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BNCC 33 questões

Questões BNCC EF09HI26

Discutir e analisar as causas da violência contra populações marginalizadas (negros, indígenas, mulheres, homossexuais, camponeses, pobres etc.) com vistas à tomada de consciência e à construção de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas.

Ilustração da habilidade BNCC EF09HI26
Unidade temática
História
Objeto de conhecimento
Causas da violência e cultura de paz
Questões vinculadas
33

Texto oficial da habilidade, conferido palavra por palavra contra a Base Nacional Comum Curricular — BNCC_EI_EF.pdf, página 433. Extração confirmada por dois processos independentes.

Descrição da habilidade EF09HI26
Discutir e analisar as causas da violência contra populações marginalizadas (negros, indígenas, mulheres, homossexuais, camponeses, pobres etc.) com vistas à tomada de consciência e à construção de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas.

Séries

9º ano

Matérias

História

Assuntos

Causas da violência e cultura de paz

Unidades temáticas relacionadas

Modernizaçãoditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946

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Questão 1 · Dissertativa
Em uma comunidade litorânea, famílias negras e indígenas vivem há várias gerações da pesca artesanal e da coleta de mariscos. Nos últimos anos, a expansão de empreendimentos turísticos restringiu o acesso a trechos do manguezal. Pescadores e marisqueiras que protestaram passaram a sofrer ameaças, destruição de equipamentos de trabalho e comentários preconceituosos. Em reuniões sobre o uso da região, representantes da comunidade raramente eram ouvidos. Um grupo de estudantes decidiu pesquisar a história local e descobriu que antigos documentos já registravam disputas pela ocupação daquele território.

Analise duas causas históricas ou sociais da violência sofrida pela comunidade e proponha duas ações que contribuam para uma cultura de paz, empatia e respeito aos seus direitos.
Questão 2 · Objetiva
— A liberdade de 1888 não encerrou os mecanismos de controle, alerta a arquivista ao organizar uma mostra didática fictícia. Nela, uma linha do tempo aproxima a Lei Áurea do Código Penal de 1890. Cópias de artigos desse código previam prisão para vadiagem e capoeiragem. Ao lado, autos judiciais selecionados registram que trabalhadores sem emprego estável, muitos identificados nos papéis como pretos ou pardos, eram abordados e presos. Cartas de associações negras pedem acesso ao trabalho e denunciam abordagens violentas. A mostra não afirma que toda pessoa negra viveu a mesma experiência, mas propõe discutir como a falta de terras, empregos e direitos efetivos após a abolição se combinou a práticas policiais e leis punitivas.

Projete, com base na relação entre os documentos, o eixo conclusivo da mostra que reconhece causas históricas da violência e favorece uma cultura de respeito.
Questão 3 · Objetiva
Durante a abertura da rodovia BR-174, na década de 1970, comunicados oficiais apresentavam a obra como necessária à integração nacional. Neles, a área atravessada aparecia sobretudo como trecho a ser ocupado e protegido. Memórias Waimiri-Atroari, reunidas mais tarde por pesquisadores, relatam deslocamentos forçados, mortes e destruição de aldeias no período. Ao comparar essas fontes, estudantes de um arquivo público observaram que os comunicados não registravam os habitantes como sujeitos com direitos territoriais, enquanto os relatos indígenas destacavam perdas humanas e culturais. A diferença entre os registros não prova, por si só, cada episódio narrado, mas revela conflitos sobre quem poderia definir o uso daquela região.

Interprete o contraste entre as fontes e identifique a análise histórica que explica a violência sofrida pelos Waimiri-Atroari nesse processo.
Questão 4 · Objetiva
Cartas de marinheiros, notícias de jornais e registros da Marinha permitem reconstituir parte da Revolta da Chibata, ocorrida em 1910. Muitos dos marinheiros submetidos a castigos físicos eram negros ou mestiços, recrutados entre setores pobres da população. Embora a escravidão tivesse sido abolida em 1888, a chibata permanecia como punição disciplinar nos navios. Após a revolta, autoridades apresentaram os participantes como ameaças à ordem, e vários deles sofreram prisões, expulsões e perseguições. O contraste entre o fim legal da escravidão e a continuidade desses tratamentos revela que mudanças nas leis não eliminaram automaticamente práticas sociais e institucionais anteriores.

Analise os indícios do texto e identifique a interpretação histórica que explica a violência dirigida aos marinheiros após a abolição da escravidão.
Questão 5 · Objetiva
Por que, poucos anos após o fim da escravidão, tantos trabalhadores pobres eram levados às delegacias? Em uma crônica publicada no início da República, o autor descreve rondas que abordavam principalmente homens negros “sem patrão conhecido”, anotando que “um tambor e um berimbau bastam para a suspeita”. O texto menciona que o Código Penal de 1890 previa punições para “vadiagem” e “capoeiragem” e relata que, em uma semana de fiscalização em ruas centrais (dados ilustrativos), mais da metade dos detidos declarou viver de bicos e não ter moradia fixa. Para o cronista, a prisão “educaria para o trabalho”, embora ele reconheça que muitos libertos encontravam portas fechadas em oficinas, casas de família e empregos públicos.

Analise o texto-base e identifique a causa histórica que melhor explica a violência institucional descrita contra os grupos citados.
Questão 6 · Objetiva
“No convés, o barulho do chicote fazia os homens prenderem a respiração. A maioria de nós era de pele escura e vinha de trabalhos pesados no cais ou nas fazendas. Os oficiais quase nunca dividiam o mesmo espaço e tratavam o erro mais simples como crime. Um companheiro recebeu centenas de golpes por ter discutido a comida estragada. Diziam que era ‘para ensinar’, como se a liberdade tivesse mudado só o papel, não o modo de mandar. Quando pedimos o fim do castigo no corpo e melhores condições, responderam com ameaças e prisões. Muitos sabiam ler pouco, mas entendiam bem que a lei falava de cidadania, enquanto o porão do navio continuava a dizer outra coisa.”

Interprete o depoimento e identifique a causa histórica que ajuda a explicar a violência descrita contra esses marinheiros, considerando a condição social e racial do grupo.
Questão 7 · Objetiva
Entre caixas de documentos de um antigo gabinete de polícia, uma equipe prepara o texto de abertura de uma exposição sobre o Rio de Janeiro nas primeiras décadas da República. Nos papéis, aparecem: um trecho do Código Penal de 1890 que define “capoeiragem” como crime; fichas de prisão que registram repetidamente “vadiagem” e “desordem”; e editoriais que defendem “limpar as ruas” e “educar pelo trabalho” aqueles considerados “perigosos”. Nas anotações das fichas, muitos detidos são descritos como homens negros jovens, recém-libertos ou filhos de libertos, sem ocupação formal e moradores de cortiços. No grupo, surge a dúvida: como explicar ao público que essa violência não foi apenas resposta a delitos, mas parte de um modo de organizar a cidade e a cidadania no pós-abolição?

Com base no texto, identifique a tese que melhor sintetiza as causas históricas da violência descrita e pode orientar uma mensagem pública de enfrentamento à intolerância.
Questão 8 · Objetiva
Pesquisa nacional realizada em 2005 mostrou que 65% das mulheres brasileiras haviam sofrido alguma forma de violência doméstica ao longo da vida. Organizações não governamentais e coletivos feministas organizaram campanhas de conscientização, rodas de conversa e audiências públicas, reunindo depoimentos e elaborando propostas legislativas. Entre 2000 e 2006, essas iniciativas pressionaram o Congresso a reconhecer a gravidade do problema e a alterar o marco jurídico. Em agosto de 2006, foi sancionada a Lei n.º 11.340, que tipificou a violência doméstica como crime específico, instituiu medidas protetivas de urgência e reforçou o papel das delegacias especializadas.

Analise o texto e identifique qual transformação social resultou da mobilização da sociedade civil descrita.

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