Questão 1 ENEM 2021BNCC EM13LP06Média🧠 Compreender⏱ medio
ENEM - 2021 En el suelo, apoyado en el mostrador, se acurrucaba, inmóvil como una cosa, un hombre muy viejo. Los muchos años lo habían reducido y pulido como las aguas a una piedra o las generaciones de los hombres a una sentencia. Era oscuro, chico y reseco, y estaba como fuera del tiempo, en una eternidad.
BORGES, J. L. Artificios. Madri: Alianza Cien, 1995 No âmbito literário, são mobilizados diferentes recursos que visam à expressividade. No texto, a analogia estabelecida pela expressão “como las aguas a una piedra” tem a função de
No âmbito literário, são mobilizados diferentes recursos que visam à expressividade. No texto, a analogia estabelecida pela expressão “como las aguas a una piedra” tem a função de
- A) Enfatizar a ação do tempo sobre a personagem.
- B) Descrever a objetificação do ambiente.
- C) Expor a anacronia da personagem
- D) Caracterizar o espaço do conto.
- E) Narrar a perenidade da velhice
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
analogias literárias
💡 Dica de resolução
Analise a função da analogia no contexto do texto.
✅ Resposta correta: A
A expressão enfatiza como o tempo molda a personagem, comparando-a à pedra que é polida pelas águas, o que justifica a alternativa como correta.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) A objetificação do ambiente não é o foco da expressão, que se concentra na transformação da personagem pelo tempo.
❌ C) A anacronia refere-se a desajustes temporais, o que não é abordado na analogia apresentada.
❌ D) A caracterização do espaço não é o objetivo da analogia, que se concentra na figura do homem velho.
❌ E) Embora a velhice seja mencionada, a expressão não narra a perenidade, mas sim a ação do tempo sobre a personagem.
📚 Reveja antes de resolver
Revisar o uso de analogias e suas funções em textos literários.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: consolidacao
Peso pedagógico: alto
Poder de discriminação: alto
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico
Questão 2 ENEM 2021BNCC EM13LP07Média🧠 Compreender⏱ medio
ENEM - 2021 **A draga**
A gente não sabia se aquela draga tinha nascido ali, no porto, como um pé de árvore ou uma duna.
– E que fosse uma casa de peixes?
Meia dúzia de loucos e bêbados moravam dentro dela, enraizados em suas ferragens.
Dos viventes da draga era um o meu amigo Mário-pega-sapo.
\[…\]
Quando Mário morreu, um literato oficial, em necrológico caprichado, chamou-o de Mário-Captura-Sapo! Ai que dor!
Ao literato cujo fazia-lhe nojo a forma coloquial.
Queria _captura_ em vez de _pega_ para não macular (sic) a língua nacional lá dele…
\[…\]
Da velha draga
Abrigo de vagabundos e de bêbados, restaram as expressões: _estar na draga_, _viver na draga_ por estar _sem dinheiro_, _viver na miséria_
Que ora ofereço ao filólogo Aurélio Buarque de Hollanda
Para que as registre em seus léxicos
Pois o povo já as registrou.
BARROS, M. **Gramática expositiva do chão**: poesia quase toda. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990 (fragmento). Ao criticar o preciosismo linguístico do literato e ao sugerir a dicionarização de expressões locais, o poeta expressa uma concepção de língua que
Ao criticar o preciosismo linguístico do literato e ao sugerir a dicionarização de expressões locais, o poeta expressa uma concepção de língua que
- A) Contrapõe características da escrita e da fala.
- B) Ironiza a comunicação fora da norma-padrão.
- C) Substitui regionalismos por registros formais.
- D) Valoriza o uso de variedades populares.
- E) Defende novas regras gramaticais.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
preciosismo linguístico
💡 Dica de resolução
Analise a crítica do poeta em relação ao uso da língua.
✅ Resposta correta: D
O poeta valoriza o uso de variedades populares ao defender a inclusão de expressões locais no dicionário, portanto, está correta.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A questão não aborda a contraposição entre escrita e fala, mas sim a valorização das expressões populares. Portanto, está errada.
❌ B) Embora haja ironia, a crítica é mais direcionada ao preciosismo do literato do que à comunicação em si. Assim, está errada.
❌ C) O texto não sugere a substituição de regionalismos, mas sim a valorização deles. Portanto, está errada.
❌ E) Não há defesa de novas regras gramaticais, mas sim uma valorização das expressões já existentes. Assim, está errada.
📚 Reveja antes de resolver
Revisar conceitos sobre a linguagem e suas variações.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: dupla
Indicações: Simulado · Diagnóstico
Questão 3 ENEM 2021BNCC EM13LGG401Média🧠 Compreender⏱ medio
ENEM - 2021 **A volta do marido pródigo**
– Bom dia, seu Marrinha! Como passou de ontem?
– Bem. Já sabe, não é? Só ganha meio dia. \[…\]
Lá além, Generoso cotuca Tercino:
– \[…\] Vai em festa, dorme que-horas, e, quando chega, ainda é todo enfeitado e salamistrão!…
– Que é que hei de fazer, seu Marrinha… Amanheci com uma nevralgia… Fiquei com cisma de apanhar friagem…
– Hum…
– Mas o senhor vai ver como eu toco o meu serviço e ainda faço este povo trabalhar…
\[…\]
Pintão suou para desprender um pedrouço, e teve de pular para trás, para que a laje lhe não esmagasse um pé. Pragueja:
– Quem não tem brio engorda!
– É… Esse sujeito só é isso, e mais isso… – opina Sidu.
– Também, tudo p’ra ele sai bom, e no fim dá certo…
– diz Correia, suspirando e retomando o enxadão. –
“P’ra uns, as vacas morrem … p’ra outros até boi pega a parir…”.
Seu Marra já concordou:
– Está bem, seu Laio, por hoje, como foi por doença, eu aponto o dia todo. Que é a última vez!… E agora, deixa de conversa fiada e vai pegando a ferramenta!
ROSA, J. G. **Sagarana**. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967. Esse texto tem importância singular como patrimônio linguístico para a preservação da cultura nacional devido
Esse texto tem importância singular como patrimônio linguístico para a preservação da cultura nacional devido
- A) À menção a enfermidades que indicam falta de cuidado pessoal.
- B) À referência a profissões já extintas que caracterizam a vida no campo.
- C) Aos nomes de personagens que acentuam aspectos de sua personalidade.
- D) Ao emprego de ditados populares que resgatam memórias e saberes coletivos.
- E) Às descrições de costumes regionais que desmistificam crenças e superstições.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
patrimônio linguístico
💡 Dica de resolução
Analise a importância do texto para a cultura nacional.
✅ Resposta correta: D
O uso de ditados populares é central para a preservação de memórias e saberes coletivos, refletindo a cultura nacional.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A menção a enfermidades não é o foco do texto, que valoriza a cultura popular e os ditados.
❌ B) Embora profissões possam ser mencionadas, o texto não se concentra nelas, mas sim nos ditados e saberes coletivos.
❌ C) Os nomes dos personagens não são o principal aspecto que destaca a preservação cultural no texto.
❌ E) As descrições de costumes são importantes, mas o foco do texto está nos ditados populares, não em crenças ou superstições.
📚 Reveja antes de resolver
Revisar a relação entre linguagem e cultura.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Diagnóstico
Questão 4 ENEM 2021BNCC EM13LP01Média🧠 Compreender⏱ longo
ENEM - 2021 A história do futebol brasileiro contém, ao longo de um século, registros de episódios racistas. Eis o paradoxo: se, de um lado, a atividade futebolística era depreciada aos olhos da “boa sociedade” como profissão destinada aos pobres, negros e marginais, de outro, achava-se investida do poder de representar e projetar a nação em escala mundial. A Copa do Mundo no Brasil, em 1950, viria a se constituir, nesse sentido, em uma rara oportunidade. Contudo, na decisão contra o Uruguai sobreveio o inesperado revés. As crônicas esportivas elegiam o goleiro Barbosa e o defensor Bigode como bodes expiatórios, “descarregando nas costas” dos jogadores os “prejuízos” da derrota. Uma chibata moral, eis a a sentença proferida no tribunal do brancos. Nos anos 1970, por não atender às expectativas normativas suscitadas pelo estereótipo do “bom negro”, Paulo César Lima foi classificado como “jogador – problema”. Ele esboçava a revolta da chibata no futebol brasileiro. Enquanto Barbosa e Bigode, sem alternativa suportaram o linchamento moral na derrota 1950, Paulo César contra-atacava os que pretendiam condená-lo pelo insucesso de 1974. O jogador assumia as cores e as causas defendidas pela esquadra dos pretos em todas as esferas da vida social. “Sinto na pele esse racismo subjacente” revelou a imprensa francesa: “Isto é, ninguém ousa pronunciar a palavra ‘racismo’. Mas posso garantir que ele existe, mesmo na seleção Brasileira”. Sua ousadia constituiu em pronunciar a palavra interdita no espaço simbólico do discurso oficial para reafirmar o mito da democracia racial.
Disponível em: https://observatorioracialfutebol.com.br. Acesso em: 22 jun. 2019 (adaptado)
O texto atribui o enfraquecimento do mito da democracia racial no futebol à
- A) Responsabilização dos jogadores negros pela derrota na final da Copa de 1950.
- B) Projeção mundial da nação por um esporte antes destinados aos pobres.
- C) Depreciação de um esporte associado a marginalidade.
- D) Interdição da palavra "racismo" no contexto esportivo.
- E) Atitude contestadora de um "jogador-problema".
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
racismo no futebol
💡 Dica de resolução
Analise os eventos históricos e suas implicações sociais.
✅ Resposta correta: E
A atitude contestadora de Paulo César, ao falar abertamente sobre racismo, é o que efetivamente enfraquece o mito da democracia racial no futebol.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A responsabilização dos jogadores negros pela derrota é um exemplo de racismo, mas não é o principal fator que enfraquece o mito da democracia racial.
❌ B) A projeção mundial do Brasil no futebol não enfraquece o mito, mas sim a forma como os jogadores negros são tratados dentro desse contexto.
❌ C) A depreciação do futebol como esporte marginal não é o foco do texto, que se concentra nas experiências dos jogadores negros.
❌ D) A interdição da palavra 'racismo' é um aspecto relevante, mas a atitude contestadora de Paulo César é o que realmente desafia o mito da democracia racial.
📚 Reveja antes de resolver
Revisar a história do futebol brasileiro e suas relações sociais.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Média
Tempo estimado: longo
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: situacional
Contexto de aplicação: historico
Papel na prova: desafio
Peso pedagógico: alto
Poder de discriminação: alto
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: multipla
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa
Questão 5 ENEM 2021BNCC EM13LP10Média🧠 Compreender⏱ medio
ENEM - 2021 Os linguistas têm notado a expansão do tratamento informal. “Tenho 78 anos e devia ser tratado por _senhor_, mas meus alunos mais jovens me tratam por _você_“, diz o professor Ataliba Castilho, aparentemente sem se incomodar com a informalidade, inconcebível em seus tempos de estudante. O você, porém, não reinará sozinho. O _tu_ predomina em Porto Alegre e convive com o você no Rio de Janeiro e em Recife, enquanto você é o tratamento predominante em São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador. O _tu_ já era mais próximo e menos formal que _você_ nas quase 500 cartas do acervo on-line de uma instituição universitária, quase todas de poetas, políticos e outras personalidades do final do século XIX e início do XX.
Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: 21 abr. 2015 (adaptado). No texto, constata-se que os usos de pronomes variaram ao longo do tempo e que atualmente têm empregos diversos pelas regiões do Brasil. Esse processo revela que
No texto, constata-se que os usos de pronomes variaram ao longo do tempo e que atualmente têm empregos diversos pelas regiões do Brasil. Esse processo revela que
- A) A escolha de "você" ou de "tu" está condicionada à idade da pessoa que usa o pronome.
- B) A possibilidade de se usar tanto "tu" quanto "você" caracteriza a diversidade da língua.
- C) O pronome "tu" tem sido empregado em situações informais por todo o país.
- D) A ocorrência simultânea de "tu" e de "você" evidencia a inexistência da distinção entre níveis de formalidade.
- E) O emprego de "você" em documentos escritos demonstra que a língua tende a se manter inalterada.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
variação linguística
💡 Dica de resolução
Analise as variações regionais dos pronomes.
✅ Resposta correta: B
Correta, pois a coexistência de 'tu' e 'você' demonstra a diversidade linguística nas diferentes regiões do Brasil.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A escolha de 'você' ou 'tu' não está condicionada apenas à idade, mas também à região e ao contexto social.
❌ C) Embora 'tu' seja usado em situações informais em algumas regiões, não é uma regra geral para todo o país.
❌ D) A ocorrência de ambos os pronomes não evidencia a inexistência de distinção de formalidade, pois cada um tem seu contexto de uso.
❌ E) O uso de 'você' em documentos escritos não demonstra que a língua é inalterada, mas sim que ela evolui e se adapta.
📚 Reveja antes de resolver
Revisar os usos e variações dos pronomes na língua portuguesa.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: dupla
Indicações: Simulado · Diagnóstico
Questão 6 ENEM 2021BNCC EM13LP06Difícil🧠 Compreender⏱ medio
ENEM - 2021 Seus primeiros anos de detento foram difíceis; aos poucos entendeu como o sistema funciona. Apanhou dezenas de vezes, teve o crânio esmagado, o maxilar deslocado, braços e pernas quebrados; por fim, um dia ficou lesionado da perna quando foi jogado da laje de um pavilhão. Nem todas as vezes ele soube por que apanhou, muito menos da última, quando foi deixado para morrer, mas sobreviveu. Seu corpo, moído no inferno, aguarda o fim dos seus dias. Já não questiona mais. Obedece. Cumpre as ordens. Baixa a cabeça e se retira. Apanha, às vezes com motivo, às vezes sem. Por onde passou, derramaram seu sangue. Seu rastro pode ser seguido. Intriga ter sobrevivido durante tantos anos. Pouquíssimos chegaram à terceira idade encarcerados.
MAIA, A. P. **Assim na terra como embaixo da terra**. Rio de Janeiro: Record, 2017. A narrativa concentra sua força expressiva no manejo de recursos formais e numa representação ficcional que
A narrativa concentra sua força expressiva no manejo de recursos formais e numa representação ficcional que
- A) Buscam perpetuar visões do senso comum.
- B) Trazem à tona atitudes de um estado de exceção.
- C) Promovem a interlocução com grupos silenciados.
- D) Inspiram o sentimento de justiça por meio da empatia.
- E) Recorrem ao absurdo como forma de traduzir a realidade.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
recursos formais na narrativa
💡 Dica de resolução
Analise os recursos formais mencionados na narrativa.
✅ Resposta correta: E
O absurdo não é o recurso principal da narrativa; a força está na representação realista da violência e opressão.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A narrativa não perpetua visões do senso comum, mas critica a realidade do sistema prisional, portanto está errada.
❌ B) A narrativa evidencia um estado de exceção, onde a violência e a opressão são normatizadas, justificando a escolha como correta.
❌ C) Embora a narrativa possa dar voz a grupos silenciados, o foco principal é a crítica ao sistema, não a interlocução.
❌ D) O sentimento de justiça não é o foco da narrativa, que retrata mais a resignação do detento do que a empatia ou a busca por justiça.
📚 Reveja antes de resolver
Revisar os elementos que compõem a narrativa e sua função expressiva.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Difícil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13LGG401Analisar criticamente textos de modo a compreender e caracterizar as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, social, cultural, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso.
EM13LP01Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.
EM13LP02Estabelecer relações entre as partes do texto, tanto na produção como na leitura/escuta, considerando a construção composicional e o estilo do gênero, usando/reconhecendo adequadamente elementos e recursos coesivos diversos que contribuam para a coerência, a continuidade do texto e sua progressão temática, e organizando informações, tendo em vista as condições de produção e as relações lógico-discursivas envolvidas (causa/efeito ou consequência; tese/argumentos; problema/solução; definição/exemplos etc.).
EM13LP06Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem, da escolha de determinadas palavras ou expressões e da ordenação, combinação e contraposição de palavras, dentre outros, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de uso crítico da língua.
EM13LP07Analisar, em textos de diferentes gêneros, marcas que expressam a posição do enunciador frente àquilo que é dito: uso de diferentes modalidades (epistêmica, deôntica e apreciativa) e de diferentes recursos gramaticais que operam como modalizadores (verbos modais, tempos e modos verbais, expressões modais, adjetivos, locuções ou orações adjetivas, advérbios, locuções ou orações adverbiais, entonação etc.), uso de estratégias de impessoalização (uso de terceira pessoa e de voz passiva etc.), com vistas ao incremento da compreensão e da criticidade e ao manejo adequado desses elementos nos textos produzidos, considerando os contextos de produção.
EM13LP10Analisar o fenômeno da variação linguística, em seus diferentes níveis (variações fonético-fonológica, lexical, sintática, semântica e estilístico-pragmática) e em suas diferentes dimensões (regional, histórica, social, situacional, ocupacional, etária etc.), de forma a ampliar a compreensão sobre a natureza viva e dinâmica da língua e sobre o fenômeno da constituição de variedades linguísticas de prestígio e estigmatizadas, e a fundamentar o respeito às variedades linguísticas e o combate a preconceitos linguísticos.
EM13LP14Analisar, a partir de referências contextuais, estéticas e culturais, efeitos de sentido decorrentes de escolhas e composição das imagens (enquadramento, ângulo/vetor, foco/profundidade de campo, iluminação, cor, linhas, formas etc.) e de sua sequenciação (disposição e transição, movimentos de câmera, remix, entre outros), das performances (movimentos do corpo, gestos, ocupação do espaço cênico), dos elementos sonoros (entonação, trilha sonora, sampleamento etc.) e das relações desses elementos com o verbal, levando em conta esses efeitos nas produções de imagens e vídeos, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de apreciação.
EM13LP38Analisar os diferentes graus de parcialidade/imparcialidade (no limite, a não neutralidade) em textos noticiosos, comparando relatos de diferentes fontes e analisando o recorte feito de fatos/dados e os efeitos de sentido provocados pelas escolhas realizadas pelo autor do texto, de forma a manter uma atitude crítica diante dos textos jornalísticos e tornar-se consciente das escolhas feitas como produtor.