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Atividades de Riscos e Segurança em Atividades Cotidianas para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões de Física sobre segurança em situações cotidianas, de capacetes e instalações elétricas a aquecimento e radiação. Confira o gabarito comentado e ideias para trabalhar cálculos e tomada de decisão com a turma.

Atividades de Riscos e Segurança em Atividades Cotidianas para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando trabalho segurança em situações cotidianas com a 3ª série do Ensino Médio, procuro aproximar os conceitos de Física de decisões que fazem parte da vida: usar capacete, avaliar um circuito elétrico ou interpretar uma medida de intensidade. A turma precisa mais do que aplicar fórmulas; precisa entender o que os resultados permitem concluir e quais informações não foram dadas.

Nas questões desta proposta, os contextos incluem bicicleta, chuveiro, capacitor, aquecimento de água, bateria e micro-ondas. Eu uso esse conjunto para observar tanto os cálculos quanto a leitura cuidadosa do enunciado. A ideia é discutir riscos sem transformar uma estimativa física em orientação técnica para consertar instalações ou aparelhos: dimensionamento e reparos devem seguir normas e ser feitos por profissionais habilitados.

O que o aluno de 3ª série precisa saber sobre Riscos e Segurança em Atividades Cotidianas

Para analisar riscos cotidianos em Física, o estudante precisa relacionar os conceitos estudados às consequências possíveis de uma situação, sem concluir além dos dados disponíveis. Isso envolve reconhecer a função de um capacete na proteção da cabeça e calcular grandezas elétricas com relações como P = V·I e V = I·R. Também é necessário distinguir corrente, potência, tensão e resistência, considerar a resistência total de um circuito e comparar a corrente calculada com o valor nominal de um disjuntor, sem tratar essa conta isolada como projeto de instalação. Em situações de aquecimento, a turma pode calcular a energia térmica Q = mcΔT e a potência média P = Q/t; em corrente alternada, deve diferenciar tensão de pico e tensão eficaz. Por fim, precisa interpretar a relação entre intensidade e distância e avaliar o significado de um resultado. O foco é argumentar com unidades, explicitar hipóteses e reconhecer limites: uma conta escolar ajuda a compreender riscos, mas não substitui normas técnicas nem avaliação profissional.

O que ele precisa saber antes

As questões exigem alguns conhecimentos prévios que vale a pena retomar antes da avaliação. Para os itens de eletricidade, reviso potência elétrica, cálculo de corrente a partir de potência e tensão, Lei de Ohm e associação de resistências em série para identificar a resistência total. No item do capacitor, também é necessário reconhecer a capacitância e usar a expressão fornecida para a corrente de fuga, com frequência angular ω = 2πf.

As questões de aquecimento pedem a relação entre calor, massa, calor específico e variação de temperatura, além da conversão de minutos para segundos ao calcular potência média. Para o anel, a turma precisa saber obter a tensão eficaz a partir da tensão máxima e calcular potência em um resistor. Já o problema de intensidade requer rearranjar uma fórmula e compreender que, no modelo apresentado, a intensidade diminui com o quadrado da distância. No item do capacete, o pré-requisito central é compreender sua função protetora e que a força informada, sozinha, não determina o resultado de um acidente.

Onde os alunos mais erram

Nos cálculos elétricos, um erro recorrente previsto nas questões é confundir as relações entre potência, tensão e corrente. Isso pode levar a uma corrente subestimada ou ao uso de um disjuntor incompatível com o valor calculado. Em curto-circuito, outro tropeço é considerar somente a resistência do fio e esquecer a resistência interna da bateria. A conta fica incompleta porque a corrente depende da resistência total indicada no enunciado.

Também observo como risco de interpretação a confusão entre tensão máxima e tensão eficaz: usar o valor de pico diretamente na fórmula da potência altera o resultado. No aquecimento da água, considerar apenas a massa, sem calcular a variação de temperatura e dividir pela duração do processo, não responde ao que foi perguntado. Para a intensidade de radiação, escolher uma distância intuitivamente pequena pode ignorar a relação quadrática apresentada.

No item do capacete, o distrator mais provável restringe seu uso a altas velocidades. Esse raciocínio cria uma condição que o enunciado não oferece: a velocidade não foi informada, e a função do capacete é proteger a cabeça em caso de impacto. Também é importante evitar inferir que a ciclovia elimina o risco ou atribuir ao capacete a proteção principal do tórax. Em todos os itens, peço que a turma separe dado, cálculo e conclusão.

Como trabalhar em sala

  • Comece pela leitura dos dados: peça que os estudantes sublinhem grandezas, unidades e o que se deseja descobrir. Antes de calcular, podem explicar em uma frase qual relação física pretendem usar.
  • Faça estimativas antes da conta: em duplas, os alunos podem prever se a corrente de um chuveiro será menor ou maior que 10 A e depois conferir numericamente. A estimativa ajuda a identificar resultados incompatíveis sem substituir o cálculo.
  • Compare respostas plausíveis e implausíveis: use alternativas erradas para conversar sobre o raciocínio por trás delas. Por exemplo, pergunte qual dado foi ignorado quando alguém calcula a corrente de curto-circuito sem considerar a resistência interna.
  • Peça justificativas com unidades: em vez de aceitar apenas um número, solicite a fórmula, a substituição dos valores e uma frase de interpretação. Isso permite diferenciar erro aritmético de confusão conceitual.
  • Feche com limites e segurança: discuta o que uma questão permite afirmar e o que exigiria consulta a normas ou avaliação profissional. Os cálculos escolares servem para compreender fenômenos, não para recomendar intervenções em circuitos domésticos.

Questões prontas de Riscos e Segurança em Atividades Cotidianas para a 3ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

1. Ao sair de casa, um ciclista não usa capacete e se envolve em um acidente. Se o impacto é de 3000 N, qual a importância do capacete para sua segurança?

  • ❌ A) Não é importante, pois a velocidade é baixa. O enunciado não informa a velocidade; além disso, não há base para dispensar a proteção por essa suposição.
  • ❌ B) Protege principalmente o tórax durante a colisão. O capacete tem como função proteger a cabeça, não o tórax.
  • ❌ C) Pode ser dispensável se a ciclovia for segura. A situação não informa que havia ciclovia, e uma via segura não elimina a possibilidade de acidente.
  • ❌ D) Só é necessário em altas velocidades. A velocidade não foi dada e o enunciado não permite limitar a importância do capacete a essa condição.
  • ✅ E) É importante, pois pode reduzir lesões na cabeça. Essa é a função protetora relevante. A força de 3000 N, isoladamente, não permite calcular a eficácia do capacete naquele acidente específico.

2. Um chuveiro elétrico consome 5500 W quando ligado em 220 V. Qual a corrente elétrica aproximada e que valor de disjuntor é apropriado para proteção da linha?

  • ❌ A) I ≈ 20 A; disjuntor de 20 A. A corrente fica abaixo do resultado de P/V, que é aproximadamente 25 A; um disjuntor abaixo da corrente calculada não corresponde à opção indicada.
  • ✅ B) I ≈ 25 A; disjuntor de 30 A com cabo adequado. Como P = V·I, I = 5500/220 = 25 A. A alternativa considera um disjuntor acima da corrente nominal e cabos dimensionados adequadamente. A instalação real deve seguir critérios técnicos.
  • ❌ C) I ≈ 10 A; disjuntor de 10 A. O valor não resulta da divisão da potência pela tensão e é muito inferior à corrente calculada.
  • ❌ D) I ≈ 30 A; disjuntor de 40 A. Tanto a corrente quanto o disjuntor se afastam do cálculo apresentado; um disjuntor muito acima do necessário pode deixar de proteger adequadamente contra sobrecarga.
  • ❌ E) I ≈ 50 A; disjuntor de 60 A. A corrente está superestimada: a relação P/V fornece aproximadamente 25 A, não 50 A.

3. Um chuveiro elétrico consome 4500 W e está ligado a uma rede de 220 V. Um disjuntor de 10 A foi instalado no circuito. Esse disjuntor é adequado para proteger o circuito? Justifique numericamente.

  • ❌ A) O chuveiro consome apenas 220 W para operar eficientemente. O enunciado informa potência de 4500 W; não há justificativa para trocar esse dado por 220 W.
  • ❌ B) O disjuntor deve ser sempre 20 A, independentemente do consumo do aparelho. A escolha depende da corrente calculada e dos requisitos da instalação, não de um valor universal.
  • ❌ C) Um disjuntor de 10 A pode suportar até 4500 W em 220 V sem risco. A corrente é 4500/220 ≈ 20,5 A, superior a 10 A; a alternativa ignora a relação entre potência, tensão e corrente.
  • ❌ D) A potência do chuveiro não influencia a escolha do disjuntor. A potência permite calcular a corrente e, portanto, é relevante para avaliar a proteção do circuito.
  • ✅ E) Não. A corrente é I = P/V = 4500/220 ≈ 20,5 A, acima de 10 A. A comparação numérica mostra que o disjuntor indicado no enunciado não corresponde à corrente calculada. Aquecimento excessivo pode representar risco; a adequação real deve ser avaliada conforme as especificações e normas aplicáveis.

4. Em aparelhos eletrônicos, um capacitor de desacoplamento C = 0,10 µF liga a carcaça ao condutor fase; rede V = 230 V, f = 50 Hz. Calcule a corrente de fuga eficaz Ileak e avalie se um DR de 30 mA dispararia. Use I = C·ω·V, ω = 2πf.

  • ❌ A) Ileak ≈ 15 mA, DR dispara. A substituição dos valores resulta em aproximadamente 7,2 mA, abaixo de 30 mA, não em 15 mA.
  • ❌ B) Considerar capacitor de 1 µF e corrente de 10 mA. O dado é 0,10 µF; alterar a capacitância muda o cálculo e não responde ao enunciado.
  • ❌ C) Ileak é 20 mA e o DR não dispara. O resultado está superestimado: usando os valores fornecidos, a corrente é aproximadamente 7,2 mA.
  • ❌ D) Ileak ≈ 5 mA; o DR não dispara. A conclusão sobre não atingir 30 mA coincide com o resultado, mas o valor calculado subestima a corrente correta.
  • ✅ E) Ileak ≈ 7,2 mA; não dispara um DR de 30 mA. Primeiro, ω = 2π·50 ≈ 314,16 rad/s. Depois, I = 1×10⁻⁷·314,16·230 ≈ 0,00723 A, ou 7,2 mA, abaixo do valor de 30 mA.

5. Um anel metálico é exposto a uma fem e(t) = 0,80·sen(377t) V; sua resistência é R = 0,50 Ω. Calcule a potência média dissipada por efeito Joule. Use Vrms = Vmáx/√2 e P = Vrms²/R.

  • ❌ A) Vrms = 1,0 V e P = 0,5 W. A tensão eficaz não pode ser maior que a tensão máxima de 0,80 V neste caso; deve-se dividir por √2.
  • ❌ B) O anel dissipa apenas 0,1 W. Esse resultado subestima a potência obtida com Vrms ≈ 0,566 V e R = 0,50 Ω.
  • ❌ C) P = 1,28 W, portanto há aquecimento extremo. O cálculo da potência fica superestimado; aplicando a tensão eficaz, obtém-se aproximadamente 0,64 W.
  • ❌ D) A potência média é 2 W. Esse valor também é muito superior ao resultado das fórmulas fornecidas.
  • ✅ E) P ≈ 0,64 W. Vrms = 0,80/√2 ≈ 0,566 V; então P = 0,566²/0,50 ≈ 0,32/0,50 ≈ 0,64 W. Mesmo uma potência menor que as alternativas incorretas pode produzir aquecimento; o contexto destaca que o anel pode causar queimadura ao toque.

6. Uma chaleira contém 1,50 kg de água a 20 °C e é aquecida até 100 °C em 5,0 min. Usando cágua = 4,20×10³ J/(kg·K), calcule a potência média necessária. Use P = Q/t e Q = mcΔT.

  • ✅ A) P ≈ 1,68×10³ W, ou 1,68 kW. A variação é ΔT = 80 K. Assim, Q = 1,5·4,20×10³·80 = 5,04×10⁵ J. Como 5 minutos são 300 segundos, P = Q/t = 5,04×10⁵/300 = 1,68×10³ W.
  • ❌ B) P = 1,2×10³ W, calculada apenas pela massa. A massa sozinha não determina a energia: é preciso considerar também calor específico e variação de temperatura, e dividir pela duração.
  • ❌ C) P = 2,0×10³ W porque o tempo é curto. A justificativa intuitiva não substitui o cálculo; com os dados fornecidos, o resultado é 1,68 kW.
  • ❌ D) P = 1,0 kW, já que cinco minutos seria muito tempo. A duração precisa entrar na fórmula em segundos; usando-a corretamente, a potência é maior que 1,0 kW.
  • ❌ E) P = 3,0×10³ W, considerando aquecimento instantâneo. O processo dura 300 s, e o cálculo da potência média resulta em 1,68×10³ W, não em uma estimativa de aquecimento instantâneo.

7. Uma bateria veicular de 12,0 V tem resistência interna r = 0,050 Ω e ocorre um curto-circuito por um fio com resistência rfio = 0,020 Ω. Usando V = I·R, calcule a corrente de curto-circuito.

  • ❌ A) 100 A, considerando apenas a resistência do fio. Essa conta desconsidera a resistência interna da bateria, também informada no problema.
  • ❌ B) 60 A, pois a resistência total é baixa. A resistência total é 0,050 + 0,020 = 0,070 Ω; dividir 12,0 V por esse valor não produz 60 A.
  • ❌ C) 125 A pela soma das resistências. Embora some as resistências, a divisão pela resistência total deve ser feita corretamente: 12,0/0,070 ≈ 171 A.
  • ❌ D) 200 A, dada a alta tensão da bateria. A corrente não deve ser escolhida por impressão; depende da tensão dividida pela resistência total calculada.
  • ✅ E) Ishort ≈ 171 A. A resistência total é 0,070 Ω e, pela Lei de Ohm, I = 12,0/0,070 ≈ 171,4 A. O item mostra por que ignorar a resistência interna altera o resultado.

8. Um micro-ondas doméstico tem vazamento de potência P = 1,0 W. A intensidade a uma distância r é I = P/(4πr²). Qual a distância mínima para que I = 0,01 W/m², ou 10 mW/m²? Use unidades SI.

  • ❌ A) r = 3,5 m, pois a potência vai muito longe. A alternativa não resulta da fórmula; para a intensidade-limite indicada, o cálculo dá aproximadamente 2,82 m.
  • ❌ B) r = 4,0 m por ser dois metros a mais. Somar uma distância por conveniência não resolve a relação entre intensidade e distância apresentada.
  • ❌ C) r = 1,0 m, já que a intensidade é baixa em 1 W. A distância deve ser obtida isolando r na equação; o resultado é maior que 1 m.
  • ❌ D) r = 5 m para garantir segurança contra radiação. O valor não corresponde à solução da equação solicitada, que é aproximadamente 2,82 m. Não se deve substituir o cálculo por uma distância arbitrária.
  • ✅ E) r ≈ 2,82 m. Isolando a distância, r = √[P/(4πI)] = √[1/(4π·0,01)] ≈ 2,82 m. A conclusão vale para o modelo e os dados fornecidos no exercício.

Para fechar: transformar cálculo em decisão

Depois da resolução, retomo com a turma duas perguntas: qual dado sustentou a conclusão e que limite existe para interpretar esse resultado? Essa conversa ajuda a consolidar Física e tomada de decisão sem exagerar o alcance de uma conta. Para montar uma avaliação alinhada às habilidades trabalhadas, consulte também questões da habilidade EM13CNT306, questões da habilidade EM13CNT308, questões da habilidade EM13CNT102 e questões da habilidade EM13CNT103. Você pode organizar novas questões no gerador de provas do GeraProva e fazer seu cadastro grátis para experimentar a plataforma.

Use estas questões como ponto de partida e adapte a atividade ao ritmo da sua turma. O GeraProva pode ajudar na preparação; revise sempre o material antes de aplicar e procure orientação técnica especializada para situações reais de instalação ou segurança.

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