto outros, como a geração hidrelétrica, aproveitam a corrente sem consumir toda a água. Também é importante relacionar a urbanização ao ciclo da água: ruas, calçadas e telhados impermeáveis reduzem a infiltração da chuva, podem diminuir a recarga do solo e dos aquíferos e aumentam o escoamento superficial. Esse escoamento pode levar resíduos aos rios. O tratamento de esgoto reduz a poluição, mas não cria água nem elimina toda pressão sobre a bacia. Ao analisar um texto, o aluno deve localizar evidências e diferenciar efeitos sobre quantidade, qualidade e circulação da água.
O que ele precisa saber antes
Antes de aplicar as questões, vale verificar se a turma compreende, em nível inicial, o ciclo hidrológico: a água circula entre atmosfera, superfície e subsolo, e a chuva pode infiltrar no terreno ou escoar pela superfície. Esse ponto apoia a compreensão da recarga de nascentes e aquíferos e das mudanças provocadas por áreas pavimentadas.
Também é útil retomar o que é uma bacia hidrográfica e como rios e afluentes se conectam. Nas situações apresentadas, a cidade capta água de um rio e pode devolver esgoto tratado ou receber, por meio do escoamento, resíduos de ruas e bairros. Para interpretar esses exemplos, os estudantes precisam relacionar ações urbanas a impactos ambientais sem confundir captação, consumo, poluição e tratamento.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente nas situações deste conjunto é atribuir a redução da água disponível apenas ao aumento do consumo, sem considerar a impermeabilização e a menor infiltração. A retirada maior de água importa, mas não explica sozinha todos os processos citados. Ao ler o enunciado, ajudo a turma a separar as evidências: qual dado fala de consumo, qual descreve infiltração e qual informa o nível do rio?
Outro ponto de atenção é confundir uso consuntivo e não consuntivo. A irrigação retira água e pode reduzir a disponibilidade no rio durante a estiagem; já a água que move turbinas hidrelétricas continua no curso depois da geração. Isso não quer dizer que a geração de energia não provoque impactos, mas a questão pede identificar uma retirada direta de água.
Há ainda confusões entre tratamento e abastecimento. Uma estação pode tratar água ou esgoto, mas não substitui o rio como fonte, nem garante que toda poluição desapareça. Nas questões sobre impermeabilização, um distrator provável é escolher a queda do nível do rio ou o aumento da captação subterrânea quando o comando pede o dado que mede diretamente a infiltração. Recomendo voltar ao verbo do enunciado e localizar a evidência correspondente, em vez de escolher a informação mais chamativa.
Como trabalhar em sala
- Desenhar o percurso da água: no quadro, a turma pode representar chuva, solo, córrego, rio, captação, tratamento, casas e retorno do esgoto. O desenho ajuda a visualizar as conexões da bacia e a discutir onde podem ocorrer perdas ou poluição.
- Comparar superfícies: peça aos estudantes que observem o entorno da escola ou descrevam um trajeto conhecido. Identifiquem áreas pavimentadas, solo exposto e espaços com vegetação; depois conversem sobre quais favorecem infiltração e quais aceleram o escoamento. Não é preciso fazer experimento nem coletar água.
- Ler dados em duas etapas: antes de escolher uma alternativa, os alunos sublinham o dado solicitado e anotam a que processo ele se refere: consumo, infiltração, vazão ou qualidade. Em seguida, justificam a resposta citando uma evidência do texto.
- Separar tipos de uso: organizem exemplos em duas colunas: usos que retiram água do sistema, como abastecimento e irrigação, e usos que aproveitam a água sem consumi-la integralmente, como a geração hidrelétrica. A classificação deve considerar a situação apresentada.
- Discutir medidas de gestão: comparem propostas como reduzir vazamentos, ampliar o tratamento de esgoto e reutilizar água tratada em serviços urbanos. A turma pode explicar quais problemas cada medida enfrenta e quais não resolve sozinha.
Questões prontas de Consumo de Recursos Hídricos e Bacias Hidrográficas para o 6º ano (com gabarito comentado)
As questões abaixo trabalham leitura de informações, relações entre cidade e bacia e interpretação de efeitos da impermeabilização. Recomendo pedir que os estudantes justifiquem a escolha com dados do enunciado. As explicações de cada alternativa podem ser usadas na correção coletiva ou como devolutiva após uma atividade individual.
Questão 1 — Urbanização e disponibilidade de água
Por que o Rio das Veredas passou a ter menos água no período seco? No município fictício de Serra Clara, localizado na bacia do Rio São Francisco, a população cresceu e foram construídos novos bairros. Entre 2018 e 2024, a área coberta por ruas, calçadas e telhados passou de 40% para 70% da zona urbana. No mesmo período, a retirada diária de água do rio para abastecimento aumentou de 12 para 18 milhões de litros. Moradores também observaram que nascentes próximas aos bairros passaram a fornecer menos água nos meses sem chuva. Os números são ilustrativos e foram reunidos para discutir o planejamento do abastecimento urbano.
Analise os dados do texto e conclua a relação entre as transformações urbanas e a disponibilidade de água na bacia do Rio São Francisco.
- ❌ A) A expansão de ruas pavimentadas e telhados pode reduzir automaticamente o consumo doméstico de água. A cobertura urbana não diminui por si só o consumo; o texto informa que a retirada para abastecimento aumentou.
- ❌ B) A expansão de ruas pavimentadas e telhados pode tornar desnecessária a captação de água do rio para abastecimento. Pavimentar áreas não produz água para consumo, e a cidade continua dependente da captação na bacia.
- ✅ C) A expansão de ruas pavimentadas e telhados pode diminuir a recarga do solo e pressionar os cursos d'água. A impermeabilização dificulta a infiltração da chuva, reduzindo a recarga das nascentes, enquanto a maior retirada pressiona a água disponível.
- ❌ D) A expansão de ruas pavimentadas e telhados pode eliminar a necessidade de tratar a água retirada do rio. A impermeabilização não substitui o tratamento necessário para tornar a água própria ao consumo.
- ❌ E) A expansão de ruas pavimentadas e telhados pode aumentar a recarga do solo e elevar a vazão das nascentes. A relação está invertida: superfícies impermeáveis reduzem a infiltração da chuva.
Gabarito: C. A resposta considera conjuntamente o aumento da retirada e a menor infiltração associada à urbanização. O texto não permite atribuir a mudança a uma única causa isolada.
Questão 2 — Consumo urbano e bacia hidrográfica
Moradores do município fictício de Ribeirão das Pedras dependem da água captada no Rio Claro para abastecer casas, postos de saúde, lojas e escolas. Depois do uso, o esgoto é levado a uma estação de tratamento e devolvido a um afluente desse rio. Nos últimos anos, novas ruas e estacionamentos cobriram parte das áreas próximas ao curso d'água. Em dias de chuva, a água escorre mais rapidamente pelas superfícies pavimentadas, levando lixo e óleo das vias para os bueiros, que deságuam no afluente. Ao mesmo tempo, o aumento de moradores elevou a quantidade de água retirada do Rio Claro.
Analise as relações descritas e identifique a interpretação que explica o vínculo entre o consumo urbano de água e a bacia hidrográfica.
- ❌ A) A cidade separa o consumo doméstico da bacia, pois a estação de tratamento substitui os rios. A estação trata parte da água usada, mas não produz a água captada para abastecimento.
- ❌ B) A cidade usa a bacia apenas como destino da água já utilizada, sem relação com o abastecimento. O texto informa que a água para abastecimento é captada no Rio Claro.
- ❌ C) A cidade usa a bacia apenas para captar água, pois os resíduos não retornam aos cursos d'água. O esgoto tratado retorna a um afluente, e a chuva conduz óleo e lixo aos bueiros.
- ❌ D) A cidade torna a bacia menos necessária ao pavimentar as áreas próximas ao curso d'água. A pavimentação acelera o escoamento e não elimina a dependência da água da bacia.
- ✅ E) A cidade usa a bacia como fonte de abastecimento e pode alterar a água por ações ocorridas no espaço urbano. A captação atende à população, enquanto as retiradas e o escoamento de resíduos afetam a bacia.
Gabarito: E. A cidade está conectada à bacia tanto pela captação quanto pelo retorno de água e resíduos. O tratamento é uma etapa importante, mas não torna a cidade independente do sistema hidrográfico.
Questão 3 — Usos da água durante a estiagem
Com o nível do Rio São Francisco mais baixo, moradores de uma cidade ribeirinha passaram a receber água em horários alternados. A estação de tratamento retira água do rio para abastecer casas, comércios e postos de saúde. No mesmo trecho, propriedades rurais conduzem água por canais até plantações de frutas, enquanto uma usina localizada mais abaixo aproveita a corrente para gerar eletricidade. Nos últimos anos, novos bairros ocuparam áreas próximas às margens, substituindo vegetação por ruas e telhados. Nas chuvas fortes, a água escoa mais rapidamente e leva lixo ao rio, aumentando o trabalho necessário para seu tratamento. Em uma reunião pública, discutiu-se como manter o abastecimento durante a estiagem.
Identifique o uso, além do abastecimento urbano, que tende a diminuir diretamente a água disponível no rio durante a estiagem.
- ✅ A) À irrigação agrícola, pois a água retirada é aplicada ao solo e às plantas. A irrigação retira água da bacia para as plantações e pode reduzir a disponibilidade no rio quando a vazão é menor.
- ❌ B) À estação de tratamento, pois ela devolve toda água captada ao rio. A estação representa o abastecimento urbano, que o comando exclui da comparação; além disso, não se afirma que toda a água captada retorna.
- ❌ C) À geração hidrelétrica, pois a água das turbinas é toda consumida. A água usada para mover as turbinas continua no curso após gerar energia; trata-se de uso não consuntivo neste sentido.
- ❌ D) À urbanização das margens, pois ruas retiram água do leito do rio. Ruas impermeáveis alteram o escoamento da chuva, mas não retiram diretamente água do leito.
- ❌ E) À presença de lixo, pois resíduos transformam água em eletricidade. O lixo polui a água e dificulta o tratamento, mas não a transforma em energia elétrica.
Gabarito: A. A pista é a retirada de água por canais para irrigação. É importante distinguir esse consumo direto dos impactos urbanos e da geração hidrelétrica descritos no mesmo texto.
Questão 4 — Pavimentação e infiltração
Nas ruas de uma metrópole brasileira cortada pela bacia do rio Paraíba, observa-se intensa malha de distribuição de água. Nos últimos cinco anos, o consumo médio residencial subiu de 150 para 180 litros por pessoa por dia. Ao mesmo tempo, a impermeabilização do solo aumentou com a pavimentação de novas avenidas: a infiltração de água no solo caiu 40%. O nível do rio recuou 2 metros em trechos próximos à zona urbana, e a captação de águas subterrâneas teve elevação de 30%.
Qual dado do texto mostra diretamente o efeito da pavimentação das avenidas sobre a infiltração de água no solo?
- ❌ A) A captação de água subterrânea cresceu na região. O aumento de 30% informa a captação de águas subterrâneas, não mede a infiltração.
- ❌ B) A pavimentação de novas avenidas ocorreu na área urbana. Ela é apresentada como causa da impermeabilização, mas não informa sozinha a mudança na infiltração.
- ❌ C) O consumo por pessoa subiu ao longo dos últimos anos. Esse dado trata do consumo residencial, não da entrada de água no solo.
- ✅ D) A água passou a penetrar menos no solo da bacia. A queda da infiltração é a informação que mostra diretamente o efeito relacionado à pavimentação.
- ❌ E) O nível do rio caiu nos trechos próximos à cidade. O recuo de 2 metros descreve uma mudança no nível do rio, não mede diretamente a infiltração do solo.
Gabarito: D. Para responder, é preciso localizar a informação que mede o processo solicitado, e não escolher outro efeito da urbanização que também aparece no texto.
Questão 5 — Consumo e dinâmica da bacia
Dados fictícios: Uma pesquisa em 2023 apontou que a cidade de Santana do Sul, situada na bacia do Rio Paraíba do Sul, registra consumo médio de 150 litros de água por habitante ao dia. Nos últimos cinco anos, a expansão urbana impermeabilizou 30% da área, reduzindo a infiltração no solo. Além disso, trechos do córrego Azul foram canalizados em galerias subterrâneas para conter cheias. Ao mesmo tempo, a rede de distribuição apresenta 25% de perdas por vazamentos e o índice de áreas verdes caiu de 18% para 12%. Essas mudanças influenciam o volume de água disponível na bacia e alteram a recarga do aquífero local.
Interprete o texto e identifique qual prática urbana contribui para o aumento do consumo de água e altera a dinâmica da bacia hidrográfica.
- ❌ A) Aumentar áreas verdes urbanas. Mais áreas verdes favorecem a infiltração da água no solo e não indicam aumento do consumo.
- ❌ B) Canalizar córregos em galerias subterrâneas. A canalização pode alterar o curso da água, mas não significa, por si só, aumento do consumo.
- ❌ C) Instalar sistemas de reuso de água. O reuso ajuda a diminuir a necessidade de retirar água nova para alguns usos.
- ❌ D) Ampliar a rede de distribuição de água. A ampliação pode facilitar o acesso, mas não indica, por si só, aumento do consumo nem alteração da infiltração.
- ✅ E) Impermeabilizar áreas urbanas e ampliar o consumo de água. A impermeabilização reduz a infiltração, e o aumento do consumo eleva a quantidade retirada do sistema.
Gabarito: E. A alternativa reúne os dois elementos pedidos: uma prática que altera a dinâmica da bacia e o aumento do consumo. A canalização chama atenção por estar ligada às cheias, mas não responde ao aumento do consumo.
Questão 6 — Medidas para reduzir a pressão sobre o rio
— A água que chega em casa está com gosto diferente — reclamou um morador durante uma reunião no bairro.
A cidade cresce dentro da bacia do Rio Paraíba do Sul e capta água de um afluente próximo para abastecer bairros e indústrias. Um técnico informou que, no caminho entre a estação de tratamento e as casas, parte da água se perde em vazamentos na rede. Ele também explicou que muitos imóveis ainda lançam esgoto em galerias pluviais, que deságuam no rio, aumentando a poluição e exigindo mais produtos químicos no tratamento. Nos últimos anos, novas áreas asfaltadas reduziram a infiltração da água no solo e aumentaram o escoamento para os córregos após chuvas fortes, levando lixo para o leito.
Os moradores pediram ações que melhorem o abastecimento sem aumentar a retirada de água do rio.
Com base no texto, identifique a medida que mais contribui para reduzir o consumo de água captada na bacia e diminuir impactos urbanos sobre o rio.
- ❌ A) Construir poços particulares sem controle para substituir a água captada no afluente usado pela cidade. Trocar o rio por poços sem gestão pode esgotar aquíferos e não resolve as condições da bacia.
- ✅ B) Ampliar a coleta e o tratamento de esgoto e reusar água tratada em serviços urbanos, reduzindo a captação no rio. O tratamento melhora a qualidade da água que retorna à bacia, e o reuso diminui a necessidade de novas retiradas para certos usos.
- ❌ C) Canalizar e cobrir córregos urbanos para acelerar a água da chuva e evitar mau cheiro perto das casas. Essa medida não reduz o consumo nem resolve a poluição e pode aumentar o escoamento e os riscos associados.
- ❌ D) Retirar a mata ciliar para abrir mais áreas de lazer nas margens do rio e aumentar o espaço público. Retirar a vegetação pode piorar a erosão e a qualidade da água.
- ❌ E) Alargar avenidas de acesso à estação de tratamento para facilitar a manutenção de caminhões e máquinas. A medida trata do acesso viário, mas não reduz vazamentos, poluição ou pressão sobre a água da bacia.
Gabarito: B. A proposta combina saneamento e reuso, respondendo aos problemas descritos sem sugerir uma nova fonte sem controle ou uma obra que não atua sobre o consumo.
Questão 7 — Reservatórios e escoamento
Dados ilustrativos: Um levantamento recente mostrou que a Bacia do Paraíba do Sul apresentou, entre 2010 e 2020, aumento de 18% no consumo urbano de água. Em 2010, o abastecimento público respondia por 65% do volume retirado, seguido pela indústria (20%) e agricultura (15%). Em 2020, a participação urbana subiu para 72%, enquanto os usos industrial e agrícola caíram para 18% e 10%, respectivamente. Para atender à demanda, foram construídas novas estações de tratamento e reservatórios, alterando o curso natural dos rios e reduzindo áreas úmidas adjacentes. Especialistas alertam para a diminuição de leitos de cheias, impactando a recarga de aquíferos.
Analise o texto e identifique qual efeito ambiental descrito decorre principalmente do aumento do consumo urbano na bacia do Paraíba do Sul?
- ❌ A) Expansão de áreas alagadas permanentes ao longo do rio. O texto informa que áreas úmidas adjacentes foram reduzidas, não ampliadas.
- ❌ B) Aumento da produção agrícola irrigada no entorno da bacia. A participação da agricultura no volume retirado caiu, e o texto não descreve aumento da produção irrigada.
- ❌ C) Crescimento do nível freático em áreas urbanas próximas. O texto aponta impacto na recarga de aquíferos, mas não afirma que o nível freático cresce.
- ✅ D) Alteração do regime natural de escoamento pela construção de reservatórios. As obras para atender à demanda podem modificar o caminho e o ritmo natural da água nos rios.
- ❌ E) Redução do volume de água retirado para abastecimento público. O texto indica aumento do consumo urbano e da participação do abastecimento público, não redução.
Gabarito: D. A resposta está ligada às obras mencionadas e à alteração do curso natural. O texto também cita efeitos em áreas úmidas e na recarga, que ajudam a compreender a dimensão ambiental.
Questão 8 — Impermeabilização, escoamento e aquíferos
Cerca de 70% da área urbana de Nova Primavera é coberta por superfícies impermeáveis, como ruas, calçadas e estacionamentos. Relatórios municipais apontam que o consumo diário de água per capita cresceu de 150 L para 185 L em cinco anos. Esse aumento coincide com o crescimento urbano sobre áreas antes destinadas à infiltração natural. Em consequência, observou-se maior escoamento superficial durante as chuvas e redução na recarga dos aquíferos que abastecem a Bacia do Rio Cristalino.
Com base no texto, identifique qual consequência da crescente impermeabilização do solo para a bacia hidrográfica local.
- ✅ A) Aumento do escoamento superficial e redução da recarga de aquíferos. O texto relaciona a impermeabilização ao maior escoamento e à menor infiltração que recarrega aquíferos.
- ❌ B) Aumento da infiltração e redução das inundações. Superfícies impermeáveis diminuem a infiltração e podem aumentar o escoamento.
- ❌ C) Redução do volume de água disponível para abastecimento urbano. A impermeabilização afeta infiltração e recarga; a alternativa apresenta uma consequência direta de abastecimento que não é medida pelo texto.
- ❌ D) Aumento da capacidade de retenção de água nos sistemas urbanos. A impermeabilização reduz a retenção natural da água no solo, não a aumenta.
- ❌ E) Diminuição da vazão de pico dos rios durante chuvas intensas. O escoamento mais rápido pode elevar a vazão de pico, e não diminuí-la.
Gabarito: A. A relação central é direta: menos infiltração significa maior escoamento superficial e menor recarga dos aquíferos. Vale pedir que a turma explique essa sequência usando as palavras do enunciado.
Para continuar o trabalho
Depois da correção, retome as alternativas que confundiram quantidade, qualidade e circulação da água. Você pode selecionar questões por habilidade nas páginas de questões da habilidade EF06GE12 e questões da habilidade EF06GE04. Para montar uma avaliação com outros conteúdos da turma, acesse o gerador de provas do GeraProva ou faça seu cadastro grátis.
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