Na Nova Holanda, comunidade do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, terraços cobertos por alumínio e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Problematizar hábitos e práticas individuais e coletivos de produção, reaproveitamento e descarte de resíduos em metrópoles, áreas urbanas e rurais, e comunidades com diferentes características socioeconômicas, e elaborar e/ou selecionar propostas de ação que promovam a sustentabilidade socioambiental, o combate à poluição sistêmica e o consumo responsável.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Na Nova Holanda, comunidade do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, terraços cobertos por alumínio e fibrocimento (antigo amianto) predominam, em comparação com os de PVC, mais caros. E aquecem mais durante os dias de calorão turbinado pelo aquecimento global. Segundo a tese de doutorado do arquiteto e urbanista Lucivaldo Dias Bastos, predominam temperaturas mais elevadas sob as telhas mais baratas até mesmo em relação a um ponto medido na avenida Brasil, próximo à favela, apesar da quantidade de cimento e da falta de árvores na via expressa. O estudo revela uma dura realidade: os que vivem em áreas carentes sofrem mais os efeitos do calor do que aqueles que moram em localidades consideradas mais nobres. Áreas dos subúrbios da Central e da Leopoldina – onde estão os complexos da Maré, da Penha e do Alemão – são as mais quentes da cidade, levando em conta tanto a temperatura da superfície, captada por satélites, como a do ar, registrada por aferições de campo. A reportagem relata um fenômeno que é espacialmente diferenciado. Isso se deve a uma situação de: (UERJ 2025)
- A) inversão térmica
- B) injustiça ambiental
- C) poluição atmosférica
- D) macrocefalia urbana
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Leia o enunciado com atenção. A reportagem descreve que, na Nova Holanda (Complexo da Maré), os terraços mais baratos, de alumínio e fibrocimento, esquentam mais, e que as áreas carentes da cidade sofrem mais com o calor do que as áreas nobres. Passo 2: Identifique o fenômeno central. O calor intenso não atinge todos da mesma forma: quem tem menos recursos, moradia de materiais baratos e pouca vegetação sofre mais. Isso é uma distribuição desigual de um problema ambiental entre grupos sociais. Passo 3: Associe ao conceito escolar. Esse fenômeno é chamado de injustiça ambiental, que é a sobrecarga de danos ambientais sobre populações de baixa renda, enquanto grupos mais ricos têm proteção maior. Assim, a alternativa B está correta, e o gabarito oficial coincide com essa conclusão. Passo 4: Verifique as outras alternativas. A inversão térmica é um fenômeno atmosférico em que uma camada de ar quente fica sobre o ar frio, e não explica a diferença social de exposição ao calor. A poluição atmosférica trata da presença de poluentes no ar, enquanto o texto fala de temperatura e não de poluentes. A macrocefalia urbana é o crescimento excessivo de uma grande cidade ou metrópole, tema que não aparece no texto.
💡 Dica: Analise o texto para identificar o conceito que explica a desigualdade ambiental descrita.
Alternativa por alternativa
O aluno associa a elevação de temperatura a um fenômeno meteorológico local e acredita que a inversão térmica explica por que certas áreas ficam mais quentes. Não percebe que o texto trata de desigualdade social na exposição ao calor.
Por que engana: Confundir injustiça ambiental com fenômenos naturais ou outros problemas urbanos sem relação direta com desigualdade social.
CORRETA. A questão trata da injustiça ambiental, pois evidencia que populações em áreas carentes sofrem mais com o calor devido a condições urbanas desfavoráveis.
O aluno relaciona o calor e a cidade com a poluição do ar e supõe que a presença de poluentes seja a causa da diferença de temperatura entre as áreas. O texto não menciona poluentes atmosféricos como causa.
O aluno confunde a grande concentração urbana citada no texto, que envolve a cidade do Rio de Janeiro e seus subúrbios, com o conceito de macrocefalia urbana. Acredita que o tamanho excessivo da cidade explica a desigualdade térmica, quando o conceito se refere ao crescimento desproporcional de uma metrópole em relação ao país.
Raio-X da questão
injustiça ambiental urbana
avaliacao
fenômenos ambientais urbanos · desigualdade social urbana
estude o conceito de injustiça ambiental e suas causas sociais e espaciais
Confundir injustiça ambiental com fenômenos naturais ou outros problemas urbanos sem relação direta com desigualdade social.
educacao_ambiental
pensamento_critico
cotidiano
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