Tensão em cabos: o aluno divide o peso e esquece o ângulo
O erro mais revelador em tensão em cabos é tratar cada cabo como se sustentasse uma parte direta do peso, ignorando o ângulo. Veja como ensinar, diagnosticar e avaliar esse conceito em diferentes séries.
Eu reconheço a cena: apresento um desenho de uma rede presa por dois cabos e pergunto quanto cada cabo suporta. O aluno olha para o peso, divide por dois e escreve a resposta com segurança. Quando pergunto onde entrou a inclinação dos cabos, ele percebe que não a usou — mas nem sempre entende por que ela importa. Esse raciocínio aparece mesmo quando a turma sabe calcular o peso e identifica que há dois cabos. O problema está em imaginar que toda a tensão aponta para cima.
Em outra aula, o erro muda de forma: o estudante usa seno quando o ângulo foi medido a partir da vertical, ou calcula a força total dos dois cabos e registra o resultado como tensão em cada um. Para mim, esses enganos são dados de diagnóstico, não apenas respostas erradas. Eles mostram se a dificuldade está no diagrama, na trigonometria, na interpretação do ângulo ou na distinção entre força resultante e força em cada cabo. Quando separo essas etapas, consigo ensinar o conceito com mais precisão.
O que é tensão em cabos, explicado para o professor
Tensão é a força de tração que um cabo esticado exerce sobre o objeto ao qual está preso. Sua direção acompanha o cabo, e seu sentido aponta para o ponto de sustentação. Quando um corpo está parado, a soma das forças precisa ser zero; porém, isso não significa que cada cabo sustente simplesmente metade do peso. Apenas a componente vertical da tensão pode equilibrar o peso, e essa componente depende do ângulo. Em dois cabos simétricos que fazem 30° com a vertical, por exemplo, cada componente vertical vale T cos 30°, então 2T cos 30° = mg. Se os 30° forem medidos com a horizontal, a componente vertical será T sen 30°. O conceito aparece em Física no 8º ano e na 1ª e 2ª séries, em situações de equilíbrio e movimento circular. As habilidades podem ser relacionadas à análise de forças e à modelagem de situações, sem atribuir aqui um código BNCC que não consta nas fichas.
O cabo ideal é tratado como esticado e transmite a força ao longo de seu próprio comprimento. Em um sistema simétrico, as componentes horizontais das duas tensões se cancelam; as componentes verticais, somadas, equilibram o peso. Essa distinção é o centro do conteúdo. Se o corpo está em repouso, usamos equilíbrio estático. Se passa por um ponto de uma trajetória circular, pode haver aceleração centrípeta: nesse caso, a força resultante radial não é zero, mesmo que o objeto esteja momentaneamente no ponto mais baixo.
O que o aluno precisa saber antes?
Antes de calcular tensão em cabos, verifico se a turma reconhece forças e unidades, calcula o peso por P = mg e compreende o que significa equilíbrio. As fichas apontam equilíbrio de forças como pré-requisito em quatro questões; tensão em cabos aparece como pré-requisito em duas; seno e cosseno, seno de ângulos, sistemas de polias e movimento circular também são citados. Esses dados não significam que todos os itens exijam o mesmo repertório: a questão de duas cordas verticais, por exemplo, pode ser resolvida com peso dividido igualmente, enquanto cabos inclinados exigem decomposição. Faço uma checagem curta: desenho um bloco suspenso, peço que a turma represente peso e tensão e pergunto qual componente equilibra o peso. Depois proponho um triângulo retângulo simples para identificar seno e cosseno. Assim localizo a lacuna antes de atribuir o erro à fórmula.
Uma verificação oral também ajuda: “A massa é 30 kg. Qual é o peso, usando g = 10 N/kg?” Se a resposta for 30 N, a turma ainda confunde massa com força. Se responder 300 N, pergunto em que unidade deve registrar a tensão. Em seguida, mostro dois cabos simétricos e peço que desenhem as componentes sem fazer contas. Observo se reconhecem que as componentes horizontais se anulam e as verticais se somam. Para testar a leitura angular, comparo dois desenhos: um ângulo marcado em relação à horizontal e outro em relação à vertical. Não preciso começar com uma prova longa. Um desenho, uma pergunta de justificativa e uma conta simples já revelam qual pré-requisito precisa ser retomado.
Quais são os erros mais comuns em tensão em cabos?
Nas sete fichas, a recorrência não é uma única conta malfeita, mas a perda de uma etapa do modelo físico. Em três questões, o erro típico menciona diretamente tratar a tensão como se fosse igual ao peso, sem considerar o ângulo. Outras fichas destacam confusão entre ângulo e fórmula, aplicação incorreta do equilíbrio ou direção da tensão. Os distratores mais prováveis também ajudam a planejar: A aparece em três questões, B em duas e C e D uma vez cada. Isso não permite afirmar que toda turma escolherá essas letras, mas indica quais raciocínios as alternativas foram desenhadas para revelar. Eu peço que o aluno explique sua escolha: a letra identifica a resposta; a justificativa mostra se ele ignorou a inclinação, dividiu a força total de modo indevido ou trocou seno por cosseno.
Dividir o peso por dois e ignorar a inclinação
Esse engano aparece com clareza nas questões da criança apoiada no cabo e do equipamento suspenso. O estudante vê dois cabos e assume T = mg/2, como se ambos fossem verticais. A causa costuma ser uma imagem mental incompleta: ele conta os cabos, mas não projeta as forças. Intervenho perguntando: “Quanto da tensão de cada cabo aponta para cima?” Depois desenho um vetor oblíquo e seu componente vertical. A alternativa de 150 N na questão da ponte de brincadeira é um exemplo: é metade de 300 N, mas não sustenta o objeto quando os cabos estão inclinados. O erro revela que o aluno reconhece a simetria, porém ainda não relaciona direção da força e contribuição vertical.
Tratar a tensão de cada cabo como o peso inteiro
Na rede, os 700 N de peso levam alguns alunos a marcar 700 N em cada cabo sem considerar que as componentes verticais dos dois lados se somam. Em outra situação, o aluno registra 300 N como tensão de uma corda, embora a pergunta indique duas cordas verticais dividindo igualmente a carga. São erros opostos na conta, mas ambos mostram que a relação entre força total e força por cabo não foi explicitada. Peço que nomeiem primeiro a resultante das forças dos cabos e só depois determinem quanto cabe a cada um. Na rede inclinada, inclusive, cada tensão pode ser maior que metade do peso, pois apenas sua componente vertical sustenta a carga. O contexto e o ângulo decidem o modelo.
Usar seno ou cosseno sem conferir de onde o ângulo foi medido
Na questão do equipamento, o ângulo de 30° é medido com a vertical, então a componente vertical é T cos 30°. Na rede, o ângulo é medido com a horizontal, e a componente vertical é T sen 30°. O distrator que usa seno no primeiro caso mostra uma dificuldade de leitura do desenho, não necessariamente desconhecimento de trigonometria. Antes de substituir valores, faço o aluno marcar o ângulo entre o vetor e o eixo vertical ou horizontal e identificar o cateto que representa a componente procurada. Uma regra decorada, como “sempre use seno”, falha quando muda a referência. A intervenção é comparar os dois desenhos e pedir que expliquem o que o ângulo mede.
Confundir força total com tensão em cada cabo
No balanço em movimento, cerca de 254 N é a força total fornecida pelas duas cordas no ponto mais baixo; cada uma exerce aproximadamente 127 N. O distrator C transforma corretamente a força resultante, mas a atribui inteira a cada corda. Na questão da rede, uma alternativa também fala em tensão total de 350 N, quando o equilíbrio precisa ser escrito com as componentes de cada lado. Para intervir, rotulo separadamente “resultante das duas cordas” e “tensão de uma corda”. Peço ao aluno que indique qual grandeza a pergunta solicita antes da conta. Esse erro revela que a álgebra pode estar correta, mas a resposta não corresponde ao objeto físico pedido.
Esquecer a aceleração centrípeta ou inverter a direção da tensão
No ponto mais baixo do balanço, a tensão total precisa superar o peso porque a resultante aponta para o centro da trajetória e fornece a aceleração centrípeta. Dividir apenas os 200 N do peso entre duas cordas resulta em 100 N por corda e ignora o termo associado a mv²/L. Outro aluno pode chegar ao valor correto, mas dizer que a tensão aponta para baixo. A corda puxa o corpo ao longo dela, em direção ao ponto de suspensão. Peço que desenhem o centro da trajetória e a força radial; depois escrevemos a segunda lei na direção vertical. Esses erros revelam, respectivamente, que equilíbrio foi aplicado onde há aceleração, ou que o sentido da força de tração ainda não está claro.
Como ensinar tensão em cabos passo a passo?
Eu organizo o ensino em uma sequência que adia a substituição de números até a turma ter um modelo. Primeiro, apresento um objeto suspenso por um único cabo vertical e nomeamos peso e tensão. Depois, desenho dois cabos verticais simétricos para separar força total de força por cabo. Só então inclino os cabos e decomponho cada tensão. A dica recorrente das fichas é aplicar as equações de equilíbrio; em uma questão, a recomendação específica é desenhar o diagrama de corpo livre. Para o balanço, a dica é calcular a velocidade no ponto mais baixo antes de encontrar a tensão. Essa ordem torna visível o que muda de um problema para outro: a geometria, a referência do ângulo ou a existência de aceleração. Peço que cada aluno registre uma justificativa física junto da operação matemática.
Etapa 1 — Identificar o sistema. Delimitamos o objeto analisado e desenhamos somente as forças que atuam nele. O peso aponta para baixo; cada tensão acompanha o cabo e aponta para o suporte. Etapa 2 — Verificar o estado. Se está em repouso, aplicamos equilíbrio. Se percorre uma trajetória circular, identificamos a aceleração radial e não impomos soma de forças igual a zero nessa direção. Etapa 3 — Escolher os eixos. Em cabos simétricos, o eixo vertical facilita somar componentes que sustentam o objeto. As componentes horizontais se cancelam. Etapa 4 — Interpretar o ângulo. Com referência vertical, a componente vertical é T cos θ; com referência horizontal, é T sen θ. Etapa 5 — Escrever a equação antes dos valores. Por fim, substituímos dados, calculamos e conferimos unidade e plausibilidade. Uma tensão maior que mg/2 não é automaticamente absurda quando os cabos estão inclinados.
Depois de modelar um caso guiado, proponho que a turma compare a rede com a ponte de cabos: na primeira, o ângulo de 30° é medido com a horizontal; na segunda, o triângulo fornece 0,6 m de altura e 1 m de comprimento, portanto a razão vertical é 0,6. Os alunos precisam explicar por que a equação usa seno, mesmo sem receber o ângulo explicitamente. Fecho com o balanço, perguntando por que o resultado no ponto mais baixo não pode ser obtido apenas dividindo o peso. Essa progressão reaproveita a mesma ideia de tensão, mas acrescenta uma nova exigência por vez. Se a turma falha, consigo voltar à etapa específica, em vez de repetir a resolução inteira sem localizar a dificuldade.
Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento?
As sete questões têm cálculo e papel de desafio; todas são indicadas para prova e diagnóstico, e seis também servem para atividade. Todas têm poder de discriminação alto, e os tempos registrados variam entre médio e longo. O nível de leitura é alto em três itens, médio em quatro. Nenhuma ficha recomenda lição de casa ou avaliação rápida; seis indicam simulado, enquanto a questão 7 não é recomendada para atividade. Uso esses dados como orientação de aplicação, não como regra absoluta. Para diagnóstico, escolho um item e analiso o procedimento, não apenas o acerto. Em atividade, comparo configurações com ângulos diferentes. Em prova ou simulado, distribuo itens de dificuldade interpretativa e cálculo mais exigente, reservando tempo compatível. Como não são questões rápidas, evito colocá-las como checagem de poucos minutos sem reduzir o escopo.
Para uma avaliação formativa, começo com uma situação de dois cabos verticais, como a questão de Ana, que isola peso e divisão igual. Ela permite verificar massa versus peso e partilha da carga, embora a ficha também marque como distrator mais provável uma resposta que dobra o peso. Em seguida, uso uma situação inclinada simples para observar decomposição. Para uma prova de maior discriminação, entram a rede, a ponte com dados geométricos ou o equipamento com ângulo dado em relação à vertical. A questão do balanço é especialmente adequada quando o conteúdo de movimento circular já foi trabalhado; sem esse pré-requisito, ela mistura dificuldades e o diagnóstico fica menos limpo. As fichas registram nível de leitura médio ou alto, então leio com atenção enunciados contextualizados e confiro se a turma entende a informação geométrica antes de atribuir o erro ao conceito físico.
As questões podem ser combinadas em uma sequência de avaliação: primeiro uma que verifica a relação entre peso e duas cordas; depois outra com cabos inclinados; por fim, o balanço, que exige articular energia, velocidade e força centrípeta. Como os tempos de resolução são médios em seis fichas e longo em uma, não trato o conjunto como uma avaliação rápida. Nas fichas, todas aparecem como adequadas para prova e diagnóstico; a questão 7 não aparece como adequada para atividade, e nenhuma é recomendada para lição de casa ou avaliação rápida. Isso não impede adaptações, mas é sensato respeitar o perfil registrado e oferecer tempo para diagramas e cálculos. O gerador de provas do GeraProva pode ajudar a organizar instrumentos de avaliação; com o cadastro grátis, você pode explorar a plataforma e planejar itens conforme seu objetivo pedagógico.
O que ensinar antes de tensão em cabos?
O acervo identifica equilíbrio de forças como pré-requisito central e aponta movimento circular para a questão do balanço. Também aparecem trigonometria básica — seno e cosseno —, cálculo de tensões e sistemas de polias. Eu começaria por equilíbrio de forças: é importante que o estudante compreenda que a soma das forças em cada eixo depende das componentes, e não apenas do número de apoios. Depois revisaria a leitura de triângulos retângulos e a escolha entre seno e cosseno a partir do ângulo indicado. Só então passaria a cabos inclinados. Movimento circular deve anteceder a questão do balanço, porque no ponto mais baixo a resultante radial não é nula. Não há códigos BNCC fornecidos nas fichas; por isso, não atribuo códigos específicos. Planejo a conexão curricular a partir dos objetivos de análise de forças e movimento correspondentes à série trabalhada.
Uma recuperação curta pode seguir três perguntas: “Quais forças atuam?”, “Em que direção está a resultante?” e “Qual componente contribui para equilibrar ou acelerar o corpo?”. Se a resposta à segunda pergunta for “nenhuma”, o caso é de equilíbrio estático; se houver trajetória circular, identificamos a direção centrípeta. Depois confirmamos se o aluno sabe ler o ângulo: a componente vertical depende de como ele foi definido no desenho. Na 1ª série, posso trabalhar a formulação algébrica e a interpretação quantitativa. No 8º ano, ajusto a complexidade trigonométrica e enfatizo a representação das forças, conforme o planejamento da turma. Na 2ª série, o balanço conecta tensão e movimento circular. A progressão deve acompanhar o que foi efetivamente ensinado, não apenas a série indicada no cabeçalho do item.
Que ligações com outros temas posso explorar?
As fichas apontam ciência e tecnologia como tema transversal, pensamento crítico como habilidade socioemocional e contexto científico de aplicação. Isso combina com exemplos de redes, balanços, pontes suspensas e sistemas de sustentação, mas não exige transformar a aula em uma atividade de risco ou em uma demonstração improvisada. Podemos discutir como projetos de engenharia consideram a direção das forças e por que a geometria de um cabo altera a tensão. Em práticas corporais de aventura, como na questão do equipamento de escalada, o contexto ajuda a perguntar que informações são necessárias para analisar uma situação com responsabilidade. O objetivo escolar é modelar e interpretar, não certificar equipamentos. Para trabalhar pensamento crítico, peço que os alunos comparem duas respostas numericamente plausíveis e defendam qual respeita o diagrama e as condições do problema.
Também relaciono o conceito à diferença entre um modelo ideal e uma situação real. Uma corda pode ter propriedades e limites que não aparecem na conta escolar; por isso, uma resposta calculada não deve ser apresentada como recomendação de segurança. Em sala, o ganho pedagógico está em compreender que uma força tem módulo, direção e sentido, e em reconhecer as hipóteses do problema. O pensamento crítico aparece quando o estudante verifica se a tensão calculada é por cabo ou total, confere a unidade e questiona se o corpo está parado ou acelerando. A conversa sobre tecnologia pode incluir pontes, balanços e equipamentos de sustentação, sempre com a ressalva de que projeto e uso seguros dependem de análise profissional e normas apropriadas.
Quais questões comentadas ajudam a diagnosticar tensão em cabos?
As sete questões a seguir percorrem situações de equilíbrio estático, ângulos medidos de formas diferentes, uma carga dividida entre cordas e um balanço em movimento circular. Recomendo não entregar as alternativas como uma simples lista de respostas: peça aos alunos que desenhem as forças, escolham a equação e expliquem o distrator que quase marcaram. As justificativas das alternativas erradas indicam concepções específicas, como ignorar o ângulo, confundir massa com peso, atribuir a força total a cada cabo ou inverter a direção da tensão. Compare os registros da turma com essas hipóteses, sem presumir que todo erro tenha a mesma causa. Os marcadores ao fim de cada item serão substituídos pela ficha técnica completa no sistema; não é necessário reproduzir esses dados no corpo da questão.
Questão 1 — Dois cabos simétricos sustentam uma criança de 30 kg em repouso. Cada cabo forma 30° com a vertical. Qual é a tensão em cada cabo? Use g = 10 m/s².
- ❌ A) T = 250 N. Esse valor não decorre do equilíbrio com a decomposição correta das forças. O erro revela tentativa de compensar o ângulo sem escrever a equação.
- ❌ B) T = 90 N. É insuficiente para que as componentes verticais sustentem o peso de 300 N. Revela falta de conferência do equilíbrio.
- ✅ C) T = mg/(2 cos 30°) ≈ 173 N. Como o ângulo é medido com a vertical, a componente vertical de cada cabo é T cos 30°. Assim, 2T cos 30° = 300 N.
- ❌ D) T = 300 N. Esse é o peso total, não a tensão em cada cabo. Revela confusão entre peso e tensão individual.
- ❌ E) T = 121 N. Não corresponde à equação de equilíbrio para esse ângulo. Revela substituição ou decomposição sem relacionar o ângulo ao eixo vertical.
O resultado pode parecer contraintuitivo: embora haja dois cabos, cada tensão é maior que 150 N porque só sua componente vertical sustenta a criança. Peço que os alunos verifiquem essa interpretação antes de calcular.
Questão 2 — Uma criança de 20 kg parte do repouso com as cordas do balanço a 30° da vertical. No ponto mais baixo, qual é aproximadamente a tensão em cada corda e qual sua direção? Use g = 10 m/s² e L = 1,50 m.
- ❌ A) Cerca de 100 N por corda, para o ponto de suspensão. A direção está correta, mas o valor ignora a aceleração centrípeta. Revela aplicação de equilíbrio estático ao movimento.
- ❌ B) Cerca de 127 N por corda, para baixo. O módulo está correto, mas a direção está invertida. A tensão aponta ao longo da corda, para o suporte.
- ❌ C) Cerca de 254 N por corda, para o ponto de suspensão. Aproximadamente 254 N é a força total das duas cordas, não a tensão em cada uma. Revela confusão entre resultante e força individual.
- ❌ D) Cerca de 140 N por corda, para o ponto de suspensão. Esse resultado pode surgir de uma aproximação incorreta para cos 30° ao calcular a velocidade. Revela pouca atenção à precisão das etapas.
- ✅ E) Cerca de 127 N por corda, para o ponto de suspensão. Pela conservação de energia, v² = 2gL(1 − cos 30°) ≈ 4,02 m²/s². No ponto mais baixo, a força total para cima é mg + mv²/L ≈ 253,6 N; dividindo entre duas cordas, T ≈ 127 N.
O ponto didático é que o corpo está em movimento circular e precisa de resultante dirigida para o centro. A tensão total, portanto, supera o peso nesse ponto.
Questão 3 — Um aluno de 70 kg está deitado em uma rede sustentada por dois cabos simétricos que formam 30° com a horizontal. Qual é a tensão em cada cabo? Use g = 10 m/s².
- ❌ A) T = mg + m·α. Essa expressão não representa o equilíbrio da situação e soma grandezas sem um modelo aplicável. Revela dificuldade em escolher a equação física.
- ❌ B) 350 N em cada cabo. A soma das componentes verticais não chegaria a 700 N com esse valor e esse ângulo. Revela divisão do peso sem considerar a projeção.
- ❌ C) A tensão total nos cabos é 350 N. É insuficiente para equilibrar o peso e confunde tensão total com contribuição vertical. Revela perda da relação entre forças e componentes.
- ✅ D) T = mg/(2 sen 30°) = 700 N em cada cabo. O ângulo é medido com a horizontal, então a componente vertical de cada tensão é T sen 30°. Logo, 2T sen 30° = 700 N.
- ❌ E) 1.400 N em cada cabo. É o dobro do resultado correto. Revela dificuldade em interpretar a soma das componentes dos dois cabos.
Vale comparar este item com o dos cabos a 30° da vertical: a mudança na referência do ângulo muda seno por cosseno, mas não muda a ideia de somar componentes verticais.
Questão 4 — Um equipamento de 30 kg permanece parado, sustentado por dois cabos simétricos que formam 30° com a vertical. Qual é a tensão em cada cabo? Use g = 10 m/s².
- ❌ A) 150 N. Divide o peso por dois, mas ignora que apenas a componente vertical de cada tensão sustenta o equipamento. Revela raciocínio de cabos verticais aplicado a cabos inclinados.
- ❌ B) Aproximadamente 520 N. Multiplica pelo número de cabos e pelo cosseno, em vez de isolar a tensão na equação. Revela dificuldade algébrica e de interpretação da componente.
- ❌ C) Aproximadamente 260 N. Multiplica o peso pelo cosseno e não considera corretamente as duas contribuições verticais. Revela confusão entre projetar a tensão e modificar o peso.
- ❌ D) 300 N, usando o seno. O ângulo foi medido com a vertical; a componente vertical deve usar cosseno. Revela leitura insuficiente da referência angular.
- ✅ E) T = 300/(2 cos 30°) ≈ 173 N. As duas componentes verticais equilibram o peso: 2T cos 30° = 300 N.
O enunciado oferece a relação de equilíbrio, mas isso não elimina a necessidade de interpretá-la. Peço que a turma explique por que aparece o cosseno antes de substituir os números.
Questão 5 — Uma criança de 30 kg fica no meio de uma ponte de brincadeira. Cada lado do cabo forma um triângulo com 0,8 m na horizontal e 0,6 m na vertical; cada lado mede 1 m. Qual é a tensão em cada lado? Use g = 10 N/kg.
- ❌ A) 300 N. É o peso inteiro atribuído a cada cabo. Revela que o aluno não somou as componentes verticais dos dois lados.
- ❌ B) 150 N. Divide o peso por dois como se os cabos fossem verticais. Revela que reconhece dois lados, mas ignora a inclinação.
- ✅ C) 250 N. O peso é 300 N e a razão entre altura e comprimento é 0,6, logo a componente vertical de cada tensão é 0,6T. Então 2 × 0,6T = 300 e T = 250 N.
- ❌ D) 500 N. Divide pelo seno, mas deixa de considerar que há dois lados contribuindo. Revela erro ao montar a equação de equilíbrio.
- ❌ E) 600 N. Multiplica o peso por dois e confunde número de cabos com tensão em cada cabo. Revela dificuldade em distinguir carga total de forças individuais.
Este problema permite avaliar se a turma extrai a razão trigonométrica a partir de medidas geométricas, em vez de receber o ângulo pronto.
Questão 6 — Ana, de massa 30 kg, fica parada segurando duas cordas iguais. Considerando que o peso se divide igualmente entre elas, qual é a tensão em cada corda? Use g = 10 N/kg.
- ❌ A) 30 N. Repete o valor da massa como se fosse uma força. Revela confusão entre quilograma e newton.
- ❌ B) 600 N. Dobra o peso em vez de dividi-lo entre as duas cordas. Revela erro ao interpretar “divide igualmente”.
- ❌ C) 300 N. Calcula corretamente o peso, mas o atribui inteiro a cada corda. Revela que não considerou a divisão informada.
- ✅ D) 150 N. O peso é 30 × 10 = 300 N; dividido igualmente entre duas cordas, cada uma sustenta 150 N.
- ❌ E) 15 N. Divide a massa por dois sem primeiro convertê-la em peso. Revela que a etapa de cálculo de força gravitacional foi omitida.
É uma boa questão de entrada para verificar unidades e partilha igual da carga, mas não testa a decomposição de cabos inclinados. Essa diferença importa ao interpretar o resultado diagnóstico.
Questão 7 — Uma pessoa de 50 kg fica parada no centro de uma ponte suspensa leve, sustentada por dois cabos simétricos que formam 20° com a horizontal. Qual é a tensão em cada cabo? Use g = 10 m/s².
- ❌ A) 1.000 N. Não decorre das componentes verticais exigidas pelo equilíbrio. Revela ausência de uma estratégia de decomposição e conferência.
- ❌ B) 400 N. Não satisfaz a equação para o ângulo informado. Revela cálculo sem verificar se as componentes equilibram 500 N.
- ❌ C) 250 N. Ignora o ângulo e trata a carga de modo incompatível com a geometria. Revela uma estimativa sem projeção das forças.
- ❌ D) 15.000 N. É extremamente maior que o valor necessário e não corresponde aos dados. Revela erro de operação ou de leitura das grandezas.
- ✅ E) Aproximadamente 731 N. O ângulo é medido com a horizontal, então 2T sen 20° = mg = 500 N. Assim, T = 500/(2 sen 20°) ≈ 731 N.
Como sen 20° é pequeno, cada tensão precisa ser bem maior que metade do peso para que suas componentes verticais somem 500 N. O diagrama de corpo livre ajuda a tornar isso visível.
Perguntas frequentes sobre tensão em cabos
As dúvidas mais frequentes dos professores costumam se concentrar em três decisões: quando dividir o peso, como escolher seno ou cosseno e quando considerar movimento circular. Também vale esclarecer o que uma questão diagnóstica realmente informa e por que a tensão pode superar o peso. Minhas respostas abaixo são autocontidas para facilitar o planejamento e a retomada do conteúdo em sala. Em todas elas, o ponto de partida é o diagrama de forças: ele mostra quais cabos atuam no objeto, em que direção as forças apontam e se o corpo está em equilíbrio ou acelerando. A conta vem depois. Essa ordem também ajuda a interpretar alternativas erradas como evidência sobre a estratégia do aluno, sem reduzir o diagnóstico a marcar certo ou errado.
Quando posso simplesmente dividir o peso pelo número de cabos?
Quando o problema informa ou permite concluir que os cabos verticais e compartilham igualmente o peso. Em cabos inclinados, é a soma das componentes verticais que equilibra o peso; por isso, em geral, não basta dividir mg pelo número de cabos.
Como decido entre seno e cosseno?
Identifique o eixo em relação ao qual o ângulo foi medido e a componente que precisa calcular. Se o ângulo está em relação à vertical, a componente vertical usa cosseno; se está em relação à horizontal, usa seno. Sempre confirme no desenho.
A tensão pode ser maior que o peso do objeto?
Sim. Em cabos inclinados, somente a componente vertical da tensão sustenta o peso. Como essa componente é menor que a tensão total, cada cabo pode exercer uma tensão superior à metade do peso, e em certas configurações pode superar o próprio peso.
Por que a tensão no balanço é maior no ponto mais baixo?
Na questão apresentada, o balanço está em movimento e precisa de aceleração centrípeta voltada para o ponto de suspensão. A resultante para cima deve superar o peso; portanto, a tensão total das cordas precisa ser maior que mg naquele ponto.
Qual questão é melhor para começar o diagnóstico?
A questão de duas cordas verticais ajuda a observar massa, peso e divisão igual, mas não testa ângulos. Para diagnosticar decomposição, use uma situação inclinada e peça o diagrama e a justificativa, além do valor numérico.
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