Sobre estas questões de Língua Portuguesa do UFPR 2014
Esta página reúne 16 questões de Língua Portuguesa do UFPR 2014 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 6 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.
O que estas questões cobram: interpretação textual e análise crítica; relatores de coesão textual; metáforas e interpretação textual; interpretação de texto e análise crítica.
Objetivos pedagógicos principais: diagnostico · avaliacao.
0F · 0M · 10D
Distribuição (amostra)
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Compreender, Compreender|Análise, Compreender|Análise|Avaliar, Análise
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: Interpretativo, Analítico-dedutivo
Como usar: professores podem aplicar estas questões do UFPR 2014 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.
Questão 1 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender|Análise|Avaliar⏱ longo
Brazuca é um nome triste, mas não por ser com 'z'
A escolha do nome da bola que a Adidas lançará para a Copa do Mundo de 2014 foi feita por votação na internet a partir de uma lista tríplice. Com 77.8% das preferências, Brazuca derrotou Bossa Nova e Carnavalesca. Como quase todos os analistas da língua que estão de plantão esta semana, lamentei a notícia (considerava Bossa Nova o menos ruim de três nomes fracos), mas por motivos diversos. Não é a grafia com z que me incomoda, mas a palavra em si. Convém explicar. Sim, é verdade que todos os dicionários e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), da Academia Brasileira de Letras, registram apenas brasuca, com s. Afinal, a palavra não é derivada de Brasil, brasileiro? Eis toda a base para a argumentação dos que implicaram com a grafia. Uma argumentação que deixa de levar em conta dois fatos singelos.
1. A forma brazuca é muito mais usada na vida real. Uma pesquisa no Google traz mais de 4 milhões de páginas, contra pouco mais de um décimo disso para brasuca. Pode-se defender a tese de que a preferência popular não é suficiente para alterar a grafia de um termo vernáculo, mas atenção: estamos falando de palavra informal, brincalhona, recente. Brazuca é uma gíria, e as gírias, como todas as criações populares, têm a mania de escolher como serão conhecidas.
2. Ainda que não fosse assim, o batismo da bola da Copa do Mundo é um ato de branding, ramo do marketing que tem regras próprias, entre elas a de privilegiar formas gráficas fortes – e nesse mundo a letra z goza de grande prestígio. Naturalmente, a correspondência com a grafia “Brazil” numa marca destinada a ter circulação internacional também deve ter sido considerada um trunfo por seus criadores.
Se não é a grafia, o que sobra para criticar em Brazuca, a bola? Sua carga cultural idiota, só isso. O fato de que, brazuca ou brasuca, a palavra é um sinônimo tolo de brasileiro. O termo nasceu em Portugal com tom depreciativo (o sufixo “-uca”, o mesmo de mixuruca, deixa isso claro), numa espécie de contraponto ao nosso “portuga”. Até aí, tudo bem: a própria palavra brasileiro tinha uso pejorativo antes de ser assumida em espírito de desafio pelos nativos desta terra.
O problema é que, ao ser adotado por aqui, brazuca/brasuca virou um clichê patriótico viscoso, folclórico e carregado de autocomplacência, primo da malemolência, da ginga e da incrível musicalidade de muitos inzoneiros* que habita este gigante adormecido. É por isso que Brazuca é bola fora – e Brasuca não seria melhor.
(Sérgio Rodrigues, 04/09/2012, <http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/curiosidades-etimologicas>.)
*Inzoneiro: Adj. Bras. Pop. 1. Mexeriqueiro, intrigante, mentiroso. 2. Sonso, manhoso. (Dicionário Aurélio)
A partir do texto, considere as seguintes afirmativas:
1. As palavras mixuruca, muvuca e maluca confirmam a afirmação que o autor faz sobre o sufixo –uca.
2. O autor rechaça tanto brazuca quanto brasuca, por serem formas associadas a um patriotismo caricato.
3. Para o autor, o gigante adormecido tem qualidades que não podem ser comprometidas pela escolha de um nome com erro de grafia.
Assinale a alternativa correta. (UFPR 2014)
- A) Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
- B) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
- C) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
- D) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
interpretação textual e análise crítica
💡 Dica de resolução
Analise as afirmativas com base no texto para identificar a correta.
✅ Resposta correta: B
CORRETA. O autor confirma que o sufixo -uca tem conotação depreciativa (afirmativa 1) e rejeita tanto brazuca quanto brasuca por serem clichês patrióticos (afirmativa 2). A afirmativa 3 não é verdadeira, pois o autor critica o patriotismo caricato, não elogia qualidades do gigante adormecido.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. A afirmativa 2 é verdadeira, mas a 1 também é, pois o autor confirma o tom depreciativo do sufixo -uca com exemplos como mixuruca.
❌ C) Errada. A afirmativa 1 é verdadeira, mas a 3 não, pois o autor não defende que o gigante adormecido tem qualidades que não podem ser comprometidas pela escolha do nome.
❌ D) Errada. A afirmativa 2 é verdadeira, mas a 3 não, e a 1 também é verdadeira, portanto essa alternativa está incorreta.
📚 Reveja antes de resolver
interpretação de texto e análise de argumentos
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender|Análise|Avaliar
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: longo
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: consolidacao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: alto
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: multipla
Indicações: Simulado · Diagnóstico
Questão 2 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender|Análise⏱ medio
Considere as afirmativas acerca dos relatores de coesão presentes no texto e identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) A conjunção como (linha 2), estabelece relação de comparação entre os segmentos que une.
( ) A expressão dos que (linha 6) refere-se a uma parte das pessoas que implicaram com o nome escolhido para a bola.
( ) O vocábulo assim (linha 12) remete à maior flexibilidade que as gírias teriam em relação ao modo como são escritas.
( ) A conjunção se (linha 16) implica a negação da grafia como responsável pela não aceitação do nome eleito para a bola.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. (UFPR 2014)
- A) F – V – V – F.
- B) F – F – V – V.
- C) V – V – F – F.
- D) V – F – V – V.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
relatores de coesão textual
💡 Dica de resolução
Analise o uso dos conectores e pronomes no texto para identificar a função de cada relator de coesão.
✅ Resposta correta: D
CORRETA. A conjunção 'como' estabelece comparação (V); 'dos que' refere-se a parte das pessoas (V); 'assim' remete à flexibilidade das gírias (V); e a conjunção 'se' implica condição, não negação, tornando a quarta afirmativa falsa (F).
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A conjunção 'como' na linha 2 não estabelece comparação, mas explicação; portanto, a primeira afirmativa é falsa, tornando a alternativa incorreta.
❌ B) A expressão 'dos que' refere-se a parte das pessoas, mas a conjunção 'se' na linha 16 não implica negação, o que torna a quarta afirmativa falsa; assim, a alternativa está incorreta.
❌ C) A conjunção 'como' estabelece comparação, tornando a primeira afirmativa verdadeira, mas a terceira afirmativa é verdadeira, não falsa, o que invalida esta alternativa.
📚 Reveja antes de resolver
Estude os tipos e funções dos conectores e pronomes na coesão textual.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender|Análise
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: multipla
Indicações: Diagnóstico
Questão 3 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender⏱ medio
As razões da revolta
As manifestações das ruas trouxeram pelo menos uma certeza: o jovem brasileiro, com seu poder de articulação pelas redes sociais, mudou. De uma forma de protestar à distância, com certa dose de descaso e “chacota” contra as instituições (de que sempre se percebeu apartado), ele se mobilizou com rapidez, invadiu o espaço público e reagiu contra o que não concorda.
O estopim foram o aumento do ônibus e a reação truculenta da polícia. Na esteira do protesto inicial, vieram as demandas concretas: a péssima qualidade do transporte, a corrupção, os conchavos políticos, as incongruências entre o investimento em saúde e educação e as fortunas gastas com estádios e futebol, enfim, o abismo entre o Brasil que se vende para o mundo e a nação real, com sua violência, trânsito e serviços precários.
Muitos críticos cobraram falta de foco dos jovens e dificuldade de controle das massas que saíram às ruas. Isso deu, dizem os críticos, espaço para grupos mais radicais e bandidos, que causaram violência. Mas será que houve falta de foco?
Embora as queixas sejam muitas e variadas, alguns padrões em comum podem ser identificados. Trata-se, em primeiro lugar, de um movimento mais horizontal, sem liderança clara. Alguns grupos, como o Movimento Passe Livre (MPL), logo apareceram. Mesmo dentro deles, não parece haver voz única. Boa parte das manifestações se dá “por contágio”. Mesmo o jovem inicialmente acomodado se sente “tocado” pela onda de protestos e decide sair à rua, para participar do momento histórico. A insatisfação crônica com o status do país se transformou de forma rápida, talvez pela capilaridade das redes sociais, numa indignação ativa, potente geradora de força de mobilização. [...]
Os políticos correram para achar uma explicação e tentar dar respostas (algo que não andam acostumados a fazer). Algumas demandas foram rapidamente atendidas. É simplista, porém, justificar o que aconteceu com o fato de o jovem não se sentir representado. Além da crise de representatividade política, que não é queixa só do jovem, faltam a perspectiva de um país melhor – mais justiça, melhores condições de transporte, saúde e educação – e uma percepção menos ufanista e mais real do Brasil.
O desafio dos jovens é manter a força do movimento, num momento em que os governos atendem parcialmente a algumas demandas. Os políticos deveriam perceber que o desafio é usar essa força para mudar o país naquilo que ele tem de pior. Têm de limpar as feridas para facilitar a cicatrização. Não adianta dourar indefinidamente a pílula, na espera de um Brasil que nunca chega.
(Jorge Bouer, Época, 08 jul. 2013.)
O autor usa algumas metáforas para se expressar. Qual delas poderia ser parafraseada pela metáfora “cobrir o sol com a peneira”? (UFPR 2014)
- A) Tem de limpar as feridas para facilitar a cicatrização.
- B) O estopim foram o aumento do ônibus e a reação truculenta da polícia.
- C) Não adianta dourar a pílula, na espera de um Brasil que nunca chega.
- D) Na esteira do protesto inicial, vieram as demandas concretas.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
metáforas e interpretação textual
💡 Dica de resolução
Identifique a metáfora no texto que expressa uma tentativa inútil de esconder a realidade.
✅ Resposta correta: C
CORRETA. 'Não adianta dourar a pílula, na espera de um Brasil que nunca chega' é uma metáfora que expressa a ideia de tentar tornar algo ruim mais aceitável (dourar a pílula), mas sem resolver o problema real, o que equivale a 'cobrir o sol com a peneira'.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Está incorreta porque 'limpar as feridas para facilitar a cicatrização' é uma metáfora que indica a necessidade de resolver problemas para que haja melhora, o que é oposto a tentar esconder ou disfarçar algo.
❌ B) Está incorreta porque 'o estopim foram o aumento do ônibus e a reação truculenta da polícia' é uma afirmação literal que indica a causa inicial dos protestos, sem uso de metáfora relacionada a disfarces ou tentativas inúteis.
❌ D) Está incorreta porque 'na esteira do protesto inicial, vieram as demandas concretas' é uma expressão literal que indica sequência de eventos, sem metáfora relacionada a disfarces ou tentativas inúteis.
📚 Reveja antes de resolver
estude metáforas e figuras de linguagem em textos argumentativos
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Diagnóstico
Questão 4 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender⏱ medio
As razões da revolta
As manifestações das ruas trouxeram pelo menos uma certeza: o jovem brasileiro, com seu poder de articulação pelas redes sociais, mudou. De uma forma de protestar à distância, com certa dose de descaso e “chacota” contra as instituições (de que sempre se percebeu apartado), ele se mobilizou com rapidez, invadiu o espaço público e reagiu contra o que não concorda.
O estopim foram o aumento do ônibus e a reação truculenta da polícia. Na esteira do protesto inicial, vieram as demandas concretas: a péssima qualidade do transporte, a corrupção, os conchavos políticos, as incongruências entre o investimento em saúde e educação e as fortunas gastas com estádios e futebol, enfim, o abismo entre o Brasil que se vende para o mundo e a nação real, com sua violência, trânsito e serviços precários.
Muitos críticos cobraram falta de foco dos jovens e dificuldade de controle das massas que saíram às ruas. Isso deu, dizem os críticos, espaço para grupos mais radicais e bandidos, que causaram violência. Mas será que houve falta de foco?
Embora as queixas sejam muitas e variadas, alguns padrões em comum podem ser identificados. Trata-se, em primeiro lugar, de um movimento mais horizontal, sem liderança clara. Alguns grupos, como o Movimento Passe Livre (MPL), logo apareceram. Mesmo dentro deles, não parece haver voz única. Boa parte das manifestações se dá “por contágio”. Mesmo o jovem inicialmente acomodado se sente “tocado” pela onda de protestos e decide sair à rua, para participar do momento histórico. A insatisfação crônica com o status do país se transformou de forma rápida, talvez pela capilaridade das redes sociais, numa indignação ativa, potente geradora de força de mobilização. [...]
Os políticos correram para achar uma explicação e tentar dar respostas (algo que não andam acostumados a fazer). Algumas demandas foram rapidamente atendidas. É simplista, porém, justificar o que aconteceu com o fato de o jovem não se sentir representado. Além da crise de representatividade política, que não é queixa só do jovem, faltam a perspectiva de um país melhor – mais justiça, melhores condições de transporte, saúde e educação – e uma percepção menos ufanista e mais real do Brasil.
O desafio dos jovens é manter a força do movimento, num momento em que os governos atendem parcialmente a algumas demandas. Os políticos deveriam perceber que o desafio é usar essa força para mudar o país naquilo que ele tem de pior. Têm de limpar as feridas para facilitar a cicatrização. Não adianta dourar indefinidamente a pílula, na espera de um Brasil que nunca chega.
A partir do texto, considere as seguintes afirmativas:
1. As redes sociais propiciaram que os jovens se distanciassem das instituições públicas para poder melhor se mobilizar e criticá-las.
2. A falta de liderança clara confirma a tese de falta de foco do movimento.
3. O movimento das ruas fez com que um estado de insatisfação se transformasse em algo prático.
4. Não se sentir representado foi apenas uma das motivações para as manifestações dos jovens.
Assinale a alternativa correta. (UFPR 2014)
- A) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
- B) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
- C) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
- D) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
interpretação de texto e análise crítica
💡 Dica de resolução
Leia atentamente o texto e analise as afirmativas com base nas informações apresentadas.
✅ Resposta correta: D
CORRETA. A afirmativa 3 é verdadeira ao indicar que o movimento transformou a insatisfação em ação prática, e a afirmativa 4 também é verdadeira ao reconhecer que a falta de representação foi apenas uma das motivações para as manifestações.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. A afirmativa 1 é falsa, pois o texto diz que as redes sociais propiciaram a mobilização rápida e a participação ativa, não o distanciamento das instituições.
❌ B) Errada. A afirmativa 2 é falsa, pois o texto questiona a tese de falta de foco, apesar da ausência de liderança clara.
❌ C) Errada. A afirmativa 2 é falsa, portanto essa alternativa que a inclui está incorreta.
📚 Reveja antes de resolver
compreensão textual e identificação de argumentos
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: multipla
Indicações: Diagnóstico · Cotidiano
Questão 5 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender⏱ medio
“É simplista, porém, justificar o que aconteceu com o fato de o jovem não se sentir representado.”
Observe que Jorge Bouer escreveu “de o jovem” e não “do jovem”. Diferentemente do que acontece na fala, a escrita não aceita a contração da preposição com um artigo em certos casos. Em qual das sentenças abaixo a contração é VETADA na escrita culta?
Em qual das sentenças abaixo a contração é VETADA na escrita culta? (UFPR 2014)
- A) O delegado interrogou o agressor por horas para tentar entender as razões [de+o] sujeito.
- B) No momento [de+o] invasor entrar no palco, o diretor segurou-o e pediu aos seguranças para prendê-lo.
- C) Todos se assustaram com o aparecimento daquele monstro, principalmente com a cara [de+o] bicho.
- D) À maneira [de+o] pai, o filho agiu com absoluta ética.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
contração preposição artigo escrita
💡 Dica de resolução
Analise as regras de contração da preposição com o artigo na norma culta.
✅ Resposta correta: B
CORRETA. A contração 'do' é vetada antes de verbos no infinitivo, como em 'de o invasor entrar', pois a preposição 'de' não se contrai com o artigo definido quando seguida de verbo.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. A contração 'do' é permitida antes de substantivos comuns como 'sujeito'.
❌ C) Errada. A contração 'do' é permitida antes de substantivos comuns como 'bicho'.
❌ D) Errada. A contração 'do' é permitida antes de substantivos comuns como 'pai'.
📚 Reveja antes de resolver
Estude as regras de contração da preposição com o artigo na norma culta.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Analítico-dedutivo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: direta
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Diagnóstico
Questão 6 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender⏱ medio
Observe a charge de Cícero:
(Imagem de uma charge mostrando uma multidão amarela em um campo de futebol, com cartazes em branco, intitulada 'BRASIL EM CAMPO...')
(<http://noticias.uol.com.br/album/2013/06/18/protestos-pelo-brasil-viram-charges.htm#fotoNav>, 26 jun.2013.)
Tendo por base a charge, considere as seguintes afirmativas:
1. O autor aponta a falta de propósito das manifestações, representada na charge pelos cartazes em branco.
2. O autor problematiza a alienação dos brasileiros em época de Copa do Mundo.
3. A linguagem não-verbal enaltece a principal característica brasileira: a paixão pelo futebol.
4. A polissemia do título aproxima as manifestações ocorridas de um de seus principais alvos: o gasto com a Copa do Mundo.
Assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa correta. (UFPR 2014)
- A) Somente a afirmativa 4 é verdadeira.
- B) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
- C) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
- D) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
interpretação de charge e polissemia
💡 Dica de resolução
Analise os elementos visuais e o texto da charge para interpretar as mensagens implícitas.
✅ Resposta correta: A
CORRETA. A charge utiliza cartazes em branco para indicar a falta de propósito claro nas manifestações, e o título 'Brasil em campo...' tem polissemia que relaciona as manifestações ao gasto com a Copa do Mundo.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) Errada. A charge não problematiza a alienação dos brasileiros, mas sim a falta de clareza nas reivindicações, e não há indicação de alienação em época de Copa.
❌ C) Errada. A afirmativa 3 é incorreta, pois a linguagem não-verbal não enaltece a paixão pelo futebol, mas usa o campo de futebol como metáfora para as manifestações.
❌ D) Errada. A afirmativa 2 está incorreta, pois a charge não aborda alienação, e a afirmativa 3 também é incorreta conforme explicado.
📚 Reveja antes de resolver
estudo de linguagem verbal e não-verbal em charges
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_imagem
Cobertura da habilidade: multipla
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13LP01Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.