— João, note como o comerciante depositou em seu armazém vários teares mecânicos financiados pelos lucros das…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Discutir as razões da passagem do mercantilismo para o capitalismo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— João, note como o comerciante depositou em seu armazém vários teares mecânicos financiados pelos lucros das vendas de especiarias. Até ontem, todo tecido era produzido por artesãos ligados às corporações de ofício, cada um trabalhando em sua oficina. Agora, ele paga salários a trabalhadores sob sua supervisão direta e busca aumentar rapidamente sua produção para atender mercados distantes. Essa mudança gera descontentamento nos mestres artesãos, mas agrada à corte, que vê no aumento da riqueza mercantil uma fonte adicional de impostos e poder político. Analise o texto e identifique o fator que impulsionou a passagem do mercantilismo para o capitalismo.
- A) A prática do corsarismo autorizada pelos governos para saquear navios inimigos
- B) A utilização de mão de obra assalariada em manufaturas financiadas com lucros mercantis
- C) A ampliação das corporações de ofício que regulavam a qualidade artesanal
- D) A criação de tratados comerciais que proibiam a circulação de moedas estrangeiras
- E) O controle absoluto do comércio ultramarino pelas monarquias nacionais
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Leia o texto com atenção. O comerciante usa lucros de especiarias para comprar teares mecânicos, paga salários a trabalhadores sob supervisão direta e produz em escala para mercados distantes. Isso caracteriza a manufatura, uma etapa de transição do mercantilismo para o capitalismo.
- Identifique o fator central. Há três elementos combinados: capital acumulado no comércio (lucros das especiarias), trabalho assalariado (salários pagos pelo comerciante) e produção voltada ao mercado. A alternativa B reúne exatamente esses elementos: mão de obra assalariada em manufaturas financiadas com lucros mercantis.
- Por que as outras estão erradas. A alternativa A trata de corsarismo, uma prática de pirataria autorizada que não aparece no texto. A alternativa C fala em ampliação das corporações de ofício, mas o texto mostra justamente o oposto, o declínio dessas corporações diante das novas oficinas. A alternativa D descreve tratados que proibiam moedas estrangeiras, algo que não é mencionado. A alternativa E fala em controle absoluto do comércio ultramarino, aspecto do mercantilismo que o texto não discute como causa da transição.
- Conclusão. O gabarito oficial B está correto. A chave está no pagamento de salários e no uso de capital mercantil para financiar a produção em manufatura, que anuncia o capitalismo industrial.
💡 Dica: Leia o texto atentamente e relacione as mudanças econômicas descritas com o surgimento do capitalismo.
Alternativa por alternativa
O aluno associou a acumulação de riquezas ao corsarismo, prática de saque autorizada pelo Estado, sem perceber que o texto trata da produção de tecidos e do trabalho assalariado.
Por que engana: Confundir o uso de mão de obra assalariada com práticas mercantis tradicionais ou outras formas de controle econômico.
O texto mostra reinvestimento dos lucros do comércio na instalação de teares mecânicos e contratação de trabalhadores assalariados, marco do capitalismo.
O aluno pode ter achado que a expansão das corporações de ofício seria a mudança descrita, ignorando que o texto diz que essas corporações estavam sendo substituídas por trabalhadores sob supervisão direta.
O aluno acredita que a passagem ao capitalismo dependeu de regras monetárias e cambiais, um tema de senso comum sobre comércio internacional que não aparece no texto.
O aluno entendeu que o controle estatal do comércio ultramarino era o motor da mudança, confundindo uma característica do mercantilismo com o fator que gerou a transição para o capitalismo.
Raio-X da questão
transição mercantilismo capitalismo
diagnostico
economia mercantilista · estrutura social feudal
Estude as características do mercantilismo e do capitalismo nascente.
Confundir o uso de mão de obra assalariada com práticas mercantis tradicionais ou outras formas de controle econômico.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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