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UFPR 2016 Língua Portuguesa15 questões

15 Questões de Língua Portuguesa do UFPR 2016

Veja 2 questões-amostra do UFPR 2016 com gabarito comentado e análise pedagógica completa. Monte um simulado com as 15 questões em segundos.

Sobre estas questões de Língua Portuguesa do UFPR 2016

Esta página reúne 15 questões de Língua Portuguesa do UFPR 2016 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 6 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.

O que estas questões cobram: separação fatos e opiniões; significado e regência verbal; tese do texto interpretacao; interpretação de texto e linguagem figurada.

Objetivos pedagógicos principais: diagnostico.

15
Questões no banco
0F · 0M · 10D
Distribuição (amostra)
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Compreender, Análise, Compreender|Análise
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: Interpretativo, Analítico-dedutivo

Como usar: professores podem aplicar estas questões do UFPR 2016 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.

Simulado do UFPR 2016 em segundos

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Questão 1 UFPR 2016BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender|Análise⏱ longo

Para responder as questões 01 e 02, leia o seguinte diálogo entre os personagens Simei e Colonna, no romance Número Zero, de Umberto Eco: – Colonna, exemplifique para os nossos amigos como é que se pode seguir, ou dar mostras de seguir, um princípio fundamental do jornalismo democrático: fatos separados de opiniões. Opiniões no Amanha´ [nome do jornal] haverá inúmeras, e evidenciadas como tais, mas como é que se demonstra que em outros artigos são citados apenas fatos? – Muito simples – disse eu. – Observem os grandes jornais de língua inglesa. Quando falam, sei lá, de um incêndio ou de um acidente de carro, evidentemente não podem dizer o que acham daquilo. Então inserem no artigo, entre aspas, as declarações de uma testemunha, um homem comum, um representante da opinião pública. Pondo-se aspas, essas afirmações se tornam fatos, ou seja, é um fato que aquele sujeito tenha expressado tal opinião. Mas seria possível supor que o jornalista tivesse dado a palavra somente a quem pensasse como ele. Portanto, haverá duas declarações discordantes entre si, para mostrar que é fato que há opiniões diferentes sobre um caso, e o jornal expõe esse fato irretorquível. A esperteza está em pôr antes entre aspas uma opinião banal e depois outra opinião, mais racional, que se assemelhe muito à opinião do jornalista. Assim o leitor tem a impressão de estar sendo informado de dois fatos, mas é induzido a aceitar uma única opinião como a mais convincente. Vamos ver um exemplo. Um viaduto desmoronou, um caminhão caiu e o motorista morreu. O texto, depois de relatar rigorosamente o fato, dirá: Ouvimos o senhor Rossi, 42 anos, que tem uma banca de jornal na esquina. Fazer o quê, foi uma fatalidade, disse ele, sinto pena desse coitado, mas destino é destino. Logo depois um senhor Bianchi, 34 anos, pedreiro que estava trabalhando numa obra ao lado, dirá: É culpa da prefeitura, que esse viaduto estava com problemas eu já sabia há muito tempo. Com quem o leitor se identificará? Com quem culpa alguém ou alguma coisa, com quem aponta responsabilidade. Está claro? O problema é no quê e como pôr aspas. ECO, Umberto. Número Zero. Rio de Janeiro: Record, 2015, p. 55-6. Assinale a alternativa correta sobre afirmações encontradas no texto. (UFPR 2016)

  1. A) Ao mencionar “um princípio fundamental do jornalismo democrático: fatos separados de opiniões”, Simei destaca que os jornais seguem rigorosamente esse princípio.
  2. B) Ao dizer que “o leitor tem a impressão de estar sendo informado de dois fatos, mas é induzido a aceitar uma única opinião”, Colonna explicita uma forma de manipulação da opinião do leitor.
  3. C) Na primeira linha do texto, Simei faz uma retificação (“...seguir, ou dar mostras de seguir...”) para deixar claro que o jornalista deve não só separar fatos de opiniões como indicar isso explicitamente nos artigos.
  4. D) Ao afirmar que “é fato que há opiniões diferentes sobre um caso, e o jornal expõe esse fato irretorquível”, Colonna destaca a imparcialidade do jornal ao incluir nos artigos opiniões divergentes.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

separação fatos e opiniões

💡 Dica de resolução

Leia atentamente o diálogo e identifique as estratégias jornalísticas apresentadas.

✅ Resposta correta: B

CORRETA. Colonna explicita claramente uma forma de manipulação da opinião do leitor ao mostrar como o jornal cria a impressão de apresentar dois fatos, mas induz o leitor a aceitar uma única opinião.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Está errada porque Simei não afirma que os jornais seguem rigorosamente o princípio de separar fatos de opiniões, mas sim questiona como isso é demonstrado.
❌ C) Está errada porque a retificação de Simei indica dúvida ou ressalva, não uma obrigação explícita de indicar a separação entre fatos e opiniões nos artigos.
❌ D) Está errada porque Colonna não destaca a imparcialidade do jornal, mas sim uma estratégia para manipular o leitor, mesmo apresentando opiniões divergentes.
📚 Reveja antes de resolver

estude a diferença entre fatos e opiniões em textos jornalísticos

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender|Análise
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: longo
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: multipla
Indicações: Diagnóstico
Questão 2 UFPR 2016BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender⏱ medio

Considere o verbo grifado na seguinte frase extraída do texto: “Uma sociedade pautada apenas pelo ideal de justiça soçobraria”. Um dos objetivos de um dicionário é esclarecer o significado das palavras, apresentando as acepções de um vocábulo indo do literal para o metafórico. No caso dos verbos, há também informações sobre a regência. Entre as acepções para o verbo grifado acima, adaptadas do Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa (Rio de Janeiro: ed. Objetiva, 2001), assinale a que corresponde ao uso no texto. (UFPR 2016)

  1. A) t.d. revolver de cima para baixo e vice-versa; inverter, revirar <o ciclone soçobrou o que encontrou no caminho>.
  2. B) t.d/int. emborcar, virar (geralmente uma embarcação) e ir a pique, naufragar ou fazer naufragar; afundar(-se), submergir (-se) <temiam que a tempestade os soçobrasse> <a embarcação soçobrou>.
  3. C) t.d/int. por metáfora: reduzir(-se) a nada; acabar (com), aniquilar(-se) <com tanta dissipação, sua fortuna soçobrara>.
  4. D) t.d. e pron. por metáfora: tornar-se desvairado; agitar-se, perturbar-se <soçobrou-se ante a negativa dela>.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

significado e regência verbal

💡 Dica de resolução

Analise as acepções do verbo e relacione com o contexto do texto.

✅ Resposta correta: C

CORRETA. Esta acepção apresenta o sentido metafórico de 'reduzir a nada' ou 'acabar com', que é o sentido empregado no texto para expressar a ideia de que a sociedade falharia ou seria destruída.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. Esta acepção refere-se ao sentido literal de revirar ou inverter, que não se aplica ao contexto metafórico da frase.
❌ B) Errada. Embora relacionada ao naufrágio, esta acepção é mais literal e específica para embarcações, não correspondendo ao uso metafórico do texto.
❌ D) Errada. Esta acepção refere-se a um sentido metafórico de perturbação ou desvario, que não condiz com o uso do verbo no texto.
📚 Reveja antes de resolver

estudo de acepções e regência verbal

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Diagnóstico
Questão 3 UFPR 2016BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender⏱ medio

O texto a seguir é referência para as questões 08 a 10. Outras razões para a pauta negativa Venício A. Lima O sempre interessante Boletim UFMG, que traz, a cada semana, notícias do dia a dia da Universidade Federal de Minas Gerais, informa, na edição de 4 de maio, o trabalho desenvolvido por grupo de pesquisa do Departamento de Ciência da Computação (DCC) em torno da “análise de sentimento”, que relaciona o sucesso das notícias com sua polaridade, negativa ou positiva. Utilizando programas de computador desenvolvidos pelo DCC-UFMG, foram identificadas, coletadas e analisadas 69.907 manchetes veiculadas em quatro sites noticiosos internacionais ao longo de oito meses de 2014: The New York Times, BBC, Reuters e Daily Mail. E as notícias foram agrupadas em cinco grandes categorias: negócios e dinheiro, saúde, ciência e tecnologia, esportes e mundo. As conclusões da pesquisa são preciosas. Cerca de 70% das notícias diárias estão relacionadas a fatos que geram “sentimentos negativos” – tais como catástrofes, acidentes, doenças, crimes e crises. Os textos das manchetes foram relacionados aos sentimentos que elas despertam, numa escala de menos 5 (muito negativo) a mais 5 (muito positivo). Descobriu-se que o sucesso de uma notícia, vale dizer, o número de vezes em que é “clicada” pelo eventual leitor está fortemente vinculado a esses “sentimentos” e que os dois extremos – negativo e positivo – são os mais “clicados”. As manchetes negativas, todavia, são aquelas que atraem maior interesse dos leitores. Embora realizado com base em manchetes publicadas em sites internacionais – não brasileiros –, os resultados do trabalho dos pesquisadores do DCC-UFMG nos ajudam a compreender a predominância do “jornalismo do vale de lágrimas” na grande mídia brasileira. Para além da partidarização seletiva das notícias, parece haver também uma importante estratégia de sobrevivência empresarial influindo na escolha da pauta negativa. Os principais telejornais exibidos na televisão brasileira, por exemplo, estão se transformando em incansáveis noticiários diários de crises, crimes, catástrofes, acidentes e doenças de todos os tipos. Carrega-se, sem dó nem piedade, nas notícias que geram sentimentos negativos. Mais do que isso: os âncoras dos telejornais, além das notícias negativas, se encarregam de editorializar, fazer comentários, invariavelmente críticos e pessimistas, reforçando, para além da notícia, exatamente seus aspectos e consequências funestos. Existe, sim, o risco do esgotamento. Cansado de tanta notícia ruim e sentindo-se impotente para influir no curso dos eventos, pode ser que o leitor/telespectador afinal desista de se expor a esse tipo de jornalismo que o empurra cotidianamente rumo a um inexorável “vale de lágrimas” mediavalesco. Adaptado de <http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-ebates/outras-razoes-para-a-pauta-negativa/>. Acesso em 19 mai. 2015. Assinale a alternativa que exprime a tese do texto. (UFPR 2016)

  1. A) Segundo o autor, há na imprensa internacional mais notícias negativas, porque ocorrem muito mais catástrofes e desgraças do que fatos positivos.
  2. B) O tom negativo, principalmente das notícias nacionais, deve-se à editorialização promovida pelos âncoras de telejornais.
  3. C) O telejornalismo pautado em notícias funestas e trágicas está caminhando para o esgotamento e afastamento do telespectador.
  4. D) A mídia privilegia notícias ligadas a sentimentos negativos porque estas atraem mais o público.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

tese do texto interpretacao

💡 Dica de resolução

Leia atentamente o texto para identificar a ideia principal ou tese.

✅ Resposta correta: D

CORRETA. O texto defende que a mídia privilegia notícias negativas porque elas atraem mais o público, conforme demonstrado pela pesquisa citada.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A alternativa está errada porque o texto não afirma que há mais catástrofes e desgraças, mas sim que a mídia privilegia notícias negativas por estratégia e interesse do público.
❌ B) A alternativa está errada pois a editorialização dos âncoras é mencionada como um reforço da negatividade, mas não é apresentada como a causa principal da pauta negativa.
❌ C) A alternativa está errada porque o texto menciona o risco de esgotamento do público, mas essa não é a tese central, e sim uma consequência possível.
📚 Reveja antes de resolver

como identificar a tese em textos argumentativos

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Diagnóstico
Questão 4 UFPR 2016BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender⏱ longo

O texto a seguir é referência para as questões 08 a 10. Outras razões para a pauta negativa Venício A. Lima O sempre interessante Boletim UFMG, que traz, a cada semana, notícias do dia a dia da Universidade Federal de Minas Gerais, informa, na edição de 4 de maio, o trabalho desenvolvido por grupo de pesquisa do Departamento de Ciência da Computação (DCC) em torno da “análise de sentimento”, que relaciona o sucesso das notícias com sua polaridade, negativa ou positiva. Utilizando programas de computador desenvolvidos pelo DCC-UFMG, foram identificadas, coletadas e analisadas 69.907 manchetes veiculadas em quatro sites noticiosos internacionais ao longo de oito meses de 2014: The New York Times, BBC, Reuters e Daily Mail. E as notícias foram agrupadas em cinco grandes categorias: negócios e dinheiro, saúde, ciência e tecnologia, esportes e mundo. As conclusões da pesquisa são preciosas. Cerca de 70% das notícias diárias estão relacionadas a fatos que geram “sentimentos negativos” – tais como catástrofes, acidentes, doenças, crimes e crises. Os textos das manchetes foram relacionados aos sentimentos que elas despertam, numa escala de menos 5 (muito negativo) a mais 5 (muito positivo). Descobriu-se que o sucesso de uma notícia, vale dizer, o número de vezes em que é “clicada” pelo eventual leitor está fortemente vinculado a esses “sentimentos” e que os dois extremos – negativo e positivo – são os mais “clicados”. As manchetes negativas, todavia, são aquelas que atraem maior interesse dos leitores. Embora realizado com base em manchetes publicadas em sites internacionais – não brasileiros –, os resultados do trabalho dos pesquisadores do DCC-UFMG nos ajudam a compreender a predominância do “jornalismo do vale de lágrimas” na grande mídia brasileira. Para além da partidarização seletiva das notícias, parece haver também uma importante estratégia de sobrevivência empresarial influindo na escolha da pauta negativa. Os principais telejornais exibidos na televisão brasileira, por exemplo, estão se transformando em incansáveis noticiários diários de crises, crimes, catástrofes, acidentes e doenças de todos os tipos. Carrega-se, sem dó nem piedade, nas notícias que geram sentimentos negativos. Mais do que isso: os âncoras dos telejornais, além das notícias negativas, se encarregam de editorializar, fazer comentários, invariavelmente críticos e pessimistas, reforçando, para além da notícia, exatamente seus aspectos e consequências funestos. Existe, sim, o risco do esgotamento. Cansado de tanta notícia ruim e sentindo-se impotente para influir no curso dos eventos, pode ser que o leitor/telespectador afinal desista de se expor a esse tipo de jornalismo que o empurra cotidianamente rumo a um inexorável “vale de lágrimas” mediavalesco. Adaptado de <http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-ebates/outras-razoes-para-a-pauta-negativa/>. Acesso em 19 mai. 2015. Ao criar o termo mediavalesco que finaliza o texto, o autor associa a media/mídia ao termo medievalesco, ou seja, relativo à Idade Média. Sua intenção, com isso, é ressaltar um aspecto dos meios de comunicação que poderia ser resumido pelo termo: (UFPR 2016)

  1. A) avançado.
  2. B) sombrio.
  3. C) truculento.
  4. D) inexorável.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

interpretação de texto e linguagem figurada

💡 Dica de resolução

Leia atentamente o texto e analise o sentido do termo mediavalesco no contexto.

✅ Resposta correta: B

CORRETA. 'Sombrio' expressa o aspecto negativo, pessimista e obscuro que o autor associa à mídia, reforçando a ideia de um 'vale de lágrimas' medieval.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Está errada porque 'avançado' tem conotação positiva e não condiz com o sentido crítico e negativo do termo 'mediavalesco' no texto.
❌ C) Está errada porque 'truculento' remete a agressividade física ou violência explícita, o que não é o foco principal do termo criado pelo autor.
❌ D) Está errada porque 'inexorável' significa algo inevitável, mas não expressa diretamente o tom sombrio e pessimista que o autor quer destacar.
📚 Reveja antes de resolver

estudo de metáforas e análise crítica de textos

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: longo
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: consolidacao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Diagnóstico
Questão 5 UFPR 2016BNCC EM13LP01Difícil🧠 Análise⏱ medio

O texto a seguir é referência para as questões 08 a 10. Outras razões para a pauta negativa Venício A. Lima O sempre interessante Boletim UFMG, que traz, a cada semana, notícias do dia a dia da Universidade Federal de Minas Gerais, informa, na edição de 4 de maio, o trabalho desenvolvido por grupo de pesquisa do Departamento de Ciência da Computação (DCC) em torno da “análise de sentimento”, que relaciona o sucesso das notícias com sua polaridade, negativa ou positiva. Utilizando programas de computador desenvolvidos pelo DCC-UFMG, foram identificadas, coletadas e analisadas 69.907 manchetes veiculadas em quatro sites noticiosos internacionais ao longo de oito meses de 2014: The New York Times, BBC, Reuters e Daily Mail. E as notícias foram agrupadas em cinco grandes categorias: negócios e dinheiro, saúde, ciência e tecnologia, esportes e mundo. As conclusões da pesquisa são preciosas. Cerca de 70% das notícias diárias estão relacionadas a fatos que geram “sentimentos negativos” – tais como catástrofes, acidentes, doenças, crimes e crises. Os textos das manchetes foram relacionados aos sentimentos que elas despertam, numa escala de menos 5 (muito negativo) a mais 5 (muito positivo). Descobriu-se que o sucesso de uma notícia, vale dizer, o número de vezes em que é “clicada” pelo eventual leitor está fortemente vinculado a esses “sentimentos” e que os dois extremos – negativo e positivo – são os mais “clicados”. As manchetes negativas, todavia, são aquelas que atraem maior interesse dos leitores. Embora realizado com base em manchetes publicadas em sites internacionais – não brasileiros –, os resultados do trabalho dos pesquisadores do DCC-UFMG nos ajudam a compreender a predominância do “jornalismo do vale de lágrimas” na grande mídia brasileira. Para além da partidarização seletiva das notícias, parece haver também uma importante estratégia de sobrevivência empresarial influindo na escolha da pauta negativa. Os principais telejornais exibidos na televisão brasileira, por exemplo, estão se transformando em incansáveis noticiários diários de crises, crimes, catástrofes, acidentes e doenças de todos os tipos. Carrega-se, sem dó nem piedade, nas notícias que geram sentimentos negativos. Mais do que isso: os âncoras dos telejornais, além das notícias negativas, se encarregam de editorializar, fazer comentários, invariavelmente críticos e pessimistas, reforçando, para além da notícia, exatamente seus aspectos e consequências funestos. Existe, sim, o risco do esgotamento. Cansado de tanta notícia ruim e sentindo-se impotente para influir no curso dos eventos, pode ser que o leitor/telespectador afinal desista de se expor a esse tipo de jornalismo que o empurra cotidianamente rumo a um inexorável “vale de lágrimas” mediavalesco. Adaptado de <http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-ebates/outras-razoes-para-a-pauta-negativa/>. Acesso em 19 mai. 2015. Considere as seguintes sentenças retiradas do texto e assinale a alternativa em que a expressão verbal grifada concorda com um sujeito posposto. (UFPR 2016)

  1. A) Utilizando programas de computador desenvolvidos pelo DCC-UFMG, foram identificadas, coletadas e analisadas 69.907 manchetes veiculadas em quatro sites noticiosos internacionais ao longo de oito meses de 2014.
  2. B) As manchetes negativas, todavia, são aquelas que atraem maior interesse dos leitores.
  3. C) Os principais telejornais exibidos na televisão brasileira, por exemplo, estão se transformando em incansáveis noticiários diários de crises.
  4. D) Mais do que isso: os âncoras dos telejornais, além das notícias negativas, se encarregam de editorializar, fazer comentários, invariavelmente críticos e pessimistas.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

concordância verbal com sujeito posposto

💡 Dica de resolução

Identifique o sujeito posposto e analise a concordância verbal na frase.

✅ Resposta correta: A

CORRETA. A expressão verbal 'foram identificadas, coletadas e analisadas' concorda com o sujeito posposto '69.907 manchetes', que é plural e vem após o verbo.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) Errada. O sujeito 'As manchetes negativas' está anteposto ao verbo 'são', portanto a concordância não é com sujeito posposto.
❌ C) Errada. O sujeito 'Os principais telejornais exibidos na televisão brasileira' está antes do verbo 'estão', não posposto.
❌ D) Errada. O sujeito 'os âncoras dos telejornais, além das notícias negativas' está anteposto ao verbo 'se encarregam', não posposto.
📚 Reveja antes de resolver

Estude regras de concordância verbal com sujeito posposto.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Analítico-dedutivo
Taxonomia Bloom: Análise
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Diagnóstico
Questão 6 UFPR 2016BNCC EM13LP01Difícil🧠 Análise⏱ longo

Famílias em transformação O projeto de lei que cria o Estatuto da Família colocou na pauta do dia a discussão a respeito do conceito de família. Afinal, o que é família hoje? Alguém aí tem uma definição, para a atualidade, que consiga acolher todos os grupos existentes que vivem em contextos familiares? A Câmara dos Deputados tem a resposta que considera a certa: “Família é a união entre homem e mulher, por meio de casamento ou de união estável, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais junto com os filhos”. Essa é a definição aprovada pela Câmara para o projeto cuja finalidade é orientar as políticas públicas quanto aos direitos das famílias – essas que se encaixam na definição proposta –, principalmente nas áreas de segurança, saúde e educação. Vou deixar de lado a discussão a respeito das injustiças, preconceitos e exclusões que tal definição comporta, para conversar a respeito das famílias da atualidade. Desde o início da segunda metade do século passado, o conceito de família entrou em crise, e uso a palavra crise no sentido mais positivo do termo: o que aponta para renovação e transição; mudança, enfim. Até então, tínhamos, na modernidade, uma configuração social hegemônica de família, que era pautada por um tipo de aliança – entre um homem e uma mulher – e por relações de consanguinidade. As mudanças ocorridas no mundo determinaram inúmeras alterações nas famílias, não apenas em seu desenho, mas, principalmente, em suas dinâmicas. E é importante aceitar essa questão: não foram as famílias que provocaram mudanças na sociedade; esta é que determinou muitas mudanças nas famílias. Só assim iremos conseguir enxergar que a família não é um agente de perturbação da sociedade. É a sociedade que tem perturbado, e muito, o funcionamento familiar. Um exemplo? Algumas mulheres renunciam ao direito de ficar com o filho recém-nascido durante todo o período da licença-maternidade determinado por lei, porque isso pode atrapalhar sua carreira profissional. Em outras palavras: elas entenderam que a sociedade prioriza o trabalho em detrimento da dedicação à família. É assim ou não é? Se pudéssemos levantar um único quesito que seria fundamental para caracterizar a transformação de um agrupamento de pessoas em família, eu diria que é o vínculo, tanto horizontal quanto vertical. E, hoje, todo mundo conhece grupos de pessoas que vivem sob o mesmo teto ou que têm relação de parentesco que não se constituem verdadeiramente em família, por absoluta falta de vínculo entre seus integrantes. Os novos valores sociais têm norteado as pessoas para esse caminho. Vamos lembrar valores decisivos para nossa sociedade: o consumo, que valoriza o trabalho exagerado, a ambição desmedida e o sucesso a qualquer custo; a juventude, que leva adultos, independentemente da idade, a adotar um estilo de vida juvenil, que dá pouco espaço para o compromisso que os vínculos exigem; a busca da felicidade, identificada com satisfação imediata, que leva a trocas sucessivas nos relacionamentos amorosos, como amizades e par afetivo, só para citar alguns exemplos. O vínculo afetivo tem relação com a vida pessoal. O vínculo social, com a cidadania. Ambos estão bem frágeis, não é? SAYÃO, Rosely. <www.folhaonline.com.br>. Em 29 set. 2015. Identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas sobre o uso de expressões e/ou sinais de pontuação no texto. ( ) O diálogo com o leitor é marcado no texto pelo uso da expressão “alguém aí”, na... (UFPR 2016)

  1. A) V – F – V – F.
  2. B) V – V – F – F.
  3. C) F – F – V – V.
  4. D) F – V – V – V.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

uso de expressões e pontuação

💡 Dica de resolução

Leia atentamente o texto para identificar o uso das expressões e pontuação.

✅ Resposta correta: A

CORRETA. A expressão “alguém aí” marca o diálogo direto com o leitor, e o uso recorrente de interrogações reforça esse diálogo, caracterizando a interlocução no texto.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) A expressão “a Câmara dos Deputados tem a resposta que considera a certa” não indica adesão da autora, mas sim apresenta a posição oficial da Câmara, sem que a autora necessariamente concorde.
❌ C) Embora os travessões isolem uma explicação, eles não indicam restrição do conceito, mas sim uma explicação ou especificação sobre as famílias mencionadas.
❌ D) As expressões “desde o início da segunda metade do século passado” e “até então” não situam informações no mesmo período, pois “até então” refere-se a um momento anterior, indicando uma mudança temporal.
📚 Reveja antes de resolver

estudo de expressões e sinais de pontuação em textos

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Análise
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: longo
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Diagnóstico
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13LP01Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.

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