Quem são os fascistas? O que eles são? Benito Mussolini, seu idealizador, julga a pergunta ociosa. Sim, é…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Problematizar hábitos e práticas individuais e coletivos de produção, reaproveitamento e descarte de resíduos em metrópoles, áreas urbanas e rurais, e comunidades com diferentes características socioeconômicas, e elaborar e/ou selecionar propostas de ação que promovam a sustentabilidade socioambiental, o combate à poluição sistêmica e o consumo responsável.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Quem são os fascistas? O que eles são? Benito Mussolini, seu idealizador, julga a pergunta ociosa. Sim, é claro... são algo novo... algo inédito... um antipartido. É isso... os fascistas são um antipartido! Fazem antipolítica. Muito bem. Mas, depois, a busca da identidade deve parar por aí. O importante é ser algo que permita evitar os empecilhos da coerência, o estorvo dos princípios. (...) Pequeno-burgueses que odeiam: essa é a gente que formará o exército deles. As classes médias rebaixadas por causa das especulações bélicas do grande capital, os oficiais que não se conformam em perder um comando para voltar à mediocridade da vida cotidiana, os burocratas de baixo escalão que, acima de qualquer outra coisa, se sentem insultados pelos sapatos novos da filha do camponês, os meeiros que compraram um pedacinho de terra e agora estão dispostos a matar para mantê-lo, todas as pessoas de bem tomadas pelo pânico, consumidas pela ansiedade. Pessoas abaladas no mais íntimo de seu âmago por um desejo irrefreável de submissão a um homem forte e, ao mesmo tempo, de domínio sobre os indefesos. ANTONIO SCURATI Adaptado de M, o filho do século (Livro 1). Rio de Janeiro: Intrínseca, 2019. O livro M, o filho do século, o primeiro da pentalogia do autor italiano Antonio Scurati, é centrado em Benito Mussolini e na ascensão do fascismo. O livro ganhou diversos prêmios internacionais de literatura e foi transformado em minissérie para plataforma de streaming. Um dos motivos do sucesso global da obra é que ela foi elaborada traçando paralelos entre as estratégias de movimentos políticos de extrema-direita no passado e no presente. De acordo com o fragmento citado, um exemplo desse tipo de estratégia é a: (UERJ 2027)
- A) militarização do lavrador e do operário
- B) difamação do fazendeiro e do industrial
- C) manipulação do ciúme e do arrependimento
- D) instrumentalização do medo e do ressentimento
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Identifique o que o fragmento descreve. Scurati mostra como o fascismo recruta seu exército entre pessoas que odeiam e se sentem ameaçadas: pequeno-burgueses, classes médias rebaixadas, oficiais que perderam comando, burocratas humilhados, meeiros com medo de perder sua terra e pessoas tomadas pelo pânico e pela ansiedade. Passo 2: Observe o mecanismo. O texto não fala em ciúme nem em arrependimento, mas em medo, ansiedade, ressentimento e ódio, e mostra que esses sentimentos são usados para produzir um desejo de submissão a um homem forte e de domínio sobre os indefesos. Passo 3: Compare com as alternativas. A alternativa D, instrumentalização do medo e do ressentimento, descreve exatamente essa estratégia de usar emoções coletivas para mobilizar apoio político. Passo 4: Veja por que as demais estão erradas. A alternativa A não tem respaldo no texto, porque o exército fascista é formado pelas classes médias e pelos oficiais, e não pela militarização de lavradores e operários. A alternativa B também não aparece, pois o texto critica o grande capital de forma geral e não promove difamação de fazendeiros ou industriais. A alternativa C fica de fora, pois ciúme e arrependimento não são as emoções exploradas no fragmento. Conclusão: o gabarito D está correto e coincide com a análise feita.
💡 Dica: Analise o texto para identificar a estratégia política mencionada.
Alternativa por alternativa
O aluno associa o fascismo a grupos populares e supõe que o texto fala em militarizar trabalhadores rurais e operários, quando o fragmento aponta as classes médias e os oficiais como base do exército.
O aluno confunde a crítica ao grande capital e às especulações bélicas com uma difamação direcionada a fazendeiros e industriais, que não são citados como alvo de campanha no fragmento.
O aluno percebe que há emoções no texto, mas escolhe emoções que não aparecem, como ciúme e arrependimento, em vez de medo, ansiedade e ressentimento.
Por que engana: Confundir as estratégias políticas descritas, escolhendo alternativas que não refletem o uso do medo e ressentimento.
CORRETA. O fragmento evidencia que os fascistas instrumentalizam o medo e o ressentimento para mobilizar as classes médias rebaixadas e outros grupos sociais.
Raio-X da questão
estratégias fascistas e medo
diagnostico
movimentos políticos extremistas · contexto histórico do fascismo
Estude as características e estratégias do fascismo e o uso do medo na política.
Confundir as estratégias políticas descritas, escolhendo alternativas que não refletem o uso do medo e ressentimento.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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