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UFPR 2013 Língua Portuguesa18 questões

18 Questões de Língua Portuguesa do UFPR 2013

Veja 2 questões-amostra do UFPR 2013 com gabarito comentado e análise pedagógica completa. Monte um simulado com as 18 questões em segundos.

Sobre estas questões de Língua Portuguesa do UFPR 2013

Esta página reúne 18 questões de Língua Portuguesa do UFPR 2013 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 2 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.

18
Questões no banco
0F · 0M · 10D
Distribuição (amostra)
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Compreender, Análise, Compreender|Análise
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: Interpretativo

Como usar: professores podem aplicar estas questões do UFPR 2013 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.

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Questão 1 UFPR 2013BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender

Conversando com os mortos Neste exato instante em que seus olhos passam por estas linhas, está ocorrendo um pequeno milagre da tecnologia. Não, não estou falando do computador nem da transmissão de dados pela internet, mas da boa e velha leitura, inventada pela primeira vez cerca de 5.500 anos atrás. Para nós, leitores experimentados, ela parece a coisa mais natural do mundo, mas isso não passa de uma ilusão. Ler não apenas não é natural como ainda envolve cooptar uma complexa rede de processos neurológicos que surgiram para outras finalidades. Acho que dá até para argumentar que a escrita é a mais fundamental criação da humanidade. Ela nos permitiu ampliar nossa memória para horizontes antes inimagináveis. Não fosse por ela, jamais teríamos atingido os níveis de acúmulo, transmissão e integração de conhecimento que logramos obter. Nosso modo de vida provavelmente não diferiria muito daquele experimentado por nossos ancestrais do Neolítico. A conclusão é que, de alguma forma, conseguimos adaptar nosso cérebro de primatas para lidar com a escrita. Para Stanislas Dehaene (matemático e neurocientista francês), operou aqui o fenômeno da reciclagem neuronal, pelo qual processos que surgiram para outras funções foram recrutados para a leitura. A coisa funcionou tão bem que nos tornamos capazes de ler com proficiência e rapidez, obtendo a façanha de absorver a linguagem através da visão, algo para o que nosso corpo e mente não foram desenhados. Antes de continuar, é preciso qualificar um pouco melhor esse "funcionou tão bem". É claro que funcionou, tanto que me comunico agora com você, leitor, através desse código especial. Mas, se você puxar pela memória, vai se lembrar de que teve de aprender a ler, um processo que, na maioria esmagadora dos casos, exigiu instrução formal e vários anos de treinamento até atingir a presente eficiência. Enquanto a aquisição da linguagem oral ocorre, esta sim, naturalmente e sem esforço (basta jogar uma criança pequena numa comunidade linguística qualquer que ela "ganha" o idioma), a escrita/leitura precisa ser ensinada e praticada. As dificuldades não são poucas. Começam nos olhos (só conseguimos ler o que é captado pela fóvea) e se estendem por todo o tecido neuronal. Um problema particularmente interessante é o da invariância. Como o cérebro faz para concluir que A, a, a, a, ?? são a mesma letra, apesar dos diferentes desenhos? Pior, mesmo quando fazemos uma sopa de fontes e misturamos tudo, continuamos DECIFRANDO A MENSAGEM COM POUCA PERDA DE VELOCIDADE. A partir da leitura do texto, considere as seguintes afirmativas: 1. A escrita é um recurso tecnológico, um código, e sua invenção redimensionou o conhecimento humano. 2. Na escrita, observa-se o problema da invariância quando um mesmo sinal gráfico é usado para representar letras diferentes. 3. O aprendizado da leitura é análogo ao da oralidade: ambos dependem de instrução formal e treinamento. 4. A escrita não possibilita apenas a ampliação da memória humana, mas também a interligação e o compartilhamento de informações. Corresponde(m) ao ponto de vista de Schwartsman no texto a(s) afirmativa(s):

  1. A) 1 apenas.
  2. B) 2 apenas.
  3. C) 2 e 3 apenas.
  4. D) 1 e 4 apenas.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
✅ Resposta correta: D

CORRETA. As afirmativas 1 e 4 refletem o ponto de vista do autor, que destaca a escrita como recurso tecnológico que ampliou o conhecimento e possibilita a ampliação da memória e o compartilhamento de informações.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Está incorreta porque, embora a afirmativa 1 seja verdadeira, a questão pede as afirmativas que correspondem ao ponto de vista do autor, e a afirmativa 4 também está correta segundo o texto, mas a alternativa A considera apenas a 1.
❌ B) Errada. A afirmativa 2 está incorreta, pois o problema da invariância não é quando um mesmo sinal gráfico representa letras diferentes, mas quando diferentes formas representam a mesma letra.
❌ C) Errada. A afirmativa 2 está incorreta, e a 3 também, pois o texto destaca que o aprendizado da leitura não é análogo ao da oralidade, que ocorre naturalmente.
📋 Ficha pedagógica
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Questão 2 UFPR 2013BNCC EM13LP01Difícil🧠 Compreender

Conversando com os mortos Neste exato instante em que seus olhos passam por estas linhas, está ocorrendo um pequeno milagre da tecnologia. Não, não estou falando do computador nem da transmissão de dados pela internet, mas da boa e velha leitura, inventada pela primeira vez cerca de 5.500 anos atrás. Para nós, leitores experimentados, ela parece a coisa mais natural do mundo, mas isso não passa de uma ilusão. Ler não apenas não é natural como ainda envolve cooptar uma complexa rede de processos neurológicos que surgiram para outras finalidades. Acho que dá até para argumentar que a escrita é a mais fundamental criação da humanidade. Ela nos permitiu ampliar nossa memória para horizontes antes inimagináveis. Não fosse por ela, jamais teríamos atingido os níveis de acúmulo, transmissão e integração de conhecimento que logramos obter. Nosso modo de vida provavelmente não diferiria muito daquele experimentado por nossos ancestrais do Neolítico. A conclusão é que, de alguma forma, conseguimos adaptar nosso cérebro de primatas para lidar com a escrita. Para Stanislas Dehaene (matemático e neurocientista francês), operou aqui o fenômeno da reciclagem neuronal, pelo qual processos que surgiram para outras funções foram recrutados para a leitura. A coisa funcionou tão bem que nos tornamos capazes de ler com proficiência e rapidez, obtendo a façanha de absorver a linguagem através da visão, algo para o que nosso corpo e mente não foram desenhados. Antes de continuar, é preciso qualificar um pouco melhor esse "funcionou tão bem". É claro que funcionou, tanto que me comunico agora com você, leitor, através desse código especial. Mas, se você puxar pela memória, vai se lembrar de que teve de aprender a ler, um processo que, na maioria esmagadora dos casos, exigiu instrução formal e vários anos de treinamento até atingir a presente eficiência. Enquanto a aquisição da linguagem oral ocorre, esta sim, naturalmente e sem esforço (basta jogar uma criança pequena numa comunidade linguística qualquer que ela "ganha" o idioma), a escrita/leitura precisa ser ensinada e praticada. As dificuldades não são poucas. Começam nos olhos (só conseguimos ler o que é captado pela fóvea) e se estendem por todo o tecido neuronal. Um problema particularmente interessante é o da invariância. Como o cérebro faz para concluir que A, a, a, a, ?? são a mesma letra, apesar dos diferentes desenhos? Pior, mesmo quando fazemos uma sopa de fontes e misturamos tudo, continuamos DECIFRANDO A MENSAGEM COM POUCA PERDA DE VELOCIDADE. Para a adequada interpretação do texto, é necessário identificar a que informações apresentadas previamente correspondem algumas expressões de sentido vago empregadas pelo autor. Considere as seguintes correspondências: 1. "Isso" (linha 3) refere-se à existência de leitores experientes. 2. "Aqui" (linha 11) refere-se à adaptação do cérebro para o uso da escrita. 3. "A coisa" (linha 12) refere-se ao fenômeno da reciclagem neuronal. 4. "Algo" (linha 13) refere-se ao deslocamento de processos de sua função original para possibilitar a leitura. Assinale a alternativa correta.

  1. A) Somente a afirmativa 4 é verdadeira.
  2. B) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
  3. C) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
  4. D) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
✅ Resposta correta: B

CORRETA. As afirmativas 2 e 3 estão corretas: "aqui" refere-se à adaptação do cérebro para a escrita, e "a coisa" refere-se ao fenômeno da reciclagem neuronal. A afirmativa 4 também é verdadeira, mas a questão oficial considera apenas 2 e 3 como corretas.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. A afirmativa 4 é verdadeira, mas a 1 é falsa, pois "isso" (linha 3) refere-se ao milagre da tecnologia da leitura, não à existência de leitores experientes.
❌ C) Errada. Embora as afirmativas 2 e 3 sejam verdadeiras, a 4 não é considerada correta no gabarito oficial, e a 1 é falsa.
❌ D) Errada. A afirmativa 1 é falsa, pois "isso" não se refere à existência de leitores experientes, e a 4 é verdadeira, mas a combinação não está correta.
📋 Ficha pedagógica
Raciocínio: Interpretativo
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13LP01Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.

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Sobre estas questões

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Perguntas frequentes

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