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UFPR 2017 História10 questões

10 Questões de História do UFPR 2017

Veja 2 questões-amostra do UFPR 2017 com gabarito comentado e análise pedagógica completa. Monte um simulado com as 10 questões em segundos.

Sobre estas questões de História do UFPR 2017

Esta página reúne 10 questões de História do UFPR 2017 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 2 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.

10
Questões no banco
0F · 0M · 10D
Distribuição (amostra)
1
Contextualizadas
1
Interdisciplinares
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Compreender, Compreender|Análise
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: Interpretativo, Analítico-dedutivo

Como usar: professores podem aplicar estas questões do UFPR 2017 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.

Simulado do UFPR 2017 em segundos

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Questão 1 UFPR 2017BNCC EM13CHS301Difícil🧠 Compreender

Por que a cultura do sul ficou de fora do retrato do Brasil nas olimpíadas? Depois de uma abertura que falou das etnias que formaram o povo brasileiro, a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, realizada neste domingo (21), teve mais cara de carnaval. A ideia da diretora criativa da festa, Rosa Magalhães, era mostrar “o sentimento de brasilidade”, conforme ela explicou ao jornal “O Globo” dias antes da cerimônia. Carnavalesca da escola de samba carioca São Clemente, Rosa usou elementos alegóricos para mostrar a arte feita pelo povo do país – para ela, “marca da nossa identidade cultural”. Teve menção a choro, samba carioca, Carmem Miranda, mulheres rendeiras da Bahia, bonecos de cerâmica do pernambucano Vitalino, Heitor Villa-Lobos, carnaval. Entre as ausências, as expressões culturais do Sul do Brasil – o que alimentou algum debate em redes sociais: se a ideia era representar o país todo, por que ficamos de fora? Para a antropóloga Selma Baptista, professora-doutora aposentada da UFPR, a pergunta deveria ser outra: por que as expressões culturais do Sul participariam do recorte da carnavalesca carioca se elas não estão presentes nem em nossas próprias festas? “Essa questão da representação de identidades regionais se dá a partir da construção da identidade dentro de seus próprios redutos. Cabe perguntar até que ponto nossas representações da cultura popular têm expressividade entre nós mesmos para que alcancem uma representatividade nacional”, questiona. Patrícia Martins, antropóloga e docente do Instituto Federal do Paraná (IFPR) em Paranaguá, lembra que o Sul tende inclusive a negar o tipo de “brasilidade” representada na cerimônia de encerramento, mais ligada à cultura indígena e afro-brasileira. “Aqui há uma autorrepresentação que passa por uma cultura europeia”, diz. Para ela, o recorte mostrado na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos tem ligações com uma identidade brasileira que vem sendo construída desde o Estado Novo (1937-1945), que incorporou o samba carioca. “Existe um patrimônio rico no Sul – há os batuques do Rio Grande do Sul, o fandango caiçara. Teria muita coisa a mostrar, mas nem nós sabemos que existe isso em nossa região”. Na opinião de Tau Golin, jornalista, historiador e professor do curso de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF), esse tipo de questionamento sobre representações regionais é uma “briga simbólica” já bem conhecida – principalmente dos gaúchos. “É uma briga de poder pela representatividade, por quem representa mais a nação”, diz. “Como é um país com regiões que se formaram antes da nação, as regionalidades querem estar presentes em tudo o que acontece no país. Se fosse insignificante, não brigariam. Mas, como é para se mostrar para o exterior, a briga é compreensível historicamente”. Para ele, o desejo do Sul de estar presente nesse tipo de representação, dada a relação difícil da região com a “brasilidade”, é um fator surpreendente. “É uma novidade, que merece estudos daqui para a frente”, diz. (Rafael Rodrigues Costa, Gazeta do Povo, Curitiba, 22/08/2016.) O último entrevistado, Tau Golin, faz alusão a uma “briga simbólica”, que poderia ser resumida da seguinte maneira:

  1. A) O restante do Brasil nunca considerou o patrimônio cultural do Sul, por considerá-lo oriundo da cultura europeia.
  2. B) As manifestações artísticas do Sul são uma novidade em termos de identidade cultural e, para serem representativas, precisam ser estudadas daqui para a frente.
  3. C) A característica mais arredia do povo sulista impossibilita uma participação harmônica da região nesse tipo de apresentação.
  4. D) A escolha de que manifestações culturais serão consideradas representativas da brasilidade depende de quem está no poder.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
✅ Resposta correta:
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. A alternativa generaliza a rejeição do patrimônio cultural do Sul pelo restante do Brasil, o que não é afirmado no texto.
❌ B) Errada. Embora o texto mencione que o patrimônio cultural do Sul merece estudos futuros, a 'briga simbólica' não se resume a uma novidade ou necessidade de estudo.
❌ C) Errada. O texto não atribui a exclusão do Sul a uma característica do povo sulista, mas sim a questões de representatividade e identidade cultural.
❌ D) Errada. Apesar de o poder influenciar representações culturais, a 'briga simbólica' mencionada refere-se mais à disputa por representatividade regional do que a uma decisão arbitrária do poder.
📋 Ficha pedagógica
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Questão 2 UFPR 2017BNCC EM13CHS301Difícil🧠 Compreender

1º de janeiro de 1804 O General em Chefe ao Povo do Haiti, Cidadãos – compatriotas –, eu reuni, neste dia solene, os corajosos comandantes que, às vésperas de receber o último suspiro da liberdade agonizante, derramaram seu sangue para preservá-la. Estes generais, que comandaram as lutas de vocês contra a tirania, ainda não terminaram. A reputação francesa ainda obscurece nossas plañicies: todas as coisas evocam a lembrança das crueldades daquele povo bárbaro. Nossas leis, nossos costumes, nossas cidades, tudo encerra características dos franceses. Ouçam o que estou dizendo! Os franceses ainda têm um pé em nossa ilha! E vocês se creem livres e independentes daquela república, que combateu todas as nações, é verdade, mas nunca conquistou aqueles que seriam livres! (Transcrição a partir da versão publicada em David Armitage, Declaração de independência: uma história global. São Paulo: Companhia das Letras, 2011). Com base nesse fragmento e nos conhecimentos sobre o assunto, considere as seguintes afirmativas sobre a Revolução Haitiana (1791-1804) e seu significado para as independências americanas: 1. Antes de se chamar Haiti, a ilha se chamava Santo Domingo e estava sob domínio espanhol, sendo invadida pelos franceses a mando de Napoleão. 2. O Haiti foi a primeira república das Américas a se libertar da dominação europeia e abolir a escravidão. 3. A particularidade da revolução haitiana é que foi dirigida por escravos, libertos e mulatos e inspirada nos princípios que os próprios franceses teriam levantado durante sua revolução. 4. A revolução haitiana contou com o apoio de escravos e libertos da colônia espanhola de Cuba. Assinale a alternativa correta.

  1. A) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
  2. B) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
  3. C) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
  4. D) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
✅ Resposta correta: B

CORRETA. O Haiti foi a primeira república das Américas a conquistar a independência da dominação europeia e abolir a escravidão, e a revolução foi liderada por escravos, libertos e mulatos, inspirada nos ideais da Revolução Francesa.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. A ilha era dividida entre a colônia francesa de Saint-Domingue (atual Haiti) e a espanhola de Santo Domingo; o Haiti não se chamava Santo Domingo, e a invasão francesa não foi a mando de Napoleão nesse contexto.
❌ C) Errada. A afirmativa 1 é incorreta, portanto não podem ser verdadeiras as afirmativas 1, 2 e 3 juntas.
❌ D) Errada. A afirmativa 4 é falsa, pois não houve apoio significativo de escravos e libertos da colônia espanhola de Cuba na revolução haitiana.
📋 Ficha pedagógica
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13CHS101Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
EM13CHS301Problematizar hábitos e práticas individuais e coletivos de produção, reaproveitamento e descarte de resíduos em metrópoles, áreas urbanas e rurais, e comunidades com diferentes características socioeconômicas, e elaborar e/ou selecionar propostas de ação que promovam a sustentabilidade socioambiental, o combate à poluição sistêmica e o consumo responsável.

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Sobre estas questões

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Posso usar estas questões do UFPR com meus alunos?

Sim, você pode imprimir, adaptar ou incluir em simulados livremente. As questões são de uso educacional gratuito para professores.

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