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UFPR 2014 Língua Portuguesa12 questões

12 Questões de Língua Portuguesa do UFPR 2014

Veja 2 questões-amostra do UFPR 2014 com gabarito comentado e análise pedagógica completa. Monte um simulado com as 12 questões em segundos.

Sobre estas questões de Língua Portuguesa do UFPR 2014

Esta página reúne 12 questões de Língua Portuguesa do UFPR 2014 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 6 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.

O que estas questões cobram: relatores de coesão textual; metáforas e interpretação textual; interpretação de texto e análise crítica; contração preposição artigo escrita.

Objetivos pedagógicos principais: diagnostico · avaliacao.

12
Questões no banco
0F · 0M · 10D
Distribuição (amostra)
2
Contextualizadas
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Compreender, Compreender|Análise, Análise
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: Interpretativo, dedutivo

Como usar: professores podem aplicar estas questões do UFPR 2014 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.

Simulado do UFPR 2014 em segundos

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Questão 1 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender|Análise⏱ medio

Considere as afirmativas acerca dos relatores de coesão presentes no texto e identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: ( ) A conjunção como (linha 2), estabelece relação de comparação entre os segmentos que une. ( ) A expressão dos que (linha 6) refere-se a uma parte das pessoas que implicaram com o nome escolhido para a bola. ( ) O vocábulo assim (linha 12) remete à maior flexibilidade que as gírias teriam em relação ao modo como são escritas. ( ) A conjunção se (linha 16) implica a negação da grafia como responsável pela não aceitação do nome eleito para a bola. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. (UFPR 2014)

  1. A) F – V – V – F.
  2. B) F – F – V – V.
  3. C) V – V – F – F.
  4. D) V – F – V – V.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

relatores de coesão textual

💡 Dica de resolução

Analise o uso dos conectores e pronomes no texto para identificar a função de cada relator de coesão.

✅ Resposta correta: D

CORRETA. A conjunção 'como' estabelece comparação (V); 'dos que' refere-se a parte das pessoas (V); 'assim' remete à flexibilidade das gírias (V); e a conjunção 'se' implica condição, não negação, tornando a quarta afirmativa falsa (F).

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A conjunção 'como' na linha 2 não estabelece comparação, mas explicação; portanto, a primeira afirmativa é falsa, tornando a alternativa incorreta.
❌ B) A expressão 'dos que' refere-se a parte das pessoas, mas a conjunção 'se' na linha 16 não implica negação, o que torna a quarta afirmativa falsa; assim, a alternativa está incorreta.
❌ C) A conjunção 'como' estabelece comparação, tornando a primeira afirmativa verdadeira, mas a terceira afirmativa é verdadeira, não falsa, o que invalida esta alternativa.
📚 Reveja antes de resolver

Estude os tipos e funções dos conectores e pronomes na coesão textual.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender|Análise
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: multipla
Indicações: Diagnóstico
Questão 2 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender⏱ medio

As razões da revolta As manifestações das ruas trouxeram pelo menos uma certeza: o jovem brasileiro, com seu poder de articulação pelas redes sociais, mudou. De uma forma de protestar à distância, com certa dose de descaso e “chacota” contra as instituições (de que sempre se percebeu apartado), ele se mobilizou com rapidez, invadiu o espaço público e reagiu contra o que não concorda. O estopim foram o aumento do ônibus e a reação truculenta da polícia. Na esteira do protesto inicial, vieram as demandas concretas: a péssima qualidade do transporte, a corrupção, os conchavos políticos, as incongruências entre o investimento em saúde e educação e as fortunas gastas com estádios e futebol, enfim, o abismo entre o Brasil que se vende para o mundo e a nação real, com sua violência, trânsito e serviços precários. Muitos críticos cobraram falta de foco dos jovens e dificuldade de controle das massas que saíram às ruas. Isso deu, dizem os críticos, espaço para grupos mais radicais e bandidos, que causaram violência. Mas será que houve falta de foco? Embora as queixas sejam muitas e variadas, alguns padrões em comum podem ser identificados. Trata-se, em primeiro lugar, de um movimento mais horizontal, sem liderança clara. Alguns grupos, como o Movimento Passe Livre (MPL), logo apareceram. Mesmo dentro deles, não parece haver voz única. Boa parte das manifestações se dá “por contágio”. Mesmo o jovem inicialmente acomodado se sente “tocado” pela onda de protestos e decide sair à rua, para participar do momento histórico. A insatisfação crônica com o status do país se transformou de forma rápida, talvez pela capilaridade das redes sociais, numa indignação ativa, potente geradora de força de mobilização. [...] Os políticos correram para achar uma explicação e tentar dar respostas (algo que não andam acostumados a fazer). Algumas demandas foram rapidamente atendidas. É simplista, porém, justificar o que aconteceu com o fato de o jovem não se sentir representado. Além da crise de representatividade política, que não é queixa só do jovem, faltam a perspectiva de um país melhor – mais justiça, melhores condições de transporte, saúde e educação – e uma percepção menos ufanista e mais real do Brasil. O desafio dos jovens é manter a força do movimento, num momento em que os governos atendem parcialmente a algumas demandas. Os políticos deveriam perceber que o desafio é usar essa força para mudar o país naquilo que ele tem de pior. Têm de limpar as feridas para facilitar a cicatrização. Não adianta dourar indefinidamente a pílula, na espera de um Brasil que nunca chega. (Jorge Bouer, Época, 08 jul. 2013.) O autor usa algumas metáforas para se expressar. Qual delas poderia ser parafraseada pela metáfora “cobrir o sol com a peneira”? (UFPR 2014)

  1. A) Tem de limpar as feridas para facilitar a cicatrização.
  2. B) O estopim foram o aumento do ônibus e a reação truculenta da polícia.
  3. C) Não adianta dourar a pílula, na espera de um Brasil que nunca chega.
  4. D) Na esteira do protesto inicial, vieram as demandas concretas.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

metáforas e interpretação textual

💡 Dica de resolução

Identifique a metáfora no texto que expressa uma tentativa inútil de esconder a realidade.

✅ Resposta correta: C

CORRETA. 'Não adianta dourar a pílula, na espera de um Brasil que nunca chega' é uma metáfora que expressa a ideia de tentar tornar algo ruim mais aceitável (dourar a pílula), mas sem resolver o problema real, o que equivale a 'cobrir o sol com a peneira'.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Está incorreta porque 'limpar as feridas para facilitar a cicatrização' é uma metáfora que indica a necessidade de resolver problemas para que haja melhora, o que é oposto a tentar esconder ou disfarçar algo.
❌ B) Está incorreta porque 'o estopim foram o aumento do ônibus e a reação truculenta da polícia' é uma afirmação literal que indica a causa inicial dos protestos, sem uso de metáfora relacionada a disfarces ou tentativas inúteis.
❌ D) Está incorreta porque 'na esteira do protesto inicial, vieram as demandas concretas' é uma expressão literal que indica sequência de eventos, sem metáfora relacionada a disfarces ou tentativas inúteis.
📚 Reveja antes de resolver

estude metáforas e figuras de linguagem em textos argumentativos

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Diagnóstico
Questão 3 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender⏱ medio

As razões da revolta As manifestações das ruas trouxeram pelo menos uma certeza: o jovem brasileiro, com seu poder de articulação pelas redes sociais, mudou. De uma forma de protestar à distância, com certa dose de descaso e “chacota” contra as instituições (de que sempre se percebeu apartado), ele se mobilizou com rapidez, invadiu o espaço público e reagiu contra o que não concorda. O estopim foram o aumento do ônibus e a reação truculenta da polícia. Na esteira do protesto inicial, vieram as demandas concretas: a péssima qualidade do transporte, a corrupção, os conchavos políticos, as incongruências entre o investimento em saúde e educação e as fortunas gastas com estádios e futebol, enfim, o abismo entre o Brasil que se vende para o mundo e a nação real, com sua violência, trânsito e serviços precários. Muitos críticos cobraram falta de foco dos jovens e dificuldade de controle das massas que saíram às ruas. Isso deu, dizem os críticos, espaço para grupos mais radicais e bandidos, que causaram violência. Mas será que houve falta de foco? Embora as queixas sejam muitas e variadas, alguns padrões em comum podem ser identificados. Trata-se, em primeiro lugar, de um movimento mais horizontal, sem liderança clara. Alguns grupos, como o Movimento Passe Livre (MPL), logo apareceram. Mesmo dentro deles, não parece haver voz única. Boa parte das manifestações se dá “por contágio”. Mesmo o jovem inicialmente acomodado se sente “tocado” pela onda de protestos e decide sair à rua, para participar do momento histórico. A insatisfação crônica com o status do país se transformou de forma rápida, talvez pela capilaridade das redes sociais, numa indignação ativa, potente geradora de força de mobilização. [...] Os políticos correram para achar uma explicação e tentar dar respostas (algo que não andam acostumados a fazer). Algumas demandas foram rapidamente atendidas. É simplista, porém, justificar o que aconteceu com o fato de o jovem não se sentir representado. Além da crise de representatividade política, que não é queixa só do jovem, faltam a perspectiva de um país melhor – mais justiça, melhores condições de transporte, saúde e educação – e uma percepção menos ufanista e mais real do Brasil. O desafio dos jovens é manter a força do movimento, num momento em que os governos atendem parcialmente a algumas demandas. Os políticos deveriam perceber que o desafio é usar essa força para mudar o país naquilo que ele tem de pior. Têm de limpar as feridas para facilitar a cicatrização. Não adianta dourar indefinidamente a pílula, na espera de um Brasil que nunca chega. A partir do texto, considere as seguintes afirmativas: 1. As redes sociais propiciaram que os jovens se distanciassem das instituições públicas para poder melhor se mobilizar e criticá-las. 2. A falta de liderança clara confirma a tese de falta de foco do movimento. 3. O movimento das ruas fez com que um estado de insatisfação se transformasse em algo prático. 4. Não se sentir representado foi apenas uma das motivações para as manifestações dos jovens. Assinale a alternativa correta. (UFPR 2014)

  1. A) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
  2. B) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
  3. C) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
  4. D) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

interpretação de texto e análise crítica

💡 Dica de resolução

Leia atentamente o texto e analise as afirmativas com base nas informações apresentadas.

✅ Resposta correta: D

CORRETA. A afirmativa 3 é verdadeira ao indicar que o movimento transformou a insatisfação em ação prática, e a afirmativa 4 também é verdadeira ao reconhecer que a falta de representação foi apenas uma das motivações para as manifestações.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. A afirmativa 1 é falsa, pois o texto diz que as redes sociais propiciaram a mobilização rápida e a participação ativa, não o distanciamento das instituições.
❌ B) Errada. A afirmativa 2 é falsa, pois o texto questiona a tese de falta de foco, apesar da ausência de liderança clara.
❌ C) Errada. A afirmativa 2 é falsa, portanto essa alternativa que a inclui está incorreta.
📚 Reveja antes de resolver

compreensão textual e identificação de argumentos

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: multipla
Indicações: Diagnóstico · Cotidiano
Questão 4 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender⏱ medio

“É simplista, porém, justificar o que aconteceu com o fato de o jovem não se sentir representado.” Observe que Jorge Bouer escreveu “de o jovem” e não “do jovem”. Diferentemente do que acontece na fala, a escrita não aceita a contração da preposição com um artigo em certos casos. Em qual das sentenças abaixo a contração é VETADA na escrita culta? Em qual das sentenças abaixo a contração é VETADA na escrita culta? (UFPR 2014)

  1. A) O delegado interrogou o agressor por horas para tentar entender as razões [de+o] sujeito.
  2. B) No momento [de+o] invasor entrar no palco, o diretor segurou-o e pediu aos seguranças para prendê-lo.
  3. C) Todos se assustaram com o aparecimento daquele monstro, principalmente com a cara [de+o] bicho.
  4. D) À maneira [de+o] pai, o filho agiu com absoluta ética.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

contração preposição artigo escrita

💡 Dica de resolução

Analise as regras de contração da preposição com o artigo na norma culta.

✅ Resposta correta: B

CORRETA. A contração 'do' é vetada antes de verbos no infinitivo, como em 'de o invasor entrar', pois a preposição 'de' não se contrai com o artigo definido quando seguida de verbo.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. A contração 'do' é permitida antes de substantivos comuns como 'sujeito'.
❌ C) Errada. A contração 'do' é permitida antes de substantivos comuns como 'bicho'.
❌ D) Errada. A contração 'do' é permitida antes de substantivos comuns como 'pai'.
📚 Reveja antes de resolver

Estude as regras de contração da preposição com o artigo na norma culta.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: dedutivo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: direta
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Diagnóstico
Questão 5 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender⏱ medio

Observe a charge de Cícero: (Imagem de uma charge mostrando uma multidão amarela em um campo de futebol, com cartazes em branco, intitulada 'BRASIL EM CAMPO...') (<http://noticias.uol.com.br/album/2013/06/18/protestos-pelo-brasil-viram-charges.htm#fotoNav>, 26 jun.2013.) Tendo por base a charge, considere as seguintes afirmativas: 1. O autor aponta a falta de propósito das manifestações, representada na charge pelos cartazes em branco. 2. O autor problematiza a alienação dos brasileiros em época de Copa do Mundo. 3. A linguagem não-verbal enaltece a principal característica brasileira: a paixão pelo futebol. 4. A polissemia do título aproxima as manifestações ocorridas de um de seus principais alvos: o gasto com a Copa do Mundo. Assinale a alternativa correta. Assinale a alternativa correta. (UFPR 2014)

  1. A) Somente a afirmativa 4 é verdadeira.
  2. B) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
  3. C) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
  4. D) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

interpretação de charge e polissemia

💡 Dica de resolução

Analise os elementos visuais e o texto da charge para interpretar as mensagens implícitas.

✅ Resposta correta: A

CORRETA. A charge utiliza cartazes em branco para indicar a falta de propósito claro nas manifestações, e o título 'Brasil em campo...' tem polissemia que relaciona as manifestações ao gasto com a Copa do Mundo.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) Errada. A charge não problematiza a alienação dos brasileiros, mas sim a falta de clareza nas reivindicações, e não há indicação de alienação em época de Copa.
❌ C) Errada. A afirmativa 3 é incorreta, pois a linguagem não-verbal não enaltece a paixão pelo futebol, mas usa o campo de futebol como metáfora para as manifestações.
❌ D) Errada. A afirmativa 2 está incorreta, pois a charge não aborda alienação, e a afirmativa 3 também é incorreta conforme explicado.
📚 Reveja antes de resolver

estudo de linguagem verbal e não-verbal em charges

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_imagem
Cobertura da habilidade: multipla
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano
Questão 6 UFPR 2014BNCC EM13LP01Difícil🧠 Análise⏱ medio

O romance A última Quimera, de Ana Miranda, publicado em 1995, elege como personagem principal o poeta Augusto dos Anjos (1884-1914), inscrevendo-se na linha de ficcionalização da história literária, modalidade bastante frequentada na passagem do século XX para o XXI. A propósito dessa obra, assinale a alternativa correta. Assinale a alternativa correta. (UFPR 2014)

  1. A) Os versos de Augusto dos Anjos que contêm a expressão do título do romance são registrados em epígrafe, de modo que o leitor estabeleça o diálogo entre os textos desde o início.
  2. B) A cena literária da capital brasileira à época constitui o pano de fundo em que transcorre a vida e acontece a morte do poeta que se celebrou pela temática mórbida.
  3. C) Augusto dos Anjos e o narrador almejam compor poemas seguindo o modelo estético de Olavo Bilac, padrão da poética da época, figurando também como personagem do romance.
  4. D) O narrador, também poeta, é contemporâneo e conterrâneo de Augusto dos Anjos, situação que determina uma relação que, da parte do narrador, oscila entre a amizade terna e a disputa.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

ficcionalização da história literária

💡 Dica de resolução

Analise o contexto literário e a relação do personagem com a obra.

✅ Resposta correta: D

CORRETA. O narrador é contemporâneo e conterrâneo de Augusto dos Anjos, e essa proximidade gera uma relação ambígua que oscila entre amizade e disputa, elemento central para a dinâmica narrativa do romance.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A alternativa está incorreta porque os versos que contêm a expressão do título não são usados em epígrafe no romance, portanto não estabelecem esse diálogo textual desde o início.
❌ B) Errada, pois a cena literária da capital brasileira não é o pano de fundo principal da narrativa; o romance se passa em outras localidades e foca mais na vida pessoal do poeta.
❌ C) Incorreta, já que Augusto dos Anjos e o narrador não buscam seguir o modelo estético de Olavo Bilac, e o narrador não figura como personagem que compõe poemas nesse padrão.
📚 Reveja antes de resolver

estude ficcionalização e contexto literário do século XX

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Análise
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Diagnóstico
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13LP01Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.

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Sobre estas questões

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