Atividades de Período Mercantilista e Capitalismo para o 7º ano com gabarito
Atividades de Geografia para trabalhar Período Mercantilista e Capitalismo no 7º ano, com oito questões e gabarito comentado. Inclui sugestões práticas para comparar controle comercial, trabalho e investimento.
Quando trabalho Período Mercantilista e Capitalismo com o 7º ano, procuro tornar visível uma mudança que pode parecer abstrata: quem controla o comércio, como se organiza a produção e de onde vêm os recursos para investir. Comparar relatos de épocas diferentes ajuda a turma a não reduzir o tema a uma lista de palavras.
Nas questões deste material, os estudantes interpretam situações envolvendo monopólios, comércio colonial, fábricas, salários, bancos e circulação de mercadorias. Eu uso esse tipo de atividade para observar se conseguem apoiar a resposta em evidências do texto, e não apenas reconhecer termos conhecidos. As propostas estão relacionadas à habilidade EF07GE05 e podem servir para diagnóstico, prática ou revisão.
O que o aluno de 7º ano precisa saber sobre Período Mercantilista e Capitalismo
Para compreender o Período Mercantilista e o avanço do Capitalismo, o aluno precisa comparar formas históricas de organizar o comércio, a produção e o trabalho. No mercantilismo europeu, entre os séculos XV e XVIII, os Estados intervinham intensamente na economia: concediam privilégios a companhias, estabeleciam monopólios, controlavam rotas e buscavam acumular metais preciosos e ampliar riquezas e poder. Nas colônias, regras comerciais podiam restringir compradores e destinos das mercadorias. Com a expansão capitalista, ganharam espaço a propriedade privada dos meios de produção, o investimento de recursos em negócios, a produção voltada à venda, a concorrência e o trabalho assalariado. A industrialização reuniu máquinas e trabalhadores em fábricas, enquanto bancos, crédito e, em determinados contextos, bolsas e sociedades por ações ajudaram a financiar atividades. Isso não significa que o Estado tenha desaparecido: sua atuação e as relações econômicas variaram ao longo do tempo. O importante é reconhecer as diferenças sem tratar os dois sistemas como etapas simples e iguais em todos os lugares.
Essa base permite conversar também sobre Geografia. A economia transforma os territórios: portos, canais, ferrovias, cidades e áreas de produção se conectam de maneiras diferentes conforme os circuitos de mercadorias e capitais. Nos textos das questões, a mudança aparece, por exemplo, quando um destino comercial único dá lugar a vários compradores ou quando uma oficina doméstica é substituída por uma fábrica ligada a mercados mais amplos.
O que ele precisa saber antes
As questões pressupõem que a turma já tenha trabalhado características básicas do mercantilismo e do capitalismo, além de formas de produção e circulação de mercadorias. Também ajudam no desempenho conhecimentos sobre produção artesanal e sistema manufatureiro, Revolução Industrial, economia colonial e transformações industriais e urbanas. Não é necessário antecipar todos esses conteúdos em uma aula; vale identificar quais deles precisam de uma retomada breve.
Antes de aplicar a lista, eu reviso vocabulário que costuma concentrar a leitura: monopólio, privilégio comercial, trabalho assalariado, investimento privado e crédito. Podemos organizar no quadro duas colunas — “controle e exclusividade” e “concorrência e investimento” — e pedir que a turma associe exemplos a cada uma. Reforço que é preciso olhar o contexto do relato: a simples presença de comércio, vendedores ou oficinas não define sozinha um sistema econômico.
Onde os alunos mais erram
Um erro típico é confundir práticas mercantilistas — como monopólio autorizado pelo Estado e acúmulo de metais preciosos — com elementos associados à expansão capitalista, como livre negociação, concorrência e investimento privado. Em alguns itens, o distrator mais provável explora justamente essa confusão. Na primeira questão, por exemplo, a alternativa sobre metais preciosos pode atrair quem identifica um elemento histórico correto, mas não responde ao que marca o advento de práticas capitalistas.
Outro caminho equivocado é classificar qualquer situação com produção e venda como capitalismo, sem observar quem controla as regras. A feira fictícia da questão 2 ajuda a mostrar que há comércio nas duas rodadas, mas a exclusividade de uma equipe diferencia a primeira da concorrência da segunda. Nos relatos sobre fábricas, outro engano possível é concluir que trabalhadores assalariados são donos dos equipamentos ou confundir o salário com servidão. Para enfrentar esses erros, peço que os alunos sublinhem as evidências do texto antes de marcar uma alternativa: quem autoriza, quem possui, quem trabalha e para onde a produção circula.
Também vale chamar atenção para as alternativas que invertem a ordem temporal. Algumas descrevem corretamente uma característica, mas a colocam no período errado. Ao comparar os trechos, a turma deve localizar os marcadores de tempo e relacioná-los às mudanças narradas, sem supor que toda transformação aconteceu de uma vez ou da mesma maneira em diferentes lugares.
Como trabalhar em sala
- Monte um quadro comparativo: registre mercantilismo e capitalismo em colunas. Preencha com a turma aspectos como controle do comércio, concorrência, trabalho, propriedade e investimento. Use exemplos presentes nos enunciados, em vez de pedir definições soltas.
- Faça uma leitura com pistas: antes de responder, peça que cada estudante destaque palavras relacionadas a controle estatal, monopólio, salário, crédito ou investimento. Depois, conversem sobre como cada pista ajuda a interpretar a situação.
- Use uma feira simulada sem custo: com papéis ou apenas oralmente, compare uma rodada em que há um único vendedor autorizado e outra com vários vendedores negociando. A atividade retoma a lógica da questão 2 sem confundir a simulação com uma reprodução completa dos sistemas históricos.
- Organize uma linha do tempo: coloque os relatos em ordem e indique o que muda entre eles. Convide a turma a separar mudança tecnológica, relação de trabalho e controle comercial, para não tratar esses aspectos como sinônimos.
- Peça justificativa curta: além de marcar a alternativa, cada aluno registra uma evidência textual que sustenta a resposta e explica por que um distrator não se aplica. Essa rotina torna o raciocínio visível e ajuda a planejar a retomada.
Para ampliar o trabalho, você pode consultar mais questões da habilidade EF07GE05. A lista a seguir reúne as oito questões validadas, com alternativas comentadas para apoiar a correção coletiva ou a revisão individual.
Questões prontas de Período Mercantilista e Capitalismo para o 7º ano (com gabarito comentado)
1. Em um relato ilustrativo, descreve-se que, no século XVII, a Coroa portuguesa impunha monopólios sobre o comércio de especiarias, obrigando os produtores coloniais a vender exclusivamente para navios reais. Os lucros eram convertidos em metais preciosos, enriquecendo os cofres do rei. Já no início do século XVIII, comerciantes independentes começaram a desafiar essas regras, estabelecendo feiras livres em portos e propondo contratos privados de compra e venda. Com menos intervenções estatais, passaram a negociar preços diretamente entre si e a buscar crédito em casas bancárias emergentes, fomentando maior mobilidade de mercadorias e de capitais. Analise o texto-base e identifique qual aspecto mencionado representa o advento de práticas típicas do capitalismo em relação ao mercantilismo.
- ❌ A) Controle estatal sobre as práticas comerciais nas colônias. O controle estatal rígido é característica do mercantilismo, não da prática capitalista destacada no texto.
- ❌ B) Venda obrigatória da produção colonial aos navios da Coroa. O monopólio da Coroa também representa o controle mercantilista.
- ✅ C) Livre negociação de preços entre comerciantes independentes. A negociação direta, com menos intervenção estatal, marca a transição para práticas capitalistas descrita no relato.
- ❌ D) Realização de escambo como principal modalidade de troca. O escambo não é o elemento que caracteriza o capitalismo emergente apresentado; o texto menciona contratos, crédito e negociação de preços.
- ❌ E) Acúmulo de metais preciosos no tesouro dos reis europeus. Essa prática caracteriza o mercantilismo e não a livre negociação entre comerciantes.
Gabarito: C. A pista decisiva é a mudança do monopólio para a negociação direta de preços. A alternativa E pode parecer adequada por mencionar um traço histórico importante, mas descreve o modelo anterior.
2. Para uma apresentação escolar, uma turma criou duas rodadas de uma feira fictícia. Na primeira, a direção autorizou uma única equipe a vender tecidos e determinou de quais oficinas ela poderia comprar. Na segunda, várias equipes puderam adquirir tecidos de diferentes oficinas, definir preços e disputar compradores. A turma explicou que cada rodada representava uma forma de organização econômica. Qual análise identifica corretamente a alteração econômica representada entre as duas rodadas da feira?
- ❌ A) As duas rodadas representam o mercantilismo, pois a venda de tecidos depende da existência de oficinas produtoras e de compradores. Ter produção e comércio não basta para caracterizar o mercantilismo; a segunda rodada destaca concorrência e liberdade de negociação.
- ❌ B) A concorrência comercial da primeira rodada foi substituída pelo monopólio concedido pela direção na segunda rodada. A alternativa inverte a ordem: o monopólio aparece na primeira rodada e a concorrência, na segunda.
- ❌ C) As duas rodadas representam o capitalismo, pois em ambas há circulação de mercadorias, definição de preços e realização de vendas. Essa leitura ignora a exclusividade e o controle da primeira rodada.
- ❌ D) A primeira rodada representa o capitalismo porque uma equipe vende tecidos, e a segunda representa o mercantilismo porque existem diferentes oficinas. A classificação considera apenas vendedores e oficinas, sem observar monopólio e concorrência.
- ✅ E) O controle e a exclusividade comercial da primeira rodada deram lugar à maior liberdade de negociação e à concorrência entre vendedores. A resposta reconhece a passagem de práticas mercantilistas, baseadas em privilégios e controle, para relações com mais concorrência e iniciativa privada.
Gabarito: E. A comparação deve se concentrar nas regras de cada rodada, não apenas na presença de mercadorias. A feira é uma analogia útil, mas não representa todos os aspectos históricos dos sistemas econômicos.
3. Um material didático reúne dois relatos fictícios sobre uma mesma região europeia. No primeiro, um agente do rei autoriza uma companhia a vender, com exclusividade, produtos trazidos das colônias; navios sem licença não podem participar do negócio. No segundo, já no início do século XIX, um trabalhador conta: “O dono reuniu máquinas e empregados num grande galpão. Recebo pagamento semanal, e ele usa parte do lucro para comprar mais equipamentos.” Os relatos mostram formas diferentes de organizar a produção e a circulação de mercadorias. Interprete os relatos e identifique a alteração na organização econômica que eles permitem reconhecer.
- ❌ A) A passagem da produção com máquinas ao artesanato voltado apenas ao consumo local. O segundo relato menciona máquinas e trabalhadores reunidos, não o retorno ao artesanato local.
- ❌ B) A passagem da livre concorrência ao reforço dos monopólios coloniais controlados pelo Estado. O monopólio corresponde ao primeiro relato; o segundo descreve outra organização.
- ❌ C) A passagem do trabalho assalariado ao predomínio das oficinas familiares autônomas. O trabalhador recebe pagamento semanal no galpão; o texto não descreve oficinas familiares no período posterior.
- ❌ D) A passagem da propriedade privada das fábricas à propriedade coletiva dos trabalhadores. Receber salário não torna os empregados proprietários das máquinas ou do galpão.
- ✅ E) A passagem do controle estatal do comércio à ampliação do investimento privado e do trabalho assalariado. O primeiro relato apresenta monopólio autorizado pelo Estado; o segundo, propriedade privada, salário e reinvestimento do lucro.
Gabarito: E. A resposta reúne as evidências centrais dos dois relatos. Ao corrigir, vale distinguir trabalho assalariado de propriedade: são relações diferentes, embora apareçam juntas na situação descrita.
4. Na Inglaterra do fim do século XVIII, um registro fictício de uma cidade junto a um canal descreve que um negociante reuniu economias e empréstimos para instalar máquinas de fiar. Antes, famílias recebiam lã de um comerciante local e trabalhavam em casa. Após a instalação, dezenas de pessoas passaram a cumprir horários fixos em troca de salário; o algodão chegava pelos portos, vindo de regiões distantes, e os tecidos eram enviados a mercados de várias cidades. A cidade cresceu com moradias operárias perto das oficinas. O conselho municipal não era dono do negócio, mas melhorou uma ponte do canal após pedidos de comerciantes interessados em reduzir o tempo de transporte. Um parente do proprietário continuava ligado a uma companhia que possuía direito exclusivo de comerciar certos produtos coloniais. Analise as relações entre produção, trabalho, circulação e poder público descritas no texto e identifique a alteração que melhor caracteriza o avanço do capitalismo.
- ❌ A) Predomínio de propriedades rurais voltadas ao autoconsumo e isoladas dos circuitos urbanos. A produção depende de portos, canais, cidades e mercados distantes, portanto não é isolada nem voltada somente ao autoconsumo.
- ✅ B) Predomínio de empresas privadas que investem, contratam assalariados e disputam mercados mais amplos. A fábrica privada, o trabalho assalariado e a venda em diversos mercados indicam relações capitalistas em expansão.
- ❌ C) Predomínio de companhias com monopólios concedidos pela Coroa sobre as rotas comerciais. O texto cita um monopólio colonial, mas ele não explica a organização da fábrica descrita.
- ❌ D) Predomínio do Estado como proprietário das fábricas e definidor da produção industrial. O conselho melhora uma infraestrutura, mas o negócio pertence a investidores privados; atuação pública não significa propriedade da fábrica.
- ❌ E) Predomínio de oficinas familiares que controlam todo o ritmo e destino de sua produção. O texto contrasta o trabalho doméstico anterior com a concentração de trabalhadores sob horários e salários.
Gabarito: B. O avanço capitalista aparece na combinação entre investimento privado, fábrica, assalariamento e ampliação dos mercados. A menção ao conselho municipal não muda a propriedade do empreendimento.
5. Em um relato ficcional situado em uma cidade inglesa na segunda metade do século XVIII, uma comerciante descreve mudanças no trabalho de sua família: “Meu avô produzia peças em casa e dependia das regras da corporação de ofício. Alguns comerciantes tinham permissão da Coroa para negociar certos produtos. Agora, um proprietário reuniu máquinas e trabalhadores em um galpão. Ele paga salários, procura vender para diferentes compradores e reinveste parte do dinheiro em mais equipamentos. Muitos artesãos deixaram de controlar todo o processo de produção e passaram a trabalhar por jornada.” Interprete as mudanças descritas no relato e identifique a transformação econômica que caracteriza o avanço do capitalismo.
- ❌ A) A ampliação do trabalho artesanal autônomo e da produção doméstica sem máquinas. Galpão, máquinas e salários indicam concentração produtiva, não expansão do artesanato doméstico.
- ❌ B) A retomada da produção rural para consumo próprio e da troca direta de mercadorias. O relato descreve venda a compradores, circulação de dinheiro e reinvestimento, não subsistência ou escambo.
- ❌ C) A substituição do trabalho assalariado por obrigações de servidão ligadas à terra. O pagamento por jornada é trabalho assalariado, não servidão.
- ❌ D) A manutenção de privilégios comerciais pela Coroa e do controle das corporações de ofício. Essas referências pertencem à organização anterior; o relato destaca mudanças em relação a ela.
- ✅ E) A substituição de privilégios comerciais pela concorrência e pelo investimento privado na produção. A produção com capital privado, salários, vendas ampliadas e reinvestimento contrapõe-se às permissões da Coroa e às antigas regras dos ofícios.
Gabarito: E. A evidência está na mudança da produção doméstica e dos privilégios comerciais para a fábrica privada, com trabalho por jornada e reinvestimento.
6. Por que um mesmo armazém pode contar duas histórias diferentes? Ao restaurar um antigo armazém em uma cidade portuária, a equipe encontrou dois conjuntos de papéis. No primeiro, de meados do século XVIII, o comerciante só podia vender açúcar para um comprador autorizado, precisava de licença da Coroa, pagava taxas na saída do porto e era proibido de negociar com navios de outras bandeiras. No segundo, já no fim do século XIX, aparecem recibos de um banco local, contratos de trabalhadores “por salário mensal”, apólices de seguro para a carga e um anúncio convidando pessoas da cidade a comprar “ações” de uma empresa de transporte. Os dois conjuntos citam o mesmo produto e o mesmo porto, mas as regras do negócio e as relações de trabalho não são as mesmas. Com base no texto, identifique o título mais adequado para um painel do armazém que sintetize a transformação econômica descrita.
- ✅ A) Destaca a passagem do comércio controlado pela Coroa para negócios com crédito, seguros e investimento privado. Relaciona monopólio e taxas, no primeiro conjunto, a banco, ações e trabalho assalariado, no segundo.
- ❌ B) Destaca a passagem da produção voltada ao mercado para o retorno do escambo e das trocas diretas no porto. O texto não descreve escambo: há contratos, recibos, seguros e ações.
- ❌ C) Destaca a passagem da liberdade comercial para o fortalecimento de monopólios e da exclusividade de compra e venda. A exclusividade aparece no conjunto mais antigo; depois surgem diferentes agentes financeiros e comerciais.
- ❌ D) Destaca a passagem do trabalho assalariado para o trabalho obrigatório por licença real como forma de pagamento de taxas. O salário aparece no relato mais recente, e licença e taxas se referem ao comércio antigo, não a uma forma de pagamento de trabalho.
- ❌ E) Destaca a passagem do comércio colonial para a industrialização baseada apenas na substituição do navio a vela pelo vapor. A questão enfatiza regras comerciais e finanças, não uma mudança de transporte.
Gabarito: A. O título correto sintetiza as pistas financeiras e a mudança no controle do comércio. A alternativa E reduz indevidamente a transformação a uma tecnologia de transporte que nem sequer é apresentada no texto.
7. Registros históricos apontam que, durante a expansão ultramarina do século XVII, grandes companhias eram criadas por cartas régias, recebendo privilégios de monopólio no comércio de especiarias, controlando quem importava e exportava e destinando parte dos lucros ao tesouro real. Nesse modelo mercantilista, a circulação de metais preciosos fundamentava o poder do Estado. Já no século XIX, o surgimento de bancos de investimento e de bolsas de valores permitiu que investidores de diferentes origens reunissem recursos, compartilhassem riscos e aplicassem capital em empreendimentos industriais sem intervenção direta da Coroa, acelerando a produção em larga escala. Analise o texto-base e identifique a característica do sistema capitalista que, em contraste com o mercantilismo, viabilizou a diversificação de investimentos e a expansão industrial no século XIX.
- ✅ A) Instituição de mecanismos financeiros privados que reuniam poupanças de investidores e destinavam capital a empreendimentos industriais. Bancos e bolsas reuniam recursos de diferentes investidores e os direcionavam a negócios industriais, sem intervenção direta da Coroa.
- ❌ B) Concessão de cartas régias a companhias que detinham monopólio no comércio ultramarino. Essa alternativa descreve privilégios mercantilistas, não o financiamento privado diversificado.
- ❌ C) Controle da Coroa sobre a escolha dos investidores e a aplicação de recursos industriais. O texto destaca aplicação de capital sem intervenção direta da Coroa.
- ❌ D) Uso de bancos e bolsas para financiar exclusivamente o comércio de especiarias. O relato associa esses mecanismos financeiros ao financiamento de empreendimentos industriais.
- ❌ E) Acúmulo de metais preciosos em tesouros controlados pela Coroa e avaliação do poder nacional. Essa é uma característica mercantilista, não o mecanismo capitalista que a questão solicita.
Gabarito: A. A diferença está em quem reúne e direciona os recursos: mecanismos financeiros privados ampliam as possibilidades de investimento industrial, ao passo que monopólios e metais preciosos remetem ao mercantilismo.
8. Nas anotações de um viajante sobre um porto do litoral, aparecem dois trechos de cartas guardadas pela mesma família. No primeiro, do século XVIII, o autor comenta que só navios com licença do rei podiam atracar. A carga principal era açúcar e fumo, que saíam para um único destino, e os preços eram definidos por ordens oficiais. Ele registra também que a fiscalização combatia o contrabando. No segundo trecho, já no século XIX, a carta descreve a construção de armazéns por uma companhia privada e a chegada de uma ferrovia ligando o porto ao interior. Bancos passaram a oferecer empréstimos para comerciantes, e uma fábrica local começou a contratar trabalhadores por salário para produzir tecidos que seriam vendidos a diferentes compradores. A partir do texto, identifique a mudança nas relações econômicas e no uso do território que explica a passagem do cenário do século XVIII para o do século XIX.
- ❌ A) Substituição da integração por ferrovia e porto por isolamento econômico baseado apenas em rotas locais. Ferrovia e armazéns indicam maior integração territorial, não isolamento.
- ❌ B) Substituição do trabalho assalariado industrial por trabalho compulsório controlado diretamente pelo Estado. O segundo trecho destaca contratação por salário, não a ampliação do trabalho compulsório estatal.
- ✅ C) Substituição do monopólio estatal do comércio por concorrência e investimento privado nos fluxos portuários. O texto passa do controle do rei e destino único à atuação de empresa privada, bancos e vários compradores.
- ❌ D) Substituição da produção voltada ao mercado externo por agricultura de subsistência para consumo local. O trecho mais recente descreve produção para venda a diferentes compradores, não retorno ao autoconsumo.
- ❌ E) Substituição do uso de moeda e crédito bancário por trocas diretas sem circulação financeira. Bancos e empréstimos apontam expansão financeira, não escambo.
Gabarito: C. A mudança combina relações econômicas e uso do território: maior presença de investimento privado, crédito e conexões entre porto e interior, em contraste com o comércio controlado e direcionado a um destino único.
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