GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
Questoes

Atividades de Biotecnologia, Transgénicos e Clonagem para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões com gabarito comentado para trabalhar Biotecnologia, Transgénicos e Clonagem na 3ª série. Veja como explorar interpretação de dados, genética e sobrevivência embrionária.

Atividades de Biotecnologia, Transgénicos e Clonagem para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando trabalho Biotecnologia, Transgénicos e Clonagem com a 3ª série, procuro aproximar os conceitos de situações em que os estudantes precisam interpretar evidências, e não apenas repetir definições. Genética, seleção natural e técnicas de reprodução oferecem boas oportunidades para discutir como a ciência explica processos biológicos e avalia seus resultados.

Também observo que esse conteúdo pode mobilizar conhecimentos de outras áreas da Biologia e habilidades quantitativas. As questões reunidas aqui incluem clonagem reprodutiva e seleção de variantes, além de situações experimentais sobre plantas, porcentagens e amostragem. Uso esse conjunto como ocasião para verificar pré-requisitos e conversar com a turma sobre o que os dados permitem concluir — e sobre o que eles não permitem afirmar.

O que o aluno de 3ª série precisa saber sobre Biotecnologia, Transgénicos e Clonagem

Na 3ª série, espero que o estudante compreenda que biotecnologia reúne técnicas que utilizam organismos, células ou componentes biológicos para investigar e desenvolver produtos e processos. Ao estudar transgénicos, é importante distinguir um organismo que recebeu, por engenharia genética, material genético de outra origem de um organismo produzido por cruzamentos convencionais; a avaliação de benefícios e riscos deve considerar evidências e contexto, não rótulos. Na clonagem reprodutiva, por sua vez, busca-se obter um indivíduo com material genético nuclear muito semelhante ao de outro, mas o desenvolvimento depende de etapas sucessivas e não é garantido. O estudante também precisa interpretar resultados experimentais, reconhecer limites de uma amostra e acompanhar taxas aplicadas em sequência. Nesta seleção, isso aparece em dados sobre embriões reconstruídos, sobrevivência bacteriana e plantas. Não são todas questões diretamente sobre transgénicos: algumas trabalham raciocínio científico e conhecimentos biológicos próximos, que ajudam a consolidar a leitura de evidências necessária ao tema.

O que ele precisa saber antes

Os pré-requisitos indicados nas questões ajudam a planejar a retomada sem presumir que toda a turma chega ao tema com o mesmo domínio. Vale revisar genética básica, seleção natural e resistência bacteriana, além de fotossíntese, metabolismo C3 e C4 e absorção de luz por pigmentos. Para ler os experimentos, são úteis interpretação de tabelas e gráficos, porcentagem, proporção e cálculo básico. A questão de erro padrão também exige noções de amostragem e relação entre raiz quadrada e tamanho amostral; a questão sobre sensores pressupõe uma compreensão básica do efeito fotoelétrico e da radiação ultravioleta.

Uma revisão breve pode bastar: proponho um exemplo resolvido de porcentagem, peço que a turma compare uma proporção observada com uma previsão e retomo a diferença entre seleção de variantes e mudança induzida no indivíduo. Assim, consigo identificar se a dificuldade está no conceito biológico ou na leitura e no cálculo dos dados.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente apontado nas questões é confundir a seleção de variantes resistentes com uma adaptação individual provocada diretamente pelo antibiótico. O texto da questão sobre bactérias descreve a sobrevivência e a multiplicação das variantes resistentes; o medicamento favorece sua frequência na população, mas não cria essa resistência por necessidade. Outro tropeço é confundir valor final com ganho: na comparação entre plantas C3 e C4, a taxa final da C4 é maior, mas o aumento observado após elevar o CO₂ é muito maior na C3.

Em cálculos, aparecem confusões entre percentual de redução e percentual restante, ou entre taxas de etapas consecutivas. Na clonagem, por exemplo, os 18% de nascimentos vivos incidem sobre os embriões implantados, não sobre todos os reconstruídos. Em amostragem, dobrar o número de observações não reduz o erro padrão pela metade, porque a relação depende da raiz quadrada do tamanho amostral. Peço que os estudantes identifiquem primeiro o grupo ao qual cada porcentagem se refere e só depois façam a operação.

Há ainda interpretações biologicamente equivocadas, como atribuir à luz verde a liberação de oxigênio ou supor que o antibiótico induz resistência em todas as bactérias. Em cada caso, ajuda voltar ao mecanismo envolvido e separar o que o enunciado observou da explicação que os dados sustentam.

Como trabalhar em sala

  • Leitura guiada de dados: antes de olhar as alternativas, peça que a turma marque valores iniciais e finais, destaque a pergunta e escreva em uma frase o que está sendo comparado. Isso funciona para taxas fotossintéticas, germinação e sobrevivência.
  • Estimativas em etapas: apresente situações simples com porcentagens sucessivas. A turma pode calcular primeiro quantos embriões chegam à implantação e, em seguida, quantos nascimentos são esperados, explicando a que grupo cada taxa se aplica.
  • Debate sobre resistência: use o texto sobre antibióticos para distinguir seleção natural de uma mudança intencional no organismo. Peça que os estudantes apontem a evidência do enunciado antes de defender uma explicação.
  • Comparação de conceitos: organize no quadro diferenças entre transgenia e clonagem reprodutiva, com atenção ao que é alterado ou reproduzido e ao que a técnica busca obter. Convide a turma a formular perguntas que exigiriam evidências para serem respondidas.
  • Revisão colaborativa: em duplas, os estudantes escolhem um distrator e explicam qual confusão ele representa. Essa conversa permite diagnosticar se precisam retomar porcentagem, interpretação experimental ou o conceito biológico.

Questões prontas de Biotecnologia, Transgénicos e Clonagem para a 3ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

As questões a seguir incluem clonagem reprodutiva e temas de Biologia e interpretação científica relacionados às habilidades mobilizadas no estudo. Em cada item, o comentário do gabarito explica também por que os distratores não se sustentam.

1. Comparação da resposta fotossintética ao CO₂

Em uma estufa experimental, duas espécies foram cultivadas sob as mesmas condições, mas uma apresenta metabolismo C3 e a outra C4. Ao elevar o CO₂ de 0,04% para 0,10% do ar, a taxa da C3 passou de 20 para 40 unidades; a da C4 passou de 30 para 32. Qual cultura apresenta maior ganho?

  • ❌ A) As duas culturas, porque receberam o mesmo aumento de CO₂. A mesma condição experimental não significa respostas iguais: os ganhos foram 20 e 2 unidades.
  • ❌ B) A C4, porque teve a maior taxa absoluta ao final. A questão compara o ganho, não o valor final; a C4 terminou em 32, mas aumentou só 2 unidades.
  • ❌ C) A C4, porque a menor variação indica maior estabilidade. Estabilidade não equivale a maior ganho fotossintético; sua resposta ao enriquecimento foi menor.
  • ❌ D) Nenhuma, porque o CO₂ não alterou de modo relevante as taxas. A C3 dobrou sua taxa, de 20 para 40 unidades.
  • ✅ E) A C3, porque aumentou 20 unidades, enquanto a C4 aumentou 2. É a previsão sustentada pelos dados; o aumento de CO₂ favoreceu mais a taxa C3 nas condições do experimento.

2. Tamanho amostral e erro padrão

Em um experimento sobre a morfologia de flores, foram coletadas 50 amostras por espécie. Quantas seriam necessárias em cada grupo para reduzir pela metade o erro padrão da média da largura da sépala?

  • ❌ A) 150 amostras. Triplicar a amostra reduz o erro padrão, mas não pela metade.
  • ❌ B) 25 amostras. Diminuir o tamanho amostral aumentaria o erro padrão.
  • ✅ C) 200 amostras. Como o erro padrão varia aproximadamente com 1/√n, reduzi-lo à metade exige quadruplicar n: 50 × 4 = 200.
  • ❌ D) 100 amostras. Dobrar a amostra não reduz o erro padrão pela metade; a relação envolve a raiz quadrada.
  • ❌ E) 50 amostras. Manter o mesmo número não produz a redução solicitada.

3. Previsão de germinação por proporção

Em uma região semiárida, sementes apresentaram germinação de 40%, 65% e 50% sob três níveis de umidade. Quantas germinariam entre 300 sementes submetidas à condição com maior taxa?

  • ❌ A) 200. Esse valor resulta de aproximar 65% para dois terços, e não de aplicar a taxa exata indicada.
  • ❌ B) 210. Esse cálculo aplica 70%, taxa que não corresponde à maior taxa apresentada.
  • ❌ C) 150. Equivale a usar 50% em vez dos 65% da condição ótima.
  • ✅ D) 195. A maior taxa é 65%; 0,65 × 300 = 195 sementes.
  • ❌ E) 180. Corresponde a uma taxa de 60%, que não aparece nos dados.

4. Estimativa de fenótipos em uma população maior

Em 20 plantas de Pisum sativum, 14 tinham vagem verde e 6, vagem amarela. Mantendo a proporção observada, quantas plantas com vagem amarela seriam esperadas em um plantio de 300?

  • ✅ A) 90. A proporção é 6/20 = 0,30; multiplicada por 300, resulta em 90.
  • ❌ B) 85. Não corresponde à aplicação da proporção observada, que é exatamente 30%.
  • ❌ C) 100. Aproxima uma proporção de um terço, maior que os 30% registrados.
  • ❌ D) 60. Usa o número 6 como se fosse a proporção do plantio, em vez de calcular 6/20.
  • ❌ E) 120. Equivale a 40%, proporção diferente da observada no experimento.

5. Resistência bacteriana e seleção natural

Em culturas sucessivas expostas a um antibiótico, aumentou a quantidade de colônias sobreviventes. O texto informa que algumas bactérias já eram resistentes e se multiplicaram após as sensíveis serem eliminadas. Qual explicação descreve esse resultado?

  • ❌ A) O antibiótico enfraqueceu por ser repetido. O texto relaciona a redução de efeito ao aumento da frequência de resistentes, não ao desgaste do medicamento.
  • ✅ B) Variantes resistentes foram selecionadas pela ação do antibiótico. As resistentes sobreviveram e se reproduziram, aumentando sua presença na população.
  • ❌ C) Toda a população foi eliminada e as colônias reapareceram espontaneamente. O enunciado descreve sobreviventes que se multiplicam.
  • ❌ D) O antibiótico transformou bactérias sensíveis em resistentes. A resistência já existia em algumas variantes; o medicamento selecionou essas bactérias.
  • ❌ E) Todas as bactérias se adaptaram individualmente ao contato com o remédio. A mudança não ocorreu em todas; sobreviveram as variantes resistentes.

6. Efeito da radiação UV sobre células viáveis

Uma amostra contém 1 × 106 células de Escherichia coli. Com dose de UV de 30 mJ/cm², a redução observada é de 99%. Quantas células viáveis permanecem?

  • ❌ A) 1.000. Esse resultado corresponderia a 99,9% de redução, e não 99%.
  • ❌ B) 100.000. Representa 10% do total, como após uma redução de 90%.
  • ❌ C) 50.000. O dado não indica redução de 95%; é preciso calcular o 1% restante.
  • ✅ D) 10.000. Se 99% foram inativadas, resta 1%: 0,01 × 1.000.000 = 10.000 células.
  • ❌ E) 90.000. Esse valor corresponde a 9% do total, não ao 1% restante.

7. Comprimento de onda e liberação de oxigênio

Em uma montagem com uma planta e sensores, lâmpadas vermelha e verde foram ajustadas para a mesma intensidade luminosa. O sensor registrou aumento mais rápido de oxigênio sob luz vermelha. Qual explicação biológica é adequada?

  • ❌ A) A planta libera oxigênio ao quebrar CO₂ sob luz verde. O oxigênio liberado na fotossíntese tem origem na água, e a explicação também contradiz a observação.
  • ❌ B) A luz verde fecha os estômatos e impede a fotossíntese. O enunciado não demonstra esse efeito; a explicação relevante está na absorção de luz pelos pigmentos.
  • ❌ C) O ciclo de Calvin usa diretamente fótons vermelhos. Ele utiliza ATP e NADPH formados nas reações luminosas, não fótons diretamente.
  • ✅ D) A clorofila absorve melhor a luz vermelha nas reações luminosas. Isso favorece a etapa fotoquímica, relacionada à fotólise da água e à liberação de O₂.
  • ❌ E) O LED vermelho aquece mais as folhas e acelera enzimas. Não há dado sobre aumento de temperatura; a comparação controlou a intensidade luminosa.

8. Clonagem bovina e perdas sucessivas

Em um estudo de clonagem reprodutiva bovina, 1.200 embriões reconstruídos foram acompanhados. Sessenta e cinco por cento chegaram à implantação e, entre esses, 18% resultaram em nascimentos vivos. Qual conclusão relaciona corretamente as taxas ao número de nascimentos esperados?

  • ❌ A) Cerca de 1.020 nascimentos. Esse é o número que chega à implantação; não se pode supor que todos nasçam vivos.
  • ❌ B) Cerca de 216 nascimentos. Aplicar 18% ao total inicial ignora que a taxa se refere aos implantados.
  • ✅ C) Cerca de 140 nascimentos. Primeiro, 1.200 × 0,65 = 780 implantados; depois, 780 × 0,18 = 140,4. As perdas em cada etapa limitam quantos avançam à seguinte.
  • ❌ D) Cerca de 780 nascimentos. Esse é o número de implantados, não o de nascimentos vivos; ainda se aplica a taxa de 18%.
  • ❌ E) Cerca de 432 nascimentos. Somar as taxas de etapas diferentes não representa a sobrevivência sucessiva.

Próximos passos

Use os itens como diagnóstico, prática ou fechamento de uma sequência sobre Biotecnologia, Transgénicos e Clonagem. Para ampliar o trabalho alinhado à habilidade, consulte também as questões da habilidade EM13CNT205. Você pode montar e adaptar avaliações no gerador de provas do GeraProva e começar pelo cadastro grátis.

As questões são um ponto de partida: adapte a seleção ao percurso da sua turma e use os comentários para abrir espaço à conversa científica. Se quiser agilizar a preparação da próxima avaliação, experimente o GeraProva.

Monte uma prova com questões como estas

O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.

Criar minha prova

Habilidades BNCC deste artigo

Artigos relacionados

0 comentários

Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.