O BRASIL SOB A LAMA O Brasil viveu, na última semana, um pesadelo. O país ainda chora os 110 mortos e mais de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Problematizar hábitos e práticas individuais e coletivos de produção, reaproveitamento e descarte de resíduos em metrópoles, áreas urbanas e rurais, e comunidades com diferentes características socioeconômicas, e elaborar e/ou selecionar propostas de ação que promovam a sustentabilidade socioambiental, o combate à poluição sistêmica e o consumo responsável.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
O BRASIL SOB A LAMA O Brasil viveu, na última semana, um pesadelo. O país ainda chora os 110 mortos e mais de 200 desaparecidos deixados pela avalanche de lama da sexta-feira passada, dia 25 de janeiro, em Brumadinho (MG), causada pelo rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale. A tragédia tem um precedente muito próximo, também no Estado de Minas Gerais, em Mariana. Em 5 de novembro de 2015, o rompimento de duas paredes de contenção na represa da Samarco matou 19 pessoas e deixou um irreparável rastro de destruição ambiental. É assombroso constatar que, mais de três anos depois, o Brasil continua debatendo sobre os mesmos problemas que ocasionaram a primeira tragédia. Mais ainda, que durante todo este tempo nada tenha sido feito para melhorar a segurança de tais instalações. É terrível também ver como uma parte da sociedade continua demonizando a fiscalização ambiental e militando em uma dicotomia cega e antiquada entre preservação e desenvolvimento econômico. Adaptado de brasil.elpais.com, 01/02/2019. NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO SEM PROTEÇÃO AMBIENTAL O desastre de Brumadinho é uma boa oportunidade para refletir sobre uma visão muito disseminada no Brasil de que a proteção ambiental é um entrave ao desenvolvimento. Muitos acreditam que devemos desenhar políticas econômicas sem analisar suas consequências ambientais. Isso está profundamente equivocado. Os livros de economia das melhores universidades do mundo já não falam mais de crescimento sem considerar os seus impactos ambientais, que no passado eram tratados como simples “externalidades”. Na visão antiga, qualquer forma de extrair minério é boa porque faz a economia crescer. Não entra nessa perspectiva a análise do custo das vidas e da degradação ambiental decorrente de desastres como os de Brumadinho ou Mariana. Se os órgãos ambientais tivessem exigido maiores investimentos da Vale na segurança das barragens antes de conceder a licença, isso teria sido visto como um “entrave ambiental”. VIRGÍLIO VIANA Adaptado de brasil.elpais.com, 16/03/2019. Nos textos são apresentados alguns dos significados dos desastres humanos e ambientais causados pelo rompimento de barragens de rejeitos de mineração em Mariana e Brumadinho. Os desastres mencionados indicam a permanência do seguinte critério na relação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental: (UERJ 2020)
- A) valorização da ocupação laboral
- B) primazia da acumulação capitalista
- C) racionalização da produção industrial
- D) retomada da desregulamentação estatal
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A questão pede o critério que os desastres de Mariana e Brumadinho mostram como permanente na relação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Passo 2: Os textos criticam a visão antiga segundo a qual qualquer extração de minério é boa porque faz a economia crescer, sem considerar o custo das vidas e a degradação ambiental. Também afirmam que exigir investimentos em segurança das barragens seria visto como entrave. Isso indica que o crescimento e o lucro têm sido priorizados acima da segurança e do meio ambiente. Passo 3: A alternativa B, primazia da acumulação capitalista, expressa exatamente esse critério, pois coloca a busca por lucro e crescimento econômico em primeiro lugar nas decisões. Passo 4: A alternativa A está errada, pois os textos não tratam da valorização do trabalho; o foco é a relação entre crescimento econômico e impacto ambiental. Passo 5: A alternativa C está errada, pois racionalizar a produção industrial implicaria eficiência e planejamento de segurança, justamente o oposto da negligência descrita nos textos. Passo 6: A alternativa D está errada, pois a desregulamentação estatal descreve a forma de atuação do Estado, enquanto o critério apontado é a prioridade dada ao crescimento econômico; além disso, os textos defendem a fiscalização ambiental e não sua eliminação. Passo 7: Conclusão: o gabarito oficial B está correto, pois os dois desastres revelam a permanência da prioridade dada à acumulação de capital sobre a proteção ambiental.
💡 Dica: Analise o texto para identificar a relação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Alternativa por alternativa
Associa o desenvolvimento econômico à geração de empregos e à valorização do trabalho, tomando a ocupação laboral como o critério central do texto.
Por que engana: Confundir desenvolvimento econômico com crescimento sem considerar impactos ambientais, ou interpretar erroneamente o papel da fiscalização ambiental.
CORRETA. A alternativa expressa a primazia da acumulação capitalista, evidenciada pela negligência com a segurança das barragens em favor do lucro econômico.
Interpreta racionalização como sinônimo de produção eficiente e controlada, sem perceber que os textos denunciam justamente a falta de planejamento e de segurança nas barragens.
Entende que a causa dos desastres é apenas a ausência de regras estatais e toma a desregulamentação como critério, sem notar que a questão pede a lógica econômica predominante e que os textos defendem a fiscalização.
Raio-X da questão
desenvolvimento econômico e meio ambiente
avaliacao
impactos ambientais da mineração
estude a relação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental
Confundir desenvolvimento econômico com crescimento sem considerar impactos ambientais, ou interpretar erroneamente o papel da fiscalização ambiental.
educacao_ambiental
pensamento_critico
cotidiano
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