Atividades de Construção de identidades no mundo globalizado para o 9º ano com gabarito
Reuni questões de Língua Inglesa para trabalhar identidades, trocas culturais e o papel do inglês na comunicação intercultural no 9º ano. O material traz alternativas comentadas e gabarito para apoiar sua revisão e avaliação.
Quando trabalho identidade e globalização com o 9º ano, procuro aproximar a leitura em inglês de situações que façam sentido: pessoas que conversam entre países, apresentam histórias de suas comunidades e escolhem como compartilhar palavras e costumes. Não se trata de ensinar que todos precisam falar ou viver do mesmo jeito. O foco é observar como uma língua usada em comum pode aproximar interlocutores sem apagar suas referências locais.
Também vejo que esse tema permite integrar compreensão de texto e análise de ideias. Nas questões desta página, os estudantes interpretam afirmações, identificam o sentido de expressões em contexto e avaliam argumentos. A proposta é oferecer atividades prontas, com alternativas e comentários que ajudem a turma a perceber por que uma resposta se sustenta e por que outras não correspondem ao texto.
O que o aluno de 9º ano precisa saber sobre Construção de identidades no mundo globalizado
Para estudar a construção de identidades no mundo globalizado, o estudante precisa compreender que a identidade cultural se relaciona a experiências compartilhadas, línguas, histórias, costumes e modos de apresentar a própria comunidade. Ela não precisa ser tratada como algo único, fixo ou igual para todas as pessoas de um grupo. Em situações de comunicação intercultural, o inglês pode funcionar como uma língua de contato entre pessoas de diferentes lugares. Isso não significa que as línguas locais devam ser substituídas nem que exista uma única forma correta de expressar uma cultura. Em textos sobre podcasts, mapas comunitários e encontros internacionais, a turma pode observar escolhas concretas: manter uma palavra de origem local, explicar seu sentido em inglês e permitir que seus falantes contem a própria história. O objetivo é interpretar como a comunicação aproxima interlocutores e, ao mesmo tempo, mantém visíveis as diferenças. Também é importante identificar a ideia principal de uma afirmação e reconhecer quando uma razão dá apoio claro a um argumento.
O que ele precisa saber antes
As questões partem de alguns conhecimentos que vale a pena retomar. O primeiro é a compreensão de textos curtos em inglês: localizar quem participa, qual situação está sendo descrita e que decisão foi tomada. Não é necessário traduzir cada palavra para acompanhar o sentido geral, mas é importante voltar ao trecho que sustenta a resposta.
Também ajudam o vocabulário de expressões idiomáticas e a leitura pelo contexto. Na primeira questão, por exemplo, o estudante compara settled in e picked up para decidir qual expressão fala de adaptação a um lugar. Nas demais, precisa compreender ideias como trocas culturais, identidade e comunicação. Para o item de EF09LI07, é necessário ainda reconhecer a estrutura básica de um argumento: uma ideia acompanhada de uma razão que a apoia.
Antes da atividade, você pode retomar o que é uma referência cultural e conversar sobre como nomes, palavras e experiências comunitárias podem ter sentidos que não cabem numa tradução direta. O importante é não apresentar o inglês como língua superior ou como solução que uniformiza os modos de falar.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente previsto nas questões é confundir uma ponte de comunicação com uma substituição das culturas locais. Isso aparece quando o estudante escolhe alternativas que sugerem que o inglês apaga diferenças, que as palavras locais devem ser removidas ou que todos precisam parecer iguais. Os textos, ao contrário, mostram participantes usando o inglês para se entender e preservando nomes, línguas e histórias próprias.
Na questão sobre settled in, o distrator mais provável é picked up. A confusão é compreensível porque ambas as expressões aparecem na mesma frase; porém, uma se refere a adaptar-se a um novo lugar e a outra, naquele contexto, a aprender expressões locais. É um bom momento para pedir que a turma observe não só a palavra isolada, mas também o que cada ação descreve.
Outra dificuldade é tomar uma interpretação possível como se fosse a ideia central do texto. Por exemplo, uma troca cultural pode envolver turismo ou até conflitos, mas isso não responde ao foco da afirmação sobre crescimento pessoal. Nas questões de leitura mais longas, vale distinguir o que o texto diz do que uma alternativa acrescenta ou contradiz.
Por fim, na análise de argumentos, pode haver a impressão de que uma afirmação simples é fraca por não trazer muitos exemplos. No item final, a tarefa é verificar se existe uma razão clara apoiando uma ideia, e não exigir dados ou uma explicação longa que o enunciado não pede.
Como trabalhar em sala
- Leitura em duas passagens: primeiro, peça que os estudantes identifiquem a situação geral do texto; depois, que localizem palavras e trechos que comprovem a alternativa escolhida. Essa rotina ajuda a evitar respostas baseadas em uma palavra solta.
- Mapa de ideias no quadro: registre “língua de contato”, “referência local” e “identidade”. A turma pode relacionar cada conceito a exemplos dos textos, como manter uma palavra em iorubá ou apresentar um nome e uma história pessoal em um podcast.
- Comparação de alternativas: em duplas, os alunos explicam por que uma alternativa parece plausível e qual detalhe do texto a confirma ou a elimina. Dê atenção especial às opções que propõem apagar ou padronizar diferenças.
- Discussão de argumento: separe uma afirmação e a razão que a acompanha. Pergunte se a razão realmente apoia a ideia. Use o item sobre aprender outras culturas e compreender a própria cultura para praticar essa leitura.
- Produção breve e acessível: cada estudante pode escolher uma palavra, nome ou referência cultural que gostaria de apresentar a alguém de outro lugar e escrever uma explicação curta em inglês, com apoio de dicionário ou consulta orientada. O foco é comunicar o sentido com respeito, não imitar um falante nativo.
Questões prontas de Construção de identidades no mundo globalizado para o 9º ano (com gabarito comentado)
As questões abaixo mantêm os enunciados em inglês quando esse é o idioma original. Você pode aplicá-las como atividade, selecionar itens para uma avaliação ou usá-las para discutir estratégias de leitura. Em cada alternativa, o comentário esclarece a relação entre a resposta e o texto.
1. In the sentence “She settled in quickly and picked up local expressions,” which phrase specifically means “to adapt to life in a new culture”?
- ❌ A) felt homesick. Essa expressão indica sentir saudade de casa, não adaptar-se ao novo ambiente.
- ❌ B) picked up. No contexto, significa aprender ou adquirir algo, como expressões locais; não descreve a adaptação completa.
- ✅ C) settled in. É a expressão que significa sentir-se à vontade e adaptar-se a um lugar novo.
- ❌ D) made friends. Fazer amizades é uma forma de socialização, mas não expressa por si só adaptação cultural.
- ❌ E) moved away. Indica mudar-se para longe; não informa se a pessoa se adaptou.
Gabarito comentado: A frase contrasta duas ações: a pessoa se adaptou rapidamente e aprendeu expressões locais. O contexto permite separar settled in de picked up.
2. Leia a afirmação: “Cultural exchanges can enhance personal growth.” Qual é a implicação dessa afirmação?
- ❌ A) Elas promovem apenas o turismo. A alternativa reduz as trocas culturais ao turismo e ignora o crescimento pessoal mencionado.
- ❌ B) Elas podem levar a conflitos. Conflitos podem ocorrer em diferentes situações, mas não são a implicação apresentada na frase.
- ✅ C) Elas ajudam a entender melhor outras culturas. A compreensão intercultural é uma forma de crescimento pessoal coerente com a afirmação.
- ❌ D) Elas são sempre caras. O custo não aparece na ideia apresentada.
- ❌ E) Elas não têm impacto significativo. Essa opção contradiz diretamente a afirmação de que as trocas podem contribuir para o crescimento.
Gabarito comentado: A resposta precisa interpretar o sentido da frase, sem acrescentar um assunto que ela não aborda. O crescimento pessoal pode decorrer de conhecer e compreender outras culturas.
3. Tunde usa inglês para apresentar histórias de seu bairro a pessoas de vários países, mas mantém palavras em iorubá e acrescenta explicações. O que essa escolha mostra sobre o inglês na comunicação intercultural?
Texto-base: Tunde vive em Lagos e apresenta um podcast em um festival internacional de mídia jovem. Ele mantém palavras como “?ba” e “à?à”, em vez de substituí-las por traduções diretas. Participantes de diferentes países também compartilham palavras de suas línguas que são difíceis de traduzir. A conversa permite que o público participe sem conhecer iorubá e, ao mesmo tempo, perceba de onde vêm as histórias.
- ❌ A) Prova que apenas falantes nativos de inglês podem explicar ideias culturais. Tunde usa o inglês como recurso de comunicação; o texto não diz que ele precisa ser falante nativo.
- ❌ B) Separa os grupos culturais ao limitar os ouvintes às próprias línguas. Pessoas de vários países participam da conversa por meio do inglês compartilhado.
- ❌ C) Substitui expressões locais para criar uma identidade global única. Tunde mantém as palavras em iorubá, em vez de apagar as referências locais.
- ❌ D) Evita expressões locais porque elas impedem o diálogo internacional. O texto mostra que as palavras locais provocam interesse e troca entre participantes.
- ✅ E) Conecta os participantes enquanto mantém visíveis sentidos culturais locais. O inglês permite a participação de pessoas de lugares diferentes, e as palavras em iorubá preservam referências específicas.
Gabarito comentado: A escolha de Tunde combina acessibilidade e valorização cultural. O inglês funciona como meio comum, não como substituto da língua ou das referências da comunidade.
4. O que o inglês permite principalmente ao grupo do Greenvale Youth Center no projeto de podcast?
Texto-base: Um grupo de jovens de diferentes países planeja um podcast. Seus integrantes conversam sobre nomes, apelidos e formas respeitosas de cumprimentar pessoas mais velhas. Eles entendem que as diferenças não são problemas a corrigir e decidem apresentar nomes, línguas e histórias pessoais em cada episódio, usando o inglês como ponte, não como regra que apaga diferenças.
- ✅ A) Conectar pessoas respeitando suas identidades e origens. O inglês permite a comunicação e o grupo preserva diferentes maneiras de se apresentar e contar histórias.
- ❌ B) Esconder diferenças pessoais e fazer todos parecerem iguais. O texto diz que as diferenças não são problemas a corrigir e serão incluídas no podcast.
- ❌ C) Evitar falar de nomes, línguas e histórias. O grupo decide incluir esses elementos em cada episódio.
- ❌ D) Dar confiança apenas a falantes nativos. O projeto reúne participantes de diferentes países e não estabelece essa restrição.
- ❌ E) Substituir costumes locais por um padrão global. As formas próprias de se apresentar e cumprimentar são mantidas e compartilhadas.
Gabarito comentado: A ideia central está na metáfora do inglês como ponte. Ela resume a função comunicativa da língua sem transformar as diferenças em algo a ser eliminado.
5. Qual ação dá continuidade à prática de comunicação descrita no texto sobre o mapa comunitário?
Texto-base: Um estudante brasileiro publica informações sobre lugares perto de seu bairro numa versão em inglês de um mapa comunitário. Ao apresentar um antigo território quilombola, mantém o nome original e acrescenta uma explicação curta. Uma participante do Quênia relaciona essa prática a nomes locais ligados à resistência e à memória. As contribuições úteis tornam experiências locais compreensíveis sem desrespeitar as palavras que as comunidades usam para si.
- ✅ A) Usar inglês para explicar um termo local e convidar outras pessoas a compartilhar experiências relacionadas. A ação comunica uma referência sem apagar seu sentido e abre espaço para a troca intercultural.
- ❌ B) Copiar traduções automáticas sem conferir se representam os sentidos locais. Uma tradução não verificada pode distorcer sentidos específicos.
- ❌ C) Escrever que o inglês é mais valioso que as línguas da comunidade. O texto apresenta o inglês como ponte, não como língua superior.
- ❌ D) Evitar tradições locais porque leitores estrangeiros podem não entendê-las. Isso silenciaria experiências que o mapa busca tornar conhecidas.
- ❌ E) Substituir todos os termos locais por palavras inglesas para deixar as publicações idênticas. A padronização apagaria referências importantes para a identidade da comunidade.
Gabarito comentado: A melhor continuação preserva a referência local, explica seu sentido e convida ao diálogo. A comunicação em inglês não exige que as experiências sejam uniformizadas.
6. Que princípio orienta melhor o uso do inglês pela equipe do podcast descrito?
Texto-base: Nils, um jovem de Sápmi, participa do planejamento de um podcast sobre roupas, música e histórias familiares de comunidades do Ártico. O inglês conectará convidados de vários países, mas cada pessoa pode manter palavras de sua língua. A equipe pergunta como pronunciar e explicar esses termos e inclui explicações gravadas pelos próprios convidados. Nils discorda da sugestão de remover palavras desconhecidas para deixar os episódios mais internacionais.
- ❌ A) Usar o inglês como código reservado a especialistas que explicam tradições a públicos externos. Os próprios jovens e convidados apresentam suas referências; o texto não condiciona isso à presença de especialistas.
- ✅ B) Usar o inglês como ponte compartilhada e manter com os membros das comunidades o controle sobre os sentidos culturais. A equipe preserva termos locais e deixa que os participantes definam sua pronúncia e explicação.
- ❌ C) Tratar o inglês como padrão fixo que impede as línguas locais de participar da identidade. O podcast permite palavras de outras línguas e dá atenção à pronúncia escolhida pelos falantes.
- ❌ D) Considerar o inglês uma prova neutra de que os sentidos culturais são iguais em todas as comunidades. O texto destaca histórias e referências diferentes, não significados idênticos.
- ❌ E) Substituir as línguas locais para evitar termos desconhecidos. Essa foi justamente a sugestão recusada; a equipe mantém as palavras com explicações.
Gabarito comentado: A equipe busca tornar a conversa acessível sem transformar todas as histórias numa só. Um detalhe importante é que os próprios convidados decidem como suas referências serão apresentadas.
7. Leia: “Cultural identity is shaped by shared experiences.” O que essa afirmação enfatiza?
- ❌ A) A identidade cultural é fixa e não muda. A frase associa a identidade a experiências compartilhadas, não a algo imutável.
- ❌ B) As experiências compartilhadas não têm impacto na identidade. Essa alternativa nega a relação expressa na frase.
- ❌ C) A identidade cultural é apenas individual. A afirmação destaca experiências compartilhadas, que envolvem relações entre pessoas.
- ✅ D) As experiências compartilhadas moldam a identidade cultural. É a paráfrase direta da ideia apresentada.
- ❌ E) A identidade cultural não tem relevância para a sociedade. A frase trata de como a identidade se forma, não de sua irrelevância.
Gabarito comentado: Para responder, basta localizar a relação entre os dois elementos da frase: experiências compartilhadas influenciam a formação da identidade cultural.
8. A strong argument gives a clear reason that supports an idea. A weak argument does not. Read: “Learning about different cultures helps us understand our own culture.” Is it strong or weak?
- ❌ A) It is not an argument. A frase apresenta uma ideia e uma razão que a apoia; portanto, pode ser analisada como argumento.
- ❌ B) It is only a story. Não há sequência de acontecimentos ou personagens; a frase defende uma ideia.
- ❌ C) It is only a question. A frase não tem forma interrogativa: afirma uma ideia sobre aprender culturas.
- ❌ D) It is a weak argument. Essa opção desconsidera que a frase apresenta uma razão relacionada à ideia defendida.
- ✅ E) It is a strong argument. A frase oferece uma razão clara: conhecer outras culturas pode ajudar a compreender a própria.
Gabarito comentado: O item avalia se o estudante identifica uma razão que dá apoio à ideia. Não é preciso exigir exemplos adicionais para reconhecer a relação clara apresentada na frase.
Próximos passos
Você pode aplicar os itens em sequência, selecionar os mais adequados ao seu planejamento ou usar os comentários para uma correção dialogada. Para ampliar o trabalho, consulte também as questões da habilidade EF09LI19 e as questões da habilidade EF09LI07. Se quiser montar uma avaliação com outros conteúdos, acesse o gerador de provas do GeraProva e faça seu cadastro grátis.
Use as questões como ponto de partida e ajuste a aplicação ao ritmo e aos objetivos da sua turma. No GeraProva, você pode gerar e organizar atividades para apoiar seu planejamento docente.
O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.
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