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Atividades sobre Processos de criação com gabarito — 6º ano, 7º ano, 8º ano, 9º ano (EF69AR28)

Atividades sobre Processos de criação com gabarito — 6º ano, 7º ano, 8º ano, 9º ano (EF69AR28)

Quando recebo a EF69AR28 no planejamento de Arte, eu sei que não basta propor uma encenação e avaliar quem decorou mais falas. O desafio é transformar a criação teatral em experiência de grupo: com escolhas, escuta, conflitos, divisão de responsabilidades e revisão de caminhos.

Isso cabe muito bem na realidade da escola, mesmo sem palco, figurino ou equipamentos. Uma roda, alguns objetos da sala e uma situação para improvisar já permitem observar como a turma cria junto. A seguir, organizo possibilidades práticas e questões para usar do 6º ao 9º ano.

O que a habilidade EF69AR28 pede, de verdade?

A EF69AR28 pede que eu ajude os estudantes a conhecer e experimentar funções que fazem uma peça acontecer, como atuação, direção, dramaturgia, sonoplastia, iluminação, produção e figurino, entendendo que nenhuma delas trabalha isoladamente. Mais do que identificar nomes, a turma precisa viver processos de criação e conversar sobre o que facilita ou dificulta a colaboração: ouvir propostas diferentes, cumprir combinados, negociar mudanças, lidar com timidez, distribuir tarefas e reconhecer o trabalho de cada pessoa. Na prática, avalio se o estudante percebe que teatro não é só estar em cena; é construir decisões coletivas e assumir responsabilidades no grupo. Posso fazer isso com improvisações curtas, cenas inspiradas no cotidiano escolar ou projetos de apresentação. O ponto central é dar espaço para experimentar papéis, refletir sobre o processo e compreender os desafios reais de criar com outras pessoas.

“Investigar e experimentar diferentes funções teatrais e discutir os limites e desafios do trabalho artístico coletivo e colaborativo.”

Essa habilidade está na unidade temática Teatro, no objeto de conhecimento Processos de criação, e pode ser desenvolvida no 6º, 7º, 8º e 9º ano. Para consultar o detalhamento e acessar mais itens, uso a consulta completa do código EF69AR28.

Como trabalhar EF69AR28 em sala?

1. Rodízio de funções em uma cena curta

Eu separo grupos e proponho uma cena de dois ou três minutos, por exemplo: um mal-entendido no recreio ou a organização de uma festa da escola. Em cada ensaio, os estudantes trocam de função: quem atuou vira diretor, quem dirigiu cuida dos sons e assim por diante. Depois, pergunto: qual função exigiu mais atenção? O que mudou na cena após a orientação do diretor?

2. Improviso com objetos da sala

Uso mochila, cadeira, estojo, papel ou uma garrafa vazia como disparadores. Cada grupo sorteia um objeto e precisa atribuir a ele uma função na história. Um estudante pode organizar a cena, outro criar efeitos sonoros com o corpo e objetos, e outros interpretar. É uma maneira barata de trabalhar criatividade, flexibilidade e negociação.

3. Mapa de responsabilidades da montagem

Antes de qualquer apresentação, monto com a turma uma lista coletiva: quem decide os movimentos? Quem pesquisa sons? Quem adapta o texto? Quem controla entradas e saídas? O mapa mostra que uma produção teatral depende de várias funções e evita que sempre os mesmos estudantes assumam tudo.

4. Roda de conversa após o ensaio

Reservo cinco minutos para uma conversa objetiva: “O que funcionou?”, “Qual conflito apareceu?”, “Como o grupo resolveu?” e “Que tarefa precisa ser redistribuída?”. Essa etapa é essencial: a habilidade inclui discutir limites e desafios do trabalho coletivo, não apenas apresentar um resultado final.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão da EF69AR28 precisa cobrar a compreensão das funções teatrais e da criação colaborativa. Posso apresentar uma situação de ensaio, pedir que o estudante relacione ator e diretor, compare teatro tradicional e improviso ou reconheça a participação da comunidade em uma narrativa coletiva. Em atividades práticas, observo participação, escuta, capacidade de propor ideias, respeito aos combinados e reflexão sobre o próprio papel.

Um erro comum é avaliar somente a desenvoltura de quem atua. Isso exclui estudantes que contribuem muito na organização, na criação de sons, na escrita ou na direção. Outro erro é transformar a avaliação em cobrança de definições decoradas. Eu prefiro situações concretas: se a cena travou, o que o grupo pode fazer? Quem coordena a visão artística? Como a improvisação pede flexibilidade? Assim, a prova conversa com a experiência vivida.

Questões prontas de EF69AR28 (com gabarito comentado)

1. Em uma aula de Arte, os estudantes criaram uma cena em grupo. Para realizá-la, precisaram ouvir os colegas, dividir tarefas e representar personagens com ideias e sentimentos diferentes dos seus. Qual alternativa melhor justifica a relevância do teatro na educação de jovens, considerando essa situação?

  • ❌ A) Prioriza somente o talento individual dos participantes. A situação mostra produção coletiva, escuta e divisão de tarefas.
  • ✅ B) Favorece a convivência e a empatia entre os estudantes. O teatro envolve colaboração e compreensão de diferentes pontos de vista.
  • ❌ C) Substitui o estudo de outras linguagens artísticas. Cada linguagem da Arte contribui de modo próprio.
  • ❌ D) Valoriza apenas a memorização de falas e movimentos. A atividade vai além disso e envolve interação e escolhas coletivas.
  • ❌ E) Serve apenas para ocupar o tempo livre da turma. Há objetivos de expressão, convivência e aprendizagem.

2. Compare as funções dos atores e do diretor em uma peça de teatro.

  • ❌ A) Ambos escrevem o roteiro. Essa é função do dramaturgo.
  • ❌ B) Atores criam a visão artística. A coordenação dessa visão é responsabilidade do diretor.
  • ✅ C) Diretor coordena, atores interpretam. O diretor organiza a produção, enquanto os atores dão vida aos personagens.
  • ❌ D) Atores controlam a bilheteira. Trata-se de uma função administrativa.
  • ❌ E) Ambos atuam de forma independente. A criação teatral exige trabalho conjunto.

3. Analise o papel do ator no teatro contemporâneo.

  • ❌ A) Atores têm papéis fixos e tradicionais. Essa fixidez é mais associada a modelos clássicos.
  • ❌ B) Atores atuam apenas em dramas. Eles trabalham em diferentes gêneros.
  • ✅ C) Atores criam seus personagens de forma colaborativa. A criação colaborativa é marcante no teatro contemporâneo.
  • ❌ D) Atores não interagem com o público. A interação pode ser fundamental nas propostas atuais.
  • ❌ E) Atores são apenas intérpretes de texto fixo. Eles também podem ter liberdade criativa.

4. Discuta a importância do teatro na construção de narrativas coletivas em uma comunidade.

  • ❌ A) Promove histórias individuais apenas. Narrativas coletivas dependem de vozes compartilhadas.
  • ✅ B) Envolve a participação da comunidade. Essa participação é essencial para construir uma narrativa coletiva.
  • ❌ C) Foca em temas universais apenas. É importante considerar as especificidades da comunidade.
  • ❌ D) Ignora a cultura local. A cultura local fortalece a criação coletiva.
  • ❌ E) Utiliza só atores profissionais. Pessoas não profissionais também podem contribuir.

5. Compare as funções do ator no teatro tradicional e no teatro de improviso.

  • ❌ A) No tradicional, o ator não interage. Há interação, embora geralmente mais controlada.
  • ❌ B) Ambos precisam seguir roteiros fixos. No improviso, não há roteiro fixo.
  • ❌ C) O ator improvisa no teatro tradicional. A improvisação é menos comum nesse modelo.
  • ✅ D) No improviso, o ator deve ser flexível. Ele precisa reagir às propostas que surgem na cena.
  • ❌ E) No tradicional, a criatividade é irrelevante. A criatividade é importante em qualquer prática teatral.

6. Defina a função do diretor em uma produção teatral.

  • ✅ A) Coordena a visão artística. O diretor é responsável pela interpretação e organização artística da obra.
  • ❌ B) Escreve o roteiro. Essa função cabe ao dramaturgo.
  • ❌ C) Atua em cena. Essa é, principalmente, a função dos atores.
  • ❌ D) Cuidar apenas da iluminação. O diretor supervisiona a produção de modo mais amplo.
  • ❌ E) Não tem papel na produção. O diretor é essencial na construção da peça.

Próximos passos para levar à aula

Eu começaria com uma improvisação pequena e um rodízio simples de funções. Depois, usaria uma ou duas questões para verificar se a turma compreendeu o processo. No acervo do GeraProva, há 155 questões alinhadas à EF69AR28; também posso acessar o gerador de provas do GeraProva para selecionar itens e adaptar a avaliação à minha turma.

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