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UNESP 2018 Língua Portuguesa20 questões

20 Questões de Língua Portuguesa do UNESP 2018

Veja 2 questões-amostra do UNESP 2018 com gabarito comentado e análise pedagógica completa. Monte um simulado com as 20 questões em segundos.

Sobre estas questões de Língua Portuguesa do UNESP 2018

Esta página reúne 20 questões de Língua Portuguesa do UNESP 2018 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 6 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.

O que estas questões cobram: interpretação de texto literário; relações de sentido textual; emprego da vírgula na elipse verbal; figuras de linguagem, antítese.

Objetivos pedagógicos principais: diagnostico · avaliacao.

20
Questões no banco
0F · 10M · 0D
Distribuição (amostra)
6
Contextualizadas
8
Interdisciplinares
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Analisar, Compreender, Lembrar
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: Crítico, Dedutivo

Como usar: professores podem aplicar estas questões do UNESP 2018 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.

Simulado do UNESP 2018 em segundos

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Questão 1 UNESP 2018BNCC EM13LP10Média🧠 Compreender⏱ medio

Leia o excerto do “Sermão do bom ladrão”, de Antônio Vieira (1608-1697), para responder às questões de 02 a 08. Navegava Alexandre [Magno] em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia; e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício; porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: “Basta, Senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador?”. Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. Mas Sêneca, que sabia bem distinguir as qualidades, e interpretar as significações, a uns e outros, definiu com o mesmo nome: [...] Se o rei de Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata; o ladrão, o pirata e o rei, todos têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome. UNESP - 2018

  1. A) dissimulada.
  2. B) ousada.
  3. C) enigmática.
  4. D) servil.
  5. E) hesitante.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

interpretação de texto literário

💡 Dica de resolução

Analise o comportamento do pirata no texto para identificar a característica correta.

✅ Resposta correta: B

A alternativa está correta porque o pirata, mesmo diante de Alexandre Magno, um imperador poderoso, responde sem medo e desafia a autoridade do rei ao comparar suas ações. Ele expõe a hipocrisia de considerar ladrão apenas o pequeno ladrão, enquanto os grandes roubos de um imperador são vistos como feitos gloriosos. Esse confronto direto e destemido mostra ousadia, já que o pirata não se intimida e questiona a moralidade dos poderosos.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A resposta do pirata não procura enganar ou esconder suas intenções; pelo contrário, ela é direta e franca, confrontando Alexandre abertamente, sem subterfúgios. Poderíamos dizer até que o pirata é transparente em sua acusação.
❌ C) A fala do pirata não é enigmática; ela é clara e objetiva ao demonstrar o paradoxo entre o poder e a moral. Não há mistério ou ambiguidade em seu argumento, apenas uma comparação direta.
❌ D) Ao invés de adotar uma postura submissa ou de bajulação, o pirata enfrenta Alexandre sem medo, contrariando-o frontalmente, o que descarta qualquer traço de servilismo.
❌ E) A resposta do pirata é firme e assertiva, demonstrando segurança e autoconfiança em sua argumentação. Não há qualquer hesitação ou dúvida em suas palavras.
📚 Reveja antes de resolver

estudo de figuras de linguagem e análise de personagens

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico
Questão 2 UNESP 2018BNCC EM13LGG202Média🧠 Analisar⏱ medio

“Se o rei de Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata; o ladrão, o pirata e o rei, todos têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.” (1º parágrafo) Em relação ao trecho que o sucede, o trecho destacado tem sentido de UNESP - 2018

  1. A) condição.
  2. B) proporção.
  3. C) finalidade.
  4. D) causa.
  5. E) consequência.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

relações de sentido textual

💡 Dica de resolução

Analise a relação entre as ideias no trecho destacado para identificar o sentido correto.

✅ Resposta correta: A

O trecho destacado tem sentido de condição porque apresenta uma situação hipotética ('Se o rei de Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata...'), ou seja, caso o rei aja como ladrão ou pirata, então merece o mesmo julgamento. O uso da palavra 'se' indica claramente uma condição para que algo aconteça, estabelecendo uma circunstância necessária para o resultado mencionado.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) Proporção está errada porque essa relação ocorre entre duas grandezas que aumentam ou diminuem ao mesmo tempo, o que não é o caso do trecho analisado. Aqui não há ideia de quantidade ou comparação crescente/decrescente.
❌ C) Finalidade se refere ao propósito ou à intenção de uma ação, geralmente indicado por construções como 'para que'. O trecho destacado fala de algo que pode acontecer, não do objetivo de uma ação.
❌ D) Causa indica o motivo pelo qual algo acontece, e costuma ser expressa por termos como 'porque', 'visto que', 'já que'. O trecho não explica a razão de um fato, mas apresenta uma condição hipotética.
❌ E) Consequência trata do resultado de uma ação ou situação, normalmente indicada por 'de modo que', 'por isso', etc. O foco do trecho é condicional, não no resultado ou efeito de algo que já aconteceu.
📚 Reveja antes de resolver

Estude as conjunções e suas funções na coesão textual.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 3 UNESP 2018BNCC EM13LP05Média🧠 Analisar⏱ curto

No segundo parágrafo, Antônio Vieira torna explícito seu descontentamento com UNESP - 2018

  1. A) o filósofo Sêneca.
  2. B) os príncipes católicos.
  3. C) o imperador Nero.
  4. D) a doutrina estoica.
  5. E) os oradores evangélicos.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

interpretação de texto literário

💡 Dica de resolução

Leia atentamente o segundo parágrafo para identificar o descontentamento de Antônio Vieira.

✅ Resposta correta: E

No segundo parágrafo do texto, Antônio Vieira critica explicitamente os oradores evangélicos, dizendo que eles distorcem ou não seguem corretamente a doutrina cristã ao pregar. Vieira demonstra descontentamento porque acredita que esses oradores abordam temas importantes de forma inadequada ou superficial, o que pode prejudicar a compreensão verdadeira dos ensinamentos religiosos pelo público.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) O descontentamento não é direcionado ao filósofo Sêneca, mas sim aos oradores evangélicos citados no argumento. Sêneca é mencionado apenas como referência histórica e não como alvo de crítica direta no contexto apresentado.
❌ B) Vieira não expressa seu descontentamento especificamente contra os príncipes católicos, ele critica explicitamente certos oradores evangélicos, tornando essa opção incorreta.
❌ C) O imperador Nero é citado para contextualizar fatos históricos, mas não é o foco do desagrado de Vieira. Sua crítica recai sobre o comportamento dos oradores, não sobre o imperador.
❌ D) Embora sejam mencionados elementos da doutrina estoica, Vieira não faz dela alvo de seu descontentamento. Sua crítica está direcionada à atuação dos oradores evangélicos.
📚 Reveja antes de resolver

Estude análise de textos e identificação de opiniões do autor.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: curto
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: direta
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 4 UNESP 2018BNCC EM13LP08Média🧠 Analisar⏱ medio

Verifica-se o emprego de vírgula para indicar a elipse (supressão) do verbo em: UNESP - 2018

  1. A) “Basta, Senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador?” (1º parágrafo)
  2. B) “O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao Inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de maior calibre e de mais alta esfera [...]” (3º parágrafo)
  3. C) “O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres.” (1º parágrafo)
  4. D) “Se o rei de Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata; o ladrão, o pirata e o rei, todos têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.” (1º parágrafo)
  5. E) “Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos: os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor, nem perigo: os outros, se furtam, são enforcados: estes furtam e enforcam.” (3º parágrafo)
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

emprego da vírgula na elipse verbal

💡 Dica de resolução

Identifique onde a vírgula substitui o verbo omitido na frase.

✅ Resposta correta: C

A alternativa C está correta porque nela a vírgula é usada para indicar a elipse (supressão) do verbo. Veja o trecho: 'O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres.' Na parte 'o roubar com muito, os Alexandres', foi suprimido o verbo 'faz', que aparece anteriormente ('faz os piratas'). Ou seja, a frase completa seria 'o roubar com muito poder faz os Alexandres', mas o verbo 'faz' foi omitido e a vírgula ocupa esse lugar, sinalizando que aquele mesmo verbo se repete naquela posição. Essa é uma construção conhecida como elipse de verbo, e o uso da vírgula, nesses casos, indica exatamente essa omissão.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A vírgula utilizada nessa alternativa isola orações e termos, mas não indica elipse de verbo. Todas as orações têm seus verbos explicitamente presentes (ex: 'sou ladrão', 'sois imperador'). Portanto, não há omissão de verbo, apenas separação de partes da frase.
❌ B) A vírgula separa elementos de enumeração (‘não só vão, mas levam’), mas não omite nenhum verbo. Todas as ações possuem verbo próprio explícito, sem necessidade de inferência a partir do contexto.
❌ D) A vírgula serve para separar elementos na enumeração e orações, mas não há omissão de verbo. Tanto 'o ladrão', 'o pirata e o rei' são seguidos por verbos explícitos, sem necessidade de elipse.
❌ E) As vírgulas separam orações e enumerações, porém não indicam a supressão de verbo. Todos os sujeitos têm seus verbos expressos e não é necessário inferir nenhum verbo omitido.
📚 Reveja antes de resolver

Estude o uso da vírgula para indicar elipse do verbo em orações.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 5 UNESP 2018BNCC EM13LP03Média🧠 Analisar⏱ medio

Em um trecho do “Sermão da Sexagésima”, Antônio Vieira critica o chamado estilo culteranista de alguns oradores sacros de sua época nos seguintes termos: “Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário?” Palavras “em fronteira com o seu contrário”, contudo, também foram empregadas por Vieira, conforme se verifica na expressão destacada em: UNESP - 2018

  1. A) “Navegava Alexandre [Magno] em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia” (1º parágrafo)
  2. B) “O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao Inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de maior calibre e de mais alta esfera” (3º parágrafo)
  3. C) “Saibam estes eloquentes mudos que mais ofendem os reis com o que calam que com o que disserem” (2º parágrafo)
  4. D) “Quando li isto em Sêneca, não me admirei tanto de que um filósofo estoico se atrevesse a escrever uma tal sentença em Roma, reinando nela Nero” (2º parágrafo)
  5. E) “Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos” (3º parágrafo)
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

figuras de linguagem, antítese

💡 Dica de resolução

Identifique a expressão que apresenta palavras em oposição, conforme o estilo culteranista.

✅ Resposta correta: C

A alternativa C está correta porque Vieira usa 'eloquentes mudos'. Essa expressão é um exemplo de antítese, figura de linguagem em que duas palavras opostas aparecem juntas: 'eloquente' (quem fala bem) e 'mudo' (quem não fala). Mostra exatamente o que o autor criticava: o uso de palavras de sentido contrário próximas ou interligadas para criar efeito no discurso.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Não apresenta oposição de ideias nem uso de palavras antitéticas. O trecho apenas narra uma ação de Alexandre Magno sem qualquer contraste expressivo entre termos, portanto não exemplifica "palavras em fronteira com o seu contrário".
❌ B) Apesar de mencionar dois tipos de ladrões, o foco não é a oposição binária direta entre palavras ou ideias opostas no mesmo contexto. A construção se baseia mais em gradação e hierarquia ("maior calibre... mais alta esfera") que em antítese.
❌ D) Não há oposição ou antítese clara entre termos. O trecho relata o espanto por uma frase dita em determinado contexto histórico, sem confrontar palavras ou ideias opostas.
❌ E) Expõe uma diferença de escala entre ladrões, mas não constrói uma relação de oposição direta (antítese) entre os termos. Utiliza a comparação (homem vs. cidades/reinos), sem que estejam em fronteira direta de sentidos opostos.
📚 Reveja antes de resolver

Estude antítese e figuras de linguagem em textos literários.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Interdisciplinar
Questão 6 UNESP 2018BNCC EM13LP50Média🧠 Analisar⏱ medio

Assinale a alternativa cuja citação se aproxima tematicamente do “Sermão do bom ladrão” de Antônio Vieira. UNESP - 2018

  1. A) “Rouba um prego, e serás enforcado como um malfeitor; rouba um reino, e tornar-te-ás duque.” (Chuang-Tzu, filósofo chinês, 369-286 a.C.)
  2. B) “Para quem vive segundo os verdadeiros princípios, a grande riqueza seria viver serenamente com pouco: o que é pouco nunca é escasso.” (Lucrécio, poeta latino, 98-55 a.C.)
  3. C) “O dinheiro que se possui é o instrumento da liberdade; aquele que se persegue é o instrumento da escravidão.” (Rousseau, filósofo francês, 1712-1778)
  4. D) “Que o ladrão e a ladra tenham a mão cortada; esta será a recompensa pelo que fizeram e a punição da parte de Deus; pois Deus é poderoso e sábio.” (Alcorão, livro sagrado islâmico, século VII)
  5. E) “Dizem que tudo o que é roubado tem mais valor.” (Tirso de Molina, dramaturgo espanhol, 1584-1648)
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

análise temática de textos literários

💡 Dica de resolução

Compare o tema das citações com o tema do Sermão do bom ladrão.

✅ Resposta correta: A

A citação compara o tratamento dado a ladrões comuns e grandes ladrões, mostrando a hipocrisia e a desigualdade na punição: quem rouba pouco é severamente punido, mas quem comete grandes crimes pode até ser recompensado e reconhecido socialmente. Isso se aproxima do tema central do 'Sermão do bom ladrão', em que Padre Vieira denuncia a injustiça social e a diferença de julgamento entre os poderosos que cometem crimes e os pobres que são duramente castigados por delitos menores. Ambos criticam a desigualdade moral e judicial.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) A frase cita a oposição entre riqueza e serenidade, defendendo a virtude da vida simples, mas não apresenta crítica à desigualdade na punição de delitos ou à justiça desigual, tema central do 'Sermão do Bom Ladrão'.
❌ C) Rousseau discute a relação do dinheiro com a liberdade e escravidão, sem tratar da diferença nas punições aplicadas a quem comete crimes conforme sua condição social ou poder, ponto fundamental do sermão de Vieira.
❌ D) Esta alternativa fala da punição religiosa prevista para o ladrão, sem questionar sua justiça ou igualdade social. O foco está no castigo como desígnio divino, e não em criticar a seletividade da justiça humana.
❌ E) A frase reforça um ditado popular sobre o valor simbólico do roubo, mas não aborda a questão da justiça seletiva nem discute os critérios sociais das punições para crimes iguais, como faz o sermão de Vieira.
📚 Reveja antes de resolver

estude temas e contextos de textos literários e sermões

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13LGG202Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos discursos das diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e verbais), compreendendo criticamente o modo como circulam, constituem-se e (re)produzem significação e ideologias.
EM13LP03Analisar relações de intertextualidade e interdiscursividade que permitam a explicitação de relações dialógicas, a identificação de posicionamentos ou de perspectivas, a compreensão de paráfrases, paródias e estilizações, entre outras possibilidades.
EM13LP05Analisar, em textos argumentativos, os posicionamentos assumidos, os movimentos argumentativos (sustentação, refutação/contra-argumentação e negociação) e os argumentos utilizados para sustentá-los, para avaliar sua força e eficácia, e posicionar-se criticamente diante da questão discutida e/ou dos argumentos utilizados, recorrendo aos mecanismos linguísticos necessários.
EM13LP07Analisar, em textos de diferentes gêneros, marcas que expressam a posição do enunciador frente àquilo que é dito: uso de diferentes modalidades (epistêmica, deôntica e apreciativa) e de diferentes recursos gramaticais que operam como modalizadores (verbos modais, tempos e modos verbais, expressões modais, adjetivos, locuções ou orações adjetivas, advérbios, locuções ou orações adverbiais, entonação etc.), uso de estratégias de impessoalização (uso de terceira pessoa e de voz passiva etc.), com vistas ao incremento da compreensão e da criticidade e ao manejo adequado desses elementos nos textos produzidos, considerando os contextos de produção.
EM13LP08Analisar elementos e aspectos da sintaxe do português, como a ordem dos constituintes da sentença (e os efeito que causam sua inversão), a estrutura dos sintagmas, as categorias sintáticas, os processos de coordenação e subordinação (e os efeitos de seus usos) e a sintaxe de concordância e de regência, de modo a potencializar os processos de compreensão e produção de textos e a possibilitar escolhas adequadas à situação comunicativa.
EM13LP10Analisar o fenômeno da variação linguística, em seus diferentes níveis (variações fonético-fonológica, lexical, sintática, semântica e estilístico-pragmática) e em suas diferentes dimensões (regional, histórica, social, situacional, ocupacional, etária etc.), de forma a ampliar a compreensão sobre a natureza viva e dinâmica da língua e sobre o fenômeno da constituição de variedades linguísticas de prestígio e estigmatizadas, e a fundamentar o respeito às variedades linguísticas e o combate a preconceitos linguísticos.
EM13LP46Compartilhar sentidos construídos na leitura/escuta de textos literários, percebendo diferenças e eventuais tensões entre as formas pessoais e as coletivas de apreensão desses textos, para exercitar o diálogo cultural e aguçar a perspectiva crítica.
EM13LP50Analisar relações intertextuais e interdiscursivas entre obras de diferentes autores e gêneros literários de um mesmo momento histórico e de momentos históricos diversos, explorando os modos como a literatura e as artes em geral se constituem, dialogam e se retroalimentam.

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