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BNCC 77 questões

Questões BNCC EF08HI15

Identificar e analisar o equilíbrio das forças e os sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Primeiro e o Segundo Reinado.

Ilustração da habilidade BNCC EF08HI15
Unidade temática
O Brasil no século XIX
Objeto de conhecimento
Configurações do mundo no século XIX
Questões vinculadas
77

Texto oficial da habilidade, conferido palavra por palavra contra a Base Nacional Comum Curricular — BNCC_EI_EF.pdf, página 429. Extração confirmada por dois processos independentes.

Descrição da habilidade EF08HI15
Identificar e analisar o equilíbrio das forças e os sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Primeiro e o Segundo Reinado.

Séries

8º ano

Matérias

História

Assuntos

Disputas políticas durante o Primeiro e Segundo Reinado

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O Brasil no século XIXO nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX

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Questão 1 · Objetiva
No Recife de 1848, folhas políticas ligadas ao Partido da Praia criticavam a presença de comerciantes portugueses no varejo, a concentração de terras e o domínio dos conservadores nos cargos locais. Proprietários dissidentes, jornalistas e grupos urbanos passaram a apoiar o movimento. Do outro lado, famílias influentes ligadas aos conservadores mantinham postos nas câmaras e nas forças de segurança, enquanto o presidente da província era nomeado pelo governo imperial. Quando o conflito se transformou em levante armado, tropas enviadas pelo Império combateram os revoltosos. A derrota do movimento não eliminou as críticas, mas preservou a autoridade imperial e seus aliados na província.

Analise a dinâmica descrita e relacione-a às disputas políticas do Segundo Reinado. Que característica do equilíbrio de forças no Império ela evidencia?
Questão 2 · Objetiva
No Recife de 1848, folhas políticas ligadas ao Partido da Praia criticavam a troca de autoridades provinciais e acusavam o gabinete conservador de limitar a participação eleitoral. Seus textos também questionavam a presença de comerciantes portugueses no varejo local. No ano seguinte, participantes do movimento divulgaram um manifesto que defendia voto livre, maior autonomia das províncias e nacionalização do comércio a retalho. A mobilização reuniu proprietários, jornalistas e setores urbanos descontentes, enquanto autoridades imperiais e grupos conservadores atuavam para conter a revolta. O conflito terminou com a derrota militar dos praieiros, mas revelou tensões políticas existentes no Império.

Identifique a articulação de interesses que ajuda a explicar a mobilização descrita no texto.
Questão 3 · Objetiva
Na madrugada de 7 de abril de 1831, moradores do Rio de Janeiro souberam que Pedro I deixara o trono em favor de seu filho, ainda criança. Nas semanas anteriores, conflitos nas ruas haviam reunido pessoas com interesses distintos: comerciantes criticavam medidas do governo, militares demonstravam insatisfação e homens livres pobres participavam de manifestações. Parte da imprensa acusava o imperador de favorecer portugueses em cargos e negócios, enquanto seus apoiadores temiam que os protestos provocassem desordem. Embora o voto fosse restrito a uma parcela da população, a crise ultrapassou os espaços formais da política e enfraqueceu a capacidade do imperador de manter aliados.

Com base no texto, adote a ideia central mais adequada para organizar um roteiro sobre a crise política de 1831.
Questão 4 · Objetiva
— Mas a Câmara não tinha maioria? — perguntou um tipógrafo, ao ver o jornal anunciar a troca do ministério.
— Tinha, sim — respondeu um comerciante, lembrando o que ouvira nas rodas políticas do Rio de Janeiro, no fim da década de 1860. — Mesmo assim, o imperador chamou outro grupo para formar governo. Depois, falou-se em nova eleição para “refazer” a Câmara.
O tipógrafo comentou que, nas ruas, alguns diziam que votar não bastava, pois a escolha do ministério dependia de decisões acima dos deputados. Outros defendiam que essa intervenção evitava crises e mantinha a ordem, equilibrando interesses do trono, dos partidos e das elites provinciais.
A conversa terminou com uma dúvida: afinal, quem mandava mais na política do Império — os eleitos ou quem podia trocar o governo?

Analise a situação narrada e identifique o mecanismo político do Segundo Reinado que ajuda a explicar esse jogo de forças entre imperador, ministério e Câmara.
Questão 5 · Objetiva
Ao catalogar papéis antigos de uma família de políticos do Império, um pesquisador encontrou dois registros. No primeiro, um deputado escreveu que, após críticas ao governo, a reunião dos representantes foi encerrada por ordem do monarca, e novas regras foram impostas para reorganizar o funcionamento do Estado. No segundo, décadas depois, um senador relatou que o gabinete de ministros caiu, e o mesmo monarca chamou outro líder para formar governo, mesmo sem uma mudança clara na opinião dos eleitores. Em ambos os casos, o autor afirma que a Coroa agiu para “evitar o conflito aberto” entre grupos que disputavam influência no centro do poder.

Interprete as situações descritas e identifique o mecanismo político-institucional que melhor explica a capacidade da Coroa de intervir nas disputas entre grupos durante o Primeiro e o Segundo Reinado.
Questão 6 · Objetiva
Em um currículo, os conteúdos de História aparecem organizados em torno de problemas, temas e processos, em vez de uma lista isolada de fatos.

— Essa organização é coerente com a BNCC porque permite ao estudante o quê?
Questão 7 · Objetiva
No início do regime imperial, o imperador recebeu prerrogativas para arbitrar conflitos entre os órgãos de governo. Essas prerrogativas permitiam suspender decisões legislativas, nomear membros do Judiciário e dissolver assembleias provinciais. A justificativa oficial era manter a coesão política diante de tensões entre representantes locais e a administração central, evitando excessos de qualquer facção.

Com base no texto, identifique o conjunto de prerrogativas que visava conter os embates entre Legislativo e Judiciário durante o Primeiro Reinado.
Questão 8 · Objetiva
Relato de diplomata britânico na corte imperial em meados de 1854: “O tabuleiro político brasileiro vivia sob constante tensão. De um lado, facções exigiam maior autonomia legislativa e eleições locais mais frequentes; de outro, grupos defendiam a centralização executiva para manter a ordem. Sob a Constituição de 1824, cabia ao imperador a prerrogativa de designar e destituir ministros; essa atribuição se tornava instrumento crucial para equilibrar tensões entre os partidos. A alternância de ministérios e a escolha de figuras conciliadoras garantiam governabilidade e impediam que uma só corrente obtivesse poder absoluto.”

Analise o texto e identifique qual ator político exercia o papel de mediador das disputas partidárias no Segundo Reinado.

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