Sobre estas questões de História do UNESP 2024
Esta página reúne 10 questões de História do UNESP 2024 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 6 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.
O que estas questões cobram: significado histórico do Carnaval; ideologias políticas brasileiras; América pré-colombiana e Estados nacionais; economia agroexportadora brasileira.
Objetivos pedagógicos principais: diagnostico · avaliacao.
0F · 10M · 0D
Distribuição (amostra)
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Analisar, Aplicar
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: Crítico, Dedutivo
Como usar: professores podem aplicar estas questões do UNESP 2024 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.
Simulado do UNESP 2024 em segundos
Gere um simulado personalizado com gabarito e folha de respostas usando as 10 questões deste recorte. Veja os planos:
Ver planos A partir de R$ 29,90/mês
Questão 1 UNESP 2024BNCC EM13CHS101Média🧠 Analisar⏱ medio
O que o Carnaval [na Idade Moderna] significava para o povo que participava dele? Num sentido, a pergunta é desnecessária. O Carnaval era um feriado, uma brincadeira, um fim em si mesmo, dispensando qualquer explicação ou justificativa. Era uma ocasião de êxtase e liberação. [...] Por que o povo usava máscaras com narigões, por que atiravam ovos? [...] Havia três temas principais no Carnaval, reais e simbólicos: comida, sexo e violência. (Peter Burke. Cultura popular na Idade Moderna, 1989.) 'O Carnaval sempre foi um ato político, ele está longe de ser uma festa de alienação [...]', diz o historiador e professor Luiz Antonio Simas. [...] 'O Carnaval quebra um padrão de normatividade que é regra durante todo o ano. É nesse momento que os grupos mais vulneráveis se sentem mais livres para exercer toda a sua diversidade', diz Simas. (Isabela Palhares. 'Carnaval pós-restrições da pandemia é apoteose da folia, dizem historiadores'. www.folha.uol.com.br, 20.02.2023.) UNESP - 2024
- A) coincidem, ao indicar contradições da festa: a alegria da manifestação dos prazeres individuais e a tristeza diante da extrema violência do evento.
- B) coincidem, ao identificar duas dimensões da festa: uma mais imediata, a do prazer, e outra mais profunda, a de transformação comportamental.
- C) divergem, ao caracterizar a festa na Idade Moderna como ação política e a festa nos dias de hoje como puro divertimento e lazer.
- D) coincidem, ao mencionar os problemas da festa: um de ordem pública, a explicitação do sexo, e um de ordem privada, a carência alimentar.
- E) divergem, ao expor a autenticidade e espontaneidade da festa na Idade Moderna e o artificialismo e convencionalismo da festa nos dias de hoje.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
significado histórico do Carnaval
💡 Dica de resolução
Compare as interpretações dos autores sobre o significado do Carnaval na Idade Moderna.
✅ Resposta correta: B
A alternativa está correta porque ambos os textos apontam que o Carnaval tem dois níveis de significado: um imediato, ligado ao prazer, à brincadeira e à 'liberação'; outro mais profundo, onde o Carnaval funciona como um espaço de transformação social e comportamental. Peter Burke fala da liberação dos desejos e normas; Luiz Antonio Simas destaca que o Carnaval permite que grupos marginalizados expressem sua diversidade, rompendo regras sociais. Portanto, os dois autores percebem a festa tanto como diversão, quanto como momento de mudança na dinâmica social.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Incorreta porque os textos não apontam uma contradição entre alegria e tristeza, nem focam a extrema violência do Carnaval. Ambos realçam as dimensões de prazer, liberação e transformação, sem polarizar sentimentos ou destacar a violência como elemento central.
❌ C) Incorreta porque nenhuma das fontes opõe política e diversão nem limita o passado à dimensão política e o presente ao lazer. Pelo contrário, ambos reconhecem nuances políticas e transformadoras do Carnaval em diferentes épocas.
❌ D) Incorreta porque não há referência nos textos a problemas de ordem pública relacionados à explicitação de sexo nem a questões de carência alimentar no âmbito privado. Os temas apontados são simbólicos e culturais, não problemas práticos nesses termos.
❌ E) Incorreta pois não há contraposic¸ão entre autenticidade no passado e artificialidade no presente. Os textos destacam continuidades de significado e função do Carnaval, observando tanto espontaneidade quanto transformação ao longo do tempo.
📚 Reveja antes de resolver
estude o contexto social e político do Carnaval na Idade Moderna
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: historico
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 2 UNESP 2024BNCC EM13CHS602Média🧠 Analisar⏱ medio
Não reconhecendo nós outra soberania mais do que a soberania do povo, para ela apelamos. [...] Neste país, que se presume constitucional, e onde só deveriam ter ação poderes delegados, há só um poder ativo, [...] poder sagrado inviolável e irresponsável. O privilégio, em todas as suas relações com a sociedade — tal é, em síntese, a fórmula social e política do nosso país —, privilégio de religião, privilégio de raça, privilégio de sabedoria, privilégio de posição, isto é, todas as distinções arbitrárias e odiosas que criaram no seio da sociedade civil e política a monstruosa superioridade de um sobre todos ou de alguns sobre muitos. [...] A autonomia das províncias é, pois, para nós mais do que um interesse imposto pela solidariedade dos direitos e das relações provinciais, é um princípio cardeal e solene que inscrevemos na nossa bandeira. ('Manifesto Republicano de 1870'. In: Américo Brasiliense. Os programas dos partidos e o 2º Império, 1878.) UNESP - 2024
- A) racista e liberal.
- B) federalista e socialista.
- C) socialista e unitarista.
- D) unitarista e racista.
- E) democrata e federalista.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
ideologias políticas brasileiras
💡 Dica de resolução
Analise as características políticas mencionadas no texto para identificar as ideologias correspondentes.
✅ Resposta correta: E
O Manifesto Republicano de 1870 defende claramente a soberania do povo e combate privilégios baseados em raça, religião, saber e posição, mostrando compromisso com princípios democráticos (igualdade de direitos e participação popular). Além disso, exige a autonomia das províncias brasileiras, o que é a essência do federalismo (divisão do poder entre governo central e províncias/estados). Assim, o trecho demonstra que o movimento era contra o centralismo imperial e a favor do federalismo, sem defender monarquia ou concentração de poder.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A alternativa está incorreta porque, apesar do Manifesto Republicano ser liberal em alguns aspectos do pensamento político, ele não é racista. Ao contrário, o trecho critica privilégios de raça, religião e posição, rejeitando distinções arbitrárias na sociedade. Portanto, não faz sentido classificá-lo como racista, e o liberalismo, apesar de presente, não é a marca central do manifesto.
❌ B) A alternativa está incorreta porque, embora o Manifesto Republicano claramente defenda a federalização (autonomia das províncias), ele não é um texto socialista. O manifesto não faz referência a abolir a propriedade privada ou propor igualdade econômica, pautas tradicionais do socialismo; sua crítica é ao privilégio político, não à estrutura econômica capitalista.
❌ C) A alternativa está incorreta porque o manifesto não apresenta proposições socialistas, conforme explicado acima, e é explicitamente federalista, ao exigir a autonomia das províncias. O termo 'unitarista' implica defender um poder central forte, o oposto do que o texto propõe.
❌ D) A alternativa está incorreta porque o manifesto é abertamente contrário ao racismo, criticando privilégios de raça, e também rejeita o unitarismo, ao defender explicitamente a autonomia das províncias e maior descentralização política.
📚 Reveja antes de resolver
Estude os conceitos de federalismo, unitarismo e democracia no Brasil.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: historico
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 3 UNESP 2024BNCC EM13CHS102Média🧠 Analisar⏱ medio
A América independente, a América Latina, traz no íntimo a América pré-colombiana, que desponta por todos os seus poros, resistindo ao novo cerco, agora em forma de Estados nacionais que se estabeleceram violentando as linhas históricas de demarcação das diferentes culturas. Em muitos casos, os povos foram fragmentados pelas fronteiras nacionais, e seus fluxos, interrompidos ou entrecortados. (Ana Esther Ceceña. 'Uma versão mesoamericana da América Latina'. In: Adauto Novaes (org.). Oito visões da América Latina, 2006.) UNESP - 2024
- A) pois as lutas pela emancipação política do continente incorporaram valores e princípios culturais dos povos nativos americanos.
- B) pois os caminhos da história latino-americana permitiram a integração e a miscigenação dos povos originários do continente com europeus e africanos.
- C) apesar de os processos históricos posteriores à Conquista europeia e à formação nacional terem imposto outra configuração territorial ao continente.
- D) apesar de o avanço dos interesses econômicos britânicos no continente ter provocado um maior interesse pelas tradições culturais anglo-saxônicas.
- E) apesar de os povos originários do continente terem sido dizimados no momento da Conquista europeia e substituídos por africanos escravizados.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
América pré-colombiana e Estados nacionais
💡 Dica de resolução
Analise a relação entre a América pré-colombiana e os Estados nacionais na América Latina.
✅ Resposta correta: C
A alternativa C está correta porque destaca que a América Latina independente ainda guarda marcas da América pré-colombiana, mesmo com as profundas transformações históricas provocadas pela colonização europeia e pela criação de estados nacionais. O texto fala que as linhas tradicionais das culturas indígenas foram violentadas, pois as novas fronteiras dos países dividiram povos originários e interromperam seus fluxos culturais. Assim, apesar das mudanças territoriais e políticas, elementos das culturas indígenas continuam presentes e resistentes nas sociedades latino-americanas.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Incorreta porque o texto aponta que as linhas históricas das culturas pré-colombianas foram violentadas pelos Estados nacionais, indicando uma imposição e não incorporação dos valores tradicionais dos povos nativos durante a emancipação política.
❌ B) Está incorreta pois o texto fala sobre fragmentação e interrupção dos fluxos culturais originários, não de integração e miscigenação plena entre indígenas, europeus e africanos. O foco é a ruptura e não a síntese cultural.
❌ D) Errada por atribuir destaque à influência anglo-saxônica e aos interesses britânicos, elementos ausentes e irrelevantes no extrato textual, cujo enfoque é o impacto da Conquista europeia (ibérica) e das fronteiras nacionais impostas.
❌ E) Está incorreta porque pressupõe a extinção total dos povos originários, o que o texto explicitamente nega ao falar da persistência da América pré-colombiana, e ainda sugere uma substituição populacional que não é abordada.
📚 Reveja antes de resolver
Estude a formação dos Estados nacionais e a persistência das culturas indígenas na América Latina.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: historico
Papel na prova: consolidacao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: alto
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 4 UNESP 2024BNCC EM13CHS102Média🧠 Analisar⏱ medio
Analise a imagem, que mostra a queima de café em Santos, SP, em 1931. [IMAGEM] UNESP - 2024
- A) da ausência de um plano de apoio governamental ao agronegócio, motor das exportações brasileiras.
- B) da disposição de Vargas de destruir estoques de café para reduzir a força política e econômica dos cafeicultores paulistas.
- C) dos limites do projeto varguista de erradicar a fome no país por meio da proibição da exportação de alimentos.
- D) do projeto de industrialização implementado por Vargas, que retirava a subvenção ao setor agrário.
- E) dos impasses de uma economia de base agroexportadora, afetada pela contração do mercado consumidor internacional.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
economia agroexportadora brasileira
💡 Dica de resolução
Observe o contexto histórico da queima de café e relacione com a economia da época.
✅ Resposta correta: E
A queima do café foi resultado da crise econômica mundial após 1929, quando a queda do consumo internacional fez os estoques crescerem e os preços despencarem. Como o Brasil dependia muito da exportação do café, o governo optou por destruir parte do produto para diminuir a oferta mundial e tentar sustentar os preços. Isso reflete os limites e impasses de uma economia baseada quase exclusivamente na exportação de um único produto (cafeicultura), vulnerável a crises externas.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Incorreta, pois havia sim intervenção e planos de apoio governamental ao setor cafeeiro, manifestados nas políticas de defesa do café, inclusive pelo próprio governo Vargas, que manteve práticas de valorização do produto. O problema principal foi a crise internacional de 1929 e suas consequências sobre o mercado consumidor, não ausência de ações estatais.
❌ B) Incorreta, pois a queima de café não foi motivada por uma intenção de Vargas de enfraquecer politicamente os paulistas, mas sim como tentativa de valorizar o preço do café diante do excesso de oferta e queda de preços internacionais. A medida respondia a uma crise econômica, não a uma manobra antipaulista direta.
❌ C) Incorreta porque o projeto varguista não tinha como objetivo usar a queima para erradicar fome, nem houve proibição de exportação de alimentos no contexto. Na realidade, a queima foi mecanismo de defesa de preços em contexto de excesso de oferta e queda de demanda internacional, visando proteger cafeicultores do colapso econômico.
❌ D) Incorreta, pois embora Vargas iniciasse avanços na industrialização, a queima de café relaciona-se à crise do setor agroexportador no pós-1929, e não à retirada de subsídios ou incentivos como parte de um projeto industrializador. O governo provisório seguiu apoiando o café até meados de 1930.
📚 Reveja antes de resolver
estude a economia brasileira e o impacto da crise de 1929 no setor cafeeiro
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: historico
Papel na prova: consolidacao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: alto
Autonomia do enunciado: depende_imagem
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 5 UNESP 2024BNCC EM13CHS102Média🧠 Analisar⏱ medio
Era a Índia que nos sustentava nas dificuldades de nossas circunstâncias. Era um aspecto de nossa identidade, da identidade comum que tínhamos desenvolvido e que, na Trinidad multirracial, se tornara uma identidade racial. Era essa a identidade que eu levava para a Índia em minha primeira visita em 1962. Ao chegar, percebi que isso nada significava na Índia. A ideia de uma comunidade indiana — na verdade uma ideia europeia de nossa identidade indiana — apenas tinha sentido quando a comunidade era muito pequena, minoritária e isolada. Na torrente da Índia, com suas centenas de milhões, onde a ameaça era o caos e o vazio, essa noção europeia em nada ajudava. (V.S. Naipaul. Índia: um milhão de motins agora, 1997.) UNESP - 2024
- A) um impasse sociopolítico na Índia atual, pois o país teve um passado glorioso, mas não conseguiu se reorganizar politicamente e economicamente após o fim do domínio colonial britânico sobre a região.
- B) uma continuidade entre a Índia do período de colonização europeia e a Índia independente, pois os indianos que vivem dentro e fora do país sentem-se pertencentes ao mesmo grupo nacional-identitário.
- C) uma identidade comum de origem religiosa, que se manifesta de maneira igual no conjunto de indianos que vivem na Índia e nas comunidades de descendentes de indianos organizadas em outros países.
- D) um descompasso entre a percepção da Índia que se tem de fora do país asiático, e que é afetada por valores nacionais de origem europeia, e a percepção que os próprios indianos têm de seus vínculos sociais.
- E) uma ruptura entre o passado histórico indiano, que se associa ao domínio político-militar que o país exerceu sobre o subcontinente asiático, e o presente de superpopulação provocada pela colonização europeia.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
identidade cultural e percepções sociais
💡 Dica de resolução
Compare as percepções internas e externas sobre a identidade indiana.
✅ Resposta correta: D
A alternativa D está correta porque, no texto, o autor descreve como a identidade indiana construída em comunidades fora da Índia (como em Trinidad e Tobago) é diferente da forma como os próprios indianos, vivendo no país, percebem sua identidade. Essa diferença existe porque, fora da Índia, a noção de ser indiano é influenciada por valores e ideias europeias — resultado do colonialismo —, o que gera uma visão simplificada ou artificial desta identidade. Já na Índia, diante da enorme diversidade cultural, religiosa e social, as identidades são muito mais complexas e fragmentadas. Assim, existe um descompasso entre como se vê a Índia de fora (por descendentes ou estrangeiros) e como ela é vivida internamente pelos próprios indianos.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Incorreta, pois o texto não discute um impasse sociopolítico gerado pelo passado colonial glorioso indiano, nem afirma que o país não se reorganizou. O foco do excerto está nas percepções identitárias e não no sucesso ou fracasso político-econômico pós-colonial.
❌ B) Incorreta, porque o autor pontua justamente a diferença de identidade entre a Índia interna e as comunidades indianas na diáspora, indicando um descompasso e não continuidade no sentimento de pertencimento.
❌ C) Incorreta, já que o texto não vincula a identidade a uma origem religiosa comum, tampouco diz que tal identidade se manifesta igual em todos os grupos; ao contrário, enfatiza o caráter diferenciado e até ilusório da noção de identidade 'indiana' fora do próprio país.
❌ E) Errada, porque a ruptura mencionada na alternativa não corresponde ao conteúdo do texto, que sequer trata de um domínio passado sobre o subcontinente ou superpopulação como consequência da colonização europeia.
📚 Reveja antes de resolver
estude identidade cultural e percepções sociais em contextos históricos
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: historico
Papel na prova: consolidacao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: alto
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 6 UNESP 2024BNCC EM13CHS102Média🧠 Analisar⏱ medio
O verdadeiro horror dos campos de concentração e de extermínio residia no fato de os internados, mesmo que conseguissem manter-se vivos, estarem mais isolados do mundo dos vivos do que se tivessem morrido, porque o horror completava o esquecimento. No mundo concentracionário, mata-se um homem tão impessoalmente como se mata um mosquito. Uma pessoa pode morrer em consequência de tortura ou de fome sistemática, ou porque o campo está superpovoado e há necessidade de liquidar o material humano supérfluo. (Hannah Arendt. O sistema totalitário, 1978.) UNESP - 2024
- A) à ausência de condições básicas de higiene.
- B) à coisificação dos prisioneiros.
- C) ao respeito aos direitos humanos.
- D) ao prevalecimento do nacionalismo.
- E) à escravização dos prisioneiros.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
desumanizacao nos campos concentracao
💡 Dica de resolução
Analise o texto para identificar a ideia central sobre o tratamento dos prisioneiros.
✅ Resposta correta: B
O excerto destaca que nos campos nazistas a morte era impessoal e as pessoas eram tratadas como ‘material humano supérfluo’. Isso significa que os prisioneiros deixavam de ser vistos como indivíduos e passaram a ser tratados como coisas descartáveis, sem valor próprio. Esse processo é chamado de coisificação: as pessoas perdem sua humanidade e são tratadas como objetos, o que evidencia a extrema desumanização promovida pelo regime nazista.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Incorreta. O texto de Hannah Arendt não destaca as condições de higiene nos campos de concentração, mas sim a desumanização sistemática sofrida pelos internados, demonstrando uma violência muito mais profunda do que a falta de higiene material.
❌ C) Incorreta. O texto indica o oposto: a violação absoluta dos direitos humanos pela impessoalidade das mortes e a negação de dignidade aos presos, e não qualquer respeito a direitos ou garantias.
❌ D) Incorreta. O prevalecimento do nacionalismo, apesar de ser uma característica do nazismo, não é abordado nesse trecho. O foco do texto está na desumanização dos prisioneiros e na lógica do extermínio, não em questões nacionalistas.
❌ E) Incorreta. Embora o trabalho forçado também tenha ocorrido nos campos, o excerto não trata de escravização, mas de uma violência mais radical: a coisificação e o extermínio impessoal dos indivíduos internados.
📚 Reveja antes de resolver
Estude o conceito de desumanização e totalitarismo.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: historico
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13CHS101Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
EM13CHS102Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
EM13CHS205Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, no Brasil e no mundo contemporâneo, com destaque para as culturas juvenis.
EM13CHS602Identificar e caracterizar a presença do paternalismo, do autoritarismo e do populismo na política, na sociedade e nas culturas brasileira e latino-americana, em períodos ditatoriais e democráticos, relacionando-os com as formas de organização e de articulação das sociedades em defesa da autonomia, da liberdade, do diálogo e da promoção da democracia, da cidadania e dos direitos humanos na sociedade atual.
🔓 Este recorte vira um simulado inteiro
Você viu 2 questões com análise pedagógica. Com o GeraProva, o UNESP 2024 vira, em segundos:
- Simulado completo com as 10 questões + gabarito e folha de respostas
- Análise pedagógica (Bloom, dificuldade, cobertura BNCC)
- Misture anos, matérias e dificuldade num único simulado
- Salvar suas questões favoritas e reusar quando quiser
Ver planos e desbloquear A partir de R$ 29,90/mês · cancele quando quiser
Sobre estas questões
Questões de prova oficial do UNESP 2024, com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável.
Para montar simulados completos e provas personalizadas,
veja os planos do GeraProva.
Perguntas frequentes
Posso usar estas questões do UNESP com meus alunos?
Sim, você pode imprimir, adaptar ou incluir em simulados livremente. As questões são de uso educacional gratuito para professores.
Como montar um simulado com estas questões?
Crie uma conta grátis no GeraProva, escolha a fonte, o ano e a matéria, e em menos de 1 minuto você recebe o simulado pronto com gabarito.
Quantas questões vocês têm deste vestibular?
Temos 10 questões do UNESP 2024 em História. Cadastre-se grátis para acessar todas.