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FUVEST 2026 Filosofia6 questões

6 Questões de Filosofia do FUVEST 2026

Veja 2 questões-amostra do FUVEST 2026 com gabarito comentado e análise pedagógica completa. Monte um simulado com as 6 questões em segundos.

Sobre estas questões de Filosofia do FUVEST 2026

Esta página reúne 6 questões de Filosofia do FUVEST 2026 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 6 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.

O que estas questões cobram: mitos sobre criatividade; estratégia de dominação política; ideologia, pluralismo agonístico, análise crítica; tese e argumento aristotélico.

Objetivos pedagógicos principais: avaliacao.

6
Questões no banco
0F · 1M · 5D
Distribuição (amostra)
4
Interdisciplinares
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Analisar, Compreender
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: Crítico, Dedutivo

Como usar: professores podem aplicar estas questões do FUVEST 2026 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.

Simulado do FUVEST 2026 em segundos

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Questão 1 FUVEST 2026BNCC EM13CHS101Média🧠 Compreender⏱ medio

Em entrevista, o psicólogo Robert Weisberg discute ideias comuns sobre pessoas altamente criativas. Segundo ele, é equivocado pensar que somente um tipo específico de pessoa pode ser criativo ou que os gênios utilizem processos mentais inconscientes e diferentes dos demais. Ao comentar o caso de Picasso, Weisberg destaca sua intensa produtividade e seu desejo deliberado de produzir novidades. Afirma também que quase todos podem aprender a desenhar, embora nem todos manifestem o mesmo empenho em criar. Com base no texto, como o entrevistado procura desmistificar a figura do gênio?

  1. A) Ao explicar a criatividade de Picasso principalmente por sua habilidade de desenhar, independentemente de sua produtividade e de sua vontade de inovar.
  2. B) Ao negar que o gênio forme um tipo humano especial e ao relacionar a criatividade ao empenho produtivo e à disposição para criar, capacidades que podem ser desenvolvidas.
  3. C) Ao afirmar que o gênio constitui um tipo humano específico, distinguido por processos mentais próprios e inacessíveis às demais pessoas.
  4. D) Ao sustentar que processos inconscientes e patologias mentais explicam a produção das obras criativas dos gênios.
  5. E) Ao defender que a capacidade de desenhar é rara e funciona como principal critério para distinguir os gênios das demais pessoas.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

mitos sobre criatividade

💡 Dica de resolução

Analise as ideias do entrevistado sobre criatividade e gênio para responder.

✅ Resposta correta: B

Weisberg rejeita a ideia de que pessoas criativas sejam necessariamente dotadas de processos mentais inconscientes, patologias ou características exclusivas. Para ele, a criatividade envolve, entre outros aspectos, o desejo de produzir novidades e a produtividade, além de habilidades que podem ser aprendidas, como o desenho.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) O distrator desloca para o desenho o elemento que Weisberg destaca como distintivo: a produtividade associada ao desejo deliberado de produzir novidades.
❌ C) Este distrator inverte a tese central da entrevista. Weisberg justamente rejeita a existência de um tipo específico de pessoa criativa e de processos mentais exclusivos dos gênios.
❌ D) A alternativa transforma em explicação defendida pelo entrevistado uma hipótese que ele apresenta como equívoco comum sobre a criatividade.
❌ E) O texto afirma que quase todos podem aprender a desenhar e que essa habilidade não é o aspecto decisivo para diferenciar Picasso ou outras pessoas criativas.
📚 Reveja antes de resolver

Revisar conceitos sobre criatividade e estereótipos do gênio.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico
Questão 2 FUVEST 2026Difícil🧠 Analisar⏱ medio

No Brasil, durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici (1969–1974), a repressão política foi intensificada por meio da censura, da vigilância e da perseguição a opositores. Ao mesmo tempo, a propaganda oficial procurava associar o governo à ideia de ordem, progresso e segurança nacional. Assim, o regime buscava impor obediência pelo temor e, simultaneamente, evitar que suas ações provocassem uma rejeição generalizada entre aqueles que pretendia controlar. Considerando a estratégia de dominação descrita no texto-base, assinale a recomendação de Nicolau Maquiavel ao governante que apresenta maior semelhança com essa estratégia.

  1. A) Deve o príncipe, sobretudo, não tocar na propriedade alheia, porque os homens esquecem mais depressa a morte do pai que a perda do patrimônio.
  2. B) Engana-se quem acredita que novos benefícios podem fazer as grandes personagens esquecerem as antigas injúrias (...).
  3. C) O mal que se tiver que fazer, deve o príncipe fazê-lo de uma só vez; o bem, deve fazê-lo aos poucos (...).
  4. D) Deve o príncipe fazer-se temer, de maneira que, se não se fizer amado, pelo menos evite o ódio, pois é fácil ser ao mesmo tempo temido e não odiado.
  5. E) Não se pode deixar ao tempo o encargo de resolver todas as coisas, pois o tempo tudo leva adiante e pode transformar o bem em mal e o mal em bem.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

estratégia de dominação política

💡 Dica de resolução

Analise o texto para identificar a estratégia de dominação e relacione com o pensamento político indicado.

✅ Resposta correta: D

A estratégia descrita combina o uso do medo, produzido pela repressão e pela vigilância, com a tentativa de evitar o ódio generalizado, realizada por meio da propaganda e da construção de uma imagem positiva do governo. Essa combinação corresponde diretamente à recomendação de que o príncipe seja temido, mas procure não ser odiado.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Esta alternativa apresenta a preservação dos bens materiais como condição para evitar a reação dos governados. Embora mencione uma forma de evitar descontentamento, não reproduz a combinação específica entre repressão política e propaganda descrita no texto-base.
❌ B) Esta formulação aborda a permanência do ressentimento após conflitos e a insuficiência de benefícios posteriores para apagar ofensas anteriores. Ela não corresponde à estratégia de combinar temor e contenção do ódio por propaganda.
❌ C) Esta alternativa trata da distribuição temporal de medidas prejudiciais e benéficas. Ela não explica a combinação entre repressão, produção do medo e tentativa de evitar o ódio descrita no texto-base.
❌ E) Esta alternativa destaca a instabilidade dos efeitos produzidos pelo tempo e a necessidade de ação política imediata. O texto-base, porém, enfatiza os instrumentos de controle e a administração das reações sociais, não a passagem do tempo.
📚 Reveja antes de resolver

Estude as principais estratégias de dominação política e seus pensadores clássicos.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Dedutivo
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: historico
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Interdisciplinar
Questão 3 FUVEST 2026BNCC EM13CHS102Difícil🧠 Analisar⏱ medio

Em uma análise sobre discursos políticos contemporâneos, o sociólogo Jeffrey Alexander identifica na ideologia associada a Steve Bannon uma visão da sociedade organizada pela oposição rígida entre um “povo verdadeiro” e grupos apresentados como ameaças à comunidade nacional. Nessa perspectiva, o conflito não é tratado como uma disputa legítima entre projetos políticos, mas como uma luta moral entre um lado considerado bom e outro definido como mau. A cientista política Chantal Mouffe, por sua vez, distingue o antagonismo do agonismo: no antagonismo, os grupos se relacionam como inimigos a serem eliminados ou excluídos; no agonismo, adversários reconhecem a legitimidade recíproca e disputam dentro de instituições democráticas. Considerando essa distinção, analise a forma como a ideologia descrita por Alexander compreende os grupos sociais e políticos que dela divergem. Com base no texto, é correto afirmar que a ideologia associada a Steve Bannon

  1. A) sustenta uma ordem social baseada em consensos e que não admite conflitos entre adversários políticos.
  2. B) sustenta uma ordem social antagonística fundada na divisão da sociedade entre lados opostos que devam ser entendidos como inimigos.
  3. C) defende a possibilidade de conflitos entre adversários, mas não admite a lógica antagonística da exclusão do inimigo.
  4. D) defende uma ordem social agonística baseada na divisão entre grupos e nos conflitos entre inimigos políticos.
  5. E) defende uma ordem social dividida entre grupos diferentes e que transforma o antagonismo em agonismo político.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

ideologia, pluralismo agonístico, análise crítica

💡 Dica de resolução

Analise as citações para compreender as ideias centrais e relacione-as com a ideologia de Steve Bannon.

✅ Resposta correta: B

O texto caracteriza essa ideologia pela divisão moral rígida entre um “povo verdadeiro” e grupos apresentados como ameaças. Como a divergência é tratada como luta contra inimigos a serem excluídos ou eliminados, trata-se de uma concepção antagonística, e não agonística, do conflito político. A alternativa também permite identificar a intolerância à diferença e a deslegitimação do grupo adversário, aspecto central da análise proposta.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) O texto não apresenta uma defesa da ausência de conflitos. Ao contrário, descreve uma luta intensa, mas estruturada como oposição entre inimigos, e não como consenso ou simples recusa da disputa política.
❌ C) Essa alternativa descreve a posição agonística de Mouffe, não a ideologia analisada por Alexander. O texto afirma justamente que a ideologia transforma o grupo divergente em ameaça e inimigo a ser excluído.
❌ D) O erro está em chamar de agonística uma relação definida pelo reconhecimento dos outros como inimigos. No agonismo, os participantes são adversários legítimos, não inimigos cuja eliminação ou exclusão é defendida.
❌ E) A alternativa inverte o processo indicado no texto. A ideologia descrita não converte o antagonismo em agonismo; ela reduz a pluralidade social a uma oposição moral entre um lado legítimo e um lado inimigo.
📚 Reveja antes de resolver

Estude os conceitos de ideologia política e pluralismo agonístico para interpretar textos acadêmicos.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cientifico
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Interdisciplinar
Questão 4 FUVEST 2026BNCC EM13CHS102Difícil🧠 Analisar⏱ medio

“Todos os homens, por natureza, tendem ao saber. Sinal disso é o amor pelas sensações. De fato, eles amam as sensações por si mesmas, independentemente de sua utilidade, e amam, acima de todas, a sensação da visão. [...] O motivo está no fato de que a visão nos proporciona mais conhecimento do que todas as outras sensações e nos torna manifestas numerosas diferenças entre as coisas.” Aristóteles. Metafísica. São Paulo: Loyola, 2002. No trecho, Aristóteles parte da afirmação de que os seres humanos tendem naturalmente ao saber e, em seguida, destaca a preferência pela visão. Considerando a relação entre essas duas ideias, a descrição da visão desempenha principalmente a função de

  1. A) Refutar a tese, contrapondo o prazer das sensações à possibilidade de alcançar conhecimento.
  2. B) Sustentar a tese, relacionando a preferência pela visão à sua maior capacidade de produzir conhecimento.
  3. C) Explicar a tese, definindo a tendência ao saber como busca de sensações úteis à ação.
  4. D) Delimitar a tese, restringindo a busca humana pelo saber ao conhecimento obtido pela visão.
  5. E) Deduzir a tese, afirmando que a superioridade da visão torna desnecessárias as demais sensações.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

tese e argumento aristotélico

💡 Dica de resolução

Analise como Aristóteles utiliza a descrição da visão para sustentar a tese principal.

✅ Resposta correta: B

A afirmação inicial é a tese de que os seres humanos tendem naturalmente ao saber. Para sustentá-la, Aristóteles apresenta como indício o amor pelas sensações e, especialmente, pela visão, pois ela permite conhecer mais e distinguir melhor as coisas. Assim, a referência à visão funciona como argumento favorável à tese, e não como sua refutação, simples definição ou dedução de consequências.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Para Aristóteles, o amor pelas sensações é apresentado como sinal da tendência ao saber, e não como obstáculo ou oposição a ela.
❌ C) O texto afirma justamente que as sensações são amadas independentemente de sua utilidade e também quando não há intenção de agir.
❌ D) O trecho não restringe o saber à visão. Aristóteles afirma que os seres humanos amam as sensações em geral e apenas atribui à visão uma capacidade cognitiva maior.
❌ E) O excerto compara a visão às outras sensações quanto à capacidade de conhecimento, mas não conclui que elas sejam dispensáveis.
📚 Reveja antes de resolver

Estude a estrutura de argumentos filosóficos e a função das sensações na filosofia aristotélica.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Dedutivo
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico
Questão 5 FUVEST 2026BNCC EM13CHS101Difícil🧠 Analisar⏱ medio

Em um quadrinho, Calvin observa um relógio e afirma: “O futuro ainda não chegou, o passado já passou e o presente desaparece enquanto tento pensá-lo. Então, o que é o tempo?”. A tira apresenta, em tom reflexivo, a dificuldade de definir o tempo a partir da experiência humana. Em suas Confissões, Agostinho de Hipona escreve: “Quem negaria que os futuros ainda não são? Mas já está na mente a espera dos futuros. E quem negaria que os passados já não são? Todavia, ainda está na mente a memória dos passados. E quem negaria que o tempo presente não tem extensão temporal, porque passa em um instante? Todavia, perdura a atenção, pela qual o que está presente se encaminha para a ausência.” Com base no quadrinho e no trecho das Confissões, qual aspecto da compreensão do tempo está presente em ambas as formulações?

  1. A) Há ruptura completa entre o tempo presente e o futuro.
  2. B) A passagem do tempo é ilusória.
  3. C) O tempo desfaz a mudança.
  4. D) Há um paradoxo na compreensão do tempo.
  5. E) Os momentos do tempo identificam-se entre si.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

conceito filosófico de tempo

💡 Dica de resolução

Analise as ideias sobre o tempo presentes no texto e no quadrinho para identificar a semelhança filosófica.

✅ Resposta correta: D

As duas formulações ressaltam uma tensão: o futuro ainda não existe, o passado deixou de existir e o presente é fugaz; contudo, passado e futuro permanecem na consciência por meio da memória e da expectativa, enquanto o presente é apreendido pela atenção. Assim, o tempo é apresentado de modo paradoxal, pois sua experiência mental não coincide simplesmente com sua existência momentânea.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Embora o futuro ainda não esteja presente, ambas as formulações indicam uma relação entre presente e futuro: o futuro é antecipado pela expectativa e aquilo que está presente encaminha-se para a ausência. Portanto, não há ruptura completa.
❌ B) Esse enunciado transforma a reflexão sobre a dificuldade de apreender o tempo em uma negação de sua passagem. Tanto Calvin quanto Agostinho reconhecem a passagem temporal; o problema discutido é como o tempo pode ser compreendido pela consciência.
❌ C) As formulações não afirmam que o tempo elimina ou impede as mudanças. Ao contrário, Agostinho descreve o presente encaminhando-se para a ausência, o que pressupõe transformação e passagem.
❌ E) O quadrinho e o texto distinguem passado, presente e futuro. A aproximação entre eles ocorre na consciência, por meio da memória, da atenção e da expectativa, não porque sejam momentos idênticos.
📚 Reveja antes de resolver

Revisar as principais teorias filosóficas sobre a natureza do tempo.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Dedutivo
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: dupla
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Interdisciplinar
Questão 6 FUVEST 2026BNCC EM13CHS101Difícil🧠 Analisar⏱ medio

É tão tenaz o desvio que a esquivança encobridora ante a morte exerce sobre a cotidianidade que, no ser-um-com-o-outro, seus ‘próximos’ ainda se empenham com frequência precisamente junto ao ‘moribundo’ para o persuadir de que escapa da morte e retorna em seguida à tranquila cotidianidade do mundo de suas ocupações. Tal ‘preocupação-com-o-outro’ pensa ‘consolar’ dessa maneira o ‘moribundo’. Ela quer devolvê-lo à existência, ajudando-o a encobrir ainda mais completamente sua possibilidade de ser de mais própria e irremetente. A gente se ocupa dessa maneira de uma constante tranquilização sobre a morte. Mas, no fundo, ela vale tanto para o ‘moribundo’ quanto para ‘os que consolam’. E mesmo no caso do deixar de viver, a publicidade ainda não deve ser perturbada, nem inquietada pelo acontecimento na sua ocupada despreocupação. Pois não raro se vê na morte dos outros uma inconveniência social, quando não mesmo uma falta de tato, cuja publicidade deve ser poupada. A escritora Sophia de Mello Breyner Andresen e o filósofo Martin Heidegger descrevem, por meio de recursos expositivos bem diferentes, uma mesma atitude geral comumente assumida por uma pessoa ante o desvelamento de sua própria mortalidade a partir da constatação da morte ou do adoecimento mortal de uma outra pessoa. Qual alternativa melhor descreve essa atitude? [FUVEST 2026 - Questão 47] FUVEST - 2026

  1. A) O enfrentamento heroico do absurdo existencial contido na morte.
  2. B) O respeito silencioso às tradições culturais voltadas ao morrer.
  3. C) A empatia antecipadora com os mortos, participando de sua dissolução existencial.
  4. D) A fuga acalmadora, que encobre o sentido existencial da mortalidade.
  5. E) A perda da sensibilidade, de modo a nem mesmo poder perceber a ocorrência da morte.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

atitude diante da mortalidade

💡 Dica de resolução

Analise a descrição da atitude diante da morte e relacione com as ideias filosóficas apresentadas.

✅ Resposta correta: D

CORRETA. A fuga acalmadora encobre o sentido existencial da mortalidade.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Incorreta. Não se trata de enfrentamento heroico.
❌ B) Incorreta. Não há menção a tradições culturais.
❌ C) Incorreta. Não se trata de empatia com os mortos.
❌ E) Incorreta. Não se trata de perda de sensibilidade.
📚 Reveja antes de resolver

Revisar conceitos filosóficos sobre a morte e a existência em Heidegger e literatura contemporânea.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Interdisciplinar
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13CHS101Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
EM13CHS102Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.

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Sobre estas questões

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Perguntas frequentes

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