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Concordância verbal: exercícios resolvidos com explicação

Concordância verbal: exercícios resolvidos com explicação

Eu já perdi a conta de quantas vezes corrigi prova de Língua Portuguesa e encontrei o mesmo padrão: aluno que até entende o conteúdo na explicação, mas tropeça na hora de fazer a concordância verbal sozinho. Na minha experiência com turmas do ensino médio, isso acontece menos por falta de regra e mais por excesso de detalhes soltos. Quando o estudante não sabe localizar o sujeito com segurança, qualquer frase um pouco mais invertida vira armadilha.

O que mais funcionou para mim foi parar de ensinar concordância verbal como uma lista para decorar e começar a tratar como um passo a passo de leitura da frase. Quando eu mostro onde o aluno deve olhar primeiro, o índice de acerto sobe bastante. Abaixo, reuni o que costumo usar em sala, com exemplos e exercícios resolvidos do jeito que eu explicaria para outro professor no corredor.

Onde a turma mais tropeça em concordância verbal

Antes de passar exercícios, eu sempre tento mapear os erros mais comuns. Isso evita aquela correção cansativa em que a gente percebe que metade da sala errou pelo mesmo motivo. Em geral, eu vejo quatro pontos recorrentes:

  • Sujeito posposto ao verbo: o aluno lê rápido e acha que o verbo deve concordar com a palavra mais próxima, não com o sujeito real.
  • Expressões que parecem plurais, como mais de um ou a maioria de, que confundem bastante.
  • Verbo haver com sentido de existir: muita gente ainda escreve haviam problemas.
  • Sujeito composto, principalmente quando aparece depois do verbo ou ligado por expressões como nem... nem.

Quando eu organizo a aula a partir desses pontos, a correção deixa de ser só "certo ou errado" e vira diagnóstico. O aluno começa a perceber por que escolheu um verbo no singular ou no plural. E isso, para mim, vale muito mais do que acertar por intuição.

Regras que destravam a concordância verbal

Sujeito simples, sujeito composto e ordem da frase

Eu costumo resumir a ideia central assim: o verbo concorda com o núcleo do sujeito. Parece básico, mas faz toda a diferença quando a frase vem invertida. Em vez de perguntar apenas "qual é o verbo?", eu faço a turma responder primeiro: "quem pratica a ação?" ou "de quem se fala?".

  • Sujeito simples: O aluno revisou o conteúdo. O núcleo é aluno, então o verbo fica no singular.
  • Sujeito composto: O aluno e a professora revisaram o conteúdo. Como há dois núcleos, o verbo vai para o plural.
  • Sujeito depois do verbo: Chegaram os alunos. Mesmo vindo depois, o sujeito continua sendo os alunos.

Na prática, eu percebo que muitos erros desaparecem quando o aluno sublinha o sujeito antes de marcar a alternativa. É simples, mas funciona.

Casos que costumam confundir

Aqui entram os pontos que eu sempre reviso antes da avaliação, porque sei que vão aparecer.

  • Verbo haver no sentido de existir é impessoal: Havia dúvidas na turma. Nada de haviam dúvidas.
  • Expressão "mais de um" normalmente pede verbo no singular: Mais de um aluno faltou.
  • Verbos com ideia de tempo ou fenômeno em certos usos também ficam no singular: Faz dois anos, Choveu ontem.
  • Nem... nem costuma levar o verbo ao plural quando liga dois núcleos: Nem o diretor nem os coordenadores compareceram.

Quando eu monto revisão, gosto de misturar frases fáceis com pegadinhas leves. Isso ajuda a turma a perceber que a regra não muda porque a frase parece mais sofisticada; o procedimento é que precisa ficar firme.

Exercícios resolvidos com explicação

A seguir, estão questões autorais no formato que eu costumo usar em lista e simulado. O foco não é só marcar a correta, mas justificar por que as outras estão erradas. Essa parte, para mim, é a que mais ensina.

1. Assinale a frase com concordância verbal correta.

  • a) Mais de um aluno faltaram à revisão. — Errada porque a expressão mais de um, em regra, exige o verbo no singular.
  • b) Mais de um aluno faltou à revisão. — Correta, porque o verbo concorda com a expressão em valor singular.
  • c) Mais de um alunos faltou à revisão. — Errada porque, além de soar inadequada, há problema de estrutura nominal em um alunos.
  • d) Mais de um aluno faltariam à revisão. — Errada porque o verbo foi para o plural sem justificativa e ainda criou uma flexão incompatível com a construção.

Eu uso essa questão para mostrar que o aluno precisa reconhecer a expressão inteira, e não só a palavra alunos. Quem bate o olho no plural costuma errar.

2. Em qual alternativa o verbo está empregado corretamente?

  • a) Haviam muitos recados na coordenação. — Errada porque o verbo haver, com sentido de existir, é impessoal e fica no singular.
  • b) Havia muitos recados na coordenação. — Correta, porque havia está no singular, como pede o uso impessoal.
  • c) Houveram muitos recados na coordenação. — Errada pelo mesmo motivo: nesse sentido, o verbo não vai para o plural.
  • d) Existia muitos recados na coordenação. — Errada porque o verbo existir concorda normalmente com o sujeito; o adequado seria existiam muitos recados.

Essa é clássica. Eu sempre comparo haver e existir no quadro, porque a turma entende melhor quando vê que os dois têm sentidos próximos, mas comportamentos diferentes na concordância.

3. Assinale a opção correta.

  • a) Falta dez minutos para o sinal. — Errada porque o sujeito é dez minutos, no plural.
  • b) Faltam dez minutos para o sinal. — Correta, já que o verbo concorda com o sujeito plural, mesmo vindo antes dele.
  • c) Faltou dez minutos para o sinal. — Errada pela mesma razão: o sujeito continua sendo plural.
  • d) Dez minutos falta para o sinal. — Errada porque, mesmo com a ordem alterada, o verbo deve concordar com dez minutos.

Aqui eu reforço uma coisa que repito bastante: ordem da frase não muda a regra. Se o sujeito está depois do verbo, ele continua mandando na concordância.

4. Marque a frase correta quanto à concordância verbal.

  • a) Nem o diretor nem os coordenadores compareceu à reunião. — Errada porque há sujeito composto; o verbo deve ir para o plural.
  • b) Nem o diretor nem os coordenadores compareceram à reunião. — Correta, pois o verbo concorda com os núcleos do sujeito ligados por nem... nem.
  • c) Nem o diretor nem os coordenadores comparecerá à reunião. — Errada porque a flexão no singular não acompanha o sujeito composto.
  • d) Nem o diretor nem os coordenadores comparecesse à reunião. — Errada porque a forma verbal não corresponde ao contexto da frase e também não resolve a concordância.

Eu gosto dessa questão porque ela ajuda a diferenciar erro de concordância de erro de modo e tempo verbal. Às vezes, o aluno sabe que "soa estranho", mas ainda não sabe nomear o problema.

Como eu corrijo sem transformar o conteúdo em decoreba

Depois dos exercícios, eu costumo fazer uma correção comentada em etapas. Em vez de entregar a resposta pronta, peço que a turma siga um roteiro simples:

  • 1. Localizar o verbo.
  • 2. Perguntar quem é o sujeito da oração.
  • 3. Ver se há algum caso especial, como haver impessoal ou expressão fixa.
  • 4. Só então decidir se o verbo vai para o singular ou plural.

Esse procedimento ajuda muito os alunos que erram por pressa. Na minha turma, quando eu faço a correção desse jeito duas ou três vezes, eles começam a repetir mentalmente o processo. E aí a concordância verbal deixa de parecer um monte de exceções soltas.

Outra estratégia que me deu resultado foi pedir que o estudante reescreva a frase trocando a ordem dos termos. Por exemplo: de Faltam dez minutos para Dez minutos faltam. Quando ele percebe que o sujeito continua sendo o mesmo, a regra fica mais concreta.

Como eu organizo listas e provas sem perder tempo

Eu sei bem como é ficar caçando exemplos, montando alternativas e tentando equilibrar nível de dificuldade. Quando quero variar exercícios de concordância verbal sem gastar meu planejamento inteiro, costumo usar a página inicial do GeraProva como apoio para gerar questões, adaptar comandos e criar versões diferentes da mesma habilidade. Não substitui meu olhar de professor, mas acelera muito a parte mecânica.

Também acho útil quando preciso separar atividades por nível: uma lista mais direta para revisão, outra com frases mais sofisticadas para aprofundamento. Se você ainda não testou, dá para fazer um cadastro grátis e experimentar com calma. Eu gosto justamente porque economiza tempo sem tirar a autonomia de ajustar o material ao perfil da turma.

Se quiser levar essas ideias para a sala sem gastar horas montando exercício do zero, vale testar o GeraProva como ferramenta de apoio. Eu uso desse jeito: preservo meu critério pedagógico e deixo a plataforma cuidar da parte repetitiva para eu focar no que importa, que é a aprendizagem da turma.

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