Atividades de polissemia para o 5º ano com gabarito
Eu já percebi que a polissemia parece simples quando explico no quadro, mas muda de figura quando a turma precisa justificar por que uma palavra tem determinado sentido. No 5º ano, eu não fico só na definição: levo frases curtas, cenas do cotidiano e perguntas que obriguem os estudantes a olhar para as pistas do contexto.
Quando preparei minhas primeiras atividades, gastava muito tempo criando alternativas plausíveis e corrigindo respostas apressadas. Hoje, uso questões comentadas como ponto de partida e adapto o nível da turma. Isso me ajuda a enxergar se o aluno apenas decorou o termo ou se realmente consegue interpretar a palavra em uso.
O que é polissemia e como explicar no 5º ano?
Polissemia é o fato de uma mesma palavra assumir mais de um significado conforme o contexto em que aparece. Para o 5º ano, eu explico que não basta olhar a palavra isoladamente: é preciso ler a frase inteira e perguntar “o que está acontecendo aqui?”. Em “sentei no banco”, banco é assento; em “fui ao banco pagar a conta”, é instituição financeira; em “banco de areia”, é uma formação de areia. A habilidade EF05LP02 pede exatamente essa identificação dos diferentes sentidos. Eu começo com duas ou três frases, comparo as pistas de cada uma e peço que a turma complete uma tabela de sentidos. No GeraProva, consigo organizar questões por habilidade e ter um gabarito que revela o raciocínio por trás de cada alternativa.
Eu também faço uma distinção cuidadosa: palavras com vários sentidos podem exigir nomes técnicos diferentes em estudos mais avançados. Para a turma, o foco inicial é entender que o contexto decide o sentido. Assim, evito transformar a aula em uma lista de classificações antes de consolidar a leitura.
- Escreva a palavra-chave no centro do quadro.
- Apresente três contextos diferentes para ela.
- Peça que os alunos grifem as pistas que definem cada sentido.
- Retome a ideia: a palavra é a mesma, mas a situação muda.
Como montar atividades de polissemia que realmente avaliam?
Para avaliar polissemia de verdade, eu uso de 6 a 10 itens curtos, com situações reconhecíveis, e alterno três ações: localizar a palavra, escolher seu sentido e comparar duas ocorrências. A questão precisa trazer pistas suficientes no enunciado; caso contrário, ela mede adivinhação, não leitura contextual. Em uma atividade de 40 a 50 minutos, costumo propor quatro questões objetivas, uma questão de associação e uma produção breve de frases. Depois, corrijo coletivamente pedindo que os alunos defendam a resposta com uma expressão do texto. O GeraProva facilita esse planejamento porque apresenta habilidade BNCC, nível de Bloom, dificuldade, conceito central e distratores explicados. Com esses dados, eu equilibro itens de lembrar, compreender, aplicar e analisar, sem repetir sempre o mesmo formato.
Um roteiro que funciona na minha turma
- Aquecimento: diga uma palavra polissêmica, como “manga”, e peça sentidos possíveis.
- Leitura: entregue frases com palavras como banco, vela, bolsa e rio.
- Justificativa: exija uma pista textual junto da resposta.
- Fechamento: peça duas frases autorais com a mesma palavra em sentidos distintos.
Eu observo especialmente quem escolhe a resposta correta, mas não consegue explicar. Esse aluno precisa de mediação com perguntas como: “Qual trecho mostra que não é um assento?” A justificativa torna visível a estratégia de leitura.
Questões prontas com gabarito comentado
As seis questões abaixo formam uma sequência completa para diagnosticar e retomar polissemia e significado contextual. Eu começaria pelas questões 2 e 5, de dificuldade fácil, seguiria para as questões 1 e 4, alinhadas à EF05LP02, e usaria as questões 3 e 6 como desafio ou ampliação, pois trazem classificação linguística e análise mais refinada. Cada item apresenta a habilidade, o nível de Bloom, o conceito e a dica de resolução, dados que ajudam a decidir se ele serve para sondagem, atividade em dupla ou avaliação. Na correção, eu não revelaria apenas a letra correta: leria os distratores e perguntaria por que eles parecem possíveis, mas não respondem ao que o contexto informa.
1. Por que alguém senta no banco do parque e, depois, recorre ao banco para guardar dinheiro?
No parque central, Ana escolheu um banco de madeira para ler um livro ao ar livre. No fim do dia, ela entrou no banco próximo à praça para depositar seu salário. Em ambos os casos, a palavra banco aparece, mas adquire sentido distinto: no primeiro, trata-se de um assento; no segundo, refere-se a uma instituição financeira. Essa multiplicidade de sentidos mostra como a semântica varia conforme o contexto de uso das palavras.
Analise o texto-base e identifique a palavra cuja polissemia é exemplificada pelos dois sentidos apresentados.
BNCC: EF05LP02. Bloom: Lembrar. Conceito central: polissemia e contexto. Dica de resolução: Observe o contexto em que a palavra é usada para identificar os diferentes sentidos. Conceito para revisão: polissemia e alteração de significado pelo contexto.
- ❌ A) dia — Indica tempo cronológico de modo unívoco no texto.
- ✅ B) banco — Aparece como assento e instituição financeira, mostrando polissemia.
- ❌ C) parque — Indica apenas área de lazer.
- ❌ D) livro — Refere-se somente ao objeto de leitura.
- ❌ E) salário — Tem apenas o sentido de remuneração.
2. Qual é o significado mais adequado da palavra “vela”?
Durante a queda de energia, Pedro acendeu uma vela e a colocou sobre a mesa. A pequena chama iluminou a sala enquanto sua família procurava uma lanterna.
BNCC: EF04LP03. Bloom: Compreender. Conceito central: significado contextual da palavra. Dica de resolução: Observe o que o objeto faz e como é usado. Conceito para revisão: vocabulário e contexto.
- ❌ A) Qualquer fonte de claridade usada para tornar um cômodo visível durante a noite. — Generaliza demais e não identifica o objeto específico.
- ❌ B) Pequeno recipiente de vidro com óleo, usado para iluminar a casa quando falta energia. — Descreve uma lamparina, não uma vela.
- ❌ C) Pequena peça de madeira, com uma ponta fina, usada para acender o fogo. — Descreve um fósforo.
- ❌ D) Pequeno aparelho elétrico portátil, com pilhas, usado para iluminar ambientes escuros. — Descreve uma lanterna.
- ✅ E) Pequeno objeto feito de cera, com um pavio que produz luz quando aceso. — Define corretamente a vela apresentada.
3. Qual recurso aparece na palavra “rio”?
Na aula, Pedro leu: “O rio corre. Eu rio da piada.”
BNCC: EF69LP48. Bloom: Entender. Conceito central: polissemia em linguagem. Dica de resolução: Identifique o recurso que permite múltiplos sentidos para “rio”. Conceito para revisão: recursos de linguagem e polissemia.
- ❌ A) Uso de personificação — Não há atribuição de ação humana a um ser não humano.
- ❌ B) Uso de polissemia — Os sentidos e as classes gramaticais diferentes tornam mais adequada a classificação específica.
- ❌ C) Uso de sinonímia — Não há palavras de sentido semelhante.
- ✅ D) Uso de homonímia homógrafa — A escrita é igual; “rio” pode ser curso de água ou verbo rir.
- ❌ E) Uso de aliteração — O foco não é repetição de sons consonantais.
4. Na segunda vez, a palavra “banco” indica o quê?
Na escola, Sofia sentou-se em um banco do pátio para lanchar. Depois, passou em frente ao banco onde sua mãe foi pagar uma conta. A professora explicou que a mesma palavra pode ter sentidos diferentes.
BNCC: EF05LP02. Bloom: Aplicar. Conceito central: polissemia da palavra banco. Dica de resolução: Analise o contexto da segunda ocorrência. Conceito para revisão: sentidos de palavras polissêmicas.
- ✅ A) uma instituição financeira — É o local onde a mãe foi pagar uma conta.
- ❌ B) um espaço para brincar — O pátio pode servir para brincar, mas não define o segundo banco.
- ❌ C) um assento do pátio — Esse é o sentido da primeira ocorrência.
- ❌ D) uma mesa de madeira — O texto não menciona mesa.
- ❌ E) um lugar para lanchar — A ideia se relaciona ao primeiro banco.
5. Em qual ocorrência “banco” significa instituição financeira?
— Pedro, você lembrou de ir ao banco hoje para pagar a conta? perguntou sua mãe. Depois do almoço, ele sentou-se num banco de madeira no quintal para descansar. Ao anoitecer, observou o banco de areia que surgiu na margem do rio após a cheia.
BNCC: EF05LP02. Bloom: Lembrar. Conceito central: polissemia e contexto. Dica de resolução: Analise cada ocorrência de “banco”. Conceito para revisão: significado conforme o contexto.
- ❌ A) Em todas as ocorrências do texto — Apenas a primeira tem sentido financeiro.
- ❌ B) Na ocorrência 3 do texto — Indica formação de areia.
- ❌ C) Em nenhuma ocorrência do texto — A primeira ocorrência é financeira.
- ✅ D) Na ocorrência 1 do texto — “Pagar a conta” aponta para o estabelecimento financeiro.
- ❌ E) Na ocorrência 2 do texto — Indica assento de madeira.
6. Qual alternativa distingue corretamente os sentidos da palavra “bolsa”?
Em uma campanha recente de um centro cultural, foram concedidas 50 bolsas de estudo a jovens artistas. No mesmo período, durante a restauração da fachada histórica do prédio, operários colocaram bolsas de areia diante das janelas para conter possíveis detritos. Embora seja empregada nas duas situações, a palavra “bolsa” assume sentidos diferentes conforme o contexto em que aparece.
BNCC: EF69LP54. Bloom: Analisar. Conceito central: polissemia e contexto. Dica de resolução: Leia o contexto de cada uso. Conceito para revisão: polissemia e análise contextual.
- ❌ A) Recurso financeiro para restaurar a fachada e recipiente de areia para conter detritos. — O auxílio foi destinado aos jovens artistas, não à fachada.
- ✅ B) Auxílio financeiro para jovens artistas e recipiente de areia para conter detritos. — Distingue corretamente as duas ocorrências.
- ❌ C) Apoio concedido a jovens artistas e material usado na restauração da fachada. — As descrições são amplas e não identificam precisamente os sentidos.
- ❌ D) Auxílio financeiro para jovens artistas e proteção das janelas contra detritos. — Troca o recipiente pela função que ele exerce.
- ❌ E) Recipiente de areia para conter detritos e auxílio financeiro para jovens artistas. — Inverte a ordem dos sentidos no texto.
Como corrigir e retomar os erros mais comuns?
Na correção, eu separo os erros em três grupos: alunos que ignoram o contexto, alunos que escolhem uma ideia relacionada mas ampla demais e alunos que confundem objetos ou funções parecidas, como vela, lanterna e fósforo. Para cada grupo, proponho uma retomada de 10 minutos com as próprias alternativas erradas, sem expor quem errou. A turma lê a opção, procura no texto uma prova contra ela e reescreve a justificativa correta. Esse procedimento mostra que distrator não é “pegadinha”: é uma hipótese que não se sustenta na leitura. Se eu quiser gerar novas versões, ajustar dificuldade ou montar uma recuperação individual, uso o cadastro grátis do GeraProva e seleciono habilidades e níveis cognitivos compatíveis com o que observei.
Eu registro em uma planilha simples quais sentidos causaram mais dúvida. Se muitos confundem banco-assento e banco-instituição, volto a exemplos concretos; se a dificuldade está em justificar, trabalho conectivos como “porque” e “pois”, exigindo evidência textual.
Estas questões são um ponto de partida para a minha prática e podem ser adaptadas ao repertório da sua turma. Se você quiser economizar tempo na criação, testar variações e receber dados pedagógicos no gabarito, vale experimentar o GeraProva de forma gratuita.